Arquivo de fevereiro, 2009
28/02/2009 - 15:38
A Igreja ensina que a Páscoa é a comemoração da ressurreição de Cristo. Entre os judeus, é a comemoração da libertação de seus ancestrais hebreus que viviam como escravos no Egito. Mas, antes da libertação dos hebreus, a Páscoa já era celebrada por povos que cultuavam vários deuses.
A Páscoa judaica
Entre os judeus, a Páscoa é comemorada relembrando o dia em que seus ancestrais hebreus, liderados por Moisés - e, segundo a Bíblia, guiados por Deus - fugiram do Egito, onde viviam como escravos. O inglês David Harley, professor universitário especializado sobre o Antigo Testamento e estudos judaicos, diz que a Páscoa entre as famílias judias é comemorada com uma ceia especial, na qual são servidas comidas tradicionais, e são cantadas canções especiais para a ocasião. Seguindo a tradição, a criança mais nova da família pergunta: “Por que esta noite é diferente das outras?” O pai conta então a história da fuga do Egito, tal como está relatada no Livro do Êxodo, no Velho Testamento. Conta o livro que esta pergunta foi feita pelo filho mais novo de Moisés quando, ainda no Egito, ele e sua família ceavam e os hebreus se preparavam para a fuga.
A Páscoa cristã
A palavra “Páscoa” vem de “Pessah”, que significa “Passagem” em hebraico. Os cristãos a consideram como a mais antiga e a mais importante festa cristã. Os judeus a celebram como libertação após a escravidão no Egito, enquanto os cristãos a interpretam como o retorno de Jesus após sua morte, mas em ambos os casos, existe um mesmo significado. O início de uma nova vida, a renovação de esperanças.
Mesmo antes de ser comemorada entre os judeus, a Páscoa já era uma tradição antiga entre povos “pagãos” (*). Eles sempre a comemoravam entre o fim de uma estação e o início de outra – entre o fim do inverno e o início da primavera, por exemplo. Isto também representava um ritual de “passagem”, uma nova vida, uma renovação.
Os ovos e o coelho
Os símbolos mais conhecidos da Páscoa - o coelho e os ovos – são de origem pagã. São provenientes de festas em honra a vários deuses das religiões persas, romanas e armênias. Nas comemorações, entre esses povos, havia o hábito de receber e oferecer ovos coloridos que simbolizavam a fertilidade e o reinício da vida.
A tradição de presentar pessoas com ovos de verdade decorados é mantida ainda hoje em vários países. Na Ucrânia, as pinturas retratam flores, rios e outros aspectos da natureza. O mesmo ocorre na China e em outros países europeus e asiáticos. Nesses países, essa tradição milenar não permite que os ovos sejam comidos, pois eles representam o reinício da vida; comê-los, portanto, seria um sacrilégio.
A ideia de produzir ovos de chocolate surgiu na França no século XIX. A princípio, é claro, os ovos eram feitos em casa. Eram recheados com outros doces e às vezes com brinquedos para as crianças. Essa tradição foi trazida para o Brasil e outros países da América pelos imigrantes alemães. Depois, com o passar do tempo, passaram a ser fabricados e comercializados por grandes indústrias de chocolate, como acontece ainda hoje.
O coelho surgiu como símbolo da fertilidade no Antigo Egito. Deve ter sido assimilado pelos hebreus no tempo do cativeiro naquele país. Até hoje os coelhos são reconhecidos pela sua notável capacidade de reprodução, gerando grande número de filhotes em cada ninhada. Como a Páscoa é interpretada como a ressurreição da vida, o coelho é visto como o símbolo ideal.
A data da Páscoa cristã
A data da Páscoa cristã foi fixada pela primeira vez pela Igreja Católica durante o Concílio de Nicéia no ano 325. Passou a ser comemorada sempre no primeiro domingo após o início da Lua Cheia na primavera, que ocorre sempre entre 22 de março e 25 de abril.
A decisão foi assimilada por todas as correntes cristãs, mas com reservas. A data quase sempre coincidia com as festas pagãs, e isto não agradava a muitos cristãos não católicos. Na tentativa de agradar a todos, sugeriu-se que fosse comemorada logo após o “Pessach” (”Dia do Sacrifício do Cordeiro” em hebraico), que seria o “Dia da Morte de Jesus”. Assim, as celebrações pascais passaram a integrar o calendário da Semana Santa, que inclui a “Sexta-Feira da Paixão”, o “Sábado de Aleluia” e o “Domingo da Páscoa”.
(*) Povos que adotavam diferentes religiões monoteístas ou politeístas, nem cristãs, nem judaicas ou hebraicas.
Referências:
-
The World’s Religion – vários autores – Lion Publishing – Herts, Inglaterra
-
Almanaque Abril – Mundo 2001 – Editora Abril – São Paulo, SP
-
The World Almabac – Andrew & McMell Publichers – New Jersey, EUA
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Conhecimento, Religião, Vida
Tags: Cristãos, Hebreus, Judeus, Páscoa
28/02/2009 - 04:38
Estudos realizados por cientistas ingleses reforçam a teorida da panspermia. Os trabalhos realizados com o auxílio de duas sondas espaciais levaram a equipe de cientistas da Universidade de Cadiff, Inglaterra, liderados pelo professor Chandra Winkramasinghe, a concluir que a vida parece não ter surgido expontaneamente na Terra, mas que veio do espaço.
As conclusões foram obtidas através de estudos realizados sobre os resultados das missões “Stardust” (”Poeira Estelar”) e “Deep Impact” (”Impacto Profundo”). Em 2004, a sonda espacial Stardust revelou a existência de moléculas de hidrocarbonos complexas no cometa Wild 2. Em 2005, a missão realizada pela sonda Deep Impact confirmou a presença de uma mistura de argila e partículas orgânicas dentro do cometa Tempel 1.
Os cientistas dizem que as moléculas de hidrocarbonos podem ter atuado como blocos básicos capazes de dar origem à vida. Por sua vez, as partículas de argila podem ter funcionado como catalizadoras, convertando moléculas orgânicas simples em estruturas complexas.
O que diz a teoria da panspermia
A teoria da panspermia é muito antiga. Foi proposta pela primeira vez por Anaxágoras de Clasômenas, cientista grego do século IV a.C. Ele afirmava que as moléculas da origem da vida estavam presentes em todo o universo, e que a vida na Terra começou quando elas chegaram sob a forma de algo semelhante a uma “sopa proteica”.
Em 1879, a teoria ganhou o apoio do médico e físico alemão Herman von Helmholtz. Porém, foi a partir de 1903 que passou a ganhar maior atenção. Estudos realizados pelo físico, químico e astrônomo sueco Svante Arrhenius – que recebeu o Prêmio Nobel de Química no mesmo ano – o levaram a concluir que a vida na Terra chegou sob a forma de esporos microscópicos que viajaram através do espaço empurrados pelas radiações das estrelas.
Incubadoras espaciais
Os cientistas da Universidade de Cadiff disseram que os cometas podem ter assumido o papel de “incubadoras” por milhões de anos. Segundo o professor Winkramasinghe, existem elementos radioativos podem ter mantido água em forma líquida no interior dos cometas, possíbilitando-lhes essa função.
Chandra Winkramasinghe e seus colegas ressaltaram que o volume de argila existente nos bilhões de cometas que vagueiam dentro do Sistema Solar e ao redor da Via Lactea (a nossa galaxia) é certamente muito maior do que o de toda a argila que existia na Terra primitiva. Baseados nisto, eles consideram que é muito mais provável que a vida tenha vindo do espaço em vez de ter surgido no nosso próprio planeta.
Referências:
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Astronomia, Ciência, Comunicação, Universo, Vida
Tags: origem extraterrestre, Panspermia, Terra, Universo, Via Lactea, Vida
27/02/2009 - 23:14
Em qualquer concurso público ou vestibular, seja qual for o cargo ou o curso pleiteado pelo candidato, os temas relativos à economia são extremamente relevantes. Isto porque, mesmo que o cargo ou o curso escolhido não pareça ter algo a ver com ciências econômicas, economia é uma ciência cujas atividades sustentam o mundo e é algo que está sempre em evidência nps principais jornais do planeta.
Os temas econômicos atraem as atenções de todos os países, especialmente desde 2001. Os efeitos da globalização são cada vez maiores em todos os setores, desde a agropecuária até as telecomunicações, e os ataques terroristas aos Estados Unidos no dia 11 de setembro daquele ano causaram ao desempenho da economia mundial uma desaceleração que se aprofundou ainda mais com a atual crise que começou no ano passado.
Todos esses fatos fazem com que seja importante para que as empresas, órgãos públicos e todos os tipos de instituições tenham certeza de que seus futuros funcionários estejam a par da situação. Mesmo aqueles que não atuarão em setores financeiros ou econômicos precisam ter um bom nível de conhecimento sobre questões eoconômicas.
Cuidado com as “supresas”
Cuidado com a prova de língua portuguesa. Nas questões de interpretação de texto, o objetivo não é apenas saber se o candidato conhece bem as regras ortográficas e gramaticais: o objetivo principal é verificar se está a par dos assuntos do momento. ”Economia” é sempre um desses assuntos. É preciso saber o que é um sistema econômico, o que é um sistema financeiro e outras coisas relacionadas a esses temas.
Um conselho: assista a todos os noticiários que puder, acompanhe as notícias pelos jornais e pela Internet e, se puder, leia livros sobre economia. Na internet você encontra muitos sites que poderão ajudá-lo. O G1, o Portal da Globo, é um deles. Outro é o portal do “Almanaque Abril”. O site do Luiz Nassif também é bem interessante. Há também vídeos com reportagens a respeito na “TV Estadão”. Acesse-os através dos links que você enontrará na seção “Páginas”, numa das colunas laterais deste site.
É interessante que se saiba, por exemplo, que existem diferenças entre “sistema econômico” e “sistema financeiro”. “Sistema econômico é o ramo da economia que estuda os métodos para estabelecer as propriedades, as prioaridades, a direção e a alocação de recursos econômicos. “Sistema financeiro” é a estrutura (que inclui bancos, etc.) estabelecida para organizar a cirulação de dinheiro e os métodos de obtenção e aplicação de recursos.
“Economia” e “finanças” também tem definições diferentes. “Economia” é a ciência que se dedica ao estudo da distribuição e consumo de bens e serviços. As “finanças” se referem às atividades de gerenciamento dos recursos a serem obtidos e aplicados.
Se houver dúvidas, por favor, pergunte. Tentarei responder o que for possível.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Economia
Tags: Economia, Sistema Econômico, Sistema Financeiro
27/02/2009 - 19:03
É grande o número de pessoas que fazem críticas negativas às viagens espaciais, dizendo que as altas somas em dinheiro que são gastas com as missões espaciais deveriam ser empregadas em algo mais útil, como projetos sociais, etc. Essas críticas são resultantes da falta de informação ou da falta de interesse por informações sem as quais não se pode ter uma ideia correta dos trabalhos e dos objetivos dos astronautas. Às pessoas que dizem que os acidentes com naves espaciais poderiam ser evitados se os homens parassem de querer “ir mais longe do que já foram”, eu lembro que em nossas estradas e nos centros das cidades, os acidentes com automóveis, caminhões, ônibus e outros veículos são muito mais frequentes e causam muito mais mortes do que os acidentes com naves espaciais, mas ninguém vê nisto um motivo para as pessoas deixarem de viajar ou de usar seus veículos. Quanto às utilidades das viagens espaciais, posso relacionar algumas, pois este espaço seria muito pequeno para relacionar todas as que já são conhecidas.
Sem as viagens espaciais, os satélites de telecomunicações não podera ser lançados, e os que já estão no espaço não poderiam ser reparados quando ocorrem defeitos. Sem esses satélites não haveria comunicação por telefone (celular e fixo) entre pessoas situadas em cidades, estados ou países diferentes, como a que existe hoje; a Internet não existiria e não haveriam muitos outros fatores do mundo moderno dos quais somos todos dependentes.
As viagens espaciais trouxeram também desenvolvimento para a produção de combustíveis líquidos e tornaram possíveis os trabalhos de organizações como o Intstituto Nacional de Pesuisas Espaciais (INPE), no Brasil. O INPE possibilita previsões do tempo, tão importantes para o setor agrícola e outras atividades do nosso dia a dia. É possível estudar as tempestades geomagnéticas, que acontecem quando partículas sobrecarregadas de energia ou forças magnéticas muito intensas chegam à Terra causando problemas nos sistemas de telecomunicação, energia elétrica, usinas atômicas, etc. No Brasil, as tempestades geomagnéticas podem ser previstas em até uma hora de antecedência pelos técnicos do INPE, mas essa previsão não seria possível sem o trabalho prévio dos astronautas no espaço.
Referências:
- Wikipdeia
- INPE – Instituto Nacional de Pesuisas Espaciais – Ministério de Ciência e Tecnologia
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Astronáutica, Ciência, Comunicação, Conhecimento, Informação, Internet, Telecomunicação
Tags: Astronáutica, INPE, Viagens Espaciais
27/02/2009 - 03:49
“Gestão” é uma palavra que tem aparecido muito em provas de concursos públicos e vestibulares. Neste período de crise econômica mundial – que “algumas pessoas” dizem que é passageiro mas não são capazes de dizer quando deverá terminar - ela tem aparecido mais do que nunca, principalmente na parte de interpretação de textos das provas de língua portuguesa. E está cada vez mais presente nos noticiários impressos, televisivos, radiofônicos e da internet. Por isto, é necessário que todos nós, candidatos e não candidatos a vestibulares e concursos públicos, saibamos seu significado. Assim você poderá compreender melhor o que está acontecendo com o país e o mundo em que você vive – e, direta ou indiretamente, com você e com todos nós.
“Gestão” é o ato ou efeito de gerir. Tem vários sinônimos: “gerência”, “direção”, e de certa forma também podemos dizer que está relacionada a “administração”. Quando nos referimos à gestão política, podemos dizer que é também sinônimo de “governo”, “governância”, “governabilidade”, etc. No âmbito empresarial, existem as gestões de finanças, de recursos humanos (RH), etc. No setor de saúde, há a gestão hospitalar, a gestão sanitária, etc. Há ainda as gestões educacionais, previdenciárias, tributárias, alfandegárias, de segurança pública e muitas outras.
Muitas vezes a palavra aparece em inglês – management - e assume seu significado de gerenciamento de uma forma mais profunda: controle e responsabilidade por tomadas de decisões em negócios ou organizações similares; grupo de pessoas que controlam esses negócios ou essas organizações; o processo de lidar ou controlar pessoas, coisas, situações ou despesas de uma forma especificada. Na verdade, não são vários significados. É um mesmo significado observado de diferentes formas, dependendo de cada caso ou de cada tipo de gestão.
O que é “SIG” ou “MIS”?
Quando o assunto é “gestão empresarial”, usa-se muito as siglas “SIG” e “MIS”. “SIG” significa “Sistema de Informação de Gestão” ou “Sistema de Informações Gerenciais”. “MIS” significa a mesma coisa, porém em inglês: “Management Information System”, expressão que também é muito utilizada em nosso país.
O mais importante é saber que se trata de um sistema de informação no qual o conhecimento de informática é muito importante, pois o uso de computadores e principalmente da Internet é fundamental para seu funcionamento. Participam desse sistema todas as pessoas e máquinas que recolhem, manipulam, avaliam e divulgam todas as informações importantes e descartam as não importantes, usando programas de hardware, software, linhas telefônicas, etc.
“Gestão”. Uma palavra tão simples, tão pequena, mas com um significado tão vasto e tão importante para o sucesso de uma micro, pequena ou grande empresa e para o sucesso individual de todos. Para saber mais sobre ela, sugiro que você acesse a página “7 – GESTÃO EMPRESARIAL E MERCADO DE TRABALHO”, assista ao vídeo com o consultor emprerarial Waldez Luiz Ludwig e ouça com atenção o que ele diz.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Computador, Comunicação, Cultura, Informação, Informática, Internet, Sociedade, Tecnologia, Vida
Tags: Gestão, Gestão em Recursos Humanos., Gestão Empresarial
Voltar ao topo