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23/10/2009 - 08:25

Sono dos justos

Justo ou não, todos deveriam dormir. Depois de uma boa noite de sono, sou outra mulher. Graças ao Anjo que me velou toda noite.

Pronta para outra(o que é isso, meu irmão? Outra de jeito nenhum!), enfim, corrigindo…renovada pelo sono e pelo amor, recomeço a saga de escrever um projeto de doutorado em…ai!!! Faltam 6 dias! Fui.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , ,
13/07/2009 - 10:05

Dar-te um presente

Tem muito que deveria. Ainda agora se trancam as palavras em minha garganta. Com toda certeza mereces minhas palavras. És tão único! Não quero cair em elogios. Nem são realmente elogios (ops!). Todo mundo é especial, deste modo o és também. Todo namorado faz a companheira feliz (ou deveria, pelo menos no começo, como é o nosso caso). Então não é esse o ponto. É que encontrei coisas em ti…encontrei em teus olhos uma tristeza que fala aos meus…e essa tristeza se transformou em sorrisos para mim. Sorrisos de olhar. Saibas, então, que luto por eles (os sorrisos de olhar) quando a tristeza retorna, como hoje.

Encontrei disponibilidade. Isso é incrível! Acho que nunca tinha visto disponibilidade antes. Sempre me surpreendes com tua disponibilidade. Disponibilidade pensante. Tens um olhar novo para o que digo, mesmo e, principalmente quando te desagradam minhas idéias. E uma mente que reflete o que é falado entre nós. Sinto a reflexão e a disponibilidade ao correr dos dias e, também por isso, estou encantada por ti. Estou tão feliz, Marcelo! Estou tão feliz porque num dia como hoje, há alguns (poucos…) anos atrás tu nasceste. Estou feliz porque um dia falaste com meus escritos, e em outro quis olhar nos olhos deles. Estou feliz porque ficou e porque me escolheu. Me bastam os dias que temos. Escrevo para que todos saibam o que já sabes. Hoje é um grande dia! Para mim. Nasceste e tenho o prazer de estar contigo. Suficiente para mim, o que me deste. Não tenho presentes que sejam capazes de comemorar o suficiente o Presente que és para mim. Amo-te.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , ,
08/07/2009 - 15:34

Brincando de casinha

Bem, apesar do que disse ontem (que esse blog é um rio de lágrimas). Hoje resolvi aparecer para dizer que meu dia está ótimo! Estou aqui, na casa do meu Anjo, brincando de casinha: faço almoço, o espero chegar do trabalho… enfim, dona-de-casa. Quem disse que não é uma delícia? Ainda mais com as “recompensas ” que tenho ganhado… Quem foi mesmo que inventou isso de mulher trabalhar? Ah! deixa para lá! É só brincadeira mesmo. Afinal, sou péssima em serviços domésticos (com exceção de cozinhar, que faço bem e com prazer), e adoro trabalhar fora, de preferência em coisas diferentes e com novos desafios. Adoro também chegar tarde em casa e encontrar tudo prontinho para mim! (anotou, amor?) :P

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07/07/2009 - 11:17

Luto

Passa a angústia. O que não significa um dia exatamente bom. Parece que este blog só fala mesmo de dores, mas na verdade os dias andam mesmo difíceis. Ainda assim, viver o amor faz tudo parecer passageiro, embora o próprio é que o seja, na maioria das vezes. Não importa. Este amor pode doer um dia, mas agora, neste momento que tenho precisado tanto, me faz feliz, acolhe, trás paz, alegrias. Alimento-me dele, respiro-o e com ele sigo neste caminho escuro que ainda não soube iluminar.

Hoje, como disse: já se apresenta como difícil. Acharam o corpo da Adriana (que caiu com o Airbus). O enterro será hoje em Niterói. Muito triste mesmo! Vou.Parece que antes ficava um fio de esperança cinematográfica. Nada saudável, na verdade. Sendo assim, vou. Fico ao lado de minha grande amiga de infância neste momento de perda para todos. Semana que vem ela volta para a Holanda com as crianças, porque este ano as férias não foram mesmos férias, e sem a Adriana não serão mais as mesmas nos que se seguem, com certeza. Espero de alguma forma, poder ajudar minha amiga a superar esta falta, embora não faça a menor idéia de como.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , ,
10/06/2009 - 16:21

Batatas coração

Sinto frio e calor. Ambos insuportáveis! Exceto o frio que começa maravilhoso, sempre. Por insuportável entenda então, envolvente. Acho que começou com as batatas, não as “coração”, quaisquer batatas. Sim porque ontem, para não sair correndo fiz batatas coração. Expressei-me em batatas. “Arte” em batatas.

