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Arquivo da Categoria Pessoal

07/11/2009 - 09:18

Problemas que podem ser causados pela frustração profissional

Especialistas em gestão pessoal têm afirmado que muitos dos principais problemas que ocorrem empresas são causados pela sensação de inconformidade que alguns – ou mesmo apenas um – de seus funcionários tem com relação à sua situação dentro delas. Segundo eles, não são raros os casos em que essa “inconformidade” se transforma em frustração e, quando isto acontece, há riscos de problemas cujas gravidades podem ir além dos limites da imaginação. Segundo Angel Fragallo, editor da revista “Carreira & Negócios”, um profissional frustrado não enxerga novos desafios no trabalho, encara a empresa como uma “sugadora de seu sangue”. E alerta: “Essa frustração, quando aliada à falta de caráter, leva muitas pessoas a tentar tirar vantagem de toda e qualquer situação que possa favorecer sua condição individual.”

Realmente, segundo especialistas, isto tem ocorrido com grande frequência em pequenas, médias, grandes e mega empresas em todo o mundo.  Muitas matérias publicadas nas páginas de economia dos principais jornais do Brasil e de outros países informam que o número de fraudes vem crescendo assustadoramente. Segundo a “Carreira & Negócios”, no Brasil os prejuízos causados por golpes contra empresas entre 2003 e 2007 aumentaram de R$ 58 milhões para R$ 136 milhões.

As fraudes mais comuns

A revista informa também que as empresas especializadas em investigações de fraudes garantem que um grande número de golpes foi causado por profissionais frustrados. Lourenzo Parodi, autor do livro “Manual das Fraudes”, diz que a média de perdas por fraude nas empresas brasileiras chega a atingir 8 % do faturamento e que, deste valor, mais de 80% se deve a fraudes com a participação de funcionários ou “colaboradores permanentes”.

As fraudes aprontadas como as mais comuns no Brasil são falsificação de compras ou superfaturamento;  lançamento e reembolso indevidos de pagamentos (exemplo: num jantar com um cliente que custa R$ 200,00, o fraudador solicita uma nota de R$ 400,00 solicita o reembolso da diferença); desvio de mercadorias; falsificação de lançamentos contábeis, faturas e pagamentos de contas, impostos e outros; descontos excessivos para clientes; venda de informações confidenciais e operações irregulares no departamento financeiro (entre estas, as mais frequentes são referentes a pagamentos ou compras que não ocorreram).

Os motivos

Lourenzo Parodi é sócio e diretor da Deall Riscos e Inteligência, uma empresa especializada em detecção, investigação, repressão e prevenção de fraudes. Ele diz que, de uma forma geral, o funcionário que conhece bem a operação da empresa sabe onde estão seus principais pontos fortes e fracos e isto lhe dá uma grande vantagem que pode levá-lo à prática de atos de corrupção como desvios de clientes e negócios e conflitos de interesses quanto à formação de balanço e cálculos de participações.

É difícil prever quem são os participantes dos crimes antes que as investigações sejam concluídas. Parodi diz que há casos que envolvem o porteiro da empresa ou do edifício onde ela funciona, e há casos que envolvem até mesmo parentes do próprio empresário. O investigador afrma que ele mesmo já cuidou de casos em que filhos dos empresários, que eram diretores ou tinham alguma forma de poder em relação às empresas, foram autores de fraudes contra as mesmas.

O que a frustração profissional tem a ver com tudo isto?

Os especialistas em investigações de fraudes nas empresas apontam várias razões que facilitam essas ocorrências. Uma delas é a fragilidade no processo de contratação. Para eles, os departamentos de recursos humanos (RH) e de segurança devem trabalhar de forma integrada, com critérios, normas e procedimentos de segurança para evitar contratações de pessoas com perfis inadequados.

Eles também afirmam que os pontos vulneráveis no controle interno das empresas não são raros. Com muita frequência, as investigações também comprovam ausência de supervisão, de métodos tecnológicos que registrem acessos a certas informações. Mas informam também que, entre os casos mais comuns, estão os aliciamentos de funcionários por concorrentes que prometem recompensa financeira ou cargos hierarquicamente mais elevados e com salários mais altos. Ou seja: aliciam os funcionários profissionalmente frustrados em relação à sua situação na empresa.

