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09/04/2011 - 11:10

SER HONESTO NO BRASIL É INCONSTITUCIONAL

Quando um político é eleito

pra defender seu mandato,

logo no primeiro ato

tudo é bonito e perfeito.

Diz que é um homem direito,

se agarra à Constituição

e jura a toda nação

que é um homem honesto,

deixando ali seu protesto

contra a corrupção.

Mas a negociação

já está a passos largos

pelas mudanças de cargos…

E adeus Constituição.

É um fazendo pressão,

e outro querendo propina.

Tudo por trás da cortina

ou por debaixo do pano.

Entra ano e chega ano

e a coisa vira rotina.

Há poucos meses atrás

só não ouviu quem não quis,

que esse nosso país

estava com todo gás.

Arrecadando bem mais

que muitos outros países,

e que as novas diretrizes

que nunca antes se viu,

deixaram nosso Brasil

imune a todas as crises.

Mas crise é só o que avança

aqui na nossa nação:

tem crise na educação,

tem crise na segurança,

na saúde da criança,

nos leitos dos hospitais,

nas estradas federais,

nos transportes e nos portos,

crise nos aeroportos,

e escolas municipais.

Os políticos se escondendo

por trás da imunidade,

e o jogo da impunidade

nosso país ta perdendo,

e quem tem olho ta vendo

a crise na juventude

e o crack, de forma rude,

destruindo nossos lares,

e os nossos parlamentares

sem tomar uma atitude.

Tem crise nos bastidores

desses hospitais lotados.

Brasileiros humilhados,

jogados nos corredores.

E no excesso de assessores

desse político ladrão,

esse mesmo cidadão

que num primeiro momento

fez um belo juramento

ante a constituição.

Uma nova lei foi criada

pra não deixar eleger

e não botar no poder

quem fizesse coisa errada.

Mas a nossa pátria amada

foi vítima de um novo ato,

que nos mostrou o retrato

dessa turma que garimpa:

nossa lei da ficha limpa

ficou pra outro mandato.

Com tanta politicagem,

tanto roubo, safadeza,

falcatrua, esperteza,

extorsão e malandragem,

só falta vir a mensagem

do Senado Federal,

que nesse tempo atual,

de uma maneira sutil,

ser honesto no Brasil

é inconstitucional.

José Acaci

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/03/2011 - 16:54

REMÉDIO DE MATUTO

Um amigo chegou-me certo dia

me dizendo que tava estropiado…

Reclamando duma dor de viado

e um inchaço nos canto das viria.

Perguntou se acaso eu num sabia

um remédio que ele passasse nele…

Um xarope pr’aquelas coisas dele,

pois já tava lhe dando uma leseira.

Eu mandei ele sentar na cadeira

e depois eu falei assim pra ele:

O amigo vá hoje lá na feira,

e diga a Zé Mangai, meu camarada,

que lhe faça uma boa garrafada,

que o sinhô fica bom dessa leseira.

Diga a ele que bote quixabeira,

quina-quina, angico, jatobá,

fedegoso, jurema, manacá,

alcassuz, alfazema, marmeleiro,

muçambê, pega-pinto, mamoeiro,

vassourinha e raspa de jucá.

Diga que bote um “gai” de mulungu,

e também um “gaín” de cajueiro,

bote arruda, limão, flor de cardeiro,

capim-santo, canela, e cumaru,

a raiz dum pé do mandacaru,

feijão-bravo, ameixa, catingueira,

malva-rosa, mastruz, carrapateira,

gergelim, eucalipo e agrião,

e mais três “fôia” de mangericão

que o sinhô fica bom dessa tranqueira.

É tomar e ficar aliviado
dos sintomas de antojo, de astrose,

peito aberto, calombo, iscoliose,

neivo torto, papêra e pé inchado,

inquizila, juêi desmantelado,

pé durmente, empachamento, papeira

ôvo gôro, drumença de frieira,

chaboque do joêio arrancado,

o pinguelo do gôto incriziado,

rachadura nos pé e cuspideira.

Cura dor do nascer de dentiqueiro,

farnizim, frivião, gota, difruço,

pé durmente, brotoeja, soluço,

dor de estombo, de impinge e de cobreiro,

calo seco, unha fofa, dor de unheiro,

amorróidia, gastura, estalecido,

ôi de peixe, zumbido nos zuvido,

pano branco, caduquice, boqueira,

a doença dos nervo, caganeira,

dor nos quarto e mal de vento caído.

Sapiranga nos ói, esquecimento,

farnizim de coceira nas viria,

pito frouxo, papoca, ingrisia,

bucho d’água, lundu e vazamento.

Sete-couro, mal de esmorecimento,

dor nas cruz, dor no lombo, landra inchada,

dor de dente, tirissa, pá quebrada,

bico de papagaio e frivião,

cura coipo reimoso, moquidão,

e pereba numa carne triada.

Pode tomar cumpade!

É tomar é pêi-bufo!

José Acaci

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/03/2011 - 15:33

RELEASE DO LIVRO CONSELHOS PRA JUVENTUDE

Diagramação e Arte: Adriano Albuquerque;

Revisão e Colaboração: Claudia Araújo;

Orelhas: Tarcísio Gurgel;

Prefácio: José Lucas de Barros.

COMENTÁRIO DO AUTOR

A relevância deste livro se traduz no fato dele ter sido premiado como o sexto melhor projeto do Brasil, no Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré -2011.

É importante que o amigo leitor saiba que as poesias mostradas no livro Conselhos Pra Juventude, são trabalhos que venho apresentando em saraus poéticos, aberturas de eventos pedagógicos e culturais e, principalmente, nas aulas do projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula, que criei no ano 2006 e, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, vem sendo aplicado em escolas públicas da cidade de Parnamirim/RN.

