Ajudante de cozinha conquista 3 restaurantes
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Elson da Silva saiu do interior da Bahia, rumo a São Paulo, aos 13 anos de idade, sem nada no bolso. Hoje, aos 42, é dono de três restaurantes bem-sucedidos
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Por Adriana Fonseca
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O empresário Elson da Silva, 42 anos, é dono do restaurante japonês Koban, com três unidades em São Paulo. Seus 100 funcionários servem cerca de 21 mil refeições por mês. O negócio é um sucesso e alcançou crescimento de 35% em 2008. Para chegar até esse patamar, Silva percorreu um longo e duro caminho. Ele saiu de Jacobina, no interior da Bahia, rumo a São Paulo aos 13 anos de idade. Ao lado do primo, veio para a cidade grande em busca de uma vida melhor. “Lá na Bahia eu estudava e trabalhava na lavoura. A vida era difícil. Pensava que em São Paulo teria mais chance de conquistar alguma coisa”, relembra.Ao chegar em São Paulo, Silva, ainda menino, foi trabalhar na construção civil. Durante um ano, o garoto baiano passou por algumas obras, depois mudou de emprego e foi trabalhar em supermercado. Não deu muito certo. Ficou desempregado e passou tempos bem difíceis até encontrar uma vaga num restaurante de comida chinesa. Começava ali a trajetória vitoriosa de Silva. Na época com 15 anos, Silva começou lavando louça no restaurante chinês e, aos poucos, foi crescendo na empresa. “Não sabia cozinhar nada, mas sempre fui uma pessoa que prestava muita atenção no que os outros faziam. Eu aprendo observando’, afirma. “Aprendi a fazer os 112 pratos do cardápio.” Craque na cozinha, aos 21 anos Silva foi indicado por um colega para uma vaga em um restaurante japonês. Ele começou como ajudante, pois não conhecia aquela culinária. ‘Aprendi a preparar os pratos com o japonês dono do restaurante”, conta. “Ele viu o meu interesse e me ensinou muito do que eu sei.’ De empregado a patrão Em 2004, o empresário partiu para a carreira solo. Abriu a primeira unidade do Koban, no bairro de Moema, na capital paulista. Hoje, depois de três unidades bem estabelecidas – uma delas, a da Granja Viana, na Grande São Paulo, foi inaugurada há um mês e já atende 4.200 pessoas por mês -, Silva pensa em estrear um novo conceito de restaurante japonês: o Koban Light. “Estou indo ao Japão para conhecer melhor as novidades, mas nessa unidade não vai ter nada com manteiga, óleo ou fritura”, explica o empresário. “E só serviremos à la carte” – ao contrário das outras unidades, que trabalham também com o sistema de rodízio.
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