Há também os casos em que funcionários frustrados “puxam o tapete” para derrubar colegas de trabalho que conseguem progredir na empresa. Neste caso, provavelmente o funcionário não é frustrado porque a empresa não o valoriza, mas porque é incompetente – é provável que o outro funcionário tenha sido mais valorizado por demonstrar maior competência.

Porém, os conflitos entre funcionários podem também ser causados por falhas nas formas  de comunicação, que geralmente resultam em falta de clareza das funções e atividades de cada um deles. Isto também gera frustração profissional e conflitos entre colegas.

Para evitar a frustração causada pela incompetência

Tanto para quem ainda escolherá sua profissão tanto para quem já atua na que escolheu, nunca é demais seguir alguns conselhos daqueles que tiveram mais experiência. Por isto, escolhi algumas frases ditas ou escritas por pessoas bem sucedidas.

  • William Sheakespeare, teatrólogo inglês – “A vida é como uma peça de teatro que não foi ensaiada.”
  • Albert Einstein, cientista alemão – “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é o dicionário”.
  • Lao Tse, filósofo chinês: “A caminhada pode ser longa ou curta, mas sempre começa pelo primeiro passo. Por isto, este é o passo mais importante.”
  • Kung Fu Tzu (”Confúcio”), filósofo chinês – “Aquele que só tenta se defender se esconde abaixo do nível do solo, mas aquele que está preparado tanto para a defesa como para o ataque necessário viaja acima do mais alto nível do céu.”

Ao profissional que por acaso estiver pensando em cometer alguma fraude, aconselho levar em conta, antes que tenha motivos para se arrepender, um antigo ditado chinês:

“Depois que um vaso se quebra, seus pedaços podem ser colados, e a colagem pode ser tão bem feita que nem se percebe as linhas entre os pedaços. Porém ainda assim, enquanto ainda existir, o vaso será sempre um vaso quebrado.”

Em outras palavras: depois de ser descoberto, o profissional fraudador pode até não ser punido judicialmente ou mesmo nunca mais cometer uma fraude ou qualquer outro tipo de crime, mas será sempre visto como um profissional fraudador. Deixem-me dizer isto de outra forma:

A credibilidade é algo que pode ser mantido por toda a vida. Porém se algum dia houver uma razão qualquer para que ela seja perdida, ela será perdida e nunca mais será recuperada.

Referências:

  • ” Trabalhando com o Inimigo” -revista “Carreira &  Negócios” – no. 2 – Editora Dibra – São Paulo – SP
  • “Evolução na Carreira”  e “13 Frases Usadas na ‘Gestão & Negócios’”- revista “Gestão & Negócios” – no. 14 – Editora Escala – São Paulo, SP
  • “Quotable Quotes” (”Frases interessantes”) – revista “Reader’s Digest” – editora: Readr’s Dgest Association, Inc. – New York (”Nova York”), NY – Estados Unidos


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Assessoria, Comunicação, Conhecimento, Consultoria Empresarial, Cultura, Direitos e Deveres, Emprego, Informação, Pessoal, crime, imagem Tags:
06/11/2009 - 13:52

Na escolha da profissão, cuidado com a frustração!

Frustração Proissional

Escolher uma profissão não é tão fácil quanto possa parecer. Não basta dizer “gostaria de ser um profissional em…”. Para ser bem sucedido em qualquer setor profissional, é preciso conhecer todos os detalhes da profissão a ser escolhida: todas as funções,  atribuições, situação no mercado de trabalho, chances de desenvolvimento em todos os sentidos, estatutos, direitos, obrigações, obrigatoriedades, etc.

Na escolha de uma profissão, assim como em qualquer outro momento da vida, é importante lembrar que “obrigação” e “obrigatoriedade” não tem o mesmo significado. A obrigação é a consciência que a própria pessoa tem sobre a necessidade do dever a ser cumprido. A obrigatoriedade é um encargo que tem que ser tomado como obrigação, porém proveniente de determinadas condições, ocorrências, imposições legais, etc.

