Expressão

Eu ri… mas era para eu mudar o mundo
Outdoors. Rock. Mazelas. Hipocrisia. Fé. Capitalismo. Sexo. Mastercard
Carnal e viral. Falso verdadeiro. Janelas. Bush. Dúvidas. Igreja.
Vida. Fome e Bobagens. Desigualdades. Prosperidade. Parmalat.
3, 4, 5 ou 6 vezes no cartão!
Amizade.
Jeremias. Mídia. Coca-cola. O Choro. Dúvidas. Credicard.
Eugene Peterson. Igreja. Felicidades. Vida. Fim do mundo.
Sobre Outdoors e o Fim do Mundo é a peça de teatro contemporâneo
apresentada pelo grupo Ide. Uma peça que nos apresenta o ridículo no
sentido original da palavra da igreja brasileira: o absurdo que nos
faz rir!
Rimos muito, mas tenho medo de termos refletido pouco. É fácil
encontrar críticas às igrejas neopentecostais, mas… e a crítica feita
a mim? Será que eu percebi… ou só ri das minhas próprias mazelas?
Será que estou disposta a repensar o meu papel político como cristã?
Meu papel social como cristã? Meu papel de liderança na sociedade como
cristã? Será que estou disposta a ser profeta de verdade?
A peça faz uma crítica “transformativa” à sociedade cristã que não
percebe os valores divulgados pelas propagandas, pela mídia, pelos
outdoors. Quem é o nosso Baal? E quantos já se curvaram a ele sem
saber? Nos entregamos ao consumismo com facilidade e negamos a nossa
missão de proclamar o Reino de Deus em em cada pequeno ato, até mesmo
quando compramos a sonhada televisão de 29 polegadas.
Nas palavras deles:
“… falamos de igreja, falamos de Brasil, mas principalmente, falamos
de nós mesmos e do que fazemos (ou não fazemos) com tudo isso”
Quem puder assista à peça. Ria… mas, por favor, ria das próprias mazelas!
Sobre Outdoors e o Fim do Mundo intervenção profética em 10 movimentos pequenos e risíveis
texto e direção: Marcos Davi
elenco: Bárbara Isenberg, Carol Rau, Henrique Stumm, Karina Leyser e Maicon Steuernagel (como eles mesmos)
produção: Michelle Siqueira
realização: Grupo IDE
Tábata Mori, janeiro de 2006. Teatro do DED, sem conseguir parar de escrever.