Arquivo de julho, 2009
31/07/2009 - 13:40
A reportagem exibida no “Fantástico” – Rede Globo de Televisão -mostra que os exercícios físicos também são importantes para o desenvolvimento da memória.
- Vídeo de “Hiperatividade” -
A leitora Antonieta Biagiorne Tibúrzio me enviou uma pergunta após ler o artigo “Exercícios no computador ajudam a melhorar memória de idosos”. Ela quis saber quais são os tipos de exrecícios que podem ajudar a manter uma memória saudável.
Lembrei-me de algumas “dicas” contidas no livro “Interchange” (vol. 3B), de Jack C. Richards. Sob o título “Improve your memory, improve your life” (”Melhorar sua memória melhora sua vida”), o tema é iniciado por dois exemplos:
- “Mark começou a apresentar o conferencista convidado à audiência, mas de repente fez uma pausa, num estado de terror: ele havia esquecido o nome do conferencista.”
- “Barbara guardou suas jóias antes de sua viagem de férias. Quando retornou, ela não conseguiu se lembrar de onde as guardou.”
“Talvez você tenha passado por situações semelhantes”, diz o autor do texto. Ele afirma que isto acontece frequentemente com muitas pessoas, e que grande número delas se resigna a uma vida de esquecimentos. Ele diz que é preciso considerar um fato simples, mas importante: “a memória precisa ser mantida em constante desenvolvimento”.
Para que isto seja possível, o autor sugere quatro dicas que devem ser seguidas na mesma seqüência em que ele as apresenta:
- Primeiro, relaxe. Se você tentar se lembrar de alguma coisa (nome de alguém, onde você guardou algo, etc.) com muita ansiedade, seu esquecimento se aprofundará. O relaxamento facilita as condições e habilidades para concentração. Haja cmo se você tivesse todo o tempo do mundo para se lembrar.
- Evite pensamentos negativos. “Sua mente acredita no que você diz a ela.” Com esta metáfora, o autor está dizendo que se você pensar ou se convencer de que sua memória está ruim, o estado de esquecimento ficará pior. Ele aconselha que sejam evitadas até mesmo piadas do tipo “preciso reorganizar meu cérebro”. Mesmo sendo brincadeiras, frases como esta são negativas e causam efeitos negativos para sua memória e para você. Por isto, esse tipo de brincadeira não pode ser feito cm outras pessoas que estiverem nessa situação.
- A melhor forma de manter uma memória sadia é manter uma atividade. Tal como acontece com o corpo, a mente precisa de exercícios, e isto contribui para o desenvolvimento da memória. “Por exemplo, se você estiver aprendendo algum idioma, procure lembrar-se dos verbos irregulares”, aconselha o autor.
- Procure participar de associações ou grupos de pessoas para lembrar e fazer coisas que você já conhece. Se, por exemplo, você terá que embracar num avião às 2 hs, mentalize um avião e atente para o fato de que ele tem duas asas. Cada asa representa 1 h. Portanto, as duas asas representam 2 hs. Se você tiver que embarcar às 14 hs, pode fazer o mesmo exrecício, já que 14 hs são “duas horas da tarde”.
O livro de Richards confirma o que eu já disse na resposta à pergunta de Antonieta (ver “comentários” em http://blig.ig.com.br/ebomsaber/2009/02/12/exercicios-no-computador-ajudam-a-melhorar-memoria-de-idosos/ ). Especialistas no assunto afirmam que resolver palavras cruzadas, quebra-cabeças, criptogramas, etc., é uma ótima forma de exercitar a mente e organizar a memória. Eu acrescento que esses tipos de entretenimentos ajudam também a ampliar o nível de conhecimentos, a descobrir por dedução o significado de palavras antes desconhecidas, a aperender a escrever certas palavras corretamente e muito mais. Eu mesmo posso garantir que aprendi muitas coisas fazendo palavras cruzadas.
Aos exercícios citados acima, deve-se também acrescentar os físicos. Sobre isto, veja o que revela uma reportagem que foi ao ar no “Fantástico”.
Referência – “Improve your memory, improve your life” – “Interchange” (vol. 3B) – Cambridge University Press – New York, NY – USA
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Comportamento, Comunicação, Conhecimento, Informação, linguagem
Tags: esquecimento, exercícios para memória, Memória
31/07/2009 - 01:56
Na reportagem do “Mosaico Baiano”, as dificuldades e as frequentes necessidades de adaptação que os canhotos encontram no seu dia a dia.
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Numa sala de aula com 40 cadeiras para os alunos, apenas uma ou duas, quando existem, são adequadas para canhotos. É difícil encontrar tesouras que possam ser manipuladas facilmente com a mão esquerda. Vários tipos de objetos (móveis, roupas, etc.) são confeccionados como se todo mundo fosse destro. Eu sou destro, mas imagino que os canhotos encontram muitas dificuldades numa sociedade como a nossa, em que os destros parecem ser tão privilegiados.
Como se isto não bastasse, há as expressões populares que parecem ser preconceituosas, como aquela muito usada por pessoas que querem dizer que tiveram um mal dia: “Acho que hoje eu me levantei da cama com o pé esquerdo.” Isto sem falar que chamamos o lado destro de “direito” – como se o esquerdo fosse “errado”.
“Direito” é também a palavra que usamos para nos referir a vantagens e benefícios garantidos: “direito à moradia”, “direito à casa própria”, “direito a tratamento de saúde”, “direitos do cidadão”, etc. Com isto, parece-nos, quem é canhoto não tem direitos – pelo menos, não muitos.
Por que o lado direito tem tantos privilégios? O que há de errado com o lado esquerdo? – Estas foram perguntas feitas por uma leitora (não cito o nome por não ter sua autorização) à revista “Ciência Hoje”, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A resposta veio na edição número 26, parte integrante do Volume 5 da coleção. A explicação é a seguinte:
Traços de assimetria estão presentes em quase todas as espécies animais. Na espécie humana, as duas gônadas (glândulas que produzem gametas – células reprodutoras masculinas ou femininas que se únem às do sexo oposto durante a reprodução sexuada) tem tamanhos diferentes. Estudos realizados pelo embriologista alemao Hans Spemann na década de 1930 comprovaram que as diferenças entre os lados direito e esquerdo do organismo já começam a existir durante o período embriário. Diz a revista que a indução de gêmeos monozigóticos (originários de um mesmo óvulo fecundado) a partir da separação mecânica de ovos de anfíbios (animais que vivem tanto na água como em terra, como tartarugas, jacarés, etc.) no plano de divisão celular revelou que os animais originidados de uma metade se desenvolviam normalmente, mas os provenientes da outra metade apresentavam assimetrias internas distribuídas aleatoriamente.
A explicação prossegue informando que isto quer dizer que a embriogênese prossegue produzindo assimetrias típicas da espécie (no nosso caso, o coração no lado esquerdo, por exemplo) tornando rara a ocorrência de inversões na localização de órgãos internos.
A preferência pelo uso da mão direita ou da esquerda depende de como são distribuídas as funções dos dois hemisférios do cérebro. Estudos feitos pelo neurobiologista norte-americano Roger Sperry indicam que as duas metades do cérebro humano são funcionalmente assimétricas. Na maioria das pessoas, o lado esquerdo do cérebro controla, por exemplo, o aprendizado e o domínio da linguagem, enquanto o hemisfério cerebral direito se responsabiliza por funções como a compreensão musical, a identificação de espaços e o controle dos aspectos afetivos da linguagem.
A explicação foi dada por Sérgio L. Schmidt, do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com ela, ele quer dizer que somos todos levados a questionar as origens dessas variações de acordo com os padrões de assimetria cerebral. Consequentemente, somos levados a uma forte preferência pelo uso de uma das mãos – direita ou esquerda.
Schimidt explicou também que os fatores são ao mesmo tempo genéticos e ambientais. Segundo ele, as possíbilidades de um pai e uma mãe destros terem um filho canhoto é de apenas dois por cento, mas aumenta para 17% quando um dos dois é canhoto, e para 46% quando ambos o são. Isto certamente influencia muito na preferência manual.
Mas veja bem: “os fatores são tanto genéticos como ambientais”, diz Schmidt. Em outras palavras: Não é que a maioria dos objetos produzidos é para usuários da mão direita porque estes são maioria. O que ocorre é que a maioria das pessoas é destra porque a maioria dos objetos produzidos é destinada ao uso com a mão direita.
Em resumo, podemos dizer que o raciocínio de Schmidt a esse respeito tem muito a ver com aquela frase que todos conhecemos: “O ser humano é um produto do meio em que vive”.
Referência:
- “Ciência Hoje” nº 26, vol. 5 – publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – Rio de Janeiro, RJ.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Conhecimento, Cultura, Informação, Sociedade, Vida, linguagem
Tags: canhotos, Ciência, destros, hemsiférios cerebrais
29/07/2009 - 22:00
Atualmente os crimes mais comuns são os golpes aplicados através da internet. Entre estes, destacam-se as fraudes em sites de compras. Os golpistas usam nomes falsos, importação fraudulenta, registros falsos de pessoa jurídica de empresas verdadeiras, etc. E, por incrível que pareça, no Brasil é crescente o número de pessoas que se tornam vítimas de golpistas através dessas fraudes.
O maior aliado dos criminosos é, sem dúvida, o comodismo das próprias vítimas. Atraídas pelo fato de não terem que sair de casa para fazer compras, de receber o produto em casa através do correio, e pelos preços baixíssimos, essas pessoas se tornam vítimas fáceis de “ofertas” que claramente são golpes.
Antes de decidir por fazer uma compra através da internet, é altamente importante – e até mesmo necessário - que o interessado pergunte a amigos, verifique através de órgãos de defesa do consumidor (Procon e outros) se os sites realmente existem, se são confiáveis e de que forma se pode garantir que o produto a ser comprado será recebido. O pior é que muitos consumidores que já “caíram” nesses golpes informam que eles mesmos não tomaram essas providências antes de fazer as compras por não acharem necessário. Ou seja, realmente foram vítimas de seu próprio comodismo. Muitos desses órgãos estaduais ou municipais tem telefones destinados à ligação gratuita - os tais ”0800″. Os consumidores sabem disso, mas raramente usam esses recursos, e acabam sendo vítimas de um golpe que teria sido facilmente evitado.
Isto foi confirmado por Adriana Burger, representante do Procon do Rio Grande do Sul. Segundo uma matéria publicada no “G1 Notícias”, ela disse que o principal fator que contribui para que as pessoas sejam vítimas dos golpistas é o fato de os preços oferecidos serem baixos demais e elas não terem tomado providências antes de efetuar a compra.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Conhecimento, Informação
Tags: golpes, golpes pela Internet, Internet, sites falsos
29/07/2009 - 01:51
Trecho do documentário “O Reino dos Oceanos”,
da National Geographic Television, exibido em Portugal
(vídeo postado no Youtube por “Kazam2009able”)
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Costuma-se ensinar nas escolas que existem no planeta Terra cinco grandes oceanos: o Atlântico, o Pacífico, o Índico, o Ártico e o Antártico. Porém, os oceanógrafos, cientistas especializados em estudos específicos dos oceanos e mares, garantem que existe apenas um imenso oceando que cobre pouco mais de 70% da superfície terrestre.
Os oceanógrafos informam também que “mar” e “oceano” não são a mesma coisa. Embora tenham a mesma definição básica (”grandes porções de água salgada que banham os continentes”), diferem quanto à formação. Os mares são volumes de água que tem grande dependência da região oceânica que os circunda e das regiões oceânicas mais próximas.
As divisões oceânicas
As águas oceânicas se comunicam entre si sem a interferência de grandes obstáculos. Isto faz com que os cientistas concluam que existe apenas um oceano dividido em cinco grandes áreas. A divisão tem como base o relevo submarino e as variações de temperatura, de salinidade, de sedimentos e da cor da água.
Existem três tipos de sedimentos: o dedrítico, o orgânico e o químico. Os sedimentos dedríticos são causados pelo transporte de materiais pelos rios e provenientes de geleiras, ventos e vulcões. Os orgânicos são formados por restos de animais marinhos e de vegetais. Os químicos são decorrentes de elementos químicos levados por precipitações ou por correntes de água.
A variação da cor da água oceânica se deve a várias causas: posição latitudinal, proximidade ou distância da costa, aspecto do céu (reflexo) e grande aglomeração de plânctons – grupos de pequenos animais (zooplânctons) e vegetais (fitoplânctons) que flutuam na superfície da água.
A divisão oceânica não existe apenas por causa das características naturais de cada região. O principal objetivo é facilitar o estabelecimento de rotas de navios. Ou seja, o objetivo é favorecer o crescimento do transporte de mercadorias e viajantes entre países e continentes.
A região conhecida como “oceano Atlântico” ocupa cerca de 86 milhões de quilômetros quadrados. Sua localização o torna o mais importante do mundo devido às viabilidades que favorecem o comércio internacional. Afinal, banha ao mesmo tempo o leste das Américas do Norte, Central e do Sul, o oeste da África e a maior parte da Europa Ocidental.
O oceano Pacífico ocupa quase 164 milhões de quilômetros quadrados. Banha a costa oeste das Amepricas, a costa leste da Ásia e cerca toda a Oceania. É nele que se encontram as maiores profundezas oceânicas do mundo: uma profundidade de 11.033 metros nas proximidades das ilhas Marianas.
O Índico ocupa uma área de aproximadamente 73 milhões de quilômetros quadrados. É cortado ao norte pelo Trópico de Câncer e ao sul pelo de Capricórnio, o que lhe permite ter um clima tropical. Banha a costa oriental da África, uma parte do sul da Ásia e todo o oeste da Austrália. É o que tem o maior número de rotas comerciais.
Os oceanos Ártico e Antártico circundam, respectivamente, os pólos Glaciais Ártico e Antártico. Mais do que “oceanos”, eles são considerados pelos oceanógrafos como simples prolongamentos dos outros três. O Ártico é um prolongamento em direção norte e o Antártico em direção sul. São também considerados como mares.
Os mares
Existem mares costeiros ou abertos, continentais ou mediterrâneos e fechados ou isolados. Os costeiros ou abertos são totalmente abertos aos oceanos, o que torna extremamente difícil determinar seus limites. Fortemente influenciados pelo oceano, formam faixas litorâneas às quais chamamos de “praias”. Entre eles, há os mares das Antilhas (América Central), do Norte (Grã-Bretanha), do Japão (Ásia Central), da Arábia (sul da Ásia), de Bhering (ou “estreito de Bhering”, entre a Rússia e o Alasca), etc.
Os mares continentais ou mediterrâneos são cercados pelos continentes. Ligam-se aos oceanos através de canais e estreitos. Recebem influências diretamente dos rios que deságuam neles e dos ventos provenientes dos continentes, o que faz com que suas águas eejam menos salgadas do que as dos outros mares. São continentais ou mediterrâneos o próprio Mar Mediterrâneo (entre a Europa e a África), o Vermelho (entre a África e a Arábia), o Báltico (entre a Suécia, a Finlândia, a Estônia, a Letônia e a Lituânia) e outras porções de água que são consideradas como mares mas são secundários do Mediterrâneo: o Adriático, o Negro e o Mar de Mármara.
Os mares fechados ou isolados não tem ligações com o oceano. Assemelam-se a grandes lagos e se caracterizam pela alta salinidade e pela forte influência proveniente dos continentes. O maior deles é o Cáspio, que se situa entre a Europa e a Ásia, numa depressão a 26 metros abaixo do nível do oceano. Outro exemplo de mar fechado é o Mar Morto, assim chamado devido à alta salinidade que não permite a existência de seres vivos. O Morto é também conhecido como “Lago de Asfaltite” e se situa na Palestina.
Referências:
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“Almanaque Mundial”- 1995 – Editora Lisa – Rio de Janeiro, RJ.
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“Almanaque Abril” – 2001 – Editora Abril – São Paulo, SP.
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“The World Almanac and Book of Facts” – K-III Communications Company – Mahwah, New Jersey - USA.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Economia, Informação
Tags: mares, Oceanógrafos, Oceanos
27/07/2009 - 16:26
No vídeo acima, uma interessante explicação clara e objetiva sobre o significado da palavra “telecomunicação” e sua importância.
A astronomia, uma das ciências mais antigas do mundo, exerce funções cada vez mais importantes para a vida moderna. Sem ela, o avanço no setor de telecomunicações seria impossível.
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Alguns dicionários ensinam que “telecomunicação” é um termo que inclui sistemas de comunicação como rádio, televisão, telefonia, internet, etc. Porém esta informação não está completa. À medida em que o tempo passa e a tecnologia avança, percebemos claramente que o verdadeiro significado desta palavra é muito mais abrangente. Além de incluir o rádio, a televisão e um amplo sistema de telefonia dentro do qual estão o telefone, o telex, o fax e a internet, as telecomunicações constituem um dos fatores mais importantes para a sustentação da economia de cada país e de todo o mundo. Grandes empresas que operam no setor realizam constantemente fusões e aquisições nacionais e internacionais com o objetivo de oferecer serviços cada vez melhores e mais accessíveis a toda a população do planeta. O avanço da globalização, um fenômeno necessário e ao mesmo tempo inevitável, não permite obter sucessos comerciais sem a utilização dos setores mais avançados de telecomunicação. Atualmente, a existência de computadores conectados à internet em todas as empresas e em todos os lares é tão fundamental quanto a do telefone (*).
A contribuição da astronomia para as telecomunicações
Como se pode perceber, não é sem razão que, mesmo com o aprofundamento da crise econômica mundial, as atividades do setor de comunicação – e consequentemente as de telecomunicação – são as que mais se expandem. Mas essa expansão precisa ocorrer com velocidade cada vez maior, e por isto são feitos frequentemente novos estudos e planos com o objetivo de tornar seus serviços mais baratos e mais abrangentes. Essa abrangência só é possível graças aos avanços de uma das ciências mais antigas da história da humanidade: a astronomia. Estudos realizados em observatórios astronômicos trazem, com grande frequência, a necessidade de telescópios e outros aparelhos cada vez mais potentes para melhor conhecimento dos astros, mas contribuem também para outros setores. Nos observatórios de radioastronomia, por exemplo, telescópios e aparelhos de emissão e recepção de ondas de rádio permitem um conhecimento mais profundo da magnitude, da composição química e até mesmo da idade de estrelas e outros astros extremamente distantes do nosso planeta. Isto requer um insessante aprimoramento dos aparelhos de recepção de ondas eletromagnéticas que incluem emissão e captação de luz e som que geram grande contribuição para a utilização desses mesmos recursos para a comunicação a qualquer distância.
Mesmo na época em que foi inventada (na Idade Média) a luneta já trazia contribuições para outras áreas além da astronomia. Criada para observar a lua (seu nome vem da palavra latina “luna”, que significa “lua”), já naquela época era utilizada por comerciantes para observar a aproximação de navios mercantes. Desta forma, a luneta se tornou imediatamente um instrumento importante para o desenvolvimento da economia.
Hoje, graças à utilização de telescópios de grande potência, especialmente do Telescópio Espacial Hubble, é possível obter-se maior exploração do Universo, que atualmente é um campo ilimitado de estudos. Isto tem trazido como resultado novos processos de fabricação de lentes e fibras óticas, o que causou importantes avanços no setor de optoeletrônica. Este é um setor da eletrônica que possibilita a produção e instalação, no espaço, de satélites dotados de equipamentos avançadíssimos que podem transmitir sons – como a fala através da telefonia fixa e culular – e imagens fotografadas e de televisão, gravadas e ao vivo, de qualquer lugar para qualquer lugar, em poucos segundos.
Entre estes satélites estão os que viabilizam a telecomunicação. Eles são resultados dos avanços tecnológicos obtidos através da física, da eletrônica, que por sua vez trouxeram benefícios para a informática, que atualmente é um dos mais importantes “braços” da telecomunicação. Mas os progressos da física e da eletrônica só se tornaram possíveis graças aos progressos dos estudos dos astrônomos. Portanto, a astronomia não é apenas uma ciência que estuda os astros, mas que amplia constantemente a visão do ser humano em relação ao universo e ao próprio mundo em que ele vive, facilitando a comunicação entre pessoas e nações.
(*) Até mesmo quando alguém solicita uma possíbilidade de emprego, o empregador não pergunta se você tem um site ou um e-mail: ele já pergunta “quais são o seu site e o seu e-mail”. Isto significa que se você não tiver em casa um computador conectado à internet e o seu site e o seu e-mail já disponíveis, você perderá a possibilidade de conseguir emprego.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento
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