Dizem que todo bom professor faz, no seu trabalho diário, o papel de psicólogo, pai, mãe e engenheiro das boas relações. Pois bem, na minha atividade pedagógica, sempre senti o desejo de orientar os meus alunos a seguirem os caminhos mais corretos, a respeitar os companheiros, enfim, a viver melhor. Encontrei na poesia e na literatura de cordel um caminho para levar aos alunos algumas reflexões sobre as relações dele com a família, com os colegas, com o meio ambiente e com as situações e palavras que afastam as pessoas de outras pessoas queridas. A leitura das poesias e o debate sobre os temas abordados têm sido uma boa ferramenta para que os alunos reflitam sobre o seu papel como cidadão e sobre as suas relações pessoais e familiares que a sociedade atual; com suas inovações tecnológicas e seus sistemas de comunicação de massa como a música, a televisão e a internet; vem aos poucos mudando, muitas vezes para pior.

Nos textos eu uso da métrica, da rima e da musicalidade da poesia nordestina para tratar sobre temas como as drogas, a venda de votos, a importância do caráter, a ética, a cidadania, e principalmente, das relações pessoais. O desejo de juntar esses trabalhos poéticos em um livro intitulado Conselhos Pra Juventude é, na verdade, a vontade de que outras pessoas tenham a oportunidade de conhecer, refletir e discutir a literatura de cordel como material pedagógico, e talvez até descobrir-se poeta e também utilizar a sua poesia para a construção de um mundo melhor.

José Acaci.

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/03/2011 - 15:24

UM PASSEIO DE SAUDADE NAS RUAS DE MACAÍBA

UM PASSEIO DE SAUDADE

NAS RUAS DE MACAÍBA

José Acaci

Se hoje sinto saudade

dos meus tempos de criança,

logo me vem à lembrança,

Macaíba, meu torrão.

E sinto com emoção

que mesmo estando à distância,

guardo as marcas da infância,

dentro do meu coração.

E quando a saudade aperta,

que eu sinto que já não dá,

vez em quando eu volto lá

e me pego caminhando.

E quando estou passeando

olhando cada janela,

vejo um cinema na tela

e o meu passado passando.

Quando passo em Macaíba

sinto-me realizado.

Cada passo do passado

vai passando no compasso.

Eu relembro cada traço

marcado em minha memória,

e um pouco da minha história,

em cada espaço que passo.

Vejo as fachadas das casas,

as banquinhas de picado,

o cinema e o mercado,

a igreja e o coreto.

Ao passado me remeto.

que até escuto a muvuca

do bilhar e do sinuca

lá no bar do gato preto.

A primeira professora

eu nunca vou esquecer,

sempre vou lhe agradecer

por tudo que sou e sei.

E a escola onde estudei

minha primeira lição,

que me deu a direção

pra chegar onde cheguei.

Domingo depois da missa

tinha passeio na praça,

um sorriso e uma graça,

um olhar e uma piscada.

Tinha moça espevitada,

doida por um namorado,

e rapaz todo arrumado

querendo uma namorada.

O Pax Clube lotado

nas festas de domingueiras,

e a moças namoradeiras

no meio do fuzuê.

O meu olho ainda vê,

eu sentado na mureta,

mutretando uma mutreta

pra entrar no suarê.

Passear em Macaíba

é encontrar o abrigo

do abraço do amigo

que ficou aqui guardado.

Meu olho fica molhado

e a saudade não se encerra,

quando revejo minha terra

e relembro meu passado.

FIM.

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/07/2010 - 18:17

UM CORDEL SOBRE A TORTURA -José Acaci

Pra mostrar esses versos que apresento

eu me visto no manto da humildade,

pois não quero ser dono da verdade,

quero apenas dar meu depoimento,

e chamar a atenção nesse momento

para essa ferida na estrutura

dessa sociedade e na cultura

de um povo sofrido, que rejeita,

mas ao ficar calado, ele aceita

essa praga chamada de tortura.

Quem se sente à vontade pra pensar

em promover ou apoiar a tortura,

estará cometendo uma loucura,

uma insanidade milenar.

É preciso parar para pensar

que a tortura é uma barbaridade.

É a mão consciente da maldade

trabalhando com projetos e planos

pra trazer para nós seres humanos

sofrimento, injustiça e crueldade.

A tortura transforma nós humanos

nos mais vis dos mais vis seres que existem,

e o silêncio daqueles que assistem

e se calam, também comete danos.

O Brasil, a mais de quinhentos anos,

utiliza da prática da tortura,

da colonização à ditadura.

Dos escravos trazidos nos porões

até hoje, no escuro das prisões,

essa prática mantém sua estrutura.

Na tortura tem a ação ativa

do agente que é o torturador,

além do torturado, o sofredor,

e da sociedade permissiva.

Quem se cala é agente da passiva,

pois permite que um crime aconteça

sem que o criminoso reconheça

e pague pelo crime cometido

contra quem deveria ser punido

com a pena que acaso ele mereça.

Os indígenas foram torturados

e até hoje ainda guardam na memória

os momentos cruéis da sua história

com irmãos e parentes dizimados.

Não podemos ver e ficar calados

ao saber que essa prática funesta,

uma ação ignóbil como esta,

é usada pra arrancar confissões,

promovendo dores e humilhações,

sofrimentos e tudo que não presta.

As torturas guardadas na memória

não merecem ficar na impunidade.

Foram crimes contra a humanidade,

mas que foram julgados pela história.

Numa guerra, quem obtém vitória,

perpetua a surdez e a cegueira,

conta os fatos, mas à sua maneira,

o grilhão da tortura ele destrói,

e por trás da verdade se constrói

uma história que não é verdadeira.