Parece que fiquei sem esse espaço também. E preciso dele. De certo modo também me impede de sair correndo. Ou de olhar para o nada, como melhor me apraz ultimamente. Fujo para Quintino. Encontro teu abraço. Encontro a grande amiga. Sinto tua paixão. Sinto o amor dela. Conforto, paz. É o que tenho como lar agora.

Começo a achar que preciso de ajuda. Não estou realmente mal. É um tempo de intercessão entre dois momentos. E sei que está suave e suportável. Meus limites é que parecem ter se estreitado. A depressão esquisita me toma quase todos os dias e questiono a minha capacidade de seguir normalmente rumo ao equilíbrio e bem estar. Tenho muita ajuda. Mas, como sempre, vejo que me encontro a beira do desequilíbrio total. Este momento me lembra o outro em minha vida, que não “dei conta”. Todos achavam que daria. Talvez muitos não tenham nem percebido que não dei. O fato é que não consigo nem verbalizar direito. Em metáfora parece simplesmente muito pesado. Sou forte. E está pesado. Sou persistente. E o peso começa a ficar demais. Não largo. E tenho medo que caia sobre mim. Faço o possível para aliviar. Não me cobro demais, mas carrego muito peso por mais tempo que parece que posso suportar. Preciso soltar um pouco, dormir de verdade, suavizar as coisas em mim. Não sei como. Nem sei porque pesa tanto. Parece que a falta de integração de meus mundos me afeta muito. Esperança concreta também. Apesar disso sigo, sigo em frente no caminho que venho traçando. Sei que esta é a única maneira de conseguir algo a longo prazo. Só não sei se agüento esperar. “Ilógico”, eu com dificuldades na espera.

Tenho andado sem fome. Sem vontade de dormir. Até sem vontade de cozinhar. Exceção feita às batatas. Minhas mãos estão horrorosas. Mas poderia ficar horas descascando batatas, e agora, moldando corações. Estou apaixonada. Penso em você todas as horas. Coloquei meu amor em batatas. Coloco em música. Em presença que praticamente não consigo evitar.

Olho para ti e vejo luz imensa, possibilidades muitas. Calor, conforto, paixão. Vejo em ti o castelo que não vês. Está apenas com alguns tijolos no chão. OK, muitos? Mas és uma construção forte, sólida e me acolhe como nenhuma outra. Podemos reconstruir. Podes me abrigar ainda assim. Quero estar protegida em teus muros. Dentro de ti como me sinto muitas vezes, fico em paz, Anjo meu.

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10/06/2009 - 13:31

Dri,

Sinto-me em falta. A cabeça dói. Queria ter escrito antes. Mas ao ver o que aconteceu fico muito confusa e não organizo pensamentos.

Penso: Sharon, e quero pô-la no colo, cuidar dela, me pareceu sempre tão frágil de algum modo. Mas é forte. E pura. Provavelmente nem precisa de mim.

Penso: Adriana, e tudo parece “ilógico” como você diz sempre em sotaque Bennett/803. Sei que não é saudável, nem ajuda a família, mas não lhe vejo em passado, ainda. Pode acontecer um dia. Suavemente. Mas não em vertiginosa queda. Suave ascensão é o espaço que lhe reservo em mim.

Penso: em mim mesma, e toda minha vida, minhas dificuldades de relacionamento que você, Dri, ajudou a superar. Você colocou cores em uma vida triste, me “levou para passear”, me emprestou seus amigos. Ainda agora, ao ouvir sua vida, ao ver seus amigos, me parecem vazias todas as minhas questões. Não lhe vi questionar. E você brilha tanto! Não vejo termos de comparação. Não me sinto capaz de aprender o que nasceu sabendo, mas tenho tentado. E seu sorriso fica em mim. E sua voz. E seu sotaque. E o carinho por seus amigos. E seus irmãos.

Adriana, como disse o Maarten, você não está no fundo do mar, um anjo a levou antes.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , , ,
29/05/2009 - 10:16

Cansaço

“Por trás do espelho quem está/

de olhos fixados nos meus” (Cansaço)

Não reconheço a imagem que o espelho me apresenta. Cada vez reconheço menos.