Como lembra Angel Fragallo, editor da revista “Carreira & Negócios”, algumas pessoas dizem que “a inconformidade é o combustível da ascensão profissional”. No entanto, também como lembra o próprio Fragallo, essa inconformidade costuma se aprofundar até se transformar em frustração.

Um profissional frustrado é um profissional decepcionado, desanimado, que não vê perspectivas de crescimento profissional, que acha que a empresa para a qual trabalha exige demais dele, não o valoriza como ele merece (ou pensa que merece). É aquele profissional que acha – ou realmente percebe – que a empresa lucra com seu trabalho mas não reconhece seu valor profissional.

Este é um tema delicado a ser tratado, mas importante, principalmente para você que está prestes a participar de um vestibular. Não faça a escolha do curso apenas porque você acha que as provas serão mais fáceis ou porque o número de vagas oferecidas é maior.  Escolha-o porque aquela é realmente a profissão que você quer. Antes disto, porém, faça pesquisas para saber se realmente essa profissão escolhida lhe trará, no futuro, o que você espera e o necessitará.

Um dos caminhos para o resultado dessa pesquisa pode ser a realização de um teste vocacional. Procure um desses institutos de psicologia aplicada para esta finalidade. Antes disto, procure conhecer a credibilidade do instituto a ser escolhido. Você pode também – e, se for possível, até deve – solicitar conselhos de profissionais bem sucedidos que você conheça.

Outra forma de saber se a profissão que você pretende escolher é realmente aquela que você espera que seja a que corresponderá às suas expectativas é visitando locais de trabalho. Por exemplo: se você quer ser um profissional de marketing e propaganda, visite uma agência de propaganda, departamentos comerciais de rádio, televisão, jornais e revistas, etc. Antes de fazer a visita, é importante telefonar para o local a ser visitado e solicitar a possibilidade de visitá-lo, pois desta forma a empresa estará preparada para recebê-lo e lhe dar toda a atenção necessária.

Use todas as formas possíveis e legais para evitar a frustração profissional. Você deve, por exemplo, procurar se assegurar de que você será assertivo na profissão. “Assertividade” significa “afirmação”, mas, num sentido mais amplo, em termos profissionais, entende-se por “assertivo” o profissional afirmativo que é capaz de vencer pela influência, revelando grandes possibilidades de obter sucesso em negociações.

Jamais escolha aquela profissão que seu pai e/ou sua mãe querem para você. Escolha a profissão que você deseja, mas com o devido cuidado de observar previamente se você tem os quesitos necessários, tais como os referidos acima. Não basta ser bom em matemática e física para ser um bom engenheiro. Não basta se preocupar com a saúde das pessoas para ser um bom médico ou um bom enfermeiro. Não basta gostar de “mexer com eletricidade” para ser um bom eletricista.

No artigo “Problemas que podem ser causados pela frustração profissional” (acima deste) você verá informações sobre os perigos que a frustração pode acarretar tanto para o próprio profissional quanto para a empresa.

Referência: Revista “Carreira & Negócios” no. 2 – Editora Dibra – São Paulo, SP


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Direitos e Deveres, Emprego, Pessoal, Profissional, Psicologia, Vida Tags: , , , , ,
01/07/2009 - 23:23

Por que tantas pessoas necessitam de ídolos?

Elvis Presley (em sua última apresentação, em 1977, interpretando “Unchined Melody”) e Michael Jackson ao ser anunciado como o cantor com mais discos vendidos no mundo, no World Music Awards em 2006. Eles são dois exemplos de “ídolos” da era atual.

 O astro “pop” Michael Jackson morreu na quinta-feira passada (25). Apesar de sua morte ter ocorrido há seis dias, milhões de fãs do cantor nos Estados Unidos e em todo o mundo ainda se revelam consternados profundamente como se ele tivesse morrido hoje. A mídia ainda divulga informações sobre a vida e a morte de Michael com ênfase, e milhões de admiradores de ambos os sexos admitem que têm dificuldade de aceitar que ele esteja morto.

