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Arquivo de junho, 2009

13/06/2009 - 14:02

Assim é, se lhe parece

Em alguns momentos parece que eu, em minhas inúmeras máscaras, posso ser tudo o que quiser. Sei que não é assim. Existem momentos em que caem vertiginosamente, como não poderia deixar de ser. E o que resta é só cansaço. Só ausência. A queda das máscaras não me revela, como seria esperado. Ao contrário. Me ausenta. Resta um estado de vazio, onde não há reconhecimento algum. Começa com uma grande tristeza e termina no nada.

Tenho vergonha disso. Uma enorme vergonha que não ajuda em nada. Enfrentar as conseqüências dói muito, mas sempre parece que a punição foi pequena, que as pessoas foram condescendentes comigo, mesmo que não tenham sido.

Achei que estava melhor. Mas hoje, me parece impossível por a cara na rua. Como se todos fossem olhar para mim e ver simplesmente o nada que vejo agora.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , ,
10/06/2009 - 16:21

Batatas coração

Sinto frio e calor. Ambos insuportáveis! Exceto o frio que começa maravilhoso, sempre. Por insuportável entenda então, envolvente. Acho que começou com as batatas, não as “coração”, quaisquer batatas. Sim porque ontem, para não sair correndo fiz batatas coração. Expressei-me em batatas. “Arte” em batatas.

Parece que fiquei sem esse espaço também. E preciso dele. De certo modo também me impede de sair correndo. Ou de olhar para o nada, como melhor me apraz ultimamente. Fujo para Quintino. Encontro teu abraço. Encontro a grande amiga. Sinto tua paixão. Sinto o amor dela. Conforto, paz. É o que tenho como lar agora.

Começo a achar que preciso de ajuda. Não estou realmente mal. É um tempo de intercessão entre dois momentos. E sei que está suave e suportável. Meus limites é que parecem ter se estreitado. A depressão esquisita me toma quase todos os dias e questiono a minha capacidade de seguir normalmente rumo ao equilíbrio e bem estar. Tenho muita ajuda. Mas, como sempre, vejo que me encontro a beira do desequilíbrio total. Este momento me lembra o outro em minha vida, que não “dei conta”. Todos achavam que daria. Talvez muitos não tenham nem percebido que não dei. O fato é que não consigo nem verbalizar direito. Em metáfora parece simplesmente muito pesado. Sou forte. E está pesado. Sou persistente. E o peso começa a ficar demais. Não largo. E tenho medo que caia sobre mim. Faço o possível para aliviar. Não me cobro demais, mas carrego muito peso por mais tempo que parece que posso suportar. Preciso soltar um pouco, dormir de verdade, suavizar as coisas em mim. Não sei como. Nem sei porque pesa tanto. Parece que a falta de integração de meus mundos me afeta muito. Esperança concreta também. Apesar disso sigo, sigo em frente no caminho que venho traçando. Sei que esta é a única maneira de conseguir algo a longo prazo. Só não sei se agüento esperar. “Ilógico”, eu com dificuldades na espera.

Tenho andado sem fome. Sem vontade de dormir. Até sem vontade de cozinhar. Exceção feita às batatas. Minhas mãos estão horrorosas. Mas poderia ficar horas descascando batatas, e agora, moldando corações. Estou apaixonada. Penso em você todas as horas. Coloquei meu amor em batatas. Coloco em música. Em presença que praticamente não consigo evitar.

Olho para ti e vejo luz imensa, possibilidades muitas. Calor, conforto, paixão. Vejo em ti o castelo que não vês. Está apenas com alguns tijolos no chão. OK, muitos? Mas és uma construção forte, sólida e me acolhe como nenhuma outra. Podemos reconstruir. Podes me abrigar ainda assim. Quero estar protegida em teus muros. Dentro de ti como me sinto muitas vezes, fico em paz, Anjo meu.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , , , , ,
10/06/2009 - 13:31

Dri,

Sinto-me em falta. A cabeça dói. Queria ter escrito antes. Mas ao ver o que aconteceu fico muito confusa e não organizo pensamentos.

Penso: Sharon, e quero pô-la no colo, cuidar dela, me pareceu sempre tão frágil de algum modo. Mas é forte. E pura. Provavelmente nem precisa de mim.

Penso: Adriana, e tudo parece “ilógico” como você diz sempre em sotaque Bennett/803. Sei que não é saudável, nem ajuda a família, mas não lhe vejo em passado, ainda. Pode acontecer um dia. Suavemente. Mas não em vertiginosa queda. Suave ascensão é o espaço que lhe reservo em mim.

Penso: em mim mesma, e toda minha vida, minhas dificuldades de relacionamento que você, Dri, ajudou a superar. Você colocou cores em uma vida triste, me “levou para passear”, me emprestou seus amigos. Ainda agora, ao ouvir sua vida, ao ver seus amigos, me parecem vazias todas as minhas questões. Não lhe vi questionar. E você brilha tanto! Não vejo termos de comparação. Não me sinto capaz de aprender o que nasceu sabendo, mas tenho tentado. E seu sorriso fica em mim. E sua voz. E seu sotaque. E o carinho por seus amigos. E seus irmãos.

Adriana, como disse o Maarten, você não está no fundo do mar, um anjo a levou antes.

Autor: Coral - Categoria(s): Pessoal Tags: , , , , , ,
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