Hoje trouxe-a comigo ao sair sem pretender voltar. Ela se ri de mim , como sempre. Para ao meu lado e me diz:”- Não mais. Não desta vez.”

Não pude evitar de pensar , imaginar , criar a cena que não houve. Desejar. Lembrar que aquela que me levava a ficar não está mais aqui. Me espera agora. Desaprova ainda assim.

Hoje lancei-te o mesmo olhar do navio. Vi em teus olhos àqueles olhos. Ninguém teve culpa. Mas nos culpamos de todas as formas possíveis em muitos mundos de muitas formas. Não vou mais te lançar este olhar. Mas foi ao ver teus olhos (de olhar tão familiar!) , que cheguei bem perto. Encostei minha cabeça em teu ombro e descansei no parque. Pode nem ter sido assim. Meus músculos um dia me contaram esta história. O que sabem os músculos?

São os mesmos que tremem ao teu contato. Os mesmos que vibram ao calor de tua pele os mesmos que se saciam ao unirem-se aos teus. Todos os dias , todas as horas, em cada minuto que nossas peles se tocam. Viciei-me. Intoxiquei-me hoje.

Intoxiquei-me hoje. Vi em ti outras sombras minhas. Não aquelas para as quais já consigo olhar, e que me envergonham. Vi sombras com as quais brinco,flerto, a sombra da morte.

Saí encarando o abismo como nunca. Fixando meus olhos no fundo do abismo. Dançando ao sabor de seu balanço. Meu corpo oscilou sem que eu percebesse e eu vivi o desejo e a emoção da queda. Parei a alguns centímetros do fim , como no filme de aventura. Olhei o chão do abismo. E ela não me levou como naquele dia.

Memórias. Ninguém teve culpa. Mas doeu ainda assim.

Muita confusão , uma perseguição. Um homem e uma mulher tiveram que fugir muito rápido. Fugiram pela paredes do castelo. Correram no escuro entre o labirinto das paredes internas do castelo. Protegiam alguém mais importante. O amor dos dois era uma presença viva. Chegaram ao navio. Parecia acertada a fuga. Então o ataque, o incêndio e o bote que os separou. O olhar dele ao longe ao ver o bote partindo. Levava-a junto com a pessoa importante. Ele só queria salva-la. Ela só queria ter ficado com ele. Metros da praia, não: na praia. Surge o homem com a espada e corta-lhe a garganta. Precisamente. A história dela acaba ali. O resto é espera. Presume-se que ele a viu de longe. Do navio em batalha. Mas não a seguiu do outro lado. Do outro lado foi espera.

É o que sei. O que meus músculos contaram. A história que se passa sob meu olhar quando encontro teus olhos tão parecidos. Não ia contar. Não quero pensar nisso e fixar essa imagem que de algum modo me seduz imensamente. Entrego-me a tuas mãos fortes, porque podem ser ameaça para muitos, e muitos mesmo depois, mas é onde encontro segurança.

Pode não ter acontecido, podem não ser teus os olhos que eu via. Já os confundi tantas vezes. Pode não ser eu. Pode ser apenas uma parte.

Ainda assim esperei por toda vida. Espero por toda eternidade. Pode estar perto outro adeus. Hoje, vi a despedida muito de perto. Fiz escolhas. Faço escolhas a cada dia. Hoje, me conduzem para longe. Protegendo alguém mais importante. Mas desta vez minha cabeça vai se manter em meu pescoço. Outros tempos. Pode vir comigo. Pode vir agora. Pode vir depois. Pode não vir nunca. Mas hoje me lançou novamente na espera. E, talvez por ser meu, me parece que o meu cansaço é maior que o teu, e que não sou eu que me reconduzo e decido caminhar, até penso ser assim diante do esforço enorme que faço para mover as pernas pela manhã, mas é ela, rindo de mim, quem me cospe de volta do abismo. Também ela, me rejeita.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
15/05/2009 - 21:24