Alguma novidade nisto? Não. É um fenômeno que se repete cada vez que um ídolo morre. Foi assim que aconteceu em relação à morte de Elvis Presley em 1977 e do ator norte-americano James Dean em 1955. James Dean se tornou um ídolo principalmente por sua atuação no filme “Juventude Transviada”, em que muitos jovens, inclusive no Brasil, viam seu personagem como um retrato deles mesmos. 

Rodolfo Valentino, um italiano naturalizado nos Estados Unidos, se tornou um ídolo do período do cinema mudo. Quando ele morreu, em 1926, mais de 100 mil fãs (na época, um número considerado extretamente expressivo) tentaram vê-lo no caixão dizendo que somente assim acreditariam que ele estava morto. Como se percebe, os fãs muitas vezes chegam ao ponto de achar que seus ídolos são imortais.

No dia 4 de agosto de 1962, as emissoras de rádio e televisão dos Estados Unidos interromperam suas programações normais para anunciar que Marilyn Monroe fora encontrada morta em seu apartamento. A notícia estarreceu milhares de admiradores da atriz, especialmente porque havia indícios de suicídio: ao lado do corpo, havia um frasco de remédio para dormir, e a polícia concluiu que Marilyn havia tomado uma overdose. Até hoje ainda há debates sobre o caso, pois também existe a suspeita de assassinato, e os fãs ainda clamam por justiça. E não são poucos os jovens que ainda cultuam esses que foram ídolos de seus pais ou seus avós como se fossem atuais.

Os ídolos de antigamente

A necessidade de adorar ídolos sempre existiu na humanidade. No início, a adoração tinha príncípios religiosos. Na verdade, “ídolo” – palavra cujo significado parece ter sido modificado com o passar dos anos - é qualquer objeto de adoração que representa um deus, uma deusa, um espírito ou uma divindade(*). 

Ainda hoje existem povos que atribuem a seus ídolos (estátuas, pedras, búzios, ossos, etc.) poderes sobrenaturais que permitem uma comunicação entre o mundo natural e o mundo sobrenatural, ou seja, entre nós e os espíritos, deuses, etc. Os santos venerados pelos católicos, por exemplo, se incluem na categoria das divindades – não são considerados deuses, mas a eles são atribuídas as funções de “intersessores” entre nós e Deus.

“Ídolos” modernos

Na era moderna vários motivos levaram as pessoas a passarem a “adorar” – se podemos dizer assim – como “ídolos” outras pessoas comuns como ela mesmas, mas é evidente que o avanço da tecnologia, que gerou meios de aproximar mais essas pessoas em relação às que elas admiram, tem sua parcela de responsabilidade sobre isto. Os meios modernos de comunicação permitem acesso mais fácil entre anômimos e ”celebridades” (cantores, cantoras, atores, atrizes, etc.) A crescente produção de música (especialmente a popular) e a rapidez na distribuição de milhões de cópias de CDs e DVDs pelo mundo em curto espaço de tempo, somando-se a isto a evidente massificação das produções divulgadas através da televisão e da internet, fez com que o termo “ídolo” saísse da esfera religiosa ou mística e passasse a designar também os artistas. A fama dos cantores, por exemplo, cresce a tal ponto que a simples admiração inicial de seus fãs em pouco tempo se transforma numa “adoração” sem que estes percebam. 

Imitação até mesmo nas roupas

Exagero? Não, eu creio que dizer isto não é um exagero. Basta Gisele Bündchen aparecer num comercial de televisão dizendo que usa sandálias de uma certa marca, e milhares de mulheres em todo o país, especialmente as mais jovens, logo se interessam em comprar sandálias iguais àquelas. Elas dirão que é apenas porque as sandálias são bonitas. Na verdade, muitas farão isto porque sonham serem iguais ao seu “ídolo”, que neste caso é Gisele. Mas dificilmente admitirão isto.

