Arquivo de março, 2009
Morre um grande comediante brasileiro
O Mundo Dividido em Mundos
Os notíciários radiofônicos, televisivos, impressos e os jornais online fazem muitas referências aos países do Primeiro e do Terceiro mundos. Há poucas informações sobre o Segundo Mundo. Por que?
Para entender isto, é preciso entender um pouco sobre os fatos que causaram essa divisão e o que são os Primeiro e Terceiro mundos.
A Revolução Francesa
A injustiça social dominava a França no século XVIII. No período da história francesa que ficou conhecido como “Antigo Regime”, o governo era absolutista. O rei controlava a economia, a justiça e a política. Entretanto, no topo da priâmide do poder, ou seja, até mesmo acima do rei, estava a Igreja Católica. A hierarquia social era, portanto, formada nesta ordem: O clero (autoridades da Igreja), o rei, a famíia do rei, os condes, os duques, os marqueses e outros nobres. Nenhum desses segmentos pagava impostos.
Os trabalhadores urbanos e camponeses (agricultores) e os pequenos burgueses que atuavam no comércio pagavam impostos altíssimos que serviam apenas para pagar o luxo em que viviam os representantes da Igreja, o rei e sua família e todos os demais integrantes da “pirâmide do poder”. As pessoas que se mainfestavam ou expressavam uma simples opinião contra essa situação eram mantidas presas na Bastilha – a torre onde oposicionistas eram mantidos como prisioneiros e torturados – ou condenadas à morte na guilhotina (instrumento usado para separar a cabeça do corpo através do corte no pescoço), muitas vezes por determinação do clero.
Os trabalhadores urbanos e os camponeses viviam em situação de miséria. Já os pequenos burgueses viviam numa situação um pouco melhor, mas não tão privilegiada, e queriam maior participação nas decisões políticas e mais liberdade econômica. Animados pelo movimento iniciado pelos pequenos burgueses, os trabalhadores urbanos e rurais se uniram a eles e integraram uma grande manifestação sem precedentes que contou a participação de uma enorme multidão. No dia 14 de julho de 1789, o movimento – que passou a ser chamado de “Terceiro Estado” – derrubou a Bastilha. Seu lema resumia muito bem os anseios de seus integrantes: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
O que a Revolução Francesa tem a ver como o Primerio, o Segundo e o Terceiro Mundos?
O nome do movimento que liderou a Revolução Francesa foi sugerido pelo demógrafo francês Alfred Sauvy. Ele considerava o movimento dos trabalhadores urbanos e rurais como se fosse a formação de um “terceiro governo”, que se uniu ao “segundo governo” (o movimento dos pequenos burgueses) para derrubar o “primeiro governo” (a monarquia francesa).
Em 1955, representantes de alguns dos países mais pobres do mundo se reuniram em Bandung, na Indonésia, para atrair a atenção do mundo para seus graves problemas sociais e econômicos. Baseados na divisão estabelecida por Sauvy em relação às classes sociais durante a Revolução Francesa, os participantes da Conferência de Bantung estabeleceram uma divisão entre os países do mundo considerando suas condições políticas, sociais e econômicas.
A divisão
Desde então, é chamado de Primeiro Mundo o grupo dos países desenvolvidos. São países cujas economias são consideradas fortes, com altos índices de qualidade de vida e de condições sociais privilegiadas, se comparadas às dos grupos do Segundo e do Terceiro mundos. Isto não segnifica que não exista pobreza no Primeiro Mundo, significa apenas que o índice de pobreza nesses países é menor do que os dos outros.
Trinta e três países compõem o Primeiro Mundo: Alemanha, Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chipre, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Lienchtenstein, Luxemburgo, Mônaco, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos (Holanda), Portugal, Reino Unido, São Marino, Cingapura, Suécia, Suiça e Taiwan.
O Terceiro Mundo
Os países que compõem o Terceiro Mundo são bem mais numerosos. São tantos que a leitura se tornaria mais cansativa se eu citasse todos. São as nações mais pobres da América, da África e da Ásia. Nesses continentes, os países que NÃO fazem parte do Terceiro Mundo são:
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África: África do Sul e Ilhas Seychelles.
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América: Brasil, Argentina, Chile, México e Uruguai.
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Ásia: Rússia (*), Japão, Coreia do Sul, Brunei, Cingapura, Hong Kong, Índia, Malásia e Tailândia.
O Segundo Mundo
O termo “Segundo Mundo” não é mais utilizado. Por isto não aparece tanto na mídia. São países que apresentam economias com um misto de características das do Terceiro e do Primeiro mundos. Ou seja, apresentam o que chamamos de “economias emergentes”.
A designação “economia emergente” começou a ser usada a partir do início da década de 1980, quando o Banco Mundial a usou para descrever economias com um rendimento “per capita” ou baixo. Eram economias que se encontravam num estado de transição devido a reformas implantadas pelos seus governos. Desde então, o nome “Segundo Mundo” desapareceu e foi substituído por “Países em Desenvolvimento”. Fazem parte desse grupo os seguintes países:
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América: Argentina, Brasil e México.
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Europa: Polônia, Turquia e Rússia.
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Ásia: China, Índia e Rússia.
Obs.: (*) O território russo ocupa uma parte da Europa e uma parte da Ásia.
Referências:
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Almanaque Lisa Mundial – Editora Lisa – São Paulo, SP
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Almanaque Abril – Editora Abril – São Paulo, SP
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The Universal Almanac – Editora Andrew & McMeels Publisher (New Jersey, EUA)
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Economia, História, Impostos, Política, Sociedade Tags: Primeiro Mundo, Segundo Mundo, Terceiro Mundo
AQUECIMENTO GLOBAL e EFEITO ESTUFA
Excesso de calor ou frio intenso, chuvas torrenciais ou períodos de seca muito longos, são fenômenos que têm sido mostrados através da mídia constantemente. Quando ocorrem, quase sempre alguém diz que é por causa do “aquecimento global” ou do “efeito estufa”. Mas o que é o aquecimento global? E o que é um efeito estufa?
O aquecimento global é o aumento da tempreratura média dos oceanos e do ar próximo à superfície terrestre. O atual aquecimento global já vem ocorrendo há algumas décadas e pode se prolongar por todo o século XXI. É mais acentuado sobre as áreas mais populosas do Homisfério Norte. No Hemisfério Sul, embora haja constantes variações do nível médio do mar, o clima marítimo é menos instável.
O efeito estufa
O clima marítimo varia de acordo com a temperatura dos oceandos nos trópicos e está em permanente equilíbrio com a evaporação da água, a radiação solar e o efeito estufa. O efeito estufa é o processo pelo qual uma parte da radiação solar refletida pela superfície da Terra é absorvida por gases existentes na atmosfera. Isto não permite que a temperatura próxima à superfície se expanda para o espaço.
A forma pela qual se divulga o efeito estufa através da mída na maioria dos noticiários causa a falsa impressão de que ele não deveria existir. No entanto, a realidade é exatamente o contrário. O efeito estufa é extremamente necessário, sem ele a vida na Terra seria impossível. Porém, torna-se perigoso quando se acentua, pondo em situação de risco o equilíbrio energétio da terra. Quando isto ocorre, origina o aquecimento global.
Os principais causadores do efeito estufa são o dióxido de carbono, o metano, o óxido nitroso e o clorofluorcarboneto (CFC). Esses gases absorvem parte da radiação infravermelha proveniente da superfície terrestre, e devolvem à superficie uma parte dessa radiação absorvida. Isto significa que a superfície terrestre recebe da atmosfera quase o dobro da energia proveniente do Sol. Como resultado, a temperatura se torna 30 graus mais alta do que se esses gases não existissem.
Flatulência perigosa
Portanto, os problemas não são causados pelo efeito estufa, mas pela emissão excessiva dos gases que o compõem. Um dos mais nocivos é o metano, cuja presença excessiva se deve a muitos fatores, entre os quais consta a flatulência de animais como os carneiros, as ovelhas, os bois e as vacas. Alguns estudos científicos revelam que a atividade pecuária é responsável por cerca de 16% da poluição atmosférica. Em alguns países, estão sendo estudadas providências para resolver este problema.
Os “ambientalistas”
Existem muitas pessoas preocupadas com a situação, que se dedicam a trabalhos visando a preservação do meio ambiente. No entanto, segundo cientistas, para isto é necssário que haja embasamento em certos critérios científicos desconhecidos por muitas dessas pessoas.
Em outras palavras: embora bem intencionados, muitos desses “ambentalistas” não são devidamente preparados para cumprir sua missão, participam de “ongs” (organizações não governamentais) que atuam sem levar em conta esses critérios científicos importantes e tomam grandes espaços na mídia divulgando ideias, conceitos e informações nem sempre corretos. É claro que há instituições devidamente preparadas, que recebem até mesmo apoio e orientações de cientistas experientes, mas infelizmente nem odas são assim.
O que fazer?
Você pode, se desejar, fazer a sua parte. Entretanto, antes de tomar qualquer decisão, procure um órgão cientificamente idôneo, nacional ou mundialmente reconhecido, e peça informações e orientações necessárias. A partir daí, capacite-se, fazendo cursos ou exercendo atividades orientadas por pessoas experientes. Agindo assim você já estará realizando um bom começo.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação Tags:Dezoito editais do Governo do Espírito Santo premiam projetos artístico-culturais em 2009
Foi com grande prazer que estive presente à cerimônia de lançamento dos editais da Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo (Secult-ES) na manhã de hoje (sexta-feira, 27 de março) no Palácio Anchieta, em Vitória. Os editais visam a premiação de projetos artístico-culturais. O vice-governador Ricardo Ferraço representou o governador Paulo Hartung no evento.
Além de presenciar o lançamento, apresentações de grupos folclóricos, etc., tive a oportunidade de participar de uma confraternização com vários amigos. Cantores, cantoras, maestros, atores, atrizes, representantes de grupos folclóricos e muitas outras pessoas relacionadas a todos os setores artísticos e culturais estiveram presentes.
Como cantor e como profissional de comunicação, e como alguém que tem prazer em incentivar a informação e as atividades culturais, considero muito interessantes os 18 editais que foram lançados, e espero que realmente possam ser cumpridos. Nove deles são reedições de editais de 2008 com algumas modificações e nove são inéditos. Veja os detalhes dos editais na matéria publicada na página do site da Secult-ES, que você pode acessar através do link abaixo.
http://www.secult.es.gov.br/?id=/noticias/materia.php&cd_matia=849
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Arte, Comunicação, Cultura, Música, Sociedade Tags: Cutura, Cutura Capixaba, Espírito Santo, Vitória
