iG
iBest BrTurbo

24/11/2009 - 09:53

FGV oferece boas oportunidades para você. Aproveite agora!

Em tempos de crise econômica e de desemprego como o que vivemos agora, a possibilidade de fazer um curso de graduação ou capacitação sem ter que pagar por ele, e ainda receber pelo correio todo o material necessário e estudar em casa é uma oportunidade que ninguém pode dispensar. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está oferecendo uma oportunidade excelente para pessoas de qualquer idade e de qualquer nível escolar, que estejam estudando ou não.

Este é um conselho que vale tanto para você, que ainda pretende escolher uma profissão, quanto para você, que já está realizando um curso (de nível superior ou não), e também para você que já está trabalhando, e para você, aposentado que não quer deixar de continuar produzindo algo útil enquanto ainda pode. A FGV está oferecendo vários cursos gratuitos para quem não tem tempo disponível para frequentar aulas pessoalmente e queira estudar em casa. Os cursos são realizados com o apoio do “Open Course Ware Consorcium” (”Consórcio de Cursos Abertos On-Line”), um consórcio internacioanl de instituições de ensino, do qual a FGV é membro. O consórcio oferece conteúdos e materiais didáticos gratuitos via internet.

Cursos oferecidos

A FGV está oferecendo cursos nas áreas de gestão empresarial, metodologia, conhecimentos de diversas áreas e cursos específicos para professores de ensino médio. As cargas horárias variam de acordo com a área escolhida pelo aluno: cinco horas para gestão empresarial, cinco horas para metodologia e 15 horas para conhecimentos diversos. Para os cursos das áreas de filosofia e sociologia (para professores de ensino médio), o período é de 30 horas.

Os tópicos a serem abordados nos cursos de gestão empresarial são “Balanced Scorecard”, Conceitos e Princípios Fundamentais do Direito Tributário, Consultoria em Investimentos Financeiros, Direito do Trabalho – Contratação do Trabalhador, Fundamentos da Gestão de Custos, Gestão de Pessoas – Motivação nas Organizações, Processos de Comunicação e Comunicação Institucional, Estratégia de Empresas –  Introdução à Administração Estratégica, Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Gestão de Marketing, Gestão de Tecnologia da Informação e Técnicas de Gerência de Projetos.

Na área de Metodologia serão abordados a Metodologia de Pesquisa (conhecimento, saber e ciência) e a Metodologia do Ensino Superior (universidade e sociedade).

Os cursos de áreas de conhecimento diversas incluem Ciência e Tecnologia, Ética Empresarial e Recursos Humanos. Os cursos de filosofia e sociologia estão sendo oferecidos EXCLUSIVAMENTE para PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO.

Material didático

Cada aluno inscrito receberá receberá o material didático em casa, através do correio, antes do início do curso. Será composto por um fichário e um CD-rom.

O fichário terá todo o conteúdo teórico do curso e o tutorial da plataforma de ensino à distância. O CD-rom contém o material teórico, vídeos com atividades de sala de aula, tutoriais animados e “plugins” necessários à utilização dos cursos. É importante lembrar aos interessados que não será oferecido material didático para o curso de Acessibilidade  - Conceitos e Fundamentos da Inclusão.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas no site da FGV. Para abri-lo, “clique” sobre o link http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx


Referência: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Ciências humanas e sociais, Computador, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Cursos, Desemprego, Educação, Emprego, Empresas, Informação, Informática, Internet, Profissional, Profissões, Sociedade, Tecnologia, Utilidade pública, adolescentes, jovens, pais Tags: , , , ,
23/11/2009 - 11:03

Informações equivocadas sobre a língua portuguesa

Alguns boatos que se espalham por aí influenciam tanto nos meios sociais que, depois de serem ouvidos e comentados por algum tempo, deixam de ser considerados como mentiras e acabam sendo interpretados como “verdades inconstestáveis”. Isto acontece muito com relação à língua portuguesa.

Várias palavras e um significado

Existem muitas pessoas que afirmam, por exemplo, que o português é o único idioma do mundo no qual se encontram várias palavras com um mesmo significado. Isto não é verdade: o mesmo fenômeno ocorre em vários idiomas. No inglês, por exemplo, existem duas formas de se dizer “embaralhar cartas de baralho”: “muddle up” e “shuffle”.

Outro exemplo: na língua portuguesa, há dois verbos com um significado: “embevecer” e “cativar”. Também em inglês, existem dois verbos com o mesmo significado destes dois: “engross” e “captivate”. Da mesma forma, como em português as palavras “cativo” e “embevecido” significam a mesma coisa, o mesmo ocorre com as palavras inglesas “engrossed” e “captivated”.