Muitas são as mulheres que, ao assistirem a um capítulo de uma telenovela, prestam mais atenção no que as atrizes usam do que na cena. Depois, tentam comprar roupas e sapatos iguais àqueles. Porque são bonitos? Sim, mas muito provavelmente também porque estão sendo usados pela atriz famosa. Não levam em consideração a personagem, mas a atriz que a representa (”Você viu o vestido que a Cristiane Torloni estava usando na novela ontem?”). Não foi por acaso que as novelas de rádio deixaram de ir ao ar depois que as novelas da TV estrearam. No rádio, não se pode ver o que as atrizes estão usando – portanto, a audiência, cuja maioria é o público feminino, perdeu o interesse pelas radionovelas.

Imitar os ídolos não é um comportamento exclusivo das mulheres. Lembro-me dos anos 1960, quando as “botinhas” de Roberto Carlos, com os saltos semelhantes aos das botas dos “cowboys”, fazia o maior sucesso entre os jovens da época. Isto sem falar nos cintos com aqueles fivelões como os de Erasmo Carlos, e nas calças “boca-de-sino” que relembravam Elvis Presley.

O ”fanatismo” e o fanatismo 

“Fã” é um “apotuguesamento” de “fan”, da língua inglesa. Mas ”fan” não é exatamente uma palavra, é uma forma reduzida de “fanatic”, que é “fanático” em inglês. É claro que os fãs detestam ser chamados de “fanáticos”, mas esta é a origem da palavra. Em termos generalizados, pode ser vista como exagero, mas em certos casos é um nome bem apropriado. Os “fanáticos” – entre aspas, para expressar que não há realmente fanatismo propriamente dito em seus atos, mas chegam bem perto disto – são aqueles que, mesmo sem ter qualquer tipo de contato pessoal com seus ídolos, são capazes de garantir que as pessoas que admiram são seres humanos perfeitos, sem mácula, incapazes de cometer erros, mesmo os mais comuns entre os humanos anômimos. Convenhamos: se isto não é fanatismo, falta pouco para chegar a ele.

Em seu artigo publicado na edição de hoje (01.07.2009) do jornal “Gazeta do Povo”, Mário Renato dos Santos informa que Mário Eduardo Pereira, coordenador do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de Campinas (Unicamp) diz que a maioria dos seres humanos normalmente mantém a esperança de que a perfeição existe ou pelo menos possa existir. Assim, muitos admiram as celebriades que conseguiram aquilo que seus admiradores desejam para si mesmos mas não conseguem. O problema é que muitos fãs idealizam seus ídolos como seres perfeitos e a situação chega a tal ponto em que se torna uma doença. “É como se os fãs quisessem se apropriar da vida do ídolo”, diz Mário Renato. E ele tem razão: lembro-me  do caso do ex-Beatle John Lennon, que foi assassinado em Nova York em dezembro de 1990. O assassino, Mark David Chapmam, confessou que era seu fã e que o matou porque não queria dividir seu ídolo com outros fãs. Chapman disse aos repórteres: “Eu era ninguém até o dia em que matei o maor ‘alguém’ da Terra.”

As pessoas precisam de ídolos?

Talvez a pergunta a ser feita não seja exatamente esta. Talvez devamos perguntar por que as pessoas necessitam de ídolos, já que a necessidade sempre foi evidente. Os antigos gregos e outras civilizações adoravam vários deuses e heróis – como Hércules, um humano com poderes divinos – que nem sequer existiam. Mas isto não é um comportamento exclusivo do passado. Hoje são muitos os adolescentes que formam até mesmo organizações sem fins lucrativos, chamadas de “fã-clubes”, que reúnem admiradores do Homem-Aranha, do Batman, do Wolverine, da Mulher Maravilha e de vários outros heróis e heroínas das histórias em quadrinhos, dos filmes de aventuras e dos desenhos animados. Um verdadeiro clamor em nome dos ídolos que não existem e nunca existiram na realidade, mas que atiçam suas fantasias e de alguma forma fazem com que esses admiradores se identifiquem com eles. Mas isto também não é exclsuividade infanto-juvenil: muitos adultos se gabam em mostrar suas coleções de revistas, posters e até roupas iguais às do Superman (ou “Super-Hmem”, como queiram!) ou do Batman.