Na história recente brasileira

e nos noticiários atuais,

as torturas já são casos banais,

e esse tema é notícia corriqueira.

É preciso frear essa carreira

no caminho febril da impunidade,

e lutar para que a sociedade

abra os olhos da sua indiferença,

pra tentar se livrar dessa doença

que assola valor da humanidade.

Sucessivos governos brasileiros

assinaram convenções e tratados.

Protocolos foram ratificados,

e os paises seguiram esses roteiros

de ações em busca dos verdadeiros

culpados pela prática das torturas.

É constante essa luta nas procuras

pelos torturadores e mandantes.

É luta de vitórias flutuantes,

e vitórias de poucas criaturas.

Num país que sua lei objetiva

que é crime o ato de torturar,

não se sente de bem ao se falar

da pessoa que faz ou incentiva,

da que assiste de forma permissiva,

das que vêem e que ficam caladas,

ou acham que as pessoas torturadas

merecem todo aquele sofrimento.

Isso é coisa que não tem cabimento

em nações que se dizem respeitadas.

Não podemos ficar indiferentes

à tortura em qualquer modalidade,

e nenhuma ação com gravidade

justifica as torturas conseqüentes.

E as pessoas que assistem coniventes

apequenam nossa sociedade

quando, num ato de leviandade,

deixam pessoas serem torturadas,

espancadas, marcadas, humilhadas,

e feridas na sua integridade.

Há exemplos de gente torturada

simplesmente por não ter documento,

ou por estar jogada ao relento

cochilando na fria madrugada.

E por qualquer motivo é espancada

seja por opção sexual,

condição psíquica e mental,

sua raça, sua cor, sua cidade,

o seu gênero, o seu time, sua idade,

ou a sua condição social.

Precisamos que a sociedade

abra os olhos contra todos os fatos

que sejam associados a maus tratos,

sofrimentos e a impunidade.

Precisamos que em cada cidade

aconteça uma conscientização

dos direitos de cada cidadão,

e que todos se engajem na procura

de uma sociedade sem tortura,

essa coisa sem lógica e sem razão.

Em resumo, o que estamos precisando,

é de um pouco de amor no coração,

mais respeito para o cidadão,

e atenção pra quem está precisando.

Omitir-se é como estar apoiando

a tortura, esta ação má e servil.

E essa nossa luta varonil

deve ser incansável e persistente,

pra um dia dizermos plenamente:

Acabou-se a tortura no Brasil.”

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/06/2009 - 13:32

UM CASAMENTO MATUTO EM CORDEL

UM CASAMENTO MATUTO EM CORDEL

José Acaci


Por arte das trevalia

Um dia eu tava quentão

Saí mei dirleriado

Andano pelo sertão

Atrai de dançar um xote

Findei foi enchendo o pote

Lá no bar de Zé Rumão.

Dispois q’ueu tava melado

Muntei na minha jumenta

Catuquei nas anca dela

E fui no rumo da venta

A burra disimbestou

E a danada só Parou

Na porta da véia Benta.

Ainda in riba da burra

Sinti chero de panela

De bode, carne, canjica…,

De galinha cabidela…

Pensei q’ueu tava num sonho

Quand’eu vi um Santo Atonho

Pulas brecha da janela.

Foi antão q’ueu m’alembrei

Que naquela sexta fêra

Era o dia do casóro

De Zabé cum Zé Tonhera,

E que no meu vai e vem

Cheguei no Sítio Xerém.

Conheci pela portera.

Seu Zé Tenoro me viu

E mandou eu dermuntá…,

Puxou logo uma cadera

E dixe: -venha pra cá!

Cumê galinha torrada

Beber ceuveja gelada

Tumá cana e proseá!

Um cunvite cumaquele

Era tudo q’ueu quiria!

Era quinem se um pobe

Tirasse na loteria.

Galinha, bode e cachaça!

Inda mais tudo de graça!

-Pra mim foi meu grande dia.

Era noite de San’João,

De forró, milho e fuguêra

E o povo das redondeza

Abriro suas portera

E fôro tudo in jumento

Pra assistir o casamento

De Zabé cum Zé Tonhera.

Entonce o juiz de paz

Moço decente e honrado

Anunciou o casóro

E disse uns palavriado

Que era chei de doutorixe.

Mais ô meno o que ele dixe

Vou fazer um apurado:

“_Estamo aqui riunido

Pra mode fazer o casóro

Do fíi de Ontõe Conrado

C’a fia de Zé Tenóro

E pro ser gente de bem

Vai ser no Sitio Xerém

Invês de ser no cartóro.”

Virou-se pra Zé Tonhera

E foi preguntano a Zé:

-Quá sua naturalidade

Zé respondeu: -Cuma é?

Zé Tenoro se meteu,

E dixe: _Onde tu nasceu,

Cabeça de Batoré!

Zé dixe: Ara que pregunta,

Dessa assim ninguém merece.

Eu nasci na minha casa

Lá donde o riacho desce

Se tiver mais dessa mande

-Eu sou do Sítio Pau Grande,

Todo mundo me cunhece!

O Juiz de Paz virou-se

C’aquele jeito sereno,

Oiô nos zói de Zabé

Rabiscou e foi dizeno:

Donde a sinhora nasceu?

Aí Zabé respondeu:

-Lá no Buraco Pequeno.

O juiz se espremeu

E cumeçô a surrí

E dixe: _Diga de novo,

_Se adisponha a ripití.

Zefa dixe em tom ameno:

_Sítio Buraco Pequeno

É lá adonde eu nasci!

Zé Tenóro deu um grito:

_Deixe de pregunta e ande!

