iG
iBest BrTurbo

Arquivo de novembro, 2009

28/11/2009 - 00:24

Psicanálise – a análise do inconsciente e do consciente

O livro “O Sujeito e Seu Texto – Psicanálise, Arte e Filosofia”, da psicanalista Teresa Palazzo Nazar, do Rio de Janeiro, será lançado em cerimônia na Biblioteca Pública do Espírito Santo, em Vitória, no próximo dia 4.

A psicanálise é um processo que atribui certos distúrbios mentai a experiências emocionais vividas pelo paciente há anos (na infância) ou num passado mais ressente. O psicanalista utiliza métodos de invetigação para determinar a influência dessas experiências na condição mental do paciente e dar-lhe orientações para o tratamento psicoterápico. Em resumo, seu ob jetivo é tratar os problemas ou desordens traçando uma conecção entre fatos passados e comportamentos recentes e sentimentos atuais do paciente.

O “Pai da Psicanálise”

Os primeiros processos de psicanálsie de que se tem confirmação foram realizados pelo médico neurologia austríaco Sigmund Frëud. Por isto ele é considerado o “Pai da Psicanlise”. O primeiro ocorreu em 1882, quando Frëud, recém formado, trabalhava numa clínica psiquiátrica em seu país. O segundo foi realizado por ele em 1885 em Paris, França.

Naquela ocasião, Frëud acreditava que os problemas psíquicos de seus pacientes eram provenientes de desejos reprimidos. O neurologista austríaco acreditava também que muitos desses desejos eram reprimidos por razões culturais próprias da época.

A psicanálise atual

É claro que os procesos psicanalíticos tiveram muitas modificações com o passar dos anos. Porém, o método básico continua sendo o manejo da transferência e da resistência em análise. O analista solicita ao paciente que se posicione de maneira que se sinta bem confortável e lhe conte todos os seus desejos, sonhos, angústias, fantasias e experiências vividas que conseguir lembrar. O analista procura escutar todo o relato tentando transparecer uma taitude neutra para que o analisado se sinta seguro.

O conceito freudiano do inconsciente

O conceito do inconsciente, criado por Frëud, propõe uma “realidade psíquica” como característica de processos inconscientes. Essa proposta é vista por alguns estudiosos como uma oposição à opinião do médico, psicólogo e filosofo alemão Wilhelm Maximilian Wundt, de que a psicologia era uma ciência que estudava a consciência por uma perspectiva neurológica.

Atualmente muitos psicanalistas dizem que não é possível abordar o inconsciente diretamente, por ser possível reconhecê-lo somente por meio de atos falhos, sonhos e certos sintomas físicos. Eles afirmam que o inconsciente introduz uma obscuridade na dimensão da consciência. Com isto, eles querem dizer que a consciênca atua como receptora de todo o conjunto de significados provenientes do inconsciente, não como um fenômeno capaz de instituir esses significados.

Referências:

  • “Oxford Advanced Learner’s Dictionary of Current English” – editora: Oxford Universty Press – Oxford, Inglaterra
  • Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP)

 

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Informação Tags: , ,
26/11/2009 - 10:29

A cruz – símbolo da fé cristã, mas também da pena de morte e do terror

Para milhões de católicos em todo o mundo, ela o símbolo de sua fé. Mas, mesmo entre os cristãos e entre muitas culturas antigas e modernas, a cruz também tem sido o símbolo da pena de morte e da intolerância marcada pela violência e pelo terror.

Ku klux KlanA “Cruz Ardente” e o capuz branco em forma de cone: símbolos da Ku Klux Klan, a mais famosa e temida organização criminosa racista dos Estados Unidos.

No vídeo , um trecho do documentário “Jesus, a História Verdadeira – A Missão”, da BBC. Este trecho se refere a lguns fatos que causaram a crucificação de Jesus. Você pode assistir ao documentário completo no site www.youtube.com/user/leonardomqueiroz.

_____________________________

Sempre que se aproximam datas como o Natal ou a Semana Santa, as emissoras de televisão exibem dezenas de filmes sobre a vida de Jesus, e muitas reportagens e artigos sobre ele são publicados em jornais e revistas. No entanto, poucas são as publicações dedicadas exclusivamente a um dos principais símbolos do cristianismo: a cruz.

K Klux Klan

No desenho no cartaz do filme “Nascimento de Uma Nação”, um cavaleiro da Ku Klux Klan ergue a cruz em chamas, ou “Cruz Ardente” (detalhe: o cavalo é negro, e isto certamente não é mera coincidência). Ilustração da Wikipedia


Os “Cruzados” e o “Clã do Anel”

Se para muitos a cruz representa uma mensagem de renovação de esperanças, por outro lado ela é usada como um símbolo da arrogância, da intolerância, do preconceito racial, do preconceito religioso, etc. Durante muito anos, na Idade Média, a Igreja Católica ordenou severos ataques contra todos os povos não católicos, na tentativa de obrigá-los a serem fiéis à igreja. Por ordem do papa, cavaleiros conhecidos como “cruzados” (ver ilustração abaixo, de Larouse, de 1922) tinham autorização para matar qualquer pessoa que se opusesse às determinações da igreja. Eles realizaram várias incursões por toda a Europa, levando o símbolo da cruz, golpeando com suas espadas qualquer pessoa que tentasse detê-los.  200px-Croisés

Atualmente, existem nos Estados Unidos grupos ligados a uma organização criminosa que se auto-denomina como “Ku Klux Klan”. Seus símbolos são a “Cruz Ardente”, o capuz barnco em forma de cone para esconder suas identidades e uma cruz iserida num círculo. Segundo pesquisadores, esse círculo representa um anel como símbolo de união entre os membros e de fidelidade às finalidades da organização. O nome “Ku Klux Klan” é interpretado da seguinte forma: “Ku Klux” é uma derivação da palavra grega “koklos”, que significa “círculo” ou “anel”, e “Klan” é a palavra “clan” (”clã” em inglês) com “K” no lugar do “C”. Portanto, “Ku Klux Klan” significaria “Clã do Anel”.

Existem informações de que essa organização, conhecida também pela sigra “KKK”, foi fundada em 1865 em Pulaski, uma cidade do Estado de Tenessee, no sul dos Estados Unidos, por um grupo de religiosos protestantes que pregavam que a raça branca era superior a todas as outras raças humanas (negros, índios, asiáticos, etc.). Sua fundação se deu, portanto, dois anos depois que o então presidente dos Estados Unidos, decretou a abolição da escravatura, tornando os negros pessoas livres e com os mesmos direitos de todos os cidadãos norte-americanos, em 1863 (mesmo ano em que o presidente foi assassinado pelo ator racista John Wilkes Booth).

O principal objetivo inicial da KKK era impedir, de todas as formas possíveis, a integração social dos negros recém libertados. Com o passar dos anos, seus membros passaram a perseguir e dizimar famílias de negros, índios, descendentes de asiáticos e brancos católicos. A organização foi combatida pelo governo dos Estados Unidos e banida em 1872, mas ressurgiu por volta de 1915. Ainda hoje, ocorrem ações bárbaras praticadas em nome da KKK, principalmente no sul do país, mas, segundo estimativas, seus adeptos são pouco mais de três mil pessoas.

A crucificação como pena de morte

Ainda hoje, entre muitas culturas diferentes e mesmo entre grupos cristãos, as cruz é vista ao mesmo tempo como símbolo de fé religiosa e da pena de morte. Devido a esta dualidade, ela é também usada por movimentos políticos e sociais contra a pena de morte. Ela está presente em peças de teatro, filmes, artigos jornalísticos, e juristas debatem sobre o tema, mas sempre com a presença da cruz como símbolo.

Apesar de Jesus ser o crucificado mais conhecido e mais reverenciado na história da humanidade, muitas foram as vítimas da crucificação antes e depois dele. Centenas de anos antes de Jesus ter nascido, a morte na cruz já era uma penalidade aplicada pelo Império Romano e em muitos países. E tanto em Roma como nos demais reinos havia acaloradas discussões entre os favoráveis e os contrários à crucificação, bem como a todas as outras formas de pena de morte.

Mesmo assim, a crucificação continuou sendo aplicada contra todos os que violassem certas leis ou que, esmo não sendo criminosos, causassem “incômodos” a governantes e pessoas ou grupos que gozassem de certos privilégios sociais. A própria Igreja Católica, que se autoafirmava como a única verdadeira representante de Cristo na Terra, condenou à morte na fogueira em praças públicas muitos cientistas, artistas, e outras pessoas que defendiam os direitos do povo à cultura e ao conhecimento da verdade científica. Assim, durante a Idade Média, a fogueira foi a “crucificação” aplicada pela própria igreja contra pessoas, longe de serem criminosas, mas defendiam os direitos do povo. Entre essas pessoas barbaramente assassinadas por ordem do Vaticano, estavam muitos maçons. A Igreja Católica foi tão hipócrita que condenou a francesa Joana D’Arc à morte na fogueira porque ela defendia a idéia de que as mulheres deveriam ter os mesmos direitos dos homens e depois a “canonizou”, tornando-a “Santa Joana D’Arc”.

A primeira crucificação

Não se sabe quem foi a primeira vítima da cruz, nem a data ou o local exatos da primeira morte na cruz, mas a primeira menção ou ameaça confirmada está na Bíblia. Nos livros de Esdras e de Ester, no Velho Testamento, está registrado que Dario I, rei da Pérsia, disse que crucificaria todos os que ousassem se opor aos seu decreto favorável ao retorno de todos os judeus a Jerusalém (os judeus eram escravos na Pérsia).

Segundo alguns historiólogos, o historiador grego Heródoto – 485(?)-420 a.C. – informou em seus livros que os medos, povo que viveu na Mesopotâmia antes dos persas, sacrificavam prisioneiros de guerras através da crucificação. Heródoto viveu um período em que os gregos eram educados para admirar a beleza acima de tudo, e por isto ele condenava a crucificação por considerá-la algo anti-estético, mas também condenava a crueldade que ela representava.

Mas a a Grécia também adotou a pena de morte na cruz. Isto ocorreu durante o reinado de Alexandre Magno – ou “Alexandre, o Grande” – na Macedônia. Quando ele e seu exército invadiram a cidade de Tiro, na Fenícia, mandou crucificar dois mil habitantes locais como vingança pelos assassinatos de seus embaixadores naquela cidade.

Depois disso, não se teve mais notícias de crucificações como ordens de governantes gregos. Infelizmente, porém, não se pode dizer o mesmo em relação a outras civilizações. Durante anos a penalidade foi praticada em Cartago, no Egito, na Líbia, em várias regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo, e finalmente chegou em Roma. Inicialmente muitos dos próprios romanos a consideravam uma barbaridade, mas logo o Império Romano a adotou contra pessoas acusadas como desertores, escravos rebeldes, traidores e pessoas que ousassem divulgar qualquer idéia ou opinião contra a religião romana.

O crucificado mais famoso

A história das crucificações é muito longa. Para narrá-la toda, seria necessário um site ou blog só para essa finalidade.  Portanto, passemos imediatamente à história da crucificação mais famosa.

Mesmo entre os judeus, muitos anos antes do nascimento de Jesus, a crucificação para punir “traidores” e “infiéis” já existia, mas isto não significava que a maioria deles a aprovava. Ela foi aplicada durante o reinado de Alexandre Janeu na Judéia, e por isto esse rei foi hostilizado por muitos judeus. Eles consideravam que a adoção da morte na cruz contradizia a Lei Mosaica (*), coisa que um judeu jamais poderia admitir.

Existem informações de que a Lei Mosaica só admitia a pena de morte por apedrejamento, decapitação ou apedrejamento, mas não por crucificação. De qualquer forma, parece-me contraditório acreditar que tal lei proveniesse de um  Deus que é todo-poderoso e extremamente benevolente.

Entre os judeus que defendiam a Lei Mosaica estavam os fariseus, uma classe de elevada condição social e política – e, ao mesmo tempo, um partido político. Alexandre Janeu só não implantou o suplício na cruz por causa da forte influência dos fariseus. Somente delitos muitos graves eram punidos com a pena de morte, e ainda assim o tipo de penalidade teria que ser decidido pelo Sinédrio, um tribunal composto por 71 juízes. Mas isto não era suficiente: o réu só seria condenado se houvesse aprovação de todos os 71 membros do Sinédrio.

Porém, depois do fim do reinado de Alexandre Janeu, essa tradição tão arraigada entre os judeus não foi levada adiante por outros reis da Judéia. Herodes, o Grande, em cujo reinado Jesus nasceu, não foi obediente à Lei Moisaica, mas também não adotou a crucificação. Depois da morte de Herodes, toda a Judéia se rebelou contra seus descendentes. Nos anos 6, 5 e 4 a.C. (**), o representante do Império Romano na província da Síria, Públio Quintílio Varo, encarregado de promover a paz na região, invadiu a Judéia com quatro legiões que dominaram os focos da rebeldia e puniram os rebeldes com mortes em cruzes. A história confirma que pelo menos dois mil judeus foram crucificados.

Quando PÕncio Pilatos era procurador do Império Romano na Judéia, cargo que ele ocupou de 26 d.C. a 36 d.C., a revolta dos judeus contra Roma estava no seu auge. As ações de Pilatos para combatê-la foram tão violentas que até mesmo o então representante do Império Romano na Síria, Lúcio Vitélio, o obrigou a ir a Roma para prestar conta de seus atos perante o imperador Tibério Graco.

Por essa ocasião, Jesus tinha pouco mais de 20 anos de idade. Considerado como o “messias” prometido por Deus segundo uma antiga “profecia” existente entre os judeus desde antes de seu nascimento, e tido como o próprio “Filho de Deus”, ele liderava um movimento contra a tirania romana, mas falava de paz, não de guerra. Isto causava descontentamento entre muitos dos próprios judeus rebeldes, que defendia a realização de uma ação militar contra Roma. Por outro lado, isto causava também preocupação ao governo de Roma: o fato de Jesus pregar o amor ao próximo – mesmo que esse “próximo” fosse o pior inimigo – poderia incitar ainda mais os judeus mais revoltados.

Pelas mesmas razões, se Jesus era visto pelos romanos como uma ameaça ao Império Romano, ele também interpretado pelos próprios líderes judaicos como uma ameaça à sua condição de pessoas que gozavam de poder e privilégios que lhes eram concedidos pelo império Romano – em troca de certos “favores”, é claro. Não tardou, portanto, para que Jesus fosse “julgado” e condenado à morte na cruz. “Julgado” entre aspas porque seu destino já estava definido pelos juízes.

Até mesmo o próprio Pôncio Pilatos considerava a morte na cruz uma penalidade tão bárbara que ele mesmo tentou, por diversas vezes, salvar Jesus dessa punição. Chegou a oferecer Barrabás, um ladrão e assassino que já cumpria pena numa prisão, para ser crucificado em seu lugar, mas a maioria dos judeus, influenciada por seus próprios juízes, não concordou. O resto dessa história, a maioria de vocês já conhece.

(*) “Lei Mosaica” ou “Os Dez Mandamentos” – a lei que, segundo as tradições judaico-cristãs, foi entregue a Moisés pelo próprio Deus no monte Sinai. As palavras “mosaico” e “mosaica” provêm do nome de Moisés.

(**) “a.C.” (”antes de Cristo”). Isto aconteceu depois que Jesus já havia nascido, mas há alguns anos descobriu-se um erro de cálculo quanto ao ano de seu nascimento, que resultou numa diferença de seis anos. Para não haver maiores confusões quanto a datas históricas, decidiu-se manter os calendários historicamente dividos com o erro. Deve-se considerar também que os anos decorridos antes do ano 1 d.C. (depois de Cristo) são contados em ordem decrescente, e que “depois de Cristo” significa ” depois do nascimento de Jesus” e não depois de sua morte. Desta forma, Jesus teria nascido no ano 6 a.C. e completado dois anos de idade no ano 4 a.C., e assim por diante.

Referêrencias:

  • “O livro de Esdras”  e “O Livro de Ester” (Antigo Testamento) e “O Evangelho Segundo João” e “O Evangelho Segundo Mateus” (Novo Testamento) – Bíblia – Editora Sociedade Bíblica do Brasil – Rio de Janeiro, RJ
  • “O Evangelho Segundo João”
  • “A Cruz Antes e Depois de Cristo” – Enciclopédia Conhecer, vol. IV – Editora Abril – São Paulo, SP
  • “Jesus”, de Richard France , e “Chosen People: Judaism” (”O Povo Escolhido: Judaísmo”), de David Harley – “The World’Religion” – editora: Lion Publishing plc  - Hertz, Inglaterra.



Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Cultura, História, Informação, Religião, Vida Tags: , , , , , , , , , , ,
24/11/2009 - 09:53

FGV oferece boas oportunidades para você. Aproveite agora!

Em tempos de crise econômica e de desemprego como o que vivemos agora, a possibilidade de fazer um curso de graduação ou capacitação sem ter que pagar por ele, e ainda receber pelo correio todo o material necessário e estudar em casa é uma oportunidade que ninguém pode dispensar. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está oferecendo uma oportunidade excelente para pessoas de qualquer idade e de qualquer nível escolar, que estejam estudando ou não.

Este é um conselho que vale tanto para você, que ainda pretende escolher uma profissão, quanto para você, que já está realizando um curso (de nível superior ou não), e também para você que já está trabalhando, e para você, aposentado que não quer deixar de continuar produzindo algo útil enquanto ainda pode. A FGV está oferecendo vários cursos gratuitos para quem não tem tempo disponível para frequentar aulas pessoalmente e queira estudar em casa. Os cursos são realizados com o apoio do “Open Course Ware Consorcium” (”Consórcio de Cursos Abertos On-Line”), um consórcio internacioanl de instituições de ensino, do qual a FGV é membro. O consórcio oferece conteúdos e materiais didáticos gratuitos via internet.

Cursos oferecidos

A FGV está oferecendo cursos nas áreas de gestão empresarial, metodologia, conhecimentos de diversas áreas e cursos específicos para professores de ensino médio. As cargas horárias variam de acordo com a área escolhida pelo aluno: cinco horas para gestão empresarial, cinco horas para metodologia e 15 horas para conhecimentos diversos. Para os cursos das áreas de filosofia e sociologia (para professores de ensino médio), o período é de 30 horas.

Os tópicos a serem abordados nos cursos de gestão empresarial são “Balanced Scorecard”, Conceitos e Princípios Fundamentais do Direito Tributário, Consultoria em Investimentos Financeiros, Direito do Trabalho – Contratação do Trabalhador, Fundamentos da Gestão de Custos, Gestão de Pessoas – Motivação nas Organizações, Processos de Comunicação e Comunicação Institucional, Estratégia de Empresas –  Introdução à Administração Estratégica, Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Gestão de Marketing, Gestão de Tecnologia da Informação e Técnicas de Gerência de Projetos.

Na área de Metodologia serão abordados a Metodologia de Pesquisa (conhecimento, saber e ciência) e a Metodologia do Ensino Superior (universidade e sociedade).

Os cursos de áreas de conhecimento diversas incluem Ciência e Tecnologia, Ética Empresarial e Recursos Humanos. Os cursos de filosofia e sociologia estão sendo oferecidos EXCLUSIVAMENTE para PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO.

Material didático

Cada aluno inscrito receberá receberá o material didático em casa, através do correio, antes do início do curso. Será composto por um fichário e um CD-rom.

O fichário terá todo o conteúdo teórico do curso e o tutorial da plataforma de ensino à distância. O CD-rom contém o material teórico, vídeos com atividades de sala de aula, tutoriais animados e “plugins” necessários à utilização dos cursos. É importante lembrar aos interessados que não será oferecido material didático para o curso de Acessibilidade  - Conceitos e Fundamentos da Inclusão.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas no site da FGV. Para abri-lo, “clique” sobre o link http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx


Referência: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Ciências humanas e sociais, Computador, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Cursos, Desemprego, Educação, Emprego, Empresas, Informação, Informática, Internet, Profissional, Profissões, Sociedade, Tecnologia, Utilidade pública, adolescentes, jovens, pais Tags: , , , ,
23/11/2009 - 11:03

Informações equivocadas sobre a língua portuguesa

Alguns boatos que se espalham por aí influenciam tanto nos meios sociais que, depois de serem ouvidos e comentados por algum tempo, deixam de ser considerados como mentiras e acabam sendo interpretados como “verdades inconstestáveis”. Isto acontece muito com relação à língua portuguesa.

Várias palavras e um significado

Existem muitas pessoas que afirmam, por exemplo, que o português é o único idioma do mundo no qual se encontram várias palavras com um mesmo significado. Isto não é verdade: o mesmo fenômeno ocorre em vários idiomas. No inglês, por exemplo, existem duas formas de se dizer “embaralhar cartas de baralho”: “muddle up” e “shuffle”.

Outro exemplo: na língua portuguesa, há dois verbos com um significado: “embevecer” e “cativar”. Também em inglês, existem dois verbos com o mesmo significado destes dois: “engross” e “captivate”. Da mesma forma, como em português as palavras “cativo” e “embevecido” significam a mesma coisa, o mesmo ocorre com as palavras inglesas “engrossed” e “captivated”.

Em português, a expressão “apesar de” tem o mesmo significado de “ainda que”, “embora” ou  ”mesmo que”. Para este mesmo significado, existem em espanhol as expressões “aún que”, “aún” e “además de”.

Uma palavra e vários significados

Também ocorre o oposto: dizem que a língua portuguesa é a única que possui uma palavra com muitos significados. Isto também não é verdade. Em inglês, a palavra “way” pode significar “caminho”, “jeito”, “maneira”, “jeito de ser de uma pessoa” ou “escolha”.

Ainda em inglês, a palavra “freeway” pode significar “caminho livre” ou “uma rua com mão dupla”. A palavra “feel” pode significar “sentir”, “perceber”, “notar”, e se eu disser “they had…”, posso estar dizendo “eles tinham…” ou “eles tiveram…”.

A palavra “saudade”

Dizem também que a palavra “saudade”, do idioma português, não tem tradução em outros idiomas. Isto também não corresponde à realidade.

Em espanhol, existem três palavras que significam “saudade”: “saudade” (igual à correspondente em português”), “nostalgia” e “añoranza”.  Em inglês, as palavras “longing” e “yearning” tanto significam “saudade” como “desejo muito forte” ou “vontade intensa”.

Referências:

  • “Dicionário Essencial – Português/Inglês – English/Portuguese” - editor: Adriano Roriz – compiladores: Jhon Whittlam e Lia Correia Raitt – editora Europa – São Paulo, SP
  • “Oxford Advanced Learner’s Dictionary of Current English”  - editor : Jonathan Crowther – Oxford University Press – Oxford, Inglaterra
  • “Dicicionário Acme de La Lengua Española” – editora: Acme Agency – Buenos Aires – Argentina


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Educação, Enem, Informação, Vestibular, linguagem, linguagem Tags: , , ,
20/11/2009 - 23:52

A Religião e a Fenomenologia Religiosa

Fiz várias pesquisas para buscar uma definição para a fenomenologia religiosa. Com esta finalidade, parti do princípio de que “fenomenologia” é o estudo dos fenômenos. Portanto, “fenomenologia religiosa” não é um estudo das religiões, mas dos fenômenos relacionados a elas e de seus reflexos sobre o comportamento de cada grupo de pessoas e, ao mesmo tempo, de cada pessoa numa mesma sociedade.

Porém, não considero essa definição como conclusiva, pois as fenomenologias de quaisquer áreas diferem entre si e de conceitos prévios, considerando as origens históricas de cada religião. As fenomenologias devem também considerar as peculiaridades de cada sociedade, cada cultura e cada época.  Isto obriga os estudiosos a classificar os fenômenos associados com tradições religiosas, objetos, rituais, doutrinas e sentimentos. Cada fenomenologista estabelece o que ele considera como a essência dos fenômenos e tenta descrever a influência dessa essência sobre as pessoas.

O pensamento de Gerardus Van der Leew

O antropólogo austríaco Gerardus Van der Leew (1890-1950) foi um dos mais destacados fenomenologistas de sua época. Para ele, o “poder” era, ao mesmo tempo, a origem e a base da essência de toda religião. Segundo Douglas Davies (*), Van der Leew dizia que esse poder se manifesta de várias formas, desde uma simples idéia de um homem numa religião da Melanésia até uma experiência maravilhosa dentro de qualquer religião do mundo.

Esse tipo de fenomenologia é uma tentativa de descrever as várias formas pelas quais as pessoas se conduzem em sua relação pessoal com o “poder”. Neste caso, o sentido de “salvação” vem sobre essas pessoas quando elas possuem ou retêm a fonte desse “poder”.

Douglas Davies ensina que a experiência religiosa individual não pode ser simplesmente observada por uma pessoa. “O fenomenologista pode apenas visualizar as consequências da experiência de um grupo de pessoas ou uma sociedade. O que Davies quer dizer com isto é que o fenomenologista pode descrever o que pode ser visto por um observador externo, mas não pode lidar com as questões da verdade.

A hierofania

Ouvi falar e li muito a respeito de Mircea Eliade durante quase toda a minha vida. Fiz vários trabalhos escolares sobre seus estudos durante quase todo o meu período como estudante. Ainda hoje, quando leio a seu respeito, percebo o quanto esse húngaro nascido em 1907 ainda influencia os estudiosos da história das religiões.

Como Douglas Davies diz, é difícil distinguir entre historiólogos da religião e fenomenologistas de religião porque suas perspectivas são muito semelhantes, e em muitos casos são as mesmas.  Porém, o tipo de fenomenologia utilizado por Mircea Eliade era uma característica exclusivamente dele. Ele tentava descobrir como as religiões de desenvolveram através de suas fases históricas e, ao mesmo tempo, descobrir algo que confirmasse uma relação entre dada uma dessas fases e o que fosse considerado como algo “sagrado”.

Para esta finalidade, Mircea Eliade criou um conceito utilizado ainda hoje que inclui um conjunto de formas pelas quais o “sagrado” se manifesta, incluindo pessoas “sagradas” (santos, profetas, etc.) e lugares “sagrados” (como Meca para os muçulmanos, por ser a cidade onde nasceu o “profeta” Maomé, ou Jerusalém para os cristãos por ser a cidade onde Jesus nasceu e viveu). Esse conceito é conhecido como “hierofania”.

Douglas Davies aponta Jesus como o ponto máximo da hierofania, dizendo que nele o “sagrado” provem de um domínio  que se manifesta como algo que influencia profundamente o mundo ocidental e sua natureza humana. Mircea Eliade dizia que as religiões do mundo ocidental (a pare do mundo onde nós estamos) desenvolveram certas habilidades para diferenciar o “sagrado” do “desdenhoso” ou “não sagrado”.

Douglas Davies informa também que Rudolf Otto, teólogo protestante alemão do século 19,  dizia que a realidade central da verdadeira religião se relaciona com um sentido de natureza inspiradora das origens das experiências religiosas. Lembro-me de um trabalho escolar que fiz sobre Rudolf Ott, quando entendi que ele não considerava a existência de uma “divindade”, mas propunha a existência de um domínio sobrenatural.

Portanto, tanto os historiólogos como os fenomenologistas realizam seus estudos buscando evitar o reducionismo (***) e, ao mesmo tempo, evidenciar a falta da seriedade necessária para a produção de um método apropriado.

(*) Autor de “O Estudo da Religião”, “Mitos e Símbolos” e “Religião dos Gurus: a Fé Sikh.

(**) “Divindade” não é o mesmo que “deus”. Um deus é alguém a quem são atribuídos poderes sobrenaturais supremos. Uma “divindade” é alguém ou algo que supostamente tem o dom de ser um canal de ligação entre as pessoas comuns e Deus ou os deuses. Os santos da Igreja Católica, por exemplo, são “divindades”, os crucifixos, objetos banhados com água benta, etc. Em outras religiões, as “divindades” podem ser pessoas vivas ou mortas, animais, objetos, etc.

(***) Corrente filosófica defende a redução de certos objetos, fenômenos e significados complexos às suas partes mais simples para facilitar explicações.

Referências:

  • “The Study of  Religion” (”O Estudo da Religião”), de Douglas Davies – “The World’s Religion” (”As Religiões do Mundo”) – vários autores – editora: Lion Publishing plc – Hertz, Inglaterra.
  • Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde – Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, História, Informação, Religião Tags: , , , ,
Voltar ao topo