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Arquivo de fevereiro, 2008

11/02/2008 - 08:00

Palavras…

Parece que as palavras às vezes são falhas! Mas, tenho certeza que não estão aqui por acaso.
Às vezes somos como as palavras. Contudo… vivemos ao acaso com mais frequência que elas.
Queremos calar… queremos ter calado… mas já dissemos… queremos ter apagado… mas, uma vez escrito… maktub!

As palavras não estão aqui nem aí ao acaso! Têm mais significado do que se consegue ler ou ouvir!
Gosto de ler nas entrelinhas… gosto de ouvir… nas entrelinhas! Cuidado! Sou uma observadora dos detalhes!
Eles me fazem lhe conhecer… e me encontrar em alguns rabiscos da sua fala!

Não, claro que não! Não procuro lhe entender. Procuro é a mim mesma! Também não sou altruísta e muito menos tão empática quanto pensam. Não!… sou egoísta. Me falo em sua fala… me conheço em seu conhecimento… até me vingo em sua falha!

Você me conhece assim? Não.
Mas, não sou má… ah, isso eu não sou!
Mas meu desejo de conhecer é maior do que o desejo de simplesmete lhe ouvir ou ajudar!

Bem sei: as palavras não voam ao acaso! Logo, não vêm a mim sem um motivo!

Gostei de lhes conhecer. Saborear! Mais profundo que a poesia, só a dor! Quando quiserem, podem comprtilhá-la comigo!

Desculpem-me se ignorei a simplicidade (aquela que “funciona!”). Desculpem-me se nem sempre sou eufórica… nem sempre sou retórica também… eu nem mesmo sou sempre cristã!

Sempre é muito tempo para ser uma única coisa. Talvez, no caso dessa última coisa, não! Mas, sempre é um tempo que não existe e a gente insiste em pronunciá-lo. Contudo, as palavras não estão aqui ao acaso… elas têm significado!

Acho que sou uma palavra. Cansada de ter o significado errado!

Tábata Mori, 04/02/2008, 07:59h
por e-mail a dois amigos.

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Reflexões em grupo Tags: ,
10/02/2008 - 15:52

Um dia depois…

A princípio apenas gostei.
Mas, no princípio sempre somos inexperientes.
É verdade… a aparência – enganosa – diz que seu mundo é de números. Mas… eu já suspeitava que no cerne dele corriam letras. Ou, às vezes, nem corriam… caminhavam cheias de conhecimento, com significado e, com certeza, com poesia!

Entendo sua falta de alegria, seu excesso de ironia. Confesso que a eloquência me incomoda – embora eu seja eloquênte de vez em quando – e a retórica me é ridícula.

Confesso! Mas, diriam que confessar também é patético. Diriam também que eu sou patética… quem perguntaria o porquê da ironia ou a causa do sarcasmo?

Também dizem que é patético se fazer entender. O desconhecido é muito mais sedutor! Ainda assim… fazemos e refazemos a fim de que se nos entendam.

Quer mesmo saber?

Em parte, acho que lhe entendo, pois também caminham em mim a ironia e a poesia (quase sempre juntas)… sutilmente distraídas e seduzidas com um fim que nem sempre é compartilhado, nem sempre é entendido e muito menos aprovado. Tudo bem, é um fim!

Eu também gostaria de alegrar-me. Principalmente pelo motivo que teoricamente todos compartilhavam. Mas, eu não apenas quis, eu o fiz, porque para mim, para meu “eu” que vez em quando não é tão egoísta, aquele motivo bastava… aquela vida era suficiente para me dar alegria. Então, comemorei.

Sim, responde a minha pergunta, mas… tenho tantas outras. Talvez um dia… mais calmo, menos festivo, menos irônico, menos eloquente… menos torpe. Um outro dia. Talvez a gente possa conversar, perguntar e responder.

Mas, tudo também é um talvez. E há quem ache tudo isso patético!

Tábata Mori, 29/01/2008, 19:46h
por e-mail a dois amigos.

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Reflexões em grupo Tags: , ,
01/02/2008 - 19:00

Fala sério!

Você já se apaixonou pela pessoa errada?
Eu também.
Não, não estou apaixonada. Mas estou com a mesma sensação!
Logo, não consigo escrever.
As palavras invadem a minha mente, mas elas não chegam até vocês.

Prometo melhorar. Mas, até lá… pode postar alguma coisa em meu lugar. Se quiser! Claro!

Arrivederci,

Tábata Mori, ao vivo

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Ao vivo, Nem sei... Tags:
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