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18/01/2009 - 20:27

A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO GERAR TALENTOS

A palavra empregado está fora de moda. Empregado era aquele que ocupava o emprego. Hoje há necessidade de colaboradores. Pessoas que colaborem, vibrem com o trabalho, parceiros, decisores. Afinal, tecnologia pode ser comprada, estruturas podem ser copiadas, mas o que realmente faz a diferença são os seres humanos.

Uma equipe é capaz de decidir se uma estratégia dará certa ou fracassará. Também são nas pessoas que estão às dificuldades. Elas podem se motivar ou não. São as pessoas que decidem. Pode-se gastar uma fortuna para informatizar a empresa, mas se não conseguir o comprometimento da equipe, ela continuará fazendo a contabilidade à mão. Pode-se gastar uma fortuna no treinamento do pessoal de atendimento. Mas, se não conseguir a participação de todos, os clientes continuarão sendo mal-atendidos.

 

As pessoas são um dos tesouros de empresa e, portanto devem ser tratadas como tal.

 

Primeiramente deve se considerar que o trabalho não é simplesmente uma forma de ganhar dinheiro; mas também uma forma das pessoas realizarem seus sonhos.

 

A dimensão do trabalho ampliou-se. Ele, ao lado do amor, é o caminho para a realização humana (Maslow).  Como disse uma vez Cazuza “as duas coisas mais importantes da vida são o amor e o trabalho, mais o trabalho é o mais importante, pois por meio dele você consegue a autoconfiança para poder amar”.

 

Muitos gestores ainda pensam que seus colaboradores só estão interessados em dinheiro, quando na verdade a grande maioria deles trabalha por amor, pelo prazer de se realizar como ser humano. E, aí, o relacionamento fica difícil. Porque o que se espera é mais do que simplesmente a troca comercial. É uma relação de companheirismo.

 

As empresas e seus gestores precisam tomar uma nova postura com relação ao estímulo, ou a motivação que cerceia o ambiente de trabalho. Poucos líderes têm consciência da sua importância na vida de seus colaboradores e do amor que sua equipe lhes dedica. Acabam ferindo seus sentimentos e perdendo uma enorme chance de fazê-los se sentirem importantes.

Qualquer projeto só funciona contando com a participação de todos. A coerência é fundamental para a equipe saber claramente o que se espera dela. Aquele líder ambivalente, que estimula a iniciativa ao mesmo tempo em que pune a autonomia, acaba criando confusão e perdendo a força da equipe. No Brasil, muitas pessoas desistem de ser empregados a partir deste ponto. A insatisfação no emprego é um fator considerável para que profissionais migrem para o processo empreendedor e adquiram seu próprio negócio. As grandes organizações precisam perceber que devido ao descaso com seus colaboradores estão participando diretamente na formação de empreendedores, e possivelmente num futuro concorrente potencial, haja vista o conhecimento que esse adquiriu dentro da empresa sobre produtos ou serviços. Ele pode, munido de criatividade e conhecendo os pontos fracos da empresa com relação aos seus clientes, trabalhar neste ponto fraco para reaver uma oportunidade em própria causa. Talvez esse seja o “calcanhar de Aquiles” das grandes empresas.  Mediante isso, como as empresas devem agir para reter talentos, ou criar talentos empreendedores?

O consultor Len Lodish, um dos autores do livro “Empreendedorismo e Marketing” e com vasta experiência de consultoria a empresas do porte da Procter & Gamble e a Pepsico ressalta que três fatores principais alimentam o crescimento empresarial: são as idéias, as pessoas e o dinheiro. Todas as empresas precisam dispor continuamente de excelente pessoal para tornar práticas as idéias que possuem. Em seu livro ele destaca a importância do Marketing como ferramenta não apenas com relação a seu papel tradicional de auxiliar a desenvolver, produzir e vender produtos ou serviços que os clientes desejam. Ele também pode ajudar a empresa a contratar e reter as melhores pessoas. Do mesmo modo que o marketing pode ajudar no relacionamento com os clientes, ele também pode auxiliar na orientação das iniciativas de recrutamento, assegurando que os futuros.

 talentos almejados pela empresa reconheçam o valor superior comparado à concorrência e sejam motivados a permanecer na empresa. As pessoas normalmente gostam de trabalhar em ambientes compatíveis. Isto é, elas desejam trabalhar com pessoas que mais de assemelham a elas.

 

A Microsoft, por exemplo, criou a percepção de que as pessoas mais inteligentes do mundo trabalham na empresa. Eles empregam testes de inteligência como determinante básico no processo de contratação e incentivam aquelas histórias a respeito dos quebra-cabeças que usam na entrevistas e da disputa verbal que ocorre durante as reuniões na Microsoft. Como resultado, eles têm condição de contratar e reter muitas das pessoas mais inteligentes do mundo, não apenas programadores, mais também redatores, profissionais de marketing, vendedores e assim por diante.

 

O consultor Marco Aurélio Ferreira Vianna afirma que, de maneira mais forte, o conceito de que a empresa deve assumir um intenso papel de responsabilidade social. Sua definição deve evoluir para a integração entre os seres humanos que ali trabalham e que somando suas qualificações, eliminando falhas e multiplicando talentos, juntam-se para realizar um empreendimento que contribui para a humanidade e o universo. O lucro indispensável ao crescimento do empreendimento, é uma mera conseqüência. Ou como diz Philip Kotler “o lucro é o subproduto das coisas bem feitas”.

 

É muito importante um bom relacionamento no ambiente de trabalho. As pessoas precisam sentir-se importantes, mas nunca podem deixar de lado o profissionalismo. Cada um deve responsabilizar-se por suas tarefas.

 

Para uma gestão eficiente, a empresa deve ter uma equipe motivada e um programa de evolução permanente, onde as pessoas possam aprender e se reciclar. Um lar onde as pessoas possam concretizar seus sonhos. Lá os profissionais teriam a chance de se aperfeiçoar, de ampliar sua visão, de trabalhar com o novo, o desconhecido e o mutante.

 

As empresas devem criar condições das pessoas aprenderem com o líder, atuar ao seu lado, criando um campo de energia que estimula o crescimento de todos. Esse líder não precisa ser apenas bom. Além de competente em seu trabalho, tem de conscientizar toda a equipe – e cada um – da importância da função que exerce. E, para isso, deve se relacionar bem com as pessoas que comanda. Ele sabe motivar, orientar e acompanhar seu time, pois está consciente de que dependem dele para alcançar as vitórias. Além de suas funções clássicas, seu trabalho também é criar condições para que seus colaboradores tenham êxito em suas funções.

 

Os iniciantes podem usar como referencial aqueles que estão mais avançados em sua caminhada, os mais experientes são estimulados pela curiosidade dos novatos.

 

Eles criam um pequeno oásis no deserto e, à medida que esse oásis cresce, espalha sua sabedoria para o mundo. Transforma-se em ponte para a experiência do eu, transforma-se em amor para o mundo.

 

 

Professor Marcos.

 

Autor: marcosrochasoares@ig.com.br - Categoria(s): WORK Tags:


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