A maneira como conduzo as coisas

Queria falar-te sobre isso. Sinto uma necessidade de falar e esclarecer-te a meu respeito. Estranho. Quero que me vejas a fundo. Impossível. O mais próximo que podemos ficar um do outro é o calor de nossos corpos e o túnel de nossos olhos. Tolice essa ânsia de explicações. Precisamos de silêncio. Mas ele nos oprime. Medo. O Grande Inimigo do Homem. Um dia foi útil. Não me é útil quando deveria ser. Silêncio. Já amei em silêncio. Precioso. Dá paz. Não consigo guardar o silêncio perto de ti. Ainda não. Sabes que me assustas? De muitas formas. Tenho sido corajosa em nome do que vejo em teus olhos e do que sinto em teus braços. Aquilo que parece que sei, que parece que encontro. Lembranças brumadas e frias. Tu te expões e me analisas. Julgas-me? Tenho medo de que me condenes. Me rotules, classifiques e esqueças na estante. Tu não tens estante. Temos coisas, das quais não falo, em comum. Ações sombrias. Namoras com as tuas. Quero esquecer. Neste momento em que ao olhar-te vejo o espelho refletindo minha imagem de sombras, temo a ti. Não é verdade que me assustas, portanto. Assusto-me comigo mesma. Muito. Em ti encontro acolhida. Confio. Por outro lado, é isso justamente o que mais tens a me ensinar. Tens um convívio quase orgulhoso com tuas sombras. Me apavoro com as minhas. As tuas lhe fazem bem. As minhas me ferem todo o tempo.

Queria falar-te de meus orgulhos. De minhas conquistas. Tenho dificuldade de acreditar nelas. Reforço para manter-me viva. Permanecer com os olhos vivos é a meta. Parece que os despreza. Me dói, porque é sincero. É como se nada de valor restasse para que admires. O que então fazes ao meu lado? Tola. Respiras também.

Não queria falar-te. Queria que visses. Em transparência minhas entranhas. O fundo de meu corpo e toda a vivência de meus órgãos. Sabe, vejo os teus, quase os toco. Sei de coisas que não me contaste como se tivesse seguido ao teu lado. Muitas me doem. Quase tudo são dores neste espaço. Será realmente necessário? Me falta o ar. Respiro quando te beijo a boca. Silêncio. Conhecimento. Paz. Mergulhar neste mar e me deixar levar para o fundo. Afogar-me é o que quero. Em teu mar. Sou um peixe em teu mar. Meu ar está em ti e não me falta nada.Quando retorno, falta tudo e sufoco.

Peço-te. Leva-me.

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15/04/2009 - 13:33

Vida

Quase nunca estou dentro da vida. Mergulhada nesta floresta densa. Ao mergulhar em tuas águas deixo automaticamente de sobrevoar minha floresta e passo a caminhar por suas trilhas sem mais saber onde vão chegar.
Uma vez em teu mar respiro em tua boca, por ela e com ela.
Em minha floresta o ar parece mais agradável, os cheiros mais frescos, mais conhecidos. Caminho numa estranha confiança, porque parece, Anjo, que sempre estou sob tuas asas. Quem sabe deixei de sobrevoar minha própria vida, para que você o faça com maestria?

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , , ,
24/03/2009 - 01:25

Surpresa

Tantas coisas estão se apresentando a mim. Já falei, algumas vezes, me parece um momento “Poliana”.
Na verdade estou mesmo contente nestas aparentes desventuras. Tão contente que me embota a visão. OK, o amor me embota a visão. Mas é certo que não é só o amor. Embora ele seja um luxo em si, e “só” não seja palavra apropriada para tanta riqueza. Mas é que sou cética e me é difícil confiar totalmente, acreditar totalmente. Para mim até o “ver para crer” de São Tomé ainda é pouca cautela. Talvez eu seja realmente “Aquela que Pondera Longamente”.
Ainda assim me sinto recebendo, diante de tamanhas perdas, me sinto recebendo. Recebendo em torrentes o que nunca pensei ter. Ou o que lutei para conquistar em fragmentos não muito meus. Agora tomo posse. De uma hora para outra parece me pertencer naturalmente tudo o que sempre desejei e obtive em pedaços com muito esforço. Trabalho, casa, segurança material, ficaram pequenos de repente, diante de tanta fartura emocional.
Agora são os amigos. Os amigos me dão acolhida. Como assim amigos? Que plural é esse que se apresenta tão naturalmente?
Está tão bom… tão quentinho aqui. Sou convidada afinal. Até os que não me conhecem resolveram me recepcionar.
Parece que finalmente gostam de mim. Onde então foi parar A tal “cara feia”? Nem sei. Na verdade nunca a vi. Agora, subitamente mais confiante, sigo em frente sob tua Luz, Anjo meu. Sem medo de estar feliz. Apesar dos revezes, que nem estou enxergando direito, já que o amor, é cego.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , ,
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