E o juiz dixe: Eu num caso

Nem que o dregolado mande,

Essa noiva ta dizeno

Que é do Buraco Pequeno,

Mas o noivo é do Pau Grande.

Desse jeito num dá certo

Escute bem meu apelo

Se o sujeito é do Pau Grande

Vai ser grande o pesadelo

Naquele bota num bota

Se ele botá descangota,

-Veja só que dermantelo!

Zabé cumeçô chorá

Melano a cara todinha…

O véi tirou a pexera,

Desembalou da bainha,

E gritou para o sujeito:

O sinhô tenha respeito

Que Zabé é fia minha.

Zabé foi limpar os zóio,

Sortô a mão de Tonhera.

Que aproveitou que Zabé

Estava inchugano as bera

Dos óio cas duas mão,

Se afastou da murtidão

E disparou na carrera.

Zé Tenoro nessinstante

Esqueceu-se do Juiz

E gritou: Fíi duma égua…,

Fio duma miritriz…,

Daqui você sai casado

Ou então vai ser capado

Pulo tronco da raiz.

E saiu a murtidão

Correno atrás de Tonhera

Uns cum pau, Ôtos cum peda

Ôtos cum faca pexera

Numa grande rumaria,

E Tonhera escapulia

Pro dento das quebradera.

Quano agarraro Tonhera

Dero umas dez chibatada

Qu’ele perdeu um sapato

E ficou cum as carça mijada

Truxero ele prum claro

Perto de Zefa ajuntaro,

E truxero a papelada.

Quando o juiz viu ca coisa

Estava ficano preta

Foi falar, mas desistiu,

Pigarreou, fez careta,

E dixe no pensamento:

Vou fazer o casamento

Antes que eu me cumprumeta.

E dixe: _Seu Zé Tonhera,

O sinhô qué se casar

Cum dona Zefa Tenoro

Pra nunca mai se apartar?

Naquele instante Tonhera

Sintiu a faca pexeira

No seu pescoço encostar.

Sentiu a ponta da faca

E lhe deu um farnizim,

Um trimilique nas perna,

Na barriga, um brubuim,

Cuma quem conta um segredo

Pulou pro riba do medo

E disbugaiou um sim.

O Juiz virou pa Zefa

E antes de cumeçar

Ela já gritou que sim,

Que quiria se casar,

Nessinstante Zé Tenoro

Dixe: Termine o Casoro

Que o povo quer forrozar.

O Juiz naquela hora

Teve um má prissintimento,

Mas resorveu preguntá

Ali naquele momento

Se lá no Sítio Xerém

Tinha pro lá um arguém

Que era contra o casamento.

Foi antão que ouviu-se a voz

De Xica de Ontõe Conrado

Que Dixe: Esse Zé Tonhera

Já é um home casado,

É casado em Goianinha

Cum Vera, uma prima minha,

Nas orde do delegado.

O Juiz dixe danou-se,

Pra quê que eu fui preguntar!

Zefa dixe: -Nesse caso

Tomém num quero casar.

Tonhera virou de lado

E dixe eu tô dispensado,

E agora vou me mandar.

E escapuliu correndo

Sem ninguém correr atrás…,

Zé Tenoro dixe a Zefa:

Por arte do satanás

Pode o céu dá um açoite,

Se tu num casa hoje a noite

Antonce num casa mais.

Zefa meio arrependida

Ficou num canto calada.

Passou a mão na barriga,

Alembrou das ecapada

Cum Zuca do veio Duda,

Lembrou que tava buchuda,

E resorveu a parada.

Afastou-se assim de lado,

Assubiu numa cadera,

E gritou: Eu era noiva

Mas num amava Tonhera.

Pra festa cuntinuar

Eu pretendo me casar

Cum quarqué um que me quera.

Eu dixe: – É cumigo mermo,

Vamo casar nessinstante.

O Juiz fez o casóro

O forró seguiu avante

E até no raiar do dia

Foi só festa e alegria

Daquele dia em diante.

Assim termina essa históra

Onde eu casei por acaso

Mas que deu foi muito certo

Nunca me trouxe um atraso

Vivo no Sítio Xerém

Levando chifre também,

Mas aí, … é outro caso.

Fim.

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/04/2009 - 08:03

AS COISAS QUE ESTOU FAZENDO

Amigos,

Em Julho de 2008 eu participei da primeira semana BNB de Oficinas Culturais, uma iniciativa do grupo Caminhos, Comunicação e Cultura, na cidade de Santa Cruz/RN. Meu trabalho como oficineiro na Oficina de Literatura de Cordel foi rico em aprendizagens e ensinamentos. Conheci muitos poetas da região e pra minha satisfação alguns alunos são hoje cordelistas dos bons, escrevendo com maestria as histórias, casos e causos da sua terra. O projeto se estendeu a Sítio Novo/RN e entre os dias 17 e 19 de abril eu estive na Serra da Tapuia, numa oficina para crianças. Foram três dias de cultura, poesia, muitas amizades novas como seu Chicão, seu Antonio, João Maria, Raimundo e outras figuras marcantes que são a expressão da história daquela serra. O circuito de oficinas continua agora em Parnamirim, mais especificamente no Centro Pastoral da Cohabinal, onde eu e o músico Ismael Alves estamos ministrando uma oficina de cordel e poesia. Os primeiros contatos com os alunos aconteceram no dia 05 de abril, e no dia 25 nós tivemos 8 horas de oficina. No dia 1º de maio está programado um Sarau com a participação dos alunos e de convidados, ou seja, qualquer pessoa que queira conhecer o projeto e participar do sarau.

Espero encontra-los lá.

