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Vivemos uma época em que tudo muda com rapidez cada vez maior. Seja na tecnologia, na medicina, em tudo nas nossas vidas. Muitos problemas surgem diariamente, mas os benefícios são inegáveis. Há mudanças rápidas até na nossa maneira de falar: novas gírias, novos termos técnicos, surgem quase todo dia, e aquele dicionário que você talvez tenha comprado no semestre passado já está desatualizado. O melhor mesmo é comprar um micro-computador (quem ainda não tem um) e conectá-lo à internet para estar a par das novidades todos os dias. Senão, será necessário ter um novo dicionário em casa a cada semestre.
Exagero? Então me diga, se você souber, o que é um “rebelde corporativo”?
Eu me deparei com este termo ao ler um texto no domingo passado. Era um texto sobre necessidades de mudanças nas organizações sociais e empresariais. Eu já sabia que “rebelde” é uma pessoa que se rebela contra as autoridades constituídas, e que é também uma palavra muito usada para designar uma pessoa que se mantém firme em conseguir seus propósitos mesmo que outras pessoas ou uma organização (empresa, família, etc.) inteira se oponham a eles. Também sei que “corporativo” é uma palavra proveniente de “corporativismo”, uma doutrina ou prática organizacional muito comum entre entidades que representam certas categorias de profissionais. Portanto, concluí que, numa empresa, o que se chama de “rebelde corporativo” é a pessoa que não se preocupa com lançamentos de produtos melhores do que os já existentes no mercado, mas viza organizações melhores.
Fiz algumas pesquisas sobre o assunto, e descobri que o rebelde corporativo é realmente isto. O termo não é realmente tão novo, mas tem sido amplamente mais utilizado recentemente. Ele já havia sido usado pelo economista norte-americano Robert B. Reich numa entrevista à revista Exame em novembro de 2001. Isto significa que já se tratava de uma expressão suada em fins dos anos 1990, mas que seu uso tem se ampliado devido aos avanços da internet, entre outros aspectos. Explicando melhor:
Os avanços acelerados da rede de computadores e da globalização econômica mundial tem obrigado as organizações empresariais a investirem em um crescimento incessante sem desvirtuar o foco da adaptação. Adaptação aos novos tempos, às novas necessidades, etc. É aí que entra em cena o tal “rebelde corporativo”, que tem a missão de fazer com que as empresas se convençam da necessidade e da capacidade de mudar de direção. Por exemplo: em vez de cortar gastos, coloca-se a empresa na internet. Ou seja, transformar uma empresa “tradicional” numa organização “on line”.
Isto já aconteceu. Hoje não existe nenhuma empresa, seja de grande, médio ou pequeno porte, que não tenha um site, um e-mail, etc. Agora, o principal objetivo do rebelde corporativo é mudar constantemente o contexto no qual a empresa opera inclusive na internet. É preciso inovar, mas sem deixar de lado outras atividades já conhecidas – em tempos de crise econômica mundial, leilões e parcerias do tipo “B2B” (”Business to Business” – “de Negócios para Negócios”) ainda são boas opções em muitas situações. O rebelde corporativo também sugere que, em vez de folhas de pagamento com valores fixos, sejam oferecidas aos funcionários participações nos lucros e opções de ações da empresa ou da organização.
Agentes de mudança são coisas do passado
Os especialistas em gestão empresarial que defendem as atividades do rebelde corporativo dizem que não há mais espaço para os tradicionais agentes de mudança no mundo atual. Para eles, graças aos avanços no setor de comunicação social – principalmente quanto à internet e à utilização cada vez maior dos satélites de comunicação – o mundo vive hoje umprocesso de transição sem precedentes que exige que as empresas façam uso de grandes ideias, visões poderosas e planos audaciosos. Os agentes de mudanças dependem da permissão de seus superiores para a implementação de programas de mudanças. O rebelde corporativo não depende dessa hierarquia, portanto tem a liberdade necessária para colocar em prática grandes ideias.
Segundo os especialistas, os rebeldes corporativos têm a seu favor o fato de que os altos executivos não têm como saber sobre todas as novidades sobre avanços tecnológicos, mercados e potencial de profissionais que atuam dentro e fora da organização. Para obter esses conhecimentos com mais eficiência, eles podem contar com os trabalhos desenvolvidos pelos rebeldes corporativos. Enquanto isto, os executivos terão tempo suficiente para criar um ambiente onde a “rebeldia” corporativa possa se multiplicar, fazendo crescer o número de aliados dentro da organização e sobrar mais tempo para se dedicarem a todas as outras atividades necessárias.
Esta reportagem, que foi ao ar no Fantástico (Rede Globo de Televisão) em junho de 2008, mostra um estudo da geografia física.
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Este vídeo nos dá uma ideia, em resumo através de imagens, do que é a geologia.
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Costuma-se dizer que “geografia” significa “estudo da Terra”. Se verificarmos a origem da palavra, perceberemos que esta não é uma definição correta: “Geo”, em latim, realmente significa “Terra” (o planeta), mas “grafia” provém de “graphos”, que significa “escrita”. Portanto, “geografia” é a descrição da Terra através da escrita. A palavra que tem mais a ver com “estudo da Terra” é “geologia”, já que “logos” realmente significa “estudo”.
Em termos mais abrangentes, podemos dizer que o geógrafo tem a função de descrever a superfície do planeta destacando em detalhes seus acidentes físicos (montanhas, morros, colinas, vales, depressões, etc.), seus climas, tipos de solo, vegetações, etc., e estabelecer as relações entre estes itens. O geólogo, por sua vez, estuda as origens, a formação e a transformação desses mesmos itens e a origem do planeta.
Tanto o geólogo como o geólogo necessitam dos resultados dos trabalhos do especialista em geometria, ou seja, do geômetra. Este se responsabiliza pela investigação das formas e das dimensões através de cálculos matemáticos.
As áreas de atuação da geologia
Na prática, as áreas de atuação do geógrafo e do geólogo são muito mais abrangentes do que sugerem as definições obtidas através da origem das palavras. A geologia inclui diversas especializações: mineralogia (estudo dos minerais), petrologia (estudo das rochas), geologia dinâmica (estudo dos processos interiores e exteriores da Terra que resultaram na formação da superfície e na origem e nas sucessivas modificações das rochas), geologia estrutural (investigação das causas de deformações das rochas), geomorfologia (estuda a ordem e a evolução dos relevos, considerando ambas como sub-ramos da geologia dinâmica), geologia histórica (investigação da história do planeta), estatigrafia (estabelecimento da ordem sequencial das rochas que constituem a crosta, especialmente as sedimentares), paleontologia (estuda os fósseis – por exemplo, restos de animais pré-históricos – preservados em formações rochosas), geologia econômica (estuda a localização, a ocorrência, a origem e a distribuição de recursos minerais), geofísica (estuda a estrutura da terra através da física, considerando a gravidade, os abalos sísmicos, etc.) e geoquímica (estudo da composição química dos solos).
As áreas de atuação da geografia
Na prática as funções do geógrafo estão muito mais relacionadas com as atividades humanos do que com a simples descrição física do planeta. Na verdade a descrição é indispensável porque o geógrafo necessita do conhecimento mais profundo possível da estrutura física do planeta para verificar efetivamente as relações existentes entre os seres vivos – especialmente os humanos – e o ambiente em que eles vivem.
Para isto o geógrafo precisa conhecer os elementos naturais. Esse conhecimento é obtido através de pesquisas sobre os aspectos físicos e sociais relacionando as ações humanas com fatos possivelmente resultantes dessas ações, que ocorrem nas regiões ocupadas por humanos. Portanto, ele necessita de resultados dos estudos das sociedades e seus principais aspectos organizacionais (sociais, econômicos, culturais, populacionais, ambientais, etc.).
Porém, para obter esses resultados, o geógrafo precisa, por exemplo, conhecer bem os recursos naturais úteis para atividades produtivas como a indústria e a agropecuária. Isto significa que ele necessita da obtenção de dados naturais que influenciam direta e/ou indiretamente sobre nossas vidas (clima, relevo, tipos de vegetação, etc.). Por isto, as principais especializações são geografia humana (estuda a dinâmica da população – de uma cidade, um Estado, um país ou do mundo – e suas particularidades), geografia econômica (estabelece relações econômicas regionais, nacionais e mundiais e seus fluxos), geografia política (avalia o poder político e suas consequências) e geografia médica (responsável pela localização de focos de doenças e pelo estudo de sua distribuição numa determinada área).
Referências:
Minidicionário Aurélio Buarque de Hollanda – Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, RJ.
Almanaque Mundial – Editora Lisa – Rio de Janeiro – RJ.
Brasil Escola (acesse o site pelo link em “Sites que Recomendo”).
O vídeo mostra um trabalho de alunos do Instituto Federal de Educação Tecnológica (Uberaba – MG) sobre a malária no mundo.
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Pode-se dizer que a malária é uma “velha conhecida” da medicina. Médicos da antiga Grécia, como Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.) e Cláudio Galeno (131 a.C-200 a.C.), constam entre os primeiros médicos do mundo que a estudaram. Também a influência dessa doença sobre o desenvolvimento social e econômico tem sido analisado desde aquela época. Seu nome vem de duas palavras do latim, “mal aria” (”mal ar”), pois naquela época acreditava-se que era causada por miasmas provenientes de águas paradas. No século IV a.C., os gregos notaram que as febres da malária sempre ocorriam nas mesmas ocasiões em que se verificavam certos “ares” vindos dos pântanos. Para tentar resolver o problema, eles drenavam os pântanos.
Os gregos ainda não sabiam que a malária era transmitida através de mosquitos, mas a drenagem dos pântanos contribuía para a diminuição do índice da doença porque reduzia o volume de água que propiciava a proliferação dos insetos. Foi somente no século XIX que se confirmou que o mosquito é realmente o transmissor. Na Alemanha, o médico Johann Meckel descobriu grânlos pretos no sangue de um homem morto por malária, e na França, em 1878, o parasitologista francês Alfonce Laveran descreveu pela primeira vez um parasito atualmente conhecido como “Plasmodium falsiparum” – o plasmódio que aparece no vídeo acima.
A malária no Brasil
No Brasil, a malária é conhecida como “maleita”, “febre”, “febre palustre”, “paludismo”, “impaludismo”, “tremedeira”, “treme-treme”, “sezão” e muitos outros segundo cada região. Existem no país pelo menos três espécies de protozoários do gênero “Plasmodium” causadores da doença: o “P. vivax”, o “P. malariae” e o “P. Falciparum” – este último, o mesmo descoberto por Laveran.
Cada um deles tem uma relação particular com o mosquito que lhe serve como hospedeiro. Por isto, existem tipos diferentes de malária: a “terçã”, em que a febre ocorre de três em três dias; a “quartã”, de quatro em quatro dias; e a terçã malígna, que é uma febre que ocorre de três em três dias, mas de forma mais grave do que a outra terçã.
Embora existam tipos diferentes de malária, existem sintomas basicamente comuns a todos: primeiramente um acesso de febre e calafrios, depois uma sensação de calor intenso e em seguida muita transpiração. A febre ocorre nos períodos citados no parágrafo anterior, com intervalos em que a temperatura se mantém normal. Esta é a característica que diferencia a malária das outras doenças em que há febre. Outras características são o aumento do baço e o surgimento de anemia. O tratamento ainda é difícil e a doença pode causar a morte. No Brasil, a malária atinge principalmente pessoas que vivem nas regiões Norte e Central, cuja maior parte é ocupada pela Amazônia Brasileira. No vídeo, pode-se verificar as várias formas como a doença é transmitida e os tipos de prevenção possíveis.
Referência: “Malária”, de Pedro L. Tauil e Nilcéa Freire Faerstein – Revista “Ciência Hoje” No. 12 – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – Rio de Janeiro, RJ.
O Enem vem aí – a prova ocorrerá no início de outubro – e os vestibulares também estão próximos. Muitos candidatos estão preocupados com a interpretação de textos. Para ajudá-los, escrevi o artigo “Dicas para interpretação de textos ( http://blig.ig.com.br/ebomsaber/2009/09/24/dicas-para-interpretacao-de-textos/ ). Leia o texto abaixo seguindo as dicas e tente responder as questões que estão abaixo do texto. Escreva no espaço para comentários – ou, se preferir, numa folha de papel – os números das questões e as letras correspondentes à respostas que você escolher. As respostas certas serão divulgadas na próxima segunda-feira. Provavelmente na prova o texto e o número de questões serão maiores, mas este é apenas um treinamento para dar uma ideia do que pode ser feito.
OS MALES DOS RAIOS X DENTÁRIOS
No início da década de 1980, oitenta e cinco por cento de cada 100 pessoas que se submeteram a exames odontológicos com uso de raios X no Rio de Janeiro foram submetidas a doses de radiação superiores aos níveis aceitáveis, que são em torno de 500 milihems. Cerca de 17% foram expostas a níveis acima de 2.000 milihems.
Estes dados foram obtidos através de um estudo realizado na época pelo Instituto de Radiologia e Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear. De maio de 1980 a julho de 1981, foram checados exames feitos por meio de 308 aparelhos de raios X que indicaram a necessidade do restabelecimento imediato do controle das doses de radiação a que os pacientes estavam sendo expostos.
As doses de exposição e outros parâmetros físicos dos exames odontológicos com uso de raios X serviram como base para o cálculo das doses absorvidas por órgãos como os pulmões e a medula óssea. Os outros objetivos das análises foram orientar os dentistas para a melhoria da imagem radiográfica e estabelecer condições corretas e regras básicas de proteção radiológica.
Fonte: revista Ciência Hoje No. 7
Questões:
1 – De acordo com o texto:
a) O tratamento odontológico com raios X é sempre perigoso.
b) Oitenta e cinco por cento de cada 100 pessoas que receberam o tratamento odontológico com raios X correram riscos graves.
c) O tratamento odotonlógico com raios X só é perigoso para o paciente se ele for exposto a niveis acima de 500 milihelms.
d) O tratamento odontológico com raios X só é perigoso para quem é exposto a radiações acima de 2.000 milihelms.
2 – Marque a alternativa errada.
a) Os estudos foram feitos durante os anos 1980.
b) Os estudos foram feitos nos dois primeiros anos da década de 1980.
c) Os estudos foram feitos de maio de 1980 a julho de 1981.
d) Nenhuma resposta acima.
3 – Na primeira oração do último parágrafo, a palavra “parâmetros” poderia ser substituída pela palavra (ou pelas palavras):
a) “obervações”
b) “aspectos”
c) “padrões”
d) “aspectos” ou “padrões”
4 – Em “…foram checados exames feitos por…” (na terceira linha do segundo parágrafo), a palavra “checados” significa:
a) observados; averiguados
b) negligenciados; desconsiderados
c) colocados em cheque (questionados devido a dúvidas)
d) demonstrados; revelados
5 – O tema central do texto é:
a) o grande número de pessoas expostas à radiação.
b) a verificação dos riscos de radiação em qualquer dose.
c) a verificação das consequências das altas doses de radiação.
e) questionar a importância do uso de raios X no tratamento odontológico.
6) Além de verificar os níveis de dosagem de raios X em pacientes, a pesquisa visava:
a) melhorar a qualidade técnica dos aparelhos.
b) verificar o desempenho dos aparelhos.
c) orientar os pacientes a conhecerem melhor os aparelhos.
d) mostrar aos dentistas a necessidade de estabelecer regras de proteção.
7) Os resultados da pesquisa do instituto revelaram que:
a) a maioria dos aparelhos de raios X não estava funcionando.
b) a maioria dos aparelhos não estava sendo usada de forma adequada.
c) a maioria dos consultórios odontológicos do Rio de Janeiro não possuía aparelhos de raios X.
d) Dezessete por cento dos aparelhos averiguados não estavam em condições de uso.
No texto, a palavra “restabelecimento” (quarta linha do segundo parágrafo) significa:
a) retorno
b) estabelecimento
c) restrição
d) condição
9) Segundo o texto, a porcentagem de pessoas sumetidas a doses perigosas de radiação era:
a) 85% da população do Estado do Rio de Janeiro.
b) 17% da população da cidade do Rio de Janeiro.
c) 85% de cada grupo composto por 100 pessoas.
d) 17% de cada grupo de 100 pessoas.
10) O principal objetivo do estudo foi:
a) verificar os danos das altas dosagens de raios X em órgãos do corpo humano.
b) checar as condições de 308 aparelhos.
c) verificar se os dentistas conheciam o funcionamento dos aparelhos.
d) identificar e confiscar aparelhos fora de condições de uso.
No cabeçalho do “Qualidade Devida”, fotografia mostrando a galáxia de Andrômeda.
A galáxia NGC 224, ou Messier 31 ou M-31, mais conhecida como "galáxia de Andrômeda" por estar na direção da constelação de Andrômeda em relação à Terra, está à distância de cerca de 2.900.000 anos-luz do nosso planeta. Isto representa uma distância de aproximadamente 27.307.320.000.000.000.000 km (27 quintilhões, 307 quatrilhões e 320 trilhões de quilômetros).
Cada ano-luz é a distância que a luz percorre no espaço enquanto se passa um ano aqui na Terra. Isto significa que a luz proveniente da galáxia de Andrômeda começou a ser emitida há cerca de 2.900.000 anos.