14/07/2007 - 10:09
Tudo que está arraigado e tem que sair… dói!
Tudo que está bem recepcionado e tem que partir… dói!
Toda raiz que tem que ser cortada na alma… dói!
Todo sentimento que tem que ser trocado por nada… dói!
“Dor…
é a cor do meu sorriso!”
Meus lábios expressam o que o coração não sente!
Quis te dar o melhor!
O mais puro
mais profundo
mais leve
mais lindo e doce sentimento!
Sim, eu quis.
E você me disse não!
Dói!
Mas, passa.
Contudo, passa.
Porém, passa.
Passando está.
saindo de dentro de mim… dói!
Dói porque era bom e começou a machucar-me e teve que ser arrancado com os dentes da sobrevivência da cuja alma amante que sofrera perda de identidade aminguava-se dentro de meu corpo entregue a ti em alteridade que te foi dada e é agora pérfida e assexuada!
Perdeu-se! O que havia de mais intenso.
Perdeu-se por ser negado, ignorado, às vezes magoado!
Amigos?! Quem sabe, talvez, um dia…
Talvez não, nem queira… talvez eu parta!
se eu sobreviver…!
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Expressão
Tags: Alma, Amor, Dor, Você
13/07/2007 - 21:32
Ai, ai, ai Daniela!
Foi você que pediu
Que cor será a cor da indecisão?
“Burro quando foge!”
Que dor será a da minha interjeição?
Ai, ai , ai…
Dessa, não tenho informação!
Que rima pobre!
Que cor pobre!
Que pobre dor em meu coração!
Que cor será…
a da solidão!
Ai! Nem o Aurélio sabe!
Se o grito é de dor ou de alegria!
Se intejeita assim, ou acossado
Sem Godard por compania.
Ninguém o sabe, na verdade
Saber querer! Ninguém, ninguém!
Oito ou 80, ninguém quer…
Que vida chata esse trem!
Se é 53 ou 74!
Muito mais interessante!
E por que não! ser meio termo?
Ser incerto e não massante!
Quem quer saber ao certo?
ou viver a vida de fato?
Quem vai querer ser preto no branco
Se tantas são as cores de seu pranto?
Quem vai viver a vida pelos cantos
Se tantos são os caminhos pelos meios?
Ai, ai, ai, Daniela!
Não escrevi nada que você pedira!
Mas também… pudera!
Pois quando quis ser entendiante
No fundo, seu coração mentira!
Perdoe-me as rimas pobres
E o enjeitar dos versos
O interjeitar da fala
Vem para compensar o resto!
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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03/07/2007 - 10:29
“Às vezes, quando tudo dá errado
acontecem coisas tão maravilhosas
que jamais teriam acontecido
se tudo tivesse dado certo”.
autor, por mim desconhecido)
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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02/07/2007 - 21:18

Um pouco mais de mim mesma
Não sou tão bonita. Descobri que existe muito mais coisa que eu não sei do que que eu sei. Tenho mais atividades do que deveria. Rôo as unhas, meu guarda-roupa é desarrumado e uso sandália e meia. Gosto de tortas, chocolate e sorvete. Amo dançar. Curto deitar na grama. De vez em quando saio de casa só para tomar banho de chuva. Ultimamente tenho andado descalça e comido banana. Acho que planos de saúde e escola particular são formar medíocres que encontramos de ignorar os que dependem da saúde e educação públicas. Amo milk-shake de ovomaltine do Bobs. Finjo que sim, mas não sou perfeita. Amo cinema. Amo cinema BRASILEIRO. Gosto de ler. Amo escrever. Não bebo produtos Coca-cola. Não como no McDonald”s. Gosto de Antropologia e sociologia. Amo COMUNICAÇÃO. Talves eu não escreva tão bem. Faz dois anos e cinco meses que não beijo na boca. Tenho medo de beijar pessoas que usam aparelho nos dentes. Não sei cuidar de flores. Amo crianças. Não gosto de sorvete de morango. Amo batata frita. Odeio mentira. Já menti muitas vezes. Já li Kafka, Cecília Meireles e Geertz. Estou apaixonada. Não gosto de comer sozinha (muito menos no RU). Faço o melhor brigadeiro do mundo. Sinto saudades de casa. Já fui pedida em casamento e disse não. Já fui pedida em casamento e disse sim. Amo meus amigos. Sou cristã. Faz quatro anos e nove meses que eu não faço sexo. Prefiro minha vida de agora. Já escrevi muita coisa que eu não gostei. Já bebi e passei mal. Não me casei. Já comprei uma bicicleta. Falo besteiras. Não sei conquistar o objeto da minha paixão. Gosto de roupa indiana. Amo beber vinho seco. Prefiro os excênctricos. Não gosto tanto dos loiros. Já sai com um punk. Só eu e minha irmã lemos o meu blog. Gosto de vermelho.
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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02/07/2007 - 10:23
Pena de vida
Ele tinha qüatrorze anos, queria ser jornalista da Rede Globo mas vendia picolé na universidade. Gostava de novelas e Sessão da Tarde. Gostava de picolé de chocolate, mas não gostava de sorvete de massa de morango.
Não sabia para quê servia o curso de Letras e nem era fã do Jabor ou do Veríssimo, mas gostava muito do Jornal Nacional. Sonhava em dizer para o Brasil “Boa noite!”.
Depois do seu aniversário, sua mãe perdeu o Bolsa Família então os picolés ficaram mais intensos… manhã… tarde… fim de semana. Picolé não dava dinheiro… mas dava mais que o Bolsa Família, porém, sem estudo não seria jornalista.
Decidiu subir!
Morro acima encontrou trabalho mais bem remunerado, sua mãe não precisaria do Bolsa Família e ele agora tinha tênis de marca, camisa de marca e nome de marca!
Ficou conhecido! Dava duro! Como sempre, fazia seu trabalho bem feitinho! Agora com seu nome de marca ele não tinha mais que se esconder atrás da mesa da escola. Branca escola de branco ensino, com professores brancos, tudo bem diferente dele.
Certa noite, morro acima, quinze anos… polícia! Incerto dia! Morro… correndo acima. Perseguição. Fez-se em prantos!
Adolescente… bandido… infrator…
Criança… perdida… condenada.
Sua marca não era de nome, sua marca não era de gente. Seu estigma: marginal.
“Boa noite!”, disse ele a todo o Brasil. Naquela noite. Bem certa noite em que apareceu no Jornal Nacional…
então os brancos jornalistas de classe média se dispuseram a discutir com os profissionais da alta classe sobre a diminuição da maioridade penal. Jornalismo cidadão!
Alguém. Calado. Sem ação. Pensava: não é preciso condenar à cadeia, nem à morte, quem já cumpre pena de vida!
Dessa pena, a gente não foge! A gente cumpre perpetuamente!
Tábata Mori, ao vivo
Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria
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