Acredito que os ídolos são necessários na medida em que eles, existentes ou não, assumem uma função social. Normalmente os primeiros ídolos de uma criança são seus próprios pais, seus irmãos mais velhos e outras pessoas da família, nos quais elas se espelham até em suas brincadeiras. Geralmente o menino “dirige” o carro de brinquedo como o “papai” dirige o de verdade. A menina costuma “cuidar” da boneca como, em sua imaginação, a “mamãe” cuida dela mesma. Depois, na vida adulta, quando é preciso deixar os carrinhos e as bonecas no passado, ainda há quem colecione carrinhos e bonecas como se não quisessem que a infância tivesse terminado. É o que eu chamo de “síndrome de Peter Pan” (na história contada no famoso filme de Walt Disney, Peter Pan é um menino que não quer se tornar adulto).

Todos nós temos a necessidade de termos nossos ídolos, mas nem todos têm a facilidade de admitir isto. Assim, os cristãos têm uma imagem de Jesus tão imaculada quanto é a de Buda para os budistas. Não quero, com isto, dizer que essas duas personalidades tão importantes sob o ponto de vista histórico não mereçam ser admiradas. Merecem sim, pois poucos tentaram fazer pela humanidade o que eles tentaram. O que eu quero dizer é que observamos as qualidades das pessoas que admiramos, sejam elas quem forem, mas a maioria dos admiradores tem um profundo medo de aceitar os possíveis defeitos dos admirados. Para muitos fãs, a confirmação dos defeitos em seus ídolos representa mais do que uma simples decepção: pode ser o fim da esperança pela existência da perfeição.

Referência: “Gazeta do Povo” (01.06.2009)

 (*) “Divindade” não é o mesmo que “deus” ou “deusa”, é algo (um animal, um objeto, etc.) que em muitas religiões é considerado sagrado ou como se tivesse poderes sobrenaturais.  

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Arte, Cinema, Ciências humanas e sociais, Comportamento, Comunicação, Cultura, Música, Pessoal, Religião, Sociedade, Tecnologia, Televisão, Vida, crime, linguagem Tags: , , , , , ,
25/03/2009 - 19:17

Governo brasileiro quer controlar atividades dos internautas

Estes vídeos do Safernet mostram notícias veiculadas por telenoticiários em 2007. Comparados com as notícias mais recentes, eles se tornam uma prova evidente de que infelizmente a situação não melhorou.
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Uma informação divulgada na edição de hoje do “Último Segundo” (o link está na seção “SITES QUE RECOMENDO”) diz que o Ministério da Justiça deverá apresentar ao Coingresso, dentro de poucos dias, um projeto que diminuirá consideravelmente a privacidade dos internautas. Uma das exigências que constam no documento determina que os provedores de acesso à Internet forneçam dados do internauta, como o número da carteira de identidade e os nomes dos pais. O objetivo é coibir a prática de crimes.
O site “Congresso em Foco” (http://congressoemfoco.ig.com.br/noticias) informa que o autor do substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 84/99, senador Eduardo Azeredo, disse que o Ministério da Justiça quer a inclusão de vários pontos que ainda não foram discutidos no Congresso. O principal ponto proposto é a identificação do usuário durante a navegação na Internet.
Eu sei que muita gente vai reclamar, vai dizer que isto é invasão de privacidade, etc., mas creio que dois pontos importantes devem ser considerados:
  1. Realmente é preciso que o governo tome medidas drásticas. Muitas pessoas aproveitam o sigilo da identificação para colocar palavrões em comentários, artigos e e-mails; fotos, vídeos e textos obscenos, praticar pedofilia, aplicar golpes e cometer outros tipos de crimes. Tudo isto e o que se observa nos vídeos acima causam a necessidade de se tomar atitudes severas.
  2. Quem  não comete crimes e não faz nada que se possa considerar como irregularidade através da Internet não terá motivos para se preocupar.

Não sei se o projeto do Ministério da Justiça, se for aprovado, resolverá o problema. Mas que é necessária uma medida extrema, isto é mais do que evidente.   