O Centro Pastoral da Cohabinal fica à margem da BR-101, ao lado do caminhódromo, e coladinho com a Igrejinha de São Pedro no conjunto Cohabinal em Parnamirim/RN

Espero vocês

Um abraço poético no coração de todos

José Acaci

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/04/2009 - 17:37

COLUNA DE CULTURA DO JORNAL RN EM FOCO – JOSÉ ACACI

12º ENCONTRO DE VIOLÃO AMADOR

O 12º Encontro de Violão Amador de Parnamirim acontecerá no dia 09 de maio, às 20 horas, no Espaço Cultural Nestor Lima, na rua professor Clementino Câmara, 301, (Ao lado da Escola Estadual Professor Eliah Maia do Rego). O evento tem a coordenação de José Acaci e José Lúcio e nesta edição homenageia a memória de Nestor Lima, nosso eterno mestre na música e na vida. Os encontros de violão têm o objetivo de confraternizar músicos e apreciadores do violão e instrumentos de corda em geral. As inscrições para apresentação dos músicos são gratuitas e feitas pela ordem de chegada no evento. Cada músico que se apresenta recebe um troféu de participação e tem oportunidade de mostrar o seu trabalho numa noite festa cheia de encontros e reencontros.

BNB, CORDEL E FOTOGRAFIA


Iniciaram no dia 17 de abril as atividades de dois projetos culturais patrocinados pelo Programa BNB de Cultura no estado potiguar. O primeiro é a “Oficina de Literatura de Cordel – Um Olhar sobre a Serra”, ministrada pelo poeta José Acaci. Que aconteceu na comunidade de Serra da Tapuia, no município de Sítio Novo. O segundo teve início no dia 20 no município de Parnamirim com “Oficina de Fotografia – Olhar Cultural”, ministrada por Alexandre Santos. Os dois projetos têm em comum a proposta de levar capacitação cultural a comunidades carentes de apoio à manifestações populares. Cinco municípios estão entre os beneficiados com a iniciativa do grupo “Caminhos, Comunicação & Cultura”, que tem no circuito oficinas de fotografia, teatro, literatura de cordel, vídeo e jornalismo cultural. As inscrições nas oficinas são gratuitas. Outras informações: www.olharcultural.com ou Alexandre Santos – 84-9977-6464, Dayana Oliveira – 84-9138-7111 e Érica Lima – 84-9176-5095.

AMAB CANTOU BARTÔ GALENO

Numa parceria entre o produtor Nelson Rebouças e a Fundação José Augusto, mais uma versão do projeto Poticanto aconteceu no dia 22 de abril, às 20 horas, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel -TCP, a apresentação do cantor potiguar Amab que subiu ao palco para homenagear o também potiguar Bartô Galeno. O Poticanto acontece mensalmente e tem entrada gratuita, os interessados devem buscar informações no site: www.fja.rn.gov.br

DO CORDEL À EMBOLADA

É o nome do novo CD de José Acaci, este humilde poeta que escreve esta coluna. O CD já foi gravado e mixado e está em fase de reprodução. Trata-se de um trabalho voltado à educação e a cultura, que busca resgatar e fortalecer a cultura popular com faixas como Embolada Potiguar, que homenageia os poetas do RN, – Coco da Cola, que brinca com o tema “Quem não cola não sai da escola”, – Encantos do RN, que viaja pelos recantos e encantos do Rio Grande do Norte, e muitas outras recheadas de humor e musicalidade nordestina. Aguardem.

PROJETO SEIS E MEIA

O projeto Seis e Meia acontece três vezes por mês, sempre às terças-feiras em Natal, e às sextas, em Mossoró. Em Natal, o Seis e Meia é realizado no Teatro Alberto Maranhão e em Mossoró, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado. Vai aqui a programação para os meses de abril e maio.

21 | 04 – Jessier Quirino e Zé Martins
28 | 04 – Alex Cohen e Hild Cavalcanti
05 | 05 – Dudu Nobre e Grupo Nosso Grito
12 | 05 – Rita Ribeiro e Nordeste Nato
19 | 05 – Wando e Balalaika Brega Band

O preço da entrada é R$ 10,00 e estudante paga R$ 5,00.

IV MPBECO

Estão abertas até o dia 30 de Abril – as inscrições para músicos, compositores e intérpretes que desejem participar da quarta edição do MPBECO – Festival de Música do Beco da Lama. Os interessados nos seguintes locais:

Disco Fitas – Rua Princesa Isabel, n.º 700 – Cidade Alta;

Natal Groove – Rua Floriano Peixoto, n. º 567 – Petrópolis;

Sebo Balalaika – Rua Vigário Bartolomeu, n. 565 – Cidade Alta.

Ou fazer o download do Regulamento e da Ficha de Inscrição no site do Festival: www.festivalmpbeco.com.br

PRÊMIO LULA MEDEIROS DE TEATRO DE RUA

Saiu o edital do Governo do Estado disponibilizando recursos no total de de R$ 120.000,00, para premiar 15 Grupos e/ou Companhias de Teatro de Rua, no valor bruto de R$ 8.000,00 para cada. Como contrapartida, o edital prevê duas apresentações, uma a ser destinada aos alunos da Rede Pública Estadual, e outra de livre escolha na cidade de origem do grupo. As inscrições prosseguem até o dia 5 de junho. Mais informações na Assessoria de Projetos Culturais – 3232- 5324 (com atendimento de 8 às 13 horas) ou na página de internet www.fja.rn.gov.br.

