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Arquivo de novembro, 2007

20/11/2007 - 18:37

Quando

Quando eu era criança eu era linda!
Tinha pureza nos olhos, tinha esperança no andar!

Hoje,
ainda ando…
sem tanta pureza, sem tanta beleza!

Tábata Mori, há muito tempo atrás!

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Expressão Tags: , ,
20/11/2007 - 18:26

Um beijo

que tantas contas faz saber o que é um beijo?
se um ou milhares
se homens ou mulheres!
Que fazes conta agora?
quem juraria um beijo?
quem prometeria a mesma boca… sempre?
ninguém em sã consciência se restringiria assim!

e por que não um beijo contado ao pé do ouvido
com outro sabor… “segredos de liquidificador”
sem alma, com amor
sem roupa, com calor.

“beijos”

Tábata Mori, 20/11/2007, em resposta a:

Beijos

Um beijo, afinal de contas, o que é?
Um juramento feito um pouco mais de perto, uma
promessa
Mais precisa, uma confissão que quer confirmar-se,
Uma letra cor-de-rosa que se põe no verbo amar;
É um segredo contado à boca em vez do ouvido,
Um momento de infinito que faz um zumbido de abelha,
Uma comunicação com sabor a flor,
Uma maneira de se respirar um pouco o coração
E de saborear, à beira dos lábios, a alma!

por, Ricardo Moreira Rodrigues

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Poesia, Poesia alheia Tags: , ,
07/11/2007 - 20:25

Sentir

Sentir… sentir… sentir

Com ritmo, com cheiro, com cor
Sentir de verdade
De corpo e alma…

o corpo vai… a alma não te pertence

Cheirar, suar, falar baixinho!
Sorrir e gargalhar…
o corpo ri, a alma não te pertence!

Te olhar de novo
perder tudo de vista
nada mais existe dentro de mim
nem cheiro, nem riso, nem falares baixinho!

Tudo é muito estranho!
Tudo é muita coisa!
Em parte eu sabia… agora sei por inteiro!

Acaba…
O cheiro passa
O riso cala
O ritmo cessa
e já não sentimos mais nada!

Resta aquele vazio que eu demorei para preencher
Aquele de versos abaixo
Aquele que estava à espreita para poder entrar de novo

O cheiro passa
O riso cala
O ritmo cessa e já não nos sentimos mais…

Tábata Mori, ao vivo

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Ao vivo, Expressão Tags: , ,
05/11/2007 - 17:22

Expressão

Coisas estranhas

Tenho feito coisas que me são estranhas. Ultimamente tenho agido como se fosse velha-Tábata. Tenho me sentido bem assim e isso me assusta. Pedi socorro várias vezes… parece que as pessoas não entendem… parece que as pessoas querem ignorar porque também pedem socorro! Eu não ouço ninguém… não ouço pedidos nem exortações. Cansei de ouvir. Não me basta… nem me basto. Me sinto só. Ultimamente tenho agido como se fosse velha.

As coisas todas não são comuns. Não para todo mundo pois cada um faz um tanto de coisas… outros fazem outro tanto. Eu… tem coisas que eu não faço, coisa que sou livre para fazer mas que não me convêm. Tenho agido como se fosse Tábata, ultimamente.

Talvez eu não seja velha… talvez nem seja a velha-Tábata. Talvez a nova esteja confusa perdida e desejosa… desejosa de muitas coisas me eram comuns antigamente. Coisas boas mas que não convêm. Consegue me entender?

Não. Eu sei que não.

Às vezes eu também não consigo me entender. Às vezes sou como que antigamente… certas vezes sou como ultimamente… última… mente. Mente… minha mente. Às vezes nem última, nem antiga, apenas “minha mente”!

Por que certas coisas me são estranhas? Ah! Por que não as faço ultimamente, mas já as fiz! Agora? Nem sei!

Acho que minha mente está confusa perdida e desejosa.

E agora? Sou velha ou sou nova? Ou sou apenas a “minha mente”?

Tábata Mori, 05/11/2007, 09:44h

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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