 
Autor: Elias Alves - Categoria(s): ALERTA AOS INTERNAUTAS, Comportamento, Computador, Comunicação, Conhecimento, Crimes na Internet, Cultura, Educação, Informática, Notícias, Pessoal, Política, Saúde, Saúde infantil, Segurança, Sociedade, Tecnologia, Vida Tags: , , ,
23/03/2009 - 14:33

“Qualidade Devida” recebe mais de 20.100 visitas em menos de três meses.

O “Qualidade Devida” recebeu até hoje 20.167 visitas. Certamente há leitores que o visitam várias vezes. Os assuntos tratados no site variam: economia, saúde, ciências, tecnologia, questões sociais, orientações contra crimes cometidos através da Internet, comportamento, educação, informações sobre fatos importantes que acontecem no país e no mundo, etc. Também incentivamos pessoas que realizam conquistas importantes ou tentam realizá-las.

Todos os temas são baseados em informações fornecidas por fontes governamentais, não governamentais, nacionais e internacionais, todas reconhecidas oficialmente. As orientações sobre saúde, por exemplo, são resultantes de pesquisas sobre informações e opiniões dadas por profissionais e institituições da área. As informações sobre economia são baseadas em dados fornecidos por setores relacionados às ciências econômicas. E assim por diante.

Vários leitores do “Qualidade Devida” são estudantes que tem informado, através de seus comentários, que o site os tem ajudado no desenvolvmento de trabalhos escolares. Outros são pais e mães que, também através dos comentários, tem manifestado agradecimento pelo fato do site estar ajudando esses jovens. Há o caso de uma senhora que parabenizou o “Qualidade Devida” porque o site foi sitado como referência para trabalhos pela escola que sua filha frequenta. Outros leitores tem informado que muitos dos artigos aqui publicados tem sido importantes para a orientação a pessoas que pretendem particiar de concursos públicos, evstibulares, etc.

Há também os amigos e familiares de pessoas com necessidades especiais que acrescentam seus comentários sobre os artigos relacionados às especialidades. Essas pessoas tem manifestado incentivos para que este trabalho tenha continuidade, e tem aproveitado a oportunidade para solicitar orientações, as quais eu só forneço após ter pesquisado bastante sobre fontes seguras de onde eu possa obter dados confiáveis. 

O ”Qualidade Devida” alcançou a marca de 20.167 visitas em menos de três meses - as atividades foram iniciadas no dia 31 de dezembro de 2008. O número tão significativo – levando-se em consideração o período em que foi registrado – e os comentários e solicitações acrescentados pelos leitores são uma confirmação da conquista de credibilidade e da existência de pessoas – inclusive jovens – dispostas a apoiar iniciativas como esta, de contribuir para a divulgação da cultura e de informações importantes.

Agradeço sinceramente a todos os leitores por prestigiam o “Qualidade Devida” e por me incentivarem na continuidade do trabalho. Volto a afirmar que minha intenção é ajudá-los no que for necessário e tanto quanto me for possível. Além disto, creio que, como dizia Isaac Newton, “dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo”. Portanto, se ocuparmos na Internet cada vez mais espaços com coisas úteis, estamos contribuindo para que haja cada vez menos espaços para as coisas inúteis e prejudiciais.

Encerro este texto desejando-lhes felicidades e dizendo que continuo e continuarei à disposição de vocês.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): ALERTA AOS INTERNAUTAS, Alimentação, Amor, Arte, Assalto, Astronomia, Astronáutica, Cinema, Ciência, Ciências humanas e sociais, Comportamento, Computador, Comunicação, Conhecimento, Consultoria Empresarial, Crimes na Internet, Cultura, Dicionário multilíngüe automático, Direitos e Deveres, Economia, Educação, Emprego, Espaço, Esportes, Filosofia, Games, Gastronomia, Historiologia, Impostos, Imóveis, Informação, Informática, Internet, Loterias, Música, NOVOS GOLPES PELA INTERNET, Notícias, Pessoal, Política, Religião, Saúde, Saúde infantil, Segurança, Sem categoria, Sociedade, TV Digital, TV Gazeta, TV Vitória, Tecnologia, Telecomunicação, Universo, Vida, blocos econômicos, dicionários, gramáticas, linguagem, linguagem, ortografia Tags: , , , , ,
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