PRÊMIO CHICO VILLA DE CIRCULAÇÃO TEATRAL

Saiu também o edital do Governo do Estado disponibilizando recursos no total de R$ 139.000,00, para premiar treze projetos, divididos da seguinte forma: Módulo 1 – mínimo de 5 projetos de até R$ 15.000,00 e Módulo 2 – mínimo de 8 projetos de até R$ 8.000,00. Como contrapartida, deverão ser realizadas obrigatoriamente duas apresentações, em duas cidades distintas do Rio Grande do Norte (o proponente não poderá inscrever sua cidade de origem como local de apresentação). Além de oferecer, obrigatoriamente, a realização de uma oficina com carga horária de 8 horas e contemplar no mínimo uma dessas apresentações em algum dos espaços sob a administração da Fundação José Augusto: Teatro Alberto Maranhão (Natal), Teatro de Cultura Popular (Natal), Teatro Lauro Monte Filho (Mossoró), Teatro Adauto Dias (Caicó) e  Casas de Cultura. Inscrições até o dia 5 de junho. Mais informações na Assessoria de Projetos Culturais – 3232- 5324 (com atendimento de 8 às 13 horas) ou na página de internet www.fja.rn.gov.br.

GRANDES CANTORIAS

Essa é do professor Garcia, poeta de Caicó aqui no RN, foi postada no emeio do poeta Ademar Macedo.

Podem ver que os colibris

são amantes sonhadores,

que apesar de pequeninos

são felizes sedutores,

vivem beijando, e beijando,

de manhã cedo roubando

a virgindade das flores!

ESPAÇO DO CORDEL

A coluna já está muito rica de informações por isso no espaço do cordel vai somente uma estrofe que eu escolhi para agradecer a todos que apreciam e divulgam a literatura de cordel.

Vocês, irmãos e amigos

Que estão nas minhas histórias

Eu quero nesse versinho

Dividir minhas vitórias

E dizer com emoção

Que eu guardo no coração

Esses momentos de glorias.

José Acaci

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/03/2009 - 07:50

ENCONTRO DE VIOLÃO AMADOR DE PARNAMIRIM

1 – Histórico

Através da iniciativa de um grupo de pessoas que aprecia a boa música, o Encontro de Violão Amador é hoje um evento cultural de grande aceitação e reconhecimento por parte da população de Parnamirim. É realizado anualmente e, neste 09 de maio de 2009, estaremos realizando o 12° Encontro de Violão Amador de Parnamirim, que será realizado no centro Espaço Cultural Nestor Lima, situado à rua Professor Clementino Câmara, 301, Boa Esperança, – Parnamirim/RN. Com início às 20 horas.

A idéia do primeiro encontro consolidou-se na finalidade de juntar pessoas que gostassem de tocar e ouvir o som harmonioso do Violão, e que isso também se tornasse uma confraternização entre amigos, o que foi conseguido em todos os eventos.

Com a realização e o sucesso do primeiro encontro, os organizadores começaram a sofrer uma gostosa pressão para que este fosse realizado com mais freqüência. Como todos têm sua vida particular e profissional, e o evento não tem fins lucrativos, foi justificada a decisão de realizá-lo uma vez a cada ano, até mesmo para se evitar o cansaço e o desgaste da organização na busca de patrocinadores, local de realização, divulgação, etc.

Além dos requisitos básicos para que tudo transcorra bem, no dia do evento são realizados sorteio de brindes aos participantes, como também exposição de artes plásticas, exposição de fotografias, de matérias jornalísticas e souvenires, dos eventos anteriores. A consolidação do evento é atestada a cada realização, como aconteceu no 10º Encontro no mês de maio de 2004, em Parnamirim, quando tivemos 42 apresentações para um público de quase mil pessoas, no Centro Pastoral da Cohabinal.

Para que o evento transcorra dentro de uma normalidade e em respeito ao público e aos participantes, a organização estabeleceu um Regulamento, que é entregue a cada participante no momento da inscrição, anexo a este projeto. É importante salientar que o participante tem à sua disposição, palco, som e instrumento para sua apresentação, além de receber um troféu pela sua participação.

Histórico dos eventos anteriores

Os idealizadores dos encontros de violão de Parnamirim são o professor e cordelista José Acaci Rodrigues e o funcionário público José Lúcio de A. Barros Filho. Quando estavam aprendendo as primeiras notas musicais, Acaci e Lúcio se conheceram, daí nasceu uma amizade que até hoje se mantém firme. Dessa amizade surgiu a idéia do primeiro encontro. O amor à cultura e a garra para encarar o desafio de organizar o primeiro evento foram à base de um grande movimento cultural que hoje nos une para organizar o 11° encontro de violão amador de parnamirim.

O primeiro encontro de violão recebeu o nome de 1° Encontro de violeiros anônimos de Parnamirim.Com o Apoio de Édmo Pinheiro Pinto, O Saudoso Edinho, as portas do Colégio Augusto Severo foram abertas e lá foi plantada a semente gerou e consolidou os encontros de violão. Foi, na verdade, uma reunião de amigos com o objetivo de trocar informações e de se confraternizarem. Num churrasco com a participação de 15 pessoas, muita música e alegria, uma tarde de domingo foi pouco, No final da reunião todos tinham a certeza que dali surgiria um grande evento cultural.

O segundo encontro de vilão, que também aconteceu no colégio Augusto Severo, homenageou o Sr. Nestor Lima e o Sr. Deoclécio Lucena. Duas pessoas que, além de terem importante participação na história de Parnamirim foram também grandes parceiros nas lutas pela cultura, pelo esporte e pela música dessa cidade.

Durante a organização do Segundo encontro de violão, nos veio a idéia de Homenagear uma pessoa ligada a música ou uma entidade que tenha prestado serviços relevantes à Parnamirim. A partir de então, em todos os eventos seguintes, nós convidamos o homenageado a subir ao palco e o presenteamos com um troféu que representa o reconhecimento daqueles que fazem os encontros violão amador de Parnamirim.

Se é grande a batalha e pouco o reconhecimento por parte das autoridades políticas em relação a cultura, os encontros de violão de Parnamirim encontraram reconhecimento através da visita de um dos maiores violonistas do mundo na atualidade. Yamandu Costa, trazendo junto com ele Diogo Guanabara, Izaque Galvão, Rogério Tavares, Almir Padilha, CBI, Adriano Azambuja, Coínha, Cacau e Carlos Zens. Nós que Fazemos os encontros de violão tivemos o prazer de recebê-los numa maravilhosa noite que ficará guardada para sempre em nossas memórias.

O terceiro encontro de violão amador de Parnamirim Homenageou Almir Padilha, Um dos grandes nomes da música do Rio Grande do Norte. Almir, orgulho da cidade de Parnamirim, meteu o pé na estrada e conseguiu uma grande bagagem musical, foi ganhador de vários festivais entre eles o Canta Nordeste.

Além do prazer de organizar esta festa de cultura musical, as pessoas que fazem esse evento têm o prazer de se reunir em maravilhosos saraus musicais. Eventos que às vezes entram madrugada a dentro.

O Quarto encontro de violão amador de Parnamirim Homenageou Ismael Alves.

Um dos grandes nomes da música do Rio Grande do Norte. Ismael, com sua imensa capacidade criativa está lançando em breve o seu oitavo CD, é para nós um grande amigo e incentivador a quem nós desejamos muito sucesso.

O quarto encontro de violão nos deu o privilégio da participação de músicos da banda MAD DOGS. A banda MAD DOGS hoje com reconhecimento internacional foi destaque no festival em homenagem aos beeatles na Inglaterra, e tem como crooner o Parnamirinense CBI ( irmão do Lauro).

O Quinto encontro de violão amador homenageou a Base aérea de Parnamirim, Entidade que teve grande influência no surgimento dessa cidade. Numa noite em que tivemos o privilégio da presença do professor e maestro Eugênio. Professor de música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A partir do sexto encontro por iniciativa de Mack, um competente pintor, e músico guitarrista de Parnamirim, o encontro de violão passou a mostrar um painel de fundo com a arte do evento.

Muitos nomes da música de Parnamirim merecem ser lembrados e aplaudidos. O 6° encontro de violão homenageou o Mestre Garcia. Garcia é a essência da musicalidade, toca violão, cavaquinho, piston, clarinete, teclado e outros instrumentos e foi com grande orgulho que nós o homenageamos.

O sétimo encontro de violão amador homenageou Vitoriano Roberto. Morando hoje em Pirangi. Vitoriano Marcou época fazendo os tributos a Raul Seixas e continua na batalha para conseguir gravar o seu primeiro CD.

A cada evento é notável o crescimento desse evento, tanto do ponto de vista de sua organização quanto da qualidade musical das pessoas aqui vem mostrar sua arte.O sétimo encontro de violão recebeu Ricardo Seixas( de Ceará Mirim) e Raniery ( de Patu)que vieram abrilhantar aquela noite de música, cultura e alegria.

O 8° encontro de violão homenageou o Abrigo Filhos de Deus, entidade filantrópica criada em setembro de 1961 pelo Sr Nestor Lima. Nós que fazemos os encontros de reconhecemos a importância do Abrigo Filhos de Deus na vida daqueles que por algum motivo, a vida não lhes deu uma família para que com ela dividissem sua sabedoria no limiar da sua vida.

A experiência nos fez observar a necessidade de regulamentar a participação das pessoas que aqui vinham se apresentar. A partir do quinto encontro ficou determinado que cada pessoa que subisse ao palco teria o direito de tocar um máximo de três músicas.O que depois foi alterado para duas músicas em função do grande número de pessoas que pretendem se apresentar.

Os s encontros de violão ficaram mais bonitos com a colaboração do casal Robson e ledizia donos da ART FESTAS. Para dar um toque especial na ornamentação, o casal fabricou artesanalmente os violões, cavaquinhos e guitarras feitos a base de papelão e jornal que desde o sexto encontro são utilizados com muito carinho.

O nono encontro fez uma homenagem póstuma a Èdmo Pinheiro Pinto, conhecido como o Edinho. Edinho foi por duas vezes diretor da escola Augusto Severo. Homem correto e cumpridor dos seus deveres, foi um grande incentivador do encontro de violão no período em esse evento dava os primeiros passos.

O décimo encontro de violão fez um resgate de toda uma luta que envolve esforço físico, boa vontade, amor à arte, e busca pela união de todos que se doaram de coração para ver esse evento manter-se e crescer cada vez mais. Pessoas como Iran Marrocos, Geriberto Barbalho, José Acaci e a esposa Judite Rodrigues, José Lucio e sua esposa Wanda, Lauro Medeiros, Alderi Paulo da Costa e sua esposa Francisca, Allan David, Iran Marrocos, Ivonete Seixas, José George e outros que de alguma maneira colaboraram.

2 – Objetivo

O 12º Encontro de Violão Amador de Parnamirim tem como objetivo confraternizar aqueles que gostam de tocar violão, ou similar instrumento de cordas, como também proporcionar-lhes uma oportunidade única de apresentação pública, quando poderão mostrar o seu trabalho e suas habilidades instrumentais sem quaisquer ônus ou compromissos profissionais.

3 – Público Alvo

O público alvo do evento é eclético. Podem participar jovens e adultos de ambos os sexos, independente do nível social e profissão. O evento não apresenta restrições, exigindo apenas que o participante saiba tocar violão, ou similar instrumento de cordas, e que cumpra o Regulamento.

4 – Data e hora do Evento

09 de maio de 2009, início às 20 horas.

5 – Local
Espaço CulturaL Nestor Lima
Centro da cidade de Parnamirim/RN
Ao lado da Escola Estadual Professor Eliah Maia

8 – Homenagem

Em cada Encontro de Violão Amador, a coordenação do evento homenageia uma personalidade ou uma entidade de Parnamirim. No 12º Encontro de Violão Amador o homenageado será o mestre Nestor Lima pelas suas participações ativas na história da música e da cidade de Parnamirim. Nestor Lima dedicou toda sua vida a cuidar do abrigo filhos de Deus, fundado por ele em 1941. Deus o levou para perto dele a dois anos e a coordenação do Encontro de violão deseja homenageá-lo pela capacidade, conhecimento musical, facilidade com que ele dominava o violão de forma magistral e principalmente pelo grande homem que ele foi.

9 – Comissão Organizadora

José Acaci Rodrigues
Professor

José Lúcio de A. Barros Filho
Professor

Iran de Brito Marrocos
Jornalista

Lauro Medeiros
Músico

Geriberto Barbalho
Funcionário Público

Ciro José Ferreira Rodrigues
Estudante

Nestor Lima Filho
Professor


10 – Regulamento

12º Encontro de Violão Amador de Parnamirim

Art. 1º – DO OBJETIVO

O 11º Encontro de Violão Amador de Parnamirim é um evento aberto, sem fins lucrativos, que tem como objetivo integrar, divulgar e incentivar aqueles que gostam de curtir a música através do violão, ou similar instrumento de cordas, e proporcionar oportunidade de apresentação pública aos participantes, sem quaisquer comprometimentos profissionais.

Art. 2º – DOS PARTICIPANTES

Podem participar do evento quaisquer pessoas que toquem violão, ou similar instrumento de cordas, sem restrições de idade, sexo cor de pele ou religião.

Art. 3º – DA INSCRIÇÃO

No ato da inscrição o participante deverá pagar a taxa de R$ 10,00(Dez Reais), valor referente à camiseta do evento e ao troféu de participação.

§ 1º O participante poderá fazer a sua inscrição previamente ou na hora do evento, estabelecendo-se a ordem de apresentação conforme a ordem de inscrição.

§ 2º – Se ao ser chamado para a apresentação o participante não se fizer presente ao local, sua inscrição será automaticamente renovada, passando a ser o último na relação de inscritos.

§ 3º – Ao fazer a sua inscrição, o participante terá que preencher uma ficha com seus dados cadastrais e, ao entregá-la à mesa de inscrição, receberá uma senha com sua ordem de apresentação, confirmando, assim, sua concordância a este regulamento.

Art. 4º – DA APRESENTAÇÃO

O participante, ao subir ao local de exibição, poderá apresentar 01 (uma) música de sua livre escolha, não podendo, entretanto, exceder este número.

§ 1º – Cada participante deverá estar presente no palco antes do término da apresentação que o antecede.

§ 2º – Cada participante só poderá fazer uma única apresentação durante todo o evento, ou seja, subir ao palco uma vez, seja em que circunstância for, como solo ou acompanhante, proporcionando, assim, oportunidade a outros que queiram participar.

§ 3º – O participante que tocar pelo menos 01 (uma) música, fará jus ao troféu do evento.

§ 4º -As pessoas presentes ao evento que quiserem se apresentar, cantando ou tocando outros instrumentos que não os citados no Art. 1º deste regulamento, poderão fazê-lo, desde que entrem como acompanhantes, mas não farão jus ao troféu do evento.

Art. 5º – CASOS OMISSOS

Os casos omissos deste regulamento serão resolvidos pela coordenação.

Parnamirim (RN), Maio de 2009.

Autor: joseacaci@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/03/2009 - 07:32

BIOGRAFIA DE JOSÉ ACACI

José Acaci é professor, compositor e poeta cordelista.

Autor de mais de mais de sessenta folhetos de literatura de cordel, lançou o seu primeiro livro Histórias de Rio pequeno, no ano   2006. O CD Cordas e Cordéis, no ano 2007. E o CD Do Cordel à Embolada, no ano 2009.

Nos últimos seis anos o poeta trabalha no projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula, que é aplicado em Escolas Municipais do Município de Parnamirim, no qual ele leva o incentivo à leitura, o estudo e a valorização do meio ambiente, o conhecimento da cultura nordestina e a importância dos valores humanos e sociais através da literatura de cordel.

Semestralmente Acaci participa da Semana BNB de Oficinas Culturais. Projeto que leva às cidades do interior do Rio Grande do Norte, oficinas de Teatro, Rádio, Vídeo, Fotografia, Produção de Projetos e Literatura de Cordel.

Consul Poeta Del Mundo, pela Embaixada Mundial da Paz, com sede no Chile, Acaci é Membro da SPVA _ Sociedade dos Poetas Vivos a Afins do RN e, Pelos seus trabalhos e sua contribuição à cultura popular nordestina, já recebeu várias homenagens de escolas públicas do RN e de entidades como o Serviço Social do Comércio do RN – SESC/RN,  da Aliança Francesa, além dos títulos:

Mérito Cultural Luiz da Câmara Cascudo, concedido pela Academia Caxambuense de Letras/MG e,

Mérito Poético Olegário Mariano, pela Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores.

A sua paixão pela arte e pela educação o levou a escrever  o livro CONSELHOS PRA JUVENTUDE, e desde então vem apresentando um show com o mesmo nome do livro. O Show já foi apresentado no Teatro Alberto Maranhão, no Planetário de Parnamirim, no Colégio Fênix,  na Casa de Cultura Palácio Antonio Bento e no Instituto Pio XII.

Contatos:

9951 9873

 joseacaci at hotmail.com

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