Em português, a expressão “apesar de” tem o mesmo significado de “ainda que”, “embora” ou  ”mesmo que”. Para este mesmo significado, existem em espanhol as expressões “aún que”, “aún” e “además de”.

Uma palavra e vários significados

Também ocorre o oposto: dizem que a língua portuguesa é a única que possui uma palavra com muitos significados. Isto também não é verdade. Em inglês, a palavra “way” pode significar “caminho”, “jeito”, “maneira”, “jeito de ser de uma pessoa” ou “escolha”.

Ainda em inglês, a palavra “freeway” pode significar “caminho livre” ou “uma rua com mão dupla”. A palavra “feel” pode significar “sentir”, “perceber”, “notar”, e se eu disser “they had…”, posso estar dizendo “eles tinham…” ou “eles tiveram…”.

A palavra “saudade”

Dizem também que a palavra “saudade”, do idioma português, não tem tradução em outros idiomas. Isto também não corresponde à realidade.

Em espanhol, existem três palavras que significam “saudade”: “saudade” (igual à correspondente em português”), “nostalgia” e “añoranza”.  Em inglês, as palavras “longing” e “yearning” tanto significam “saudade” como “desejo muito forte” ou “vontade intensa”.

Referências:

  • “Dicionário Essencial – Português/Inglês – English/Portuguese” - editor: Adriano Roriz – compiladores: Jhon Whittlam e Lia Correia Raitt – editora Europa – São Paulo, SP
  • “Oxford Advanced Learner’s Dictionary of Current English”  - editor : Jonathan Crowther – Oxford University Press – Oxford, Inglaterra
  • “Dicicionário Acme de La Lengua Española” – editora: Acme Agency – Buenos Aires – Argentina


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Educação, Enem, Informação, Vestibular, linguagem, linguagem Tags: , , ,
20/11/2009 - 23:52

A Religião e a Fenomenologia Religiosa

Fiz várias pesquisas para buscar uma definição para a fenomenologia religiosa. Com esta finalidade, parti do princípio de que “fenomenologia” é o estudo dos fenômenos. Portanto, “fenomenologia religiosa” não é um estudo das religiões, mas dos fenômenos relacionados a elas e de seus reflexos sobre o comportamento de cada grupo de pessoas e, ao mesmo tempo, de cada pessoa numa mesma sociedade.

Porém, não considero essa definição como conclusiva, pois as fenomenologias de quaisquer áreas diferem entre si e de conceitos prévios, considerando as origens históricas de cada religião. As fenomenologias devem também considerar as peculiaridades de cada sociedade, cada cultura e cada época.  Isto obriga os estudiosos a classificar os fenômenos associados com tradições religiosas, objetos, rituais, doutrinas e sentimentos. Cada fenomenologista estabelece o que ele considera como a essência dos fenômenos e tenta descrever a influência dessa essência sobre as pessoas.

O pensamento de Gerardus Van der Leew

O antropólogo austríaco Gerardus Van der Leew (1890-1950) foi um dos mais destacados fenomenologistas de sua época. Para ele, o “poder” era, ao mesmo tempo, a origem e a base da essência de toda religião. Segundo Douglas Davies (*), Van der Leew dizia que esse poder se manifesta de várias formas, desde uma simples idéia de um homem numa religião da Melanésia até uma experiência maravilhosa dentro de qualquer religião do mundo.

Esse tipo de fenomenologia é uma tentativa de descrever as várias formas pelas quais as pessoas se conduzem em sua relação pessoal com o “poder”. Neste caso, o sentido de “salvação” vem sobre essas pessoas quando elas possuem ou retêm a fonte desse “poder”.

Douglas Davies ensina que a experiência religiosa individual não pode ser simplesmente observada por uma pessoa. “O fenomenologista pode apenas visualizar as consequências da experiência de um grupo de pessoas ou uma sociedade. O que Davies quer dizer com isto é que o fenomenologista pode descrever o que pode ser visto por um observador externo, mas não pode lidar com as questões da verdade.

A hierofania

Ouvi falar e li muito a respeito de Mircea Eliade durante quase toda a minha vida. Fiz vários trabalhos escolares sobre seus estudos durante quase todo o meu período como estudante. Ainda hoje, quando leio a seu respeito, percebo o quanto esse húngaro nascido em 1907 ainda influencia os estudiosos da história das religiões.

Como Douglas Davies diz, é difícil distinguir entre historiólogos da religião e fenomenologistas de religião porque suas perspectivas são muito semelhantes, e em muitos casos são as mesmas.  Porém, o tipo de fenomenologia utilizado por Mircea Eliade era uma característica exclusivamente dele. Ele tentava descobrir como as religiões de desenvolveram através de suas fases históricas e, ao mesmo tempo, descobrir algo que confirmasse uma relação entre dada uma dessas fases e o que fosse considerado como algo “sagrado”.

Para esta finalidade, Mircea Eliade criou um conceito utilizado ainda hoje que inclui um conjunto de formas pelas quais o “sagrado” se manifesta, incluindo pessoas “sagradas” (santos, profetas, etc.) e lugares “sagrados” (como Meca para os muçulmanos, por ser a cidade onde nasceu o “profeta” Maomé, ou Jerusalém para os cristãos por ser a cidade onde Jesus nasceu e viveu). Esse conceito é conhecido como “hierofania”.

Douglas Davies aponta Jesus como o ponto máximo da hierofania, dizendo que nele o “sagrado” provem de um domínio  que se manifesta como algo que influencia profundamente o mundo ocidental e sua natureza humana. Mircea Eliade dizia que as religiões do mundo ocidental (a pare do mundo onde nós estamos) desenvolveram certas habilidades para diferenciar o “sagrado” do “desdenhoso” ou “não sagrado”.

Douglas Davies informa também que Rudolf Otto, teólogo protestante alemão do século 19,  dizia que a realidade central da verdadeira religião se relaciona com um sentido de natureza inspiradora das origens das experiências religiosas. Lembro-me de um trabalho escolar que fiz sobre Rudolf Ott, quando entendi que ele não considerava a existência de uma “divindade”, mas propunha a existência de um domínio sobrenatural.

Portanto, tanto os historiólogos como os fenomenologistas realizam seus estudos buscando evitar o reducionismo (***) e, ao mesmo tempo, evidenciar a falta da seriedade necessária para a produção de um método apropriado.

(*) Autor de “O Estudo da Religião”, “Mitos e Símbolos” e “Religião dos Gurus: a Fé Sikh.

(**) “Divindade” não é o mesmo que “deus”. Um deus é alguém a quem são atribuídos poderes sobrenaturais supremos. Uma “divindade” é alguém ou algo que supostamente tem o dom de ser um canal de ligação entre as pessoas comuns e Deus ou os deuses. Os santos da Igreja Católica, por exemplo, são “divindades”, os crucifixos, objetos banhados com água benta, etc. Em outras religiões, as “divindades” podem ser pessoas vivas ou mortas, animais, objetos, etc.

(***) Corrente filosófica defende a redução de certos objetos, fenômenos e significados complexos às suas partes mais simples para facilitar explicações.

Referências:

  • “The Study of  Religion” (”O Estudo da Religião”), de Douglas Davies – “The World’s Religion” (”As Religiões do Mundo”) – vários autores – editora: Lion Publishing plc – Hertz, Inglaterra.
  • Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde – Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, História, Informação, Religião Tags: , , , ,
19/11/2009 - 09:37

O que é “pasteurização”?


No vídeo: as várias etapas do processo de pasteurização de ovos.

Às vezes as pessoas entram num supermercado ou numa mercearia e incluem, entre os produtos a serem comprados, o leite. E dão preferência ao que leite que vem com a informação na embalagem: “PASTEURIZADO”. Nem todas as pessoas sabem o que significa tal palavra, mas sabem que a informação significa que o produto é bom para a saúde dos consumidores.

A pasteurização tem esse nome porque seu processo foi criado por Louis Pasteur, um cientista francês do século 19. Como Pasteur é mais conhecido por ter desenvolvido a vacina contra a raiva (vacina anti-rábica), muitos leigos supõem que o produto pasteurizado ajuda a evitar essa doença. Uma coisa nãda tem a ver com a outra.

A vacina anti-rábica, aplicada em animais que possam ser afetados pela doença, principalmente cães e gatos, e transmití-la a seres humanos. O medicamento consiste num soro obtido de uma substância colhida de um animal com a doença. Essa substância recebe um tratamento especial que a torna potencialmente capaz de produzir um vírus que combate a raiva, doença que também é conhecida como hidrofobia (palavra de origem grega que significa “aversão à água”, pois a doença faz com que as pessoas tenham medo de água).

A pasteurização

 A história da pasteurização (que não é aplicada apenas ao leite, mas a vários tipos de alimentos) começou através de um acaso. Em 1854, quando Pasteur tinha 32 anos, ele assumiu o cargo de reitor da Faculdade de Ciências de Lille. Na ocasião, havia em Lille, uma cidade pequena da França, uma indústria de produção de álcool que passava por sérias dificuldades porque, durante o processo de fermentação do açúcar de beterraba, frequentemente se obtinha ácido lático em vez do álcool. O ácido era comercializado apenas para que o problema não fosse maior, mas era praticamente inútil e valia pouco, enquanto o álcool era muito valorizado.

Os diretores da indústria solicitaram a Louis Pasteur que solucionasse o problema. Ao mesmo tempo, ele estudava os processos de fermentação de vinho e cerveja, e não tardou a descobrir que a fermentação era causada por mecanismos microscópicos que viviam nos próprios líquidos.

Pasteur fez várias experiências para saber se esses microorganismos eram provenientes da atmosfera ou gerados espontaneamente nos líquidos. Ao final delas, ele descobriu que o líquido permanecia puro e bem conservado por muito mais tempo quando a entrada de micróbios nos recipientes que o continham era impedida. Isto comprovou definitivamente os microorganismos causadores da fermentação não se geravam espontaneamente. Além disto, Pasteur descobriu que, para combatê-los, bastava manter o líquido aquecido a uma certa temperatura por um determinado tempo. Assim surgiu a pasteurização.

A pasteurização atual

 A própria história da primeira pasteurização nos faz concluir que o processo é usado para destruir microorganismos que possam existir em alimentos e causar danos à nossa saúde. Baseia-se no fato de que, mantendo-se o alimento exposto a uma determinada temperatura por um determinado tempo, esses microorganismos são eliminados.

Os avanços da tecnologia e dos conhecimentos científicos têm sido muito importantes na colaboração para o aperfeiçoamento da pasteurização. Graças à soma de todos esses fatores, atualmente é possível transportar leite e outros produtos alimentícios em viagens longas, inclusive de um país para outro, sem que estes se estraguem.

Referências:

  • “Pasteurização” – Wikipedia
  • “Pasteurização – Processamento Térmico” – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – www.ufrgs.br/Alimentus/feira/opconser/opc_pasteur.htm
  • “Louis Pasteur” – Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde, Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Alimentação, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Informação Tags: , , , , , , ,
18/11/2009 - 14:57

O que é “mercado de trabalho”?


No vídeo, o consutor empresarial Valdez Luis Ludwig fala sobre o mercado de trabalho – programa “Sem Censura”, apresentado por Leda Nagle na TV Cultura – São Paulo

A crise econômica que o mundo enfrenta atualmente trás à tona muitos outros temas relativos à economia, e que são frequentemente mencionados em provas nas escolas. Preocupados com seu desenvolvimento escolar, são muitos os estudantes que procuram o “Qualidade Devida” . Ao mesmo tempo, aqueles que pensam em seu próprio futuro, sobre as profissões que devem escolher, ficam preocupados quando vêem pela televisão reportagens sobre o mercado de trabalho.

Assim, muitos têm me perguntado o que é o mercado de trabalho. Tentarei explicar da melhor maneira possível, e da forma mais sucinta possível.

Por que se chama “marcado de trabalho”?

Em qualquer tipo de mercado, quanto maior for a quantidade de um produto a ser comercializado, menor será o preço se a procura se mantiver no mesmo nível. Porém, se a procura pelo produto for maior do que a quantidade disponível à venda, o preço tende a ser menor.

No mercado de trabalho, acontece a mesma coisa, e por isto é chamado de “mercado”. Por isto é chamado de “mercado”. Mas é um tipo de mercado específico, no qual o “produto” é o trabalho. O “preço” é o salário. Se a oferta de trabalho for maior do que o número de vagas oferecidas, o salário tenderá a ser maior. Se a procura for maior do que a oferta, o salário tenderá a ser menor. A isto se chama “lei da oferta e da procura”.

Considerando qualquer profissão, quando existem muitos profissionais à procura de emprego e faltam ofertas suficientes específicas para sua profissão, ocorre um desequilíbrio chamado “saturação de mercado”. Se não houver excesso de oferta mas ocorrer falta de procura de profissionais pelos empregadores, as empresas deixam de procurar pessoas especializadas nessa profissão e buscam profissionais de outras áreas e com outras qualificações.

Em síntese, “mercado de trabalho” é isto.

Referências:

  • Wikipedia
  • “Almanaque Abril – Mundo” e “Almanaque Abril – Brasil” – edições de 2002 – Editora Abril – São Paulo, SP.


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Cultura, Emprego, Empresas Tags: , , ,
Voltar ao topo