O início de uma nova vida
Acompanhe esta história inspiradora de Alessandro Martins que resumiu o sentimento mais puro de um empreendedor:
“De repente, foi como se meus olhos se abrissem e eu percebi que vender meu bem mais precioso – o meu tempo de vida – para quem quer que seja passou a ser algo absurdo”.
“De repente, foi como se meus olhos se abrissem e eu percebi que vender meu bem mais precioso – o meu tempo de vida – para quem quer que seja passou a ser algo absurdo”.
Segunda-feira passada, 31 de março, a chefe do departamento da empresa em que eu trabalhava chamou-me para uma conversa em particular.
Não tinha boas notícias, disse de início.
Assim, foi logo falando que embora eu fosse um excelente profissional, o jornal não precisava neste momento dos serviços que eu sou capaz de desempenhar. Sim. Reconheço. Sou muito bom.
Mas coroou seu lisonjeiro raciocínio dizendo que, para o trabalho que precisava que eu fizesse poderia contratar dois sujeitos pelo mesmo investimento.
Considerando que eu já estava na empresa há 10 anos cheguei a ficar um tanto abalado, digamos, por cerca de 30 minutos.
Liguei para minha namorada que vive comigo já há dois anos e dei a notícia.
Ela veio para casa e começamos a fazer as contas.
Foi aí que o abalo inicial se transformou em felicidade.
Percebemos que os valores que estou auferindo através de meus blogs e diversos projetos relativos a eles são praticamente os mesmos que eu obtinha do salário.
Porém, com diversas vantagens.
- Iniciativa e flexibilidade. Agora terei mais tempo para ampliar ainda mais minhas iniciativas. Isso, sem dúvida, significará aumento de remuneração.
- Dinamismo. Um salário é uma segurança e é bom: eu sei disso, pois desde o início de minha carreira profissional contei com um. Mas toda segurança pode conduzir à acomodação.
- Meu horário de trabalho é flexível. Quinta-feira passada adiantei o trabalho de sexta-feira e tirei o dia seguinte de folga. Ganhei os mesmos valores como se estivesse trabalhando. Senti-me como se tivesse descoberto a pólvora.
- Meu local de trabalho é flexível. Neste momento em que digito estou na minha cama, com a mulher que amo ressonando ao meu lado enquanto observo o nosso pequeno jardim e a luz do sol penetra por uma suave cortina alaranjada. Mais tarde estarei em um dos agradáveis cafés com wi-fi aqui do Alto da Glória.
- Trabalho motivado: parei de fazer investir seis horas dos meus dias úteis e eventualmente algumas horas dos fins de semana em um trabalho cujos objetivos nem sempre diziam respeito ou se harmonizavam com os meus. Ainda que fosse pago por isso, respeitasse meus colegas, fosse respeitado por meus superiores hierárquicos e não tenha absolutamente nenhuma queixa do ambiente em que trabalhei; ao contrário só tenho boas lembranças.
- E acima de tudo. Parei de ser pago para sonhar o sonho de outra pessoa e passei a sonhar os meus próprios sonhos.
De repente, foi como se meus olhos se abrissem e eu percebi que vender meu bem mais precioso – o meu tempo de vida – para quem quer que seja passou a ser algo absurdo.
Afinal, o tempo de vida de um homem é curto e sua maior utilidade é amar pessoas como sua namorada, seu pai, sua mãe, seus amigos. Pessoas para quem ele quer dar esse tempo.
Não que não estejamos sempre vendendo esse tempo, de um jeito ou de outro. Mas quanto menos intermediários nessa negociação melhor. A idéia, daqui pra frente é essa, suprimir cada vez mais os intermediários entre mim e o verdadeiro valor do meu tempo.
E, olhando para essa garota aqui ao meu lado, concluo que estou, cada vez mais, conseguindo.
Torço para que você também consiga.
Autor: Alessandro Martins
Fonte: http://queroterumblog.com/o-inicio-de-uma-nova-vida/
Que bom que gostou! Só para você ter uma idéia, esse texto foi escrito há mais de um ano e continuo pensando da mesma forma… pelo menos no que diz respeito a isso. Abraços!