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Arquivo de maio, 2007

28/05/2007 - 10:38

Poesia

Frágil corpo me faz chorar

Chorei por você
Senti sua dor.
A noite o abraçou e o consolou
eu também queria lhe abraçar… tocas suas mãos!

Macias… quentes… trêmulas mãos.

Chorei ao Senhor.
Minhas lágrimas subiram aos céus
como incenso suave…

Cura Senhor!
Eu preciso da tua cura!

Eu não sei porquê.
Não vejo lógica, nem razão
Mas, você se tornou especial
Frágil ser.. incasto e insano.
Ser
Que me conquistou!

Depois de muito não querer amar
Depois de muito não arriscar
Depois de muito tempo a lhe esperar…

Eis que me chega,
pobre e nu,
incasto e insano.
E eu, eu não como lidar com isso…

Ainda não!

Chorei ao Senhor!
Porque não saberia amar
disposta a lhe perder

Talvez,
eu já nem saiba amar…

Choro novamente…
escuta as minha lágrimas Senhor!

Tábata Mori, 28/05/2007, 10:10

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/05/2007 - 13:30

Expressão

Apaixonada

Estou. Não?
Nããão, estou sim!
É estou!
Como o ser humano é complicado!
Fica expressando signos e não palavras!
Ora, mas que coisa, não são as palavras, signos?

Bom, a questão é que sim. Sim, estou apaixonada!
E se não, a vida nem teria graça.

O que não tem graça é perder a hora, esquecer do trabalho, perder a reunião de pauta, faltar à aula de Pesquisa e deixar a monografia de lado. Acordar à noite e pensar coisas legais e não acordar de manhã e perder o estágio.

É legal ser levada pela brisa como adolescente, mas é fogo só querer pensar em uma coisa, só querer fazer uma coisa, com uma certa pessoa… e não fazer.

É, é legal estar apaixonada… mas é fogo não saber!
Sabe né!? Saber. Saber se ele está a fim, se é de mim que ele fala, se nossos encontros são meros acasos, se é namorou ou amizade (que horror essa frase!), se vai dar certo, se vou ser feliz… ah! até que é gostoso ter essa dúvidas, mas, uma hora elas têm que acabar.

Quando será?

Tábata Mori, ao vivo

O universo masculino é muito complicado!!!
Engana-se quem pensa que é um cara simples e na dele… transparente! Ah! Com certeza. O universo masculino quase ganha do feminino!

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/05/2007 - 11:03

Poesia alheia

Ainda que mal
Carlos Drummond de Andrade

Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/05/2007 - 20:29

Expressão

Talvez por talvez

Estou aí mas, ninguém está aí comigo.
Estou, mas deixo estar por alguns segundos.
Vou e hei de voltar uma segunda vez.

Sempre que vou, me perco
Escorrego e tento voltar.
É mais difícil voltar… voltar é sempre mais difícil.

Por isso, sempre deixo estar por alguns segundos.

Sempre que estou aí, me sinto só
Dá um vazio, vontade de não ser
Não ser nada! Nem estudante, nem ninguém…
Talvez, ser ninguém possa ser interessante,
no mínimo interessante.
Talvez por talvez, talvez eu seja.
Por isso ninguém está aqui comigo.

Sempre que vou sei que hei de voltar.
Mas se um dia não?
Tal dia não, alguém sentirá?
Talvez não. Mas, talvez por talvez… alguém já sinta.

Eu sinto muito. Frio. Amor. Sinto.
Sinto sempre que vou, e sempre que vou me perco.
Já fui muito mais perdida.

Às vezes escorrego, então, tento voltar.
Voltar é sempre mais difícil.
Talvez devesse estar aí, mas não estou.
Talvez alguém devesse estar aqui comigo.
Mas, talvez por talvez… sempre fico só!

Sozinha é mais difícil… Sozinha é sempre mais difícil.
Talvez eu só devesse estar aí
Se você estivesse aí comigo.

Tábata Mori, 18/03/2006, 00:40 (m.r.)

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/05/2007 - 20:13

Expressão

É Mentira!

Olhando assim para o meu blog, você pode achar que eu estou na maior deprê. É mentira tá! Essas poesias foram escritas há muito tempo – como é possível conferir na data no rodapé. Mas, atualmente, eu estou MUITO feliz. Acho até que estou apaixonada! O difícil é saber se a recíproca é verdadeira!
Mas, como o ser humano é complicado, a gente vai levando enquanto consegue suportar!!!!

Arrivederci,

Tábata Mori

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/05/2007 - 20:06

Poesia

Tudo passa

A vida passa, eu a vejo…
Passa tão amarga… Sente sua falta!

A vida passa tão amarga sem você.
Perde sabor!

A vida…
caminha em passos largos.
Eu,
fico para trás, pensando:
Onde deixei suas mãos?
Onde perdi seu cheiro?

Ah!
Eu não me lembro do seu cheiro.
Que falta essa lembrança me faz!
Procuro na memória e ela não vem…

Estou me esquecendo de você!
Verdadeiramente… perdendo você!

Eu ainda não sei porque você se foi
nem de quem são os seus pensamentos…
tenho medo de saber.

Sonho com os seus lábios
mas,
mesmo no sonho… você vai embora.

Ainda passa sem sabor. A vida.
Ela corre a largos passos
Eu,
fico para trás

Pensando…

Onde deixei suas mãos?
Onde perdi seu cheiro?
Quando foi que lhe perdi?

Não sei.

Quando percebi… já estava só
Tentando apagar sentimentos
que foram cravados no meu coração.

Como foi que me traí?

Tábata Mori, 21/07/2005, com revisão em 12/05/2007

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/05/2007 - 10:36

Expressão poética

Quando meu pai morreu, senti muita paz… até voltar para Viçosa e sozinha encarar… encarar a ausência. Escrevi várias coisas… umas profundas, outras inteligíveis, outras à morte…

À Morte

É inconcebível,
procurar e saber que não vou achar,
perseguir e nada encontrar.

Eu odeio! Odeio a situação
Odeio não ter controle
Odeio querer, desejar…

Onde? Onde procurar?
Como alguém simplesmente… desaparece!?

Onde?
Na verade, tenho medo de pensar onde ele está!

Por que Senhor? Por que a dúvida?

O que é a morte
senão algo que te rasga por dentro
que de tão perto faz-se cheirar.
Corre no sangue e quase envenena
e não costura. Não passa. Não cura.

Maldita!
Por que veio me encontrar?!
Por que não veio me encarar nos olhos
ficou apenas fria e calada diante do meu olhar!?

Posso lhe suportar na pele, na carne
Mas não no coração!
Pode me faltar o ar,
mas não pode me deixar a saudade!

Por que? Por que?
Por que não me tem respostas?
Por que tudo se cala?
A voz, o riso… o coração?

Maldita!
Traiçoeira! Não queria lhe odiar
para poder lhe ignorar.

Mas você aperta meus pulmões, tira-me o ar,
Comprime meu vasos lacrimais,
e até mesmo meu útero se retrai.

Mas essa dança interna
não é para você… ó morte!
É para ninguém
que não existe mais!

À você não darei contrações,
nem gritos, nem choros.
À você não darei trela,
nem tempo, nem nada!

Lhe abandonarei
assim como fez me abandonar.
E leve a herança, ó maldita!
A recordação e a saudade não deixe ficar!

Mas devolva o abraço
Ó querida morte!
Me devolva o olhar
Me devolva o riso, querida!

Tábata Mori, 20/05/2004, evisado em 12/05/2007.

Autor: Tábata Mori - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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