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19/03/2010 - 11:02

INFORMAÇÃO AOS LEITORES DO “QUALIDADE DEVIDA”

A partir de hoje não serão mas expostos novos artigos no “Qualidade Devida”, mas os artigos já publicados continuarão à disposição dos leitores, que podem continuar a enviar comentários e perguntas sempre que desejarem.

O trabalho que tem sido desenvolvido através do “Qualidade Devida” está tendo continuidade no site “A vida é um show!”  http://www.cultinform.blogspot.com/). Além disso, todos estão convidados a conhecer os sites “Ética Empresarial e Gestão em Marketing” ( http://www.eticamark.blogspot.com/), “Profissões e Mercado de Trabalho” ( http://www.promertra.blogspot.com/), “‘Dicas’ Fáceis para Redação” ( http://www.redafacil.blogspot.com/), “Gestão em Recursos Humanos no Século do Conhecimento” ( http://www.gerehu.blogspot.com/) e “Things to think of and to say” ( http://www.thingstothinkandtosay.blogspo…).

Tal como no “Qualidade Devida”, sintam-se também à vontade para expor comentários, perguntas e sugestões nestes sites.

Abraços a todos!

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Informação Tags:
16/03/2010 - 13:11

Presídios no ES tem 4 mil detentos a mais

Desde a semana passada, quase todos os dias, noticiários da Rede Globo de Televisão (não vi as mesmas notícias em outras TVs) vem mostrando, com ênfase, as más condições que vem sendo vivenciadas por detentos nos presídios do Espírito Santo. Enfatizam também a superlotação carcerária informando que que em cada presídio estão detidas pessoas em excesso, sendo cerca de 4 mil a mais do que os espaços dos estabelecimentos permitem. Não faltam pessoas ligadas a movimentos de “diretos humanos”, pastorais da Igreja Católica e de outras entidades para prestar solidariedade aos detentos.

Gostaria de dizer apenas umas poucas coisas a esse respeito. Posso estar enganado, mas creio que isto não acontece somente no Espírito Santo. Além disso, superlotação carcerária e más condições nos presídios não acontecem somente no Brasil. Resta-ma, ainda, dizer que viveríamos num país muito melhor se a mesma solidariedade que prestada aos criminosos fosse prestada também às vítimas dos criminosos. Na Região Metropolitana da Grande Vitória, pessoas honestas, principalmente mulheres idosas, são agredidas e, não raro, assassinadas por assaltantes logo que elas são vistas saindo de uma agência bancária. Quando isto acontece, não aparece uma só pessoa ligada a grupos de direitos humanos, pastorais ou o que quer que seja para falar em defesa da vítima ou para dar uma palavra de conforto a familiares da vítima.

Sempre que há debates como estes, eu me lembro de um fato ocorrido em Vila Velha, município da Região Metropolitana da Grande Vitória, há alguns anos. Assaltantes invadiram uma loja maçônica e, segundo testemunhas, anunciaram o assalto e já entraram atirando. Um dos tiros atingiu na cabeça uma das pessoas que estavam no interior da loja. Essa pessoa morreu imediatamente.

Isto ocorreu num sábado. No dia seguinte, obviamente um domingo, amigos e familiares da vítima participaram do velório das sete horas da manhã até as cinco da tarde (17 hs), quando o corpo foi encaminhado para  o cemitério. O velório ocorreu na própria loja maçônica, que se situa em frente a uma igreja católica conhecida como “Santuário de Vila Velha”. No Santuário, representantes de pastorais participavam de uma reunião durante toda a tarde daquele mesmo domingo. Terminada a tal reunião, cada um dos representantes das pastorais foi cuidar de suas próprias vidas. Uns foram para casa, outros foram passear, mas nenhum – nenhum mesmo!! – sequer atravessou a rua para ir ao velório e pelo menos dizer uma palavra de conforto à vítima dos assaltantes assassinos. No velório, não apareceu ninguém que representasse qualquer dessas entidades de defesa dos “direitos humanos” que, quando reivindicam “direitos” para os criminosos, realizam manifestações atrapalhando o trânsito em Vitória, impedindo o direito de ir e vir de pessoas honestas que precisam chegar ao local de trabalho, à escola, à faculdade ou mesmo em casa.

Como seria bom se a mesma solidariedade que é prestada a criminosos fosse também prestada às pessoas que vivem e querem continuar vivendo honestamente, mas não podem contar com o mínimo necessário de segurança.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Segurança, Sociedade Tags: ,
05/03/2010 - 20:31

Secretaria de Cultura do ES convida artistas capixabas para discutir Editais para 2010.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura Tags:
26/02/2010 - 09:04

Aviso importante aos estudantes de jornalismo!

Numa turma de qualquer período de um curso de jornalismo, é comum ouvirmos estudantes dizerem suas preferências. Uns afirmam que, quando estiverem atuando profissionalmente, só cobrirão temas relacionados à economia; outros, que apenas querem ser apresentadores de telejornais. Há os que garantem que se dedicarão ao jornalismo esportivo.

Isto não acontece entre os estudantes que fazem estágios em jornais, revistas, radiojornalismo e telejornalismo, pois estes, antes de se formarem, já estão percebendo que a realidade é outra. No entanto, estes sonhos ainda são bem marcantes entre os que não estão estagiando ou estagiam em secretarias estaduais e municipais de comunicação social ou em departamentos de comunicação das empresas. Quase não existem os que dizem que atuarão em reportagens policiais, cobrindo combates ao tráfico de drogas, rebeliões em penitenciárias, tiroteios entre quadrilhas, tiroteios entre criminosos e policiais, ou que acompanharão as diligências policiais nas favelas ou onde quer que seja. Sempre que me deparo com casos como estes, dou aos estudantes a orientação que eles deveriam receber – mas parece-me que raramente recebem – dos próprios professores durante os cursos. Minha orientação é a que segue abaixo.

Meus jovens! Quando vocês obtiverem seus primeiros empregos em jornalismo, não serão vocês que escolherão o que farão. Não é o novo jornalista quem escolhe em que setor quer atuar. A missão lhe será entregue pelo diretor de jornalismo da empresa em que você estiver atuando. E tem que ser assim, pois do contrário muitos setores terão jornalistas demais e outros terão carência de novos profissionais. Ninguém escolhe missões perigosas. Nenhuma equipe de jornalismo (em telejornalismo, repórter, fotógrafo, cinegrafista, motorista e auxiliar de cinegrafista; em radiojornalismo, em reportagens para jornais e revistas impressos e on-line, repórter e motorista) assume uma missão perigosa porque quer, mas porque precisa. Se não o fizer, não permanecerá no emprego.

Se você não gosta de futebol, prepare-se, pois haverá momentos em que talvez você tenha que trabalhar nos estádios durante alguns jogos. Se você é contra o carnaval simplesmente porque não gosta ou por motivos religiosos, haverá períodos em que você terá que atuar em transmissões de desfiles de escolas de samba, entrevistar foliões em meio aos blocos, em bailes carnavalescos nos clubes, etc. Isto sem falar nas equipes de jornalismo que atuam em guerras, fazem reportagens sobre atentados terroristas ou acompanham os trabalhos de policiais especializados em casos de ameaças de bombas instaladas em prédios.

Portanto, se vocês não se acham preparados para esses casos, desistam do curso de jornalismo e procurem outro. Não pensem que os jornalistas mais destacados do Brasil não passaram por dificuldades nos inícios de suas carreiras. Não pensem que os repórteres que vocês estão acostumados a ver na televisão em situações embaraçosas ou perigosas gostam disto; eles as enfrentam porque tem que enfrentá-las. Se isto não ocorresse, eles não seriam os bons profissionais que são. Não são os cursos nas faculdades e universidades que tornam alguém um bom profissional, e sim as dificuldades no exercício da profissão, pois estas representam a “hora da verdade”, o momento em que o profissional tem que demonstrar seu “jogo de cintura” para evitar problemas ou se livrar deles.

Antes da formatura, pensem bem nisto.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Conhecimento, Cultura, Emprego, Informação, Pessoal, Profissional, Profissões, Sociedade, Utilidade pública, jovens Tags:
19/02/2010 - 11:58

Encontro internacional sobre cidades inovadoras em Curitiba

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Inovação- C uritiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras

Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI 2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades

Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.

Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.

“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentá vel. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.

Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unidos) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.

Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, c omo a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.

Inscrições – As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 21 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.

Apoio: Planeta Voluntários

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Saiba mais: www.cici2010.org.br
Curitiba/ Paraná/ Brasil

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Cultura Tags: , , , ,
14/11/2009 - 08:17

O que é “teologia”?

Esta é uma palavra que circula frequentemente nos meios religiosos mas, ao que parece, nem sempre as pessoas que a utilizam conhecem realmente seu significado. Mesmo entre os próprios teólogos, há muitas controvérsias. Como não sou teólogo, para escrever sobre este tema busquei diversas fontes, religiosas e não religiosas, em busca de explicações que me parecessem pelo menos as mais sensatas.

Minha pesquisa teve como ponto inicial algo que eu já sabia: a palavra “teologia” tem sua origem em duas palavras do idioma grego: “teo” provém de “theos”, que significa “deus” ( escrito assim, com letra inicial minúscula porque não se refere a Deus, mas a um “deus” ou a “deuses”, existentes ou não, de todas as religiões) e “logia” provém de “logos”, que singifica “estudo”.

Assim, já que todas as outras palavras de origem grega com o término “logia” (”biologia”,  ”ecologia”, “geologia”, etc.) são denominações de ciências, supus que a teologia seja utilizada coma pretensão de ser uma delas. Como toda ciência tem um objeto a ser estudado (no caso da biologia, o “objeto” é a vida – “bio” provém de “bios”, que é “vida” em grego), concluí que a teologia tem, não apenas Deus, mas os “deuses” em geral – inclusive ele – como objetos de estudo.

Desta forma, no que que se refere à teologia,torna-se sem sentido o conceito de “ciência” que sempre ensinam nas escolas:  ”A ciência é um conjunto de métodos para obter conhecimento através da experiência e da observação”. É possível observar e experimentar cientificamente Deus ou deuses que não existem?

Ao mesmo tempo não concordo com os que dizem que uma ciência como a  historiologia, por exemplo, não combina com este conceito. Ao contrário, esta sim, se encaixa perfeitamente a ele. A historiologia (estudo da história) não é apenas um estudo de eventos passados, mas principalmente de fatos  atuais como consequências de eventos passados. Os eventos ocorridos nos passado já são, por si mesmos, experiências, e como tal, podem ser (e de fato são) observados através de um conjunto de métodos específicos.

O que é um “teólogo”?

Voltemos a nos referir à teologia. Podemos dizer que um teólogo é um cientista?

Busquei a resposta durante anos em revistas, enciclopédias, livros (muitos dos quais percebi que eram meramente sensacionalistas). A explicação que mais me atraiu a atenção foi dada por Douglas Davies, professor do Departamento de Teologia da Universidade de Nothingan, na Inglaterra. Em seu artigo “The Study of Religion” (”O Estudo da Religião”), ele não explica qual é o significado exato da palavra “Theology” (”teologia” em inglês), mas diz que se trata de “um termo usualmente aplicado ao estudo de uma determinada religião feito por um seguidor dessa mesma religião.”

Se Douglas Davies estiver certo, podemos dizer que qualquer pessoa, desde que seja um seguidor de uma religião qualquer, e que se predisponha a fazer análises de sua própria religião, é um teólogo?

Douglas Davies explica que o conceito sobre teologia exposto em seu artigo é concernente com os significados de um conjunto de doutrinas que são desenvolvidas durante anos, e que essas doutrinas são derivadas tanto das escrituras como da interpretação das escrituras. Neste caso, pode-se dizer que as doutrinas não são exatamente corretas, já que elas dependem de interpretações, e estas podem ser resultantes de equívocos.

A teologia cristã é diferente das não cristãs?

Segundo a Wikipedia, a palavra “teologia” foi suada pela primeira vez pelo filósofo grego Platão em seu livro “A República”, um de seus mais conhecidos “Diálogos” (*). Mais tarde, a mesma palavra foi usada em diversas ocasiões por outro filósofo grego, Aristóteles, que lhe deu dois significados diferentes: num deles, a teologia seria um ramo fundamental da filosofia; no outro, a “teologia” teria sido usada como denominação da mitologia anterior à filosofia, mas de forma pejorativa.

O teólogo suíço Karl Barth definiu a teologia como “falar a partir de Deus” – o que não significa “falar de Deus”. De acordo com este conceito, o teólogo é alguém que se considera capaz de falar o que Deus falaria – o que, pessoalmente, considero como uma ousadia excessiva da pessoa que pensa que tem essa condição.

Segundo vários autores, no cristianismo, a teologia se baseia na revelação de Deus ou da palavra de Deus na Bíblia. No entanto, sabemos que ao longo dos anos os textos da Bíblia não foram apenas traduzidos para vários idiomas, mas também MODIFICADOS segundo os critérios de vários “tradutores”. E muitos livros contidos na Bíblia original – entre eles, mais de 400 evangelhos, segundo teólogos como o italiano Luigi Moraldi (**) – foram  simplesmente foram RETIRADOS.

Douglas Davies explica que, considerando o que  já está exposto acima, tudo leva à aplicação do conhecimento do comportamento comum – ou seja, da ética – e a atos especiais de adoração, que no cristianismo são chamados de “liturgia”. Segundo o professor inglês, embora certos nomes sejam utilizados especificamente na teologia cristã, na verdade esses mesmos atos podem ser encontrados, embora com nomes diferentes, em muitas outras religiões do mundo.

Neste caso, como o próprio Douglas Davies conclui, a teologia não é o estudo de Deus ou dos deuses, mas a análise de uma religião feita pelo seu seguidor,  a partir de dentro dela mesma, considerando que sua fé é verdadeira, embora nem sempre relacionada às constantes mudanças das situações do mundo. Isto significa que a teologia está diretamente relacionada às tradições religiosas. Portanto, creio que, em vez de “teologia”, talvez o nome mais adequado fosse “religiologia” (”o estudo da religião”). O “teólogo” seria, portanto, um “religiólogo”.

(*) Leia o artigo “Platão”, no “Qualidade Devida”.

(**) Autor de “Os Evangelhos Apócrifos”.

Referências:

  • Wikipedia
  • “A República”, de Platão – edição em português: editora Nova Cultural  - São Paulo, SP
  • “The Study of Religion” (”O Estudo da Religião”), de Douglas Davies  - artigo publicado no livro “The World’s Religions” (”As Religiões do Mundo”) – editora: Lion Publishing plc –  Hertz, na Inglaterra; e Sutherland , na Austrália.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura, Filosofia, Historiologia, História, Religião, Sociedade Tags: , , , , ,
16/11/2009 - 21:31

Disléxicos, familiares e amigos farão caminhada em São Paulo

A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) está convidando disléxicos e seus familiares e amigos para participar de uma caminhada que será realizada no dia 5 de dezembro no Parque do Ibirapuera, na capital de São Paulo. O objetivo da caminhada será divulgar a dislexia, seus problemas como tratá-la.  Além dos disléxicos, poderão participar seus familiares e amigos.

As inscrições podem ser feitas no site da associação (veja o link na seção “SITES QUE RECOMENDO”, na coluna ao lado deste artigo). Os primeiros 300 inscritos receberão camisetas gratuitamente, as quais serão serão entregues no dia do evento, na Ponte de Ferro, dentro do parque. A caminhada começará às 10 e meia e será encerrada ao meio dia.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Notícias, Saúde, Vida Tags: , , ,
17/11/2009 - 20:06

Devo dizer “meio dia e meia” ou “meio dia e meio”? “Os óculos” ou “o óculos”?

Meio dia e meia

Muitas vezes as formas de falar e de escrever certas palavras e expressões da língua portuguesa costumam gerar dúvidas. Mas essas dúvidas, apesar de parecerem pouco importantes, precisam ser sanadas, pois numa prova como o Enem ou o vestibular elas podem ser prejudiciais.

“Meio dia e meia” ou “meio dia e meio”?

Uma das dúvidas mais comuns se refere à forma popular de se dizer “12 horas e 30 minutos”. Deve-se dizer “meio dia e meia” ou “meio dia e meio”?

Esta é uma questão fácil de ser entendida. Se você disser “meio dia e meio”, você estará dizendo “24 horas”, ou “um dia inteiro”. Isto porque dizer “meio dia e meio”  é o mesmo que dizer “meio dia mais meio dia”. Porém, se você estiver se referindo às 12:30 hs (ou 12h30m), deve dizer sempre “meio dia e meia”, porque a palavra “meia” se refere aos 30 minutos após o meio dia, e 30 minutos são o mesmo que “meia hora”.

- Deve-se, portanto dizer: “É meio dia e meia.” Certo?

- Errado! Para falar corretamente, se são 12 hs em ponto, deve-se dizer “é meio dia”. Porém, se são 12 horas e um minuto, deve-se dizer “são meio dia e um minuto”. Assim, “são meio dia e dois minutos”, “são meio dia e três minutos”, etc. Portanto, devemos dizer “são meio dia e meia”.

“Os óculos” ou “o óculos”?

É comum lermos propagandas em “out-doors”, revistas, etc., onde aparecem escritas formas erradas como “o óculos”, “seu óculos”, “aquele óculos”, etc. E não são raras as vezes em que essas formas são pronunciadas em programas e comerciais no rádio e na televisão. Porém as formas corretas são “os óculos”, “seus óculos”, “aqueles óculos”, etc., porque quem usa óculos usa sempre DOIS.

A palavra “óculos” é plural de “óculo”. “Óculo” é o mesmo que “lente”. Usamos sempre DUAS lentes; portanto, DOIS óculos, sendo esta a razão da palavra estar no plural. Por isto, deve-se sempre dizer “meus óculos”, “esses óculos”, “estes óculos”, etc.

Quanto à palavra “binóculo”, o “s” no final da palavra não é necessária porque o prefixo “bi” já nos diz que se trata de um conjunto de duas lentes: “bi” quer dizer “dois”, como em “bicampeão” (campeão duas vezes). Na verdade o binóculo tem quatro lentes, mas seu nome provém das duas lentes frontais.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Cultura, linguagem Tags: , , ,
18/11/2009 - 14:57

O que é “mercado de trabalho”?


No vídeo, o consutor empresarial Valdez Luis Ludwig fala sobre o mercado de trabalho – programa “Sem Censura”, apresentado por Leda Nagle na TV Cultura – São Paulo

A crise econômica que o mundo enfrenta atualmente trás à tona muitos outros temas relativos à economia, e que são frequentemente mencionados em provas nas escolas. Preocupados com seu desenvolvimento escolar, são muitos os estudantes que procuram o “Qualidade Devida” . Ao mesmo tempo, aqueles que pensam em seu próprio futuro, sobre as profissões que devem escolher, ficam preocupados quando vêem pela televisão reportagens sobre o mercado de trabalho.

Assim, muitos têm me perguntado o que é o mercado de trabalho. Tentarei explicar da melhor maneira possível, e da forma mais sucinta possível.

Por que se chama “marcado de trabalho”?

Em qualquer tipo de mercado, quanto maior for a quantidade de um produto a ser comercializado, menor será o preço se a procura se mantiver no mesmo nível. Porém, se a procura pelo produto for maior do que a quantidade disponível à venda, o preço tende a ser menor.

No mercado de trabalho, acontece a mesma coisa, e por isto é chamado de “mercado”. Por isto é chamado de “mercado”. Mas é um tipo de mercado específico, no qual o “produto” é o trabalho. O “preço” é o salário. Se a oferta de trabalho for maior do que o número de vagas oferecidas, o salário tenderá a ser maior. Se a procura for maior do que a oferta, o salário tenderá a ser menor. A isto se chama “lei da oferta e da procura”.

Considerando qualquer profissão, quando existem muitos profissionais à procura de emprego e faltam ofertas suficientes específicas para sua profissão, ocorre um desequilíbrio chamado “saturação de mercado”. Se não houver excesso de oferta mas ocorrer falta de procura de profissionais pelos empregadores, as empresas deixam de procurar pessoas especializadas nessa profissão e buscam profissionais de outras áreas e com outras qualificações.

Em síntese, “mercado de trabalho” é isto.

Referências:

  • Wikipedia
  • “Almanaque Abril – Mundo” e “Almanaque Abril – Brasil” – edições de 2002 – Editora Abril – São Paulo, SP.


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Cultura, Emprego, Empresas Tags: , , ,
19/11/2009 - 09:37

O que é “pasteurização”?


No vídeo: as várias etapas do processo de pasteurização de ovos.

Às vezes as pessoas entram num supermercado ou numa mercearia e incluem, entre os produtos a serem comprados, o leite. E dão preferência ao que leite que vem com a informação na embalagem: “PASTEURIZADO”. Nem todas as pessoas sabem o que significa tal palavra, mas sabem que a informação significa que o produto é bom para a saúde dos consumidores.

A pasteurização tem esse nome porque seu processo foi criado por Louis Pasteur, um cientista francês do século 19. Como Pasteur é mais conhecido por ter desenvolvido a vacina contra a raiva (vacina anti-rábica), muitos leigos supõem que o produto pasteurizado ajuda a evitar essa doença. Uma coisa nãda tem a ver com a outra.

A vacina anti-rábica, aplicada em animais que possam ser afetados pela doença, principalmente cães e gatos, e transmití-la a seres humanos. O medicamento consiste num soro obtido de uma substância colhida de um animal com a doença. Essa substância recebe um tratamento especial que a torna potencialmente capaz de produzir um vírus que combate a raiva, doença que também é conhecida como hidrofobia (palavra de origem grega que significa “aversão à água”, pois a doença faz com que as pessoas tenham medo de água).

A pasteurização

 A história da pasteurização (que não é aplicada apenas ao leite, mas a vários tipos de alimentos) começou através de um acaso. Em 1854, quando Pasteur tinha 32 anos, ele assumiu o cargo de reitor da Faculdade de Ciências de Lille. Na ocasião, havia em Lille, uma cidade pequena da França, uma indústria de produção de álcool que passava por sérias dificuldades porque, durante o processo de fermentação do açúcar de beterraba, frequentemente se obtinha ácido lático em vez do álcool. O ácido era comercializado apenas para que o problema não fosse maior, mas era praticamente inútil e valia pouco, enquanto o álcool era muito valorizado.

Os diretores da indústria solicitaram a Louis Pasteur que solucionasse o problema. Ao mesmo tempo, ele estudava os processos de fermentação de vinho e cerveja, e não tardou a descobrir que a fermentação era causada por mecanismos microscópicos que viviam nos próprios líquidos.

Pasteur fez várias experiências para saber se esses microorganismos eram provenientes da atmosfera ou gerados espontaneamente nos líquidos. Ao final delas, ele descobriu que o líquido permanecia puro e bem conservado por muito mais tempo quando a entrada de micróbios nos recipientes que o continham era impedida. Isto comprovou definitivamente os microorganismos causadores da fermentação não se geravam espontaneamente. Além disto, Pasteur descobriu que, para combatê-los, bastava manter o líquido aquecido a uma certa temperatura por um determinado tempo. Assim surgiu a pasteurização.

A pasteurização atual

 A própria história da primeira pasteurização nos faz concluir que o processo é usado para destruir microorganismos que possam existir em alimentos e causar danos à nossa saúde. Baseia-se no fato de que, mantendo-se o alimento exposto a uma determinada temperatura por um determinado tempo, esses microorganismos são eliminados.

Os avanços da tecnologia e dos conhecimentos científicos têm sido muito importantes na colaboração para o aperfeiçoamento da pasteurização. Graças à soma de todos esses fatores, atualmente é possível transportar leite e outros produtos alimentícios em viagens longas, inclusive de um país para outro, sem que estes se estraguem.

Referências:

  • “Pasteurização” – Wikipedia
  • “Pasteurização – Processamento Térmico” – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – www.ufrgs.br/Alimentus/feira/opconser/opc_pasteur.htm
  • “Louis Pasteur” – Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde, Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Alimentação, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Informação Tags: , , , , , , ,
20/11/2009 - 23:52

A Religião e a Fenomenologia Religiosa

Fiz várias pesquisas para buscar uma definição para a fenomenologia religiosa. Com esta finalidade, parti do princípio de que “fenomenologia” é o estudo dos fenômenos. Portanto, “fenomenologia religiosa” não é um estudo das religiões, mas dos fenômenos relacionados a elas e de seus reflexos sobre o comportamento de cada grupo de pessoas e, ao mesmo tempo, de cada pessoa numa mesma sociedade.

Porém, não considero essa definição como conclusiva, pois as fenomenologias de quaisquer áreas diferem entre si e de conceitos prévios, considerando as origens históricas de cada religião. As fenomenologias devem também considerar as peculiaridades de cada sociedade, cada cultura e cada época.  Isto obriga os estudiosos a classificar os fenômenos associados com tradições religiosas, objetos, rituais, doutrinas e sentimentos. Cada fenomenologista estabelece o que ele considera como a essência dos fenômenos e tenta descrever a influência dessa essência sobre as pessoas.

O pensamento de Gerardus Van der Leew

O antropólogo austríaco Gerardus Van der Leew (1890-1950) foi um dos mais destacados fenomenologistas de sua época. Para ele, o “poder” era, ao mesmo tempo, a origem e a base da essência de toda religião. Segundo Douglas Davies (*), Van der Leew dizia que esse poder se manifesta de várias formas, desde uma simples idéia de um homem numa religião da Melanésia até uma experiência maravilhosa dentro de qualquer religião do mundo.

Esse tipo de fenomenologia é uma tentativa de descrever as várias formas pelas quais as pessoas se conduzem em sua relação pessoal com o “poder”. Neste caso, o sentido de “salvação” vem sobre essas pessoas quando elas possuem ou retêm a fonte desse “poder”.

Douglas Davies ensina que a experiência religiosa individual não pode ser simplesmente observada por uma pessoa. “O fenomenologista pode apenas visualizar as consequências da experiência de um grupo de pessoas ou uma sociedade. O que Davies quer dizer com isto é que o fenomenologista pode descrever o que pode ser visto por um observador externo, mas não pode lidar com as questões da verdade.

A hierofania

Ouvi falar e li muito a respeito de Mircea Eliade durante quase toda a minha vida. Fiz vários trabalhos escolares sobre seus estudos durante quase todo o meu período como estudante. Ainda hoje, quando leio a seu respeito, percebo o quanto esse húngaro nascido em 1907 ainda influencia os estudiosos da história das religiões.

Como Douglas Davies diz, é difícil distinguir entre historiólogos da religião e fenomenologistas de religião porque suas perspectivas são muito semelhantes, e em muitos casos são as mesmas.  Porém, o tipo de fenomenologia utilizado por Mircea Eliade era uma característica exclusivamente dele. Ele tentava descobrir como as religiões de desenvolveram através de suas fases históricas e, ao mesmo tempo, descobrir algo que confirmasse uma relação entre dada uma dessas fases e o que fosse considerado como algo “sagrado”.

Para esta finalidade, Mircea Eliade criou um conceito utilizado ainda hoje que inclui um conjunto de formas pelas quais o “sagrado” se manifesta, incluindo pessoas “sagradas” (santos, profetas, etc.) e lugares “sagrados” (como Meca para os muçulmanos, por ser a cidade onde nasceu o “profeta” Maomé, ou Jerusalém para os cristãos por ser a cidade onde Jesus nasceu e viveu). Esse conceito é conhecido como “hierofania”.

Douglas Davies aponta Jesus como o ponto máximo da hierofania, dizendo que nele o “sagrado” provem de um domínio  que se manifesta como algo que influencia profundamente o mundo ocidental e sua natureza humana. Mircea Eliade dizia que as religiões do mundo ocidental (a pare do mundo onde nós estamos) desenvolveram certas habilidades para diferenciar o “sagrado” do “desdenhoso” ou “não sagrado”.

Douglas Davies informa também que Rudolf Otto, teólogo protestante alemão do século 19,  dizia que a realidade central da verdadeira religião se relaciona com um sentido de natureza inspiradora das origens das experiências religiosas. Lembro-me de um trabalho escolar que fiz sobre Rudolf Ott, quando entendi que ele não considerava a existência de uma “divindade”, mas propunha a existência de um domínio sobrenatural.

Portanto, tanto os historiólogos como os fenomenologistas realizam seus estudos buscando evitar o reducionismo (***) e, ao mesmo tempo, evidenciar a falta da seriedade necessária para a produção de um método apropriado.

(*) Autor de “O Estudo da Religião”, “Mitos e Símbolos” e “Religião dos Gurus: a Fé Sikh.

(**) “Divindade” não é o mesmo que “deus”. Um deus é alguém a quem são atribuídos poderes sobrenaturais supremos. Uma “divindade” é alguém ou algo que supostamente tem o dom de ser um canal de ligação entre as pessoas comuns e Deus ou os deuses. Os santos da Igreja Católica, por exemplo, são “divindades”, os crucifixos, objetos banhados com água benta, etc. Em outras religiões, as “divindades” podem ser pessoas vivas ou mortas, animais, objetos, etc.

(***) Corrente filosófica defende a redução de certos objetos, fenômenos e significados complexos às suas partes mais simples para facilitar explicações.

Referências:

  • “The Study of  Religion” (”O Estudo da Religião”), de Douglas Davies – “The World’s Religion” (”As Religiões do Mundo”) – vários autores – editora: Lion Publishing plc – Hertz, Inglaterra.
  • Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde – Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, História, Informação, Religião Tags: , , , ,
23/11/2009 - 11:03

Informações equivocadas sobre a língua portuguesa

Alguns boatos que se espalham por aí influenciam tanto nos meios sociais que, depois de serem ouvidos e comentados por algum tempo, deixam de ser considerados como mentiras e acabam sendo interpretados como “verdades inconstestáveis”. Isto acontece muito com relação à língua portuguesa.

Várias palavras e um significado

Existem muitas pessoas que afirmam, por exemplo, que o português é o único idioma do mundo no qual se encontram várias palavras com um mesmo significado. Isto não é verdade: o mesmo fenômeno ocorre em vários idiomas. No inglês, por exemplo, existem duas formas de se dizer “embaralhar cartas de baralho”: “muddle up” e “shuffle”.

Outro exemplo: na língua portuguesa, há dois verbos com um significado: “embevecer” e “cativar”. Também em inglês, existem dois verbos com o mesmo significado destes dois: “engross” e “captivate”. Da mesma forma, como em português as palavras “cativo” e “embevecido” significam a mesma coisa, o mesmo ocorre com as palavras inglesas “engrossed” e “captivated”.

Em português, a expressão “apesar de” tem o mesmo significado de “ainda que”, “embora” ou  ”mesmo que”. Para este mesmo significado, existem em espanhol as expressões “aún que”, “aún” e “además de”.

Uma palavra e vários significados

Também ocorre o oposto: dizem que a língua portuguesa é a única que possui uma palavra com muitos significados. Isto também não é verdade. Em inglês, a palavra “way” pode significar “caminho”, “jeito”, “maneira”, “jeito de ser de uma pessoa” ou “escolha”.

Ainda em inglês, a palavra “freeway” pode significar “caminho livre” ou “uma rua com mão dupla”. A palavra “feel” pode significar “sentir”, “perceber”, “notar”, e se eu disser “they had…”, posso estar dizendo “eles tinham…” ou “eles tiveram…”.

A palavra “saudade”

Dizem também que a palavra “saudade”, do idioma português, não tem tradução em outros idiomas. Isto também não corresponde à realidade.

Em espanhol, existem três palavras que significam “saudade”: “saudade” (igual à correspondente em português”), “nostalgia” e “añoranza”.  Em inglês, as palavras “longing” e “yearning” tanto significam “saudade” como “desejo muito forte” ou “vontade intensa”.

Referências:

  • “Dicionário Essencial – Português/Inglês – English/Portuguese” - editor: Adriano Roriz – compiladores: Jhon Whittlam e Lia Correia Raitt – editora Europa – São Paulo, SP
  • “Oxford Advanced Learner’s Dictionary of Current English”  - editor : Jonathan Crowther – Oxford University Press – Oxford, Inglaterra
  • “Dicicionário Acme de La Lengua Española” – editora: Acme Agency – Buenos Aires – Argentina


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Educação, Enem, Informação, Vestibular, linguagem, linguagem Tags: , , ,
24/11/2009 - 09:53

FGV oferece boas oportunidades para você. Aproveite agora!

Em tempos de crise econômica e de desemprego como o que vivemos agora, a possibilidade de fazer um curso de graduação ou capacitação sem ter que pagar por ele, e ainda receber pelo correio todo o material necessário e estudar em casa é uma oportunidade que ninguém pode dispensar. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está oferecendo uma oportunidade excelente para pessoas de qualquer idade e de qualquer nível escolar, que estejam estudando ou não.

Este é um conselho que vale tanto para você, que ainda pretende escolher uma profissão, quanto para você, que já está realizando um curso (de nível superior ou não), e também para você que já está trabalhando, e para você, aposentado que não quer deixar de continuar produzindo algo útil enquanto ainda pode. A FGV está oferecendo vários cursos gratuitos para quem não tem tempo disponível para frequentar aulas pessoalmente e queira estudar em casa. Os cursos são realizados com o apoio do “Open Course Ware Consorcium” (”Consórcio de Cursos Abertos On-Line”), um consórcio internacioanl de instituições de ensino, do qual a FGV é membro. O consórcio oferece conteúdos e materiais didáticos gratuitos via internet.

Cursos oferecidos

A FGV está oferecendo cursos nas áreas de gestão empresarial, metodologia, conhecimentos de diversas áreas e cursos específicos para professores de ensino médio. As cargas horárias variam de acordo com a área escolhida pelo aluno: cinco horas para gestão empresarial, cinco horas para metodologia e 15 horas para conhecimentos diversos. Para os cursos das áreas de filosofia e sociologia (para professores de ensino médio), o período é de 30 horas.

Os tópicos a serem abordados nos cursos de gestão empresarial são “Balanced Scorecard”, Conceitos e Princípios Fundamentais do Direito Tributário, Consultoria em Investimentos Financeiros, Direito do Trabalho – Contratação do Trabalhador, Fundamentos da Gestão de Custos, Gestão de Pessoas – Motivação nas Organizações, Processos de Comunicação e Comunicação Institucional, Estratégia de Empresas –  Introdução à Administração Estratégica, Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Gestão de Marketing, Gestão de Tecnologia da Informação e Técnicas de Gerência de Projetos.

Na área de Metodologia serão abordados a Metodologia de Pesquisa (conhecimento, saber e ciência) e a Metodologia do Ensino Superior (universidade e sociedade).

Os cursos de áreas de conhecimento diversas incluem Ciência e Tecnologia, Ética Empresarial e Recursos Humanos. Os cursos de filosofia e sociologia estão sendo oferecidos EXCLUSIVAMENTE para PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO.

Material didático

Cada aluno inscrito receberá receberá o material didático em casa, através do correio, antes do início do curso. Será composto por um fichário e um CD-rom.

O fichário terá todo o conteúdo teórico do curso e o tutorial da plataforma de ensino à distância. O CD-rom contém o material teórico, vídeos com atividades de sala de aula, tutoriais animados e “plugins” necessários à utilização dos cursos. É importante lembrar aos interessados que não será oferecido material didático para o curso de Acessibilidade  - Conceitos e Fundamentos da Inclusão.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas no site da FGV. Para abri-lo, “clique” sobre o link http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx


Referência: Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Ciências humanas e sociais, Computador, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Cursos, Desemprego, Educação, Emprego, Empresas, Informação, Informática, Internet, Profissional, Profissões, Sociedade, Tecnologia, Utilidade pública, adolescentes, jovens, pais Tags: , , , ,
26/11/2009 - 10:29

A cruz – símbolo da fé cristã, mas também da pena de morte e do terror

Para milhões de católicos em todo o mundo, ela o símbolo de sua fé. Mas, mesmo entre os cristãos e entre muitas culturas antigas e modernas, a cruz também tem sido o símbolo da pena de morte e da intolerância marcada pela violência e pelo terror.

Ku klux KlanA “Cruz Ardente” e o capuz branco em forma de cone: símbolos da Ku Klux Klan, a mais famosa e temida organização criminosa racista dos Estados Unidos.

No vídeo , um trecho do documentário “Jesus, a História Verdadeira – A Missão”, da BBC. Este trecho se refere a lguns fatos que causaram a crucificação de Jesus. Você pode assistir ao documentário completo no site www.youtube.com/user/leonardomqueiroz.

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Sempre que se aproximam datas como o Natal ou a Semana Santa, as emissoras de televisão exibem dezenas de filmes sobre a vida de Jesus, e muitas reportagens e artigos sobre ele são publicados em jornais e revistas. No entanto, poucas são as publicações dedicadas exclusivamente a um dos principais símbolos do cristianismo: a cruz.

K Klux Klan

No desenho no cartaz do filme “Nascimento de Uma Nação”, um cavaleiro da Ku Klux Klan ergue a cruz em chamas, ou “Cruz Ardente” (detalhe: o cavalo é negro, e isto certamente não é mera coincidência). Ilustração da Wikipedia


Os “Cruzados” e o “Clã do Anel”

Se para muitos a cruz representa uma mensagem de renovação de esperanças, por outro lado ela é usada como um símbolo da arrogância, da intolerância, do preconceito racial, do preconceito religioso, etc. Durante muito anos, na Idade Média, a Igreja Católica ordenou severos ataques contra todos os povos não católicos, na tentativa de obrigá-los a serem fiéis à igreja. Por ordem do papa, cavaleiros conhecidos como “cruzados” (ver ilustração abaixo, de Larouse, de 1922) tinham autorização para matar qualquer pessoa que se opusesse às determinações da igreja. Eles realizaram várias incursões por toda a Europa, levando o símbolo da cruz, golpeando com suas espadas qualquer pessoa que tentasse detê-los.  200px-Croisés

Atualmente, existem nos Estados Unidos grupos ligados a uma organização criminosa que se auto-denomina como “Ku Klux Klan”. Seus símbolos são a “Cruz Ardente”, o capuz barnco em forma de cone para esconder suas identidades e uma cruz iserida num círculo. Segundo pesquisadores, esse círculo representa um anel como símbolo de união entre os membros e de fidelidade às finalidades da organização. O nome “Ku Klux Klan” é interpretado da seguinte forma: “Ku Klux” é uma derivação da palavra grega “koklos”, que significa “círculo” ou “anel”, e “Klan” é a palavra “clan” (”clã” em inglês) com “K” no lugar do “C”. Portanto, “Ku Klux Klan” significaria “Clã do Anel”.

Existem informações de que essa organização, conhecida também pela sigra “KKK”, foi fundada em 1865 em Pulaski, uma cidade do Estado de Tenessee, no sul dos Estados Unidos, por um grupo de religiosos protestantes que pregavam que a raça branca era superior a todas as outras raças humanas (negros, índios, asiáticos, etc.). Sua fundação se deu, portanto, dois anos depois que o então presidente dos Estados Unidos, decretou a abolição da escravatura, tornando os negros pessoas livres e com os mesmos direitos de todos os cidadãos norte-americanos, em 1863 (mesmo ano em que o presidente foi assassinado pelo ator racista John Wilkes Booth).

O principal objetivo inicial da KKK era impedir, de todas as formas possíveis, a integração social dos negros recém libertados. Com o passar dos anos, seus membros passaram a perseguir e dizimar famílias de negros, índios, descendentes de asiáticos e brancos católicos. A organização foi combatida pelo governo dos Estados Unidos e banida em 1872, mas ressurgiu por volta de 1915. Ainda hoje, ocorrem ações bárbaras praticadas em nome da KKK, principalmente no sul do país, mas, segundo estimativas, seus adeptos são pouco mais de três mil pessoas.

A crucificação como pena de morte

Ainda hoje, entre muitas culturas diferentes e mesmo entre grupos cristãos, as cruz é vista ao mesmo tempo como símbolo de fé religiosa e da pena de morte. Devido a esta dualidade, ela é também usada por movimentos políticos e sociais contra a pena de morte. Ela está presente em peças de teatro, filmes, artigos jornalísticos, e juristas debatem sobre o tema, mas sempre com a presença da cruz como símbolo.

Apesar de Jesus ser o crucificado mais conhecido e mais reverenciado na história da humanidade, muitas foram as vítimas da crucificação antes e depois dele. Centenas de anos antes de Jesus ter nascido, a morte na cruz já era uma penalidade aplicada pelo Império Romano e em muitos países. E tanto em Roma como nos demais reinos havia acaloradas discussões entre os favoráveis e os contrários à crucificação, bem como a todas as outras formas de pena de morte.

Mesmo assim, a crucificação continuou sendo aplicada contra todos os que violassem certas leis ou que, esmo não sendo criminosos, causassem “incômodos” a governantes e pessoas ou grupos que gozassem de certos privilégios sociais. A própria Igreja Católica, que se autoafirmava como a única verdadeira representante de Cristo na Terra, condenou à morte na fogueira em praças públicas muitos cientistas, artistas, e outras pessoas que defendiam os direitos do povo à cultura e ao conhecimento da verdade científica. Assim, durante a Idade Média, a fogueira foi a “crucificação” aplicada pela própria igreja contra pessoas, longe de serem criminosas, mas defendiam os direitos do povo. Entre essas pessoas barbaramente assassinadas por ordem do Vaticano, estavam muitos maçons. A Igreja Católica foi tão hipócrita que condenou a francesa Joana D’Arc à morte na fogueira porque ela defendia a idéia de que as mulheres deveriam ter os mesmos direitos dos homens e depois a “canonizou”, tornando-a “Santa Joana D’Arc”.

A primeira crucificação

Não se sabe quem foi a primeira vítima da cruz, nem a data ou o local exatos da primeira morte na cruz, mas a primeira menção ou ameaça confirmada está na Bíblia. Nos livros de Esdras e de Ester, no Velho Testamento, está registrado que Dario I, rei da Pérsia, disse que crucificaria todos os que ousassem se opor aos seu decreto favorável ao retorno de todos os judeus a Jerusalém (os judeus eram escravos na Pérsia).

Segundo alguns historiólogos, o historiador grego Heródoto – 485(?)-420 a.C. – informou em seus livros que os medos, povo que viveu na Mesopotâmia antes dos persas, sacrificavam prisioneiros de guerras através da crucificação. Heródoto viveu um período em que os gregos eram educados para admirar a beleza acima de tudo, e por isto ele condenava a crucificação por considerá-la algo anti-estético, mas também condenava a crueldade que ela representava.

Mas a a Grécia também adotou a pena de morte na cruz. Isto ocorreu durante o reinado de Alexandre Magno – ou “Alexandre, o Grande” – na Macedônia. Quando ele e seu exército invadiram a cidade de Tiro, na Fenícia, mandou crucificar dois mil habitantes locais como vingança pelos assassinatos de seus embaixadores naquela cidade.

Depois disso, não se teve mais notícias de crucificações como ordens de governantes gregos. Infelizmente, porém, não se pode dizer o mesmo em relação a outras civilizações. Durante anos a penalidade foi praticada em Cartago, no Egito, na Líbia, em várias regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo, e finalmente chegou em Roma. Inicialmente muitos dos próprios romanos a consideravam uma barbaridade, mas logo o Império Romano a adotou contra pessoas acusadas como desertores, escravos rebeldes, traidores e pessoas que ousassem divulgar qualquer idéia ou opinião contra a religião romana.

O crucificado mais famoso

A história das crucificações é muito longa. Para narrá-la toda, seria necessário um site ou blog só para essa finalidade.  Portanto, passemos imediatamente à história da crucificação mais famosa.

Mesmo entre os judeus, muitos anos antes do nascimento de Jesus, a crucificação para punir “traidores” e “infiéis” já existia, mas isto não significava que a maioria deles a aprovava. Ela foi aplicada durante o reinado de Alexandre Janeu na Judéia, e por isto esse rei foi hostilizado por muitos judeus. Eles consideravam que a adoção da morte na cruz contradizia a Lei Mosaica (*), coisa que um judeu jamais poderia admitir.

Existem informações de que a Lei Mosaica só admitia a pena de morte por apedrejamento, decapitação ou apedrejamento, mas não por crucificação. De qualquer forma, parece-me contraditório acreditar que tal lei proveniesse de um  Deus que é todo-poderoso e extremamente benevolente.

Entre os judeus que defendiam a Lei Mosaica estavam os fariseus, uma classe de elevada condição social e política – e, ao mesmo tempo, um partido político. Alexandre Janeu só não implantou o suplício na cruz por causa da forte influência dos fariseus. Somente delitos muitos graves eram punidos com a pena de morte, e ainda assim o tipo de penalidade teria que ser decidido pelo Sinédrio, um tribunal composto por 71 juízes. Mas isto não era suficiente: o réu só seria condenado se houvesse aprovação de todos os 71 membros do Sinédrio.

Porém, depois do fim do reinado de Alexandre Janeu, essa tradição tão arraigada entre os judeus não foi levada adiante por outros reis da Judéia. Herodes, o Grande, em cujo reinado Jesus nasceu, não foi obediente à Lei Moisaica, mas também não adotou a crucificação. Depois da morte de Herodes, toda a Judéia se rebelou contra seus descendentes. Nos anos 6, 5 e 4 a.C. (**), o representante do Império Romano na província da Síria, Públio Quintílio Varo, encarregado de promover a paz na região, invadiu a Judéia com quatro legiões que dominaram os focos da rebeldia e puniram os rebeldes com mortes em cruzes. A história confirma que pelo menos dois mil judeus foram crucificados.

Quando PÕncio Pilatos era procurador do Império Romano na Judéia, cargo que ele ocupou de 26 d.C. a 36 d.C., a revolta dos judeus contra Roma estava no seu auge. As ações de Pilatos para combatê-la foram tão violentas que até mesmo o então representante do Império Romano na Síria, Lúcio Vitélio, o obrigou a ir a Roma para prestar conta de seus atos perante o imperador Tibério Graco.

Por essa ocasião, Jesus tinha pouco mais de 20 anos de idade. Considerado como o “messias” prometido por Deus segundo uma antiga “profecia” existente entre os judeus desde antes de seu nascimento, e tido como o próprio “Filho de Deus”, ele liderava um movimento contra a tirania romana, mas falava de paz, não de guerra. Isto causava descontentamento entre muitos dos próprios judeus rebeldes, que defendia a realização de uma ação militar contra Roma. Por outro lado, isto causava também preocupação ao governo de Roma: o fato de Jesus pregar o amor ao próximo – mesmo que esse “próximo” fosse o pior inimigo – poderia incitar ainda mais os judeus mais revoltados.

Pelas mesmas razões, se Jesus era visto pelos romanos como uma ameaça ao Império Romano, ele também interpretado pelos próprios líderes judaicos como uma ameaça à sua condição de pessoas que gozavam de poder e privilégios que lhes eram concedidos pelo império Romano – em troca de certos “favores”, é claro. Não tardou, portanto, para que Jesus fosse “julgado” e condenado à morte na cruz. “Julgado” entre aspas porque seu destino já estava definido pelos juízes.

Até mesmo o próprio Pôncio Pilatos considerava a morte na cruz uma penalidade tão bárbara que ele mesmo tentou, por diversas vezes, salvar Jesus dessa punição. Chegou a oferecer Barrabás, um ladrão e assassino que já cumpria pena numa prisão, para ser crucificado em seu lugar, mas a maioria dos judeus, influenciada por seus próprios juízes, não concordou. O resto dessa história, a maioria de vocês já conhece.

(*) “Lei Mosaica” ou “Os Dez Mandamentos” – a lei que, segundo as tradições judaico-cristãs, foi entregue a Moisés pelo próprio Deus no monte Sinai. As palavras “mosaico” e “mosaica” provêm do nome de Moisés.

(**) “a.C.” (”antes de Cristo”). Isto aconteceu depois que Jesus já havia nascido, mas há alguns anos descobriu-se um erro de cálculo quanto ao ano de seu nascimento, que resultou numa diferença de seis anos. Para não haver maiores confusões quanto a datas históricas, decidiu-se manter os calendários historicamente dividos com o erro. Deve-se considerar também que os anos decorridos antes do ano 1 d.C. (depois de Cristo) são contados em ordem decrescente, e que “depois de Cristo” significa ” depois do nascimento de Jesus” e não depois de sua morte. Desta forma, Jesus teria nascido no ano 6 a.C. e completado dois anos de idade no ano 4 a.C., e assim por diante.

Referêrencias:

  • “O livro de Esdras”  e “O Livro de Ester” (Antigo Testamento) e “O Evangelho Segundo João” e “O Evangelho Segundo Mateus” (Novo Testamento) – Bíblia – Editora Sociedade Bíblica do Brasil – Rio de Janeiro, RJ
  • “O Evangelho Segundo João”
  • “A Cruz Antes e Depois de Cristo” – Enciclopédia Conhecer, vol. IV – Editora Abril – São Paulo, SP
  • “Jesus”, de Richard France , e “Chosen People: Judaism” (”O Povo Escolhido: Judaísmo”), de David Harley – “The World’Religion” – editora: Lion Publishing plc  - Hertz, Inglaterra.



Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Cultura, História, Informação, Religião, Vida Tags: , , , , , , , , , , ,
28/11/2009 - 00:24

Psicanálise – a análise do inconsciente e do consciente

O livro “O Sujeito e Seu Texto – Psicanálise, Arte e Filosofia”, da psicanalista Teresa Palazzo Nazar, do Rio de Janeiro, será lançado em cerimônia na Biblioteca Pública do Espírito Santo, em Vitória, no próximo dia 4.

A psicanálise é um processo que atribui certos distúrbios mentai a experiências emocionais vividas pelo paciente há anos (na infância) ou num passado mais ressente. O psicanalista utiliza métodos de invetigação para determinar a influência dessas experiências na condição mental do paciente e dar-lhe orientações para o tratamento psicoterápico. Em resumo, seu ob jetivo é tratar os problemas ou desordens traçando uma conecção entre fatos passados e comportamentos recentes e sentimentos atuais do paciente.

O “Pai da Psicanálise”

Os primeiros processos de psicanálsie de que se tem confirmação foram realizados pelo médico neurologia austríaco Sigmund Frëud. Por isto ele é considerado o “Pai da Psicanlise”. O primeiro ocorreu em 1882, quando Frëud, recém formado, trabalhava numa clínica psiquiátrica em seu país. O segundo foi realizado por ele em 1885 em Paris, França.

Naquela ocasião, Frëud acreditava que os problemas psíquicos de seus pacientes eram provenientes de desejos reprimidos. O neurologista austríaco acreditava também que muitos desses desejos eram reprimidos por razões culturais próprias da época.

A psicanálise atual

É claro que os procesos psicanalíticos tiveram muitas modificações com o passar dos anos. Porém, o método básico continua sendo o manejo da transferência e da resistência em análise. O analista solicita ao paciente que se posicione de maneira que se sinta bem confortável e lhe conte todos os seus desejos, sonhos, angústias, fantasias e experiências vividas que conseguir lembrar. O analista procura escutar todo o relato tentando transparecer uma taitude neutra para que o analisado se sinta seguro.

O conceito freudiano do inconsciente

O conceito do inconsciente, criado por Frëud, propõe uma “realidade psíquica” como característica de processos inconscientes. Essa proposta é vista por alguns estudiosos como uma oposição à opinião do médico, psicólogo e filosofo alemão Wilhelm Maximilian Wundt, de que a psicologia era uma ciência que estudava a consciência por uma perspectiva neurológica.

Atualmente muitos psicanalistas dizem que não é possível abordar o inconsciente diretamente, por ser possível reconhecê-lo somente por meio de atos falhos, sonhos e certos sintomas físicos. Eles afirmam que o inconsciente introduz uma obscuridade na dimensão da consciência. Com isto, eles querem dizer que a consciênca atua como receptora de todo o conjunto de significados provenientes do inconsciente, não como um fenômeno capaz de instituir esses significados.

Referências:

  • “Oxford Advanced Learner’s Dictionary of Current English” – editora: Oxford Universty Press – Oxford, Inglaterra
  • Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP)

 

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Informação Tags: , ,
30/11/2009 - 07:31

Novo golpe contra quem faz pagamentos com cartões de crédito

Quadrilhas estão agindo em postos de gasolina, danceterias, supermercados, e até mesmo nas lojas menos suspeitas que você possa imaginar, lesando consumidores que fazem seus pagamentos com cartões de crédito. O golpe consiste no seguinte:

Num posto de abastecimento de veículos, depois do veículo ter sido abastecido com gasolina ou álcool, o frentista pergunta como será feito o pagamento, ou o consumidor lhe diz, mesmo antes de ser perguntado. Se o consumidor informar que o pagamento será feito com cartão de crédito, o frentista finge ser gentil e traz aquele aparelho popularmente conhecido como “maquinhina de cartão”. Quando ele pede para o consumidor digitar a senha, tapa o visor do aparelho com as pontas dos dedos – e o consumidor raramente presta atenção a esse detalhe. O consumidor digita a senha, e pronto: está dado o golpe.

Aconteceu em Campo Grande (MS) e, segundo autoridades policiais de lá, tem ocorrido em várias cidades brasileiras. No caso de Campo Grande, o fato foi descoberto por acaso. O consumidor errou ao digitar a senha, o frentista lhe informou que faltou um dígito. Ao repetir a operação, o consumidor percebeu que o frentista tapou o visor com os dedos e, no lugar do valor da compra, apareceram os dígitos da senha. Desta forma, o frentista tinha à sua disposição o número do cartão, que fica gravado na bobina da “maquininha”, e a senha, que ele anotava.

O dono do veículo denunciou o caso à polícia local. O frentista foi detido e, na delegacia, confessou que fazia parte de uma quadrilha que faz clonagem de cartões de crédito. Na delegacia, o frentista disse que recebia R$ 420,00 por semana pela atuação. Ele contou que, toda semana, um rapaz chegava ao posto numa motocicleta, entregava-lhe os R$ 420,00 em dinheiro e levava o número do cartão e a senha, que eram repassados a uma quadrilha especializada em clonagem de cartões. Depois do golpe, membros da quadrilha fazem compras à vontade, com o cartão clonado com qualquer nome, e as despesas caem na conta do titular do cartão original.

Casos como este não estão ocorrendo somente nos postos de combustíveis. Segundo policiais, ocorrem também em danceterias, barezinhos, e até mesmo mercearias, supermercados e lojas aparentemente fora de suspeitas. Os estabelecimentos comerciais não fazem parte do golpe, o problema é que alguns de seus funcionários são desonestos. E, como eu já disse no início do texto, estão ocorrendo em várias cidades brasileiras, com certeza na sua também.


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Cultura, crime Tags:
01/12/2009 - 22:29

Ufologia e Contatos Imediatos


No vídeo: na reportagem do “Câmera Record” que foi ao ar pela Rede Record em 28 de agosto de 2008, o repoter comete dois erros:
1) Informou que para muitas pessoas, “Ovnis” são naves espacais extraterrestres, mas não deu a informação correta: são apenas objetos voadores NÃO IDENTIFICADOS, podendo ser extraterrestres ou não.  
2) Ao mencionar o filme “Sinais”, deveria informar que, embora seja uma obra de ficção, o filme foi baseado em casos ocorridos na Inglaterra e em outros países europeus, e muito debatido na época, inclsuive em emissoras de televisão do Brasil.

Muitas pessoas dizem que a ufologia é o estudo de naves provenientes de outros planetas, especialmente as mais conhecidas como “discos voadores”. Na verdade este não é o conceito correto. “Ufologia” é um nome proveniente da sigla “Ufo”, do nome em inglês, “Unidentified flying object” (”Objeto voador não identificado”). Existe em português a sigla “Ovni”, de modo que o estudo poderia ser conhecido no Brasil e em outros países de língua portuguesa como “Ovnilogia”. Porém, usa-se “Ufologia” como tradução para “Ufology” por ser este o nome mundialmente mais conhecido.

Também há pessoas que imaginam que a ufologia seja uma ciência que estuda os extraterrestres. Na verdade, a ciência que tem essa finalidade é a “exobiologia”, cujo nome provém de três palavras gregas: “exos” (”fora”, “externo”), “bios” (”vida”) e “logos” (”estudo”). Assim, a exobiologia é o estudo da existência de seres vivos, dotados de raciocínio ou não, além da Terra.  A confusão ocorre porque as duas ciências estão muito relacionadas entre si: com a comprovação de que um objeto voador em estudo vem de outro planeta e se trata de algo produzido e manipulado por uma tecnologia, virá a confirmação da existência de seres vivos dotados de razão em outras regiões do universo.

Os “CE” – “Contatos Imediatos”

O filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, dirigido por Steven Spielberg, foi um dos maiores sucessos de bilheteria dos anos 1970. Produzido em 1977, contava a história de um menino, um homem e uma mulher que tiveram um “CE-3″ – isto é, um contato imediato de terceiro grau. O filme teve o apoio científico e a participação de um dos mais famosos astrofísicos dos Estados Unidos, Joseph Allen Hineck.

Hineck foi contratado pelo governo dos Estados Unidos para liderar o “Projeto Livro Azul”, um programa do governo norte-americano que reunia cientistas com o objetivo de convencer que os fatos a respeito de naves e seres de outros planetas testemunhados por muitas pessoas em todo o país não eