24/10/2007 - 05:00
Resquício de vida

Caminho! Tudo é tão seco!
Minha vida, meu querer, meus olhos secos não choram mais!
Tudo… é tanta coisa.
Minha vida á tão pouco!
Caminho… deserto!
Meu caminho tem resquício de vida!
Lembro de algo bom e lindo! Mas, logo passa.
A lembrança não se sustenta na sequidão!
Tudo é tão morto!
Estou sozinha, olho de um lado para outro
procuro não ver deserto… … procuro… … só há nada ao meu redor!
De repente, me sinto só!
Tudo é muita coisa!
Perdi o azul da vida no caminho!
Tudo que tenho é tão pouco…
O resquício bateu asas…
Tudo agora é tão morto!
Vivo…
Sem água no deserto.
Tábata Mori, 23/10/2007, 14:16h
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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23/10/2007 - 13:58

Todas as vezes
E se você descobrisse que na verdade eu sou fraca!?
E se eu também caio em espiral e tenho medo de fazer o corte final!?
E se eu pensasse em lhe beijar todas as vezes que eu ouço Pink Floyd?
Ainda assim iria me ignorar?
E se todas as vezes não tivesse existido…
se as vezes sempre fossem falsas… e se eu for falsa com você?
Ainda assim iria sorrir para mim!?
Hahahahahahahaha!
Eu rio da sua inocência promíscua!
Rio de você e de mim.
Se eu gargalhasse na sua cara,
ainda assim você iria brincar comigo?
E se todas as vezes que eu disse “não” eu quisesse lhe beijar!?
Ainda assim iria me deixar sozinha?
Iria me deixar?
E se eu só escrevo coisas sem sentido… todas as vezes!
Você guardaria o meu diário!
Você me leria todos os dias!
Você faria comigo?
E se todas as vezes eu tivesse sido falsa?
Se eu tivesse gargalhado de todas as vezes?
Se eu unca quisesse lhe beijar?
Se eu nunca escrevesse nada?
Se eu nem soubesse lhe ler?
Ainda assim você acreditaria em mim?
Você me leria?
Guardaria meu diário?
Me perdoaria?
Todas as vezes?
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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13/10/2007 - 09:44
Acordo
Acordo!
Ainda está escuro dentro de mim… procuro luz!
Meus sonhos – talvez torpes – permanecem… permanecem…
Satisfação! “Eu não consigo ter satisfação!”
Volto a dormir… às vezes só, às vezes com meus sonhos!
Ainda está tudo muito escuro… cadê a luz?
Queria mesmo é voltar a ser criança. Lá – onde a gente é pequeno -,
as coisas acontecem com mais naturalidade… até a satisfação!
Queria mesmo é voltar!
Mas, às vezes eu me pergunto… “eu queria mesmo???”
Nem tenho para onde voltar. Aquele lugar – lá onde a gente é pequeno -,
sumiu um pouco a cada primavera. Ele estava na nossa imaginação…
então veio a luz… é! Foi isso… veio a luz… e mostrou como ele era!
O problema é que está escuro aqui. Eu não consigo ver mais nada…
Mais nada é o que eu queria ver.
Mas, às vezes eu me pergunto… “eu queria mesmo???”
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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09/10/2007 - 14:52
Mulher
“A mulher foi feita da costela do homem. Não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, abaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser AMADA.”
Autor por mim desconhecido
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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06/10/2007 - 10:33
Vazio
Sempre olho dentro de mim e pergunto “quem está aí?”. Quase sempre ninguém me responde. Mas, de vez em quando, ouço o meu vazio vagar silenciosamente pelo meu ser. É estranho! Esse vazio me preenche.
Procuro algo para ocupar o seu lugar: sexo, drogas, risos, falar e fazer besteiras, álcool.
Me sinto tão cheia quando a felicidade que essas coisas me proporcionam ocupa o vazio que há em mim. Sexo é tão bom! Beber e ficar alta é tão bom! Rir é muito bom!
Mas, meu sexo é frágil, meu álcool é volátil e meu riso é falso. Minha felicidade é igualmente frágil, volátil e falsa!
Torno a ouvir o vazio a vagar silenciosamente dentro de mim!
Ele vem me preencher e faz brotar de mim lágrimas! Pois não sei por quês. Algo me aperta dentro do peito… é o vazio! Ele sempre volta! Ele sempre vai voltar!
Certo dia então… encontro algo palpável para preencher-me… o amor. Amor de noivo, de amigo, de pai… tudo num só. Encontro alguém que morreria por mim. Alguém para me salvar de tudo o que me preenche. Ah! Se esse encontro chegar… prefirirei amor verdadeiro ao amor frágil, sentimentos concretos aos voláteis e riso sincero… felicidade plena.
Será que existe alguém assim? Se existi, será que amaria a mim?
Então encontro…
Encontro um Deus que não me culpa, mas perdoa. Não me julga, mas me ensina. Não me cobra, mas consola. Um Deus que morreria por mim, que, na verdade, já morreu, e dia-a-dia ele morre de novo a cada pecado meu e ainda assim, me ama!
Sempre olho dentro de mim e pergunto “quem está aí?”. E Deus me responde “estou aqui, tens minha paz!”.
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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