25/03/2009 - 23:28
“Na sociedade contemporânea, o Adversário tem especialização em três áreas: ruído, pressa e multidões. Se ele conseguir nos manter debaixo de um amontoado de coisas, descansará satisfeito. o psiquiatra Carl Jung certa vez observou: ‘A pressa não é do Diabo; ela é o Diabo’.”
Richard Foster
em Celebração da Disciplina – o caminho do crescimento espiritual, p. 45.
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Expressão alheia
Tags: Multidões, Pressa, Ruído, Sociedade
06/03/2009 - 19:49

- Cê credita minina?! Cheguei em casa ontem e não tinha água! Cheguei em casa hoje e não tinha água!
- Ah, mas eu acredito dimais… a cidade pequena tá ficano grande! O povo vai subindo os morros e a água nun guenta chegá lá im cima!
- Cê credita?! Onti té durmi sem tomá banho, mais justo hoje qui vô viajá… aágua cabô traveiz! “Ai, ai, ai”, eu pensei, “vou ter que tomar banhdibaldi”.
- Não!?
- Sim. Banhdibaldi. Meio baldi ainda, que peguei um restin di água que inda saía pela tornera… e ainda lavei o cabelo!
- Nossa! Mais aí cê economizô dimais!
- E num é? Otrô dia eu pensei nessa coisa da água acabá, do mundo ficá seco, do mar virá sertão… intão té pensei qui a genti gasta uma tantura de água!
- Ai..
- Ah, mas dimais! Dimais! Quando qui a genti lava rôpa, poim na máquina e ela fica, fica.. e joga água e pega mais e vira e mexe e, às vezes, pega um cadim mais de água… se preciso.
- E num é?!
- I é! Traveiz eu fui tomá banho e disse que eu merecia um banho bem demorado! Então eu fiquei uns minutinhos a mais. Ou então, quando eu quero tomar banho com água qeuntin, mas aí eu coloco o chuveiro no inverno, aí a água fica bem quenti, aí eu tenho que ligar mais o chuveiro, para sair mais água… que fica morninha!
- É… té qui esse povo da universidade que diz que a água vai cabá tá falano a verdade! E já cabô.
- É nada! São esses studanti que vem qui, enche a cidade e gasta tudo a água.
- E num é?!
- É sim. Eu digo… é sim!
- É… num sei o que qui vai sê. Cidade pequena que qué virá grande de um dia prô otro!
- I num é… i é a genti do morro qui paga. Água num chega e banho é dibaldi.
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Ao vivo, Conto Crônico
Tags: Água, Cidade, Viçosa
02/03/2009 - 23:15

É mês de julho
As folhas ainda caem das árvores na Praça Central
Um capuccino no Café 120
e sua mão na minha.
Um clic… sem flash
olhar sub-objetivo.
Segundo clic
sua mão de novo na minha..
Uma bolsa nova…
Um velho amor
Sorriso novo… moça nova
Nada de novo debaixo do céu.
Nenhuma folha a mais caiu,
nada de novo aconteceu…
meu primeiro amor
… nascido num final de outono.
Era errado?
Era certo?
Errar é errado?
Sempre acertar? Sempre?
Sua mão na minha
Só isso importava
Capuccino na praça
no centro da cidade.
Sua mão na minha
num final de outono
Um sorriso, um clic
Um até logo que não volta mais!
Tábata Mori
02 de março de 2009, +-12h45
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Expressão
Tags: Amor, Fotografia, Morte, Saudade
01/03/2009 - 15:34

Você foi a primeira pessoa que eu amei. Talvez você até soubesse disso. Não, não precisa mais definir equívocos, mas foi assim que tudo terminou. Aquele café? Ah, fica pra outra hora… quem sabe!
Eu já chorei antes. Hoje não foi a primeira vez. Aliás, aprendi a chorar quando a gente terminou… na verdade, quando eu percebi que você não me queria mais. Não, não sei o que eu fui, nem dá mais pra perguntar! Mas, eu chorei… porque deixei de ser essa tal qualquer coisa.
Nenhum “equívoco” – como você chamou recentemente – vai ficar mais ameno porque você morreu. Mas, eu quis te ouvir, te ver… quem sabe até te fotografar! Nunca mais, nunca mais face a face… com a sua objetiva.
Por que? Por que tinha que começar daquele jeito e por que tinha que terminar… daquele jeito? Porquês agora não me valem de nada. Nada me vale de nada. Você se foi. Nunca mais vou poder te dizer que a nossa última conversa não foi a última vez que pensei em você. Nunca mais vou dizer que muitas vezes eu quis te perdoar e não consegui. Nunca mais você vai saber que eu te perdoei antes de você morrer, mas… nunca mais vou te pedir perdão.
“Chóro”…
“Chóro” nem sei porquê.
“Chóro” há horas…
por mim
por você.
Me perdoe!?
Me perdoe?!
Acho que não vamos nos encontrar na eternidade. Eu sinto por isso.
Ah Deus! Me perdoe!? Me perdoe Deus!?
Eu ia propôr que nos encontrássemos no dia 15… me perdoe por chegar tarde.
Tábata Mori, ao vivo
01/03/2009 – no meu quarto
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Ao vivo, Expressão
Tags: Alma, Amor, Fotografia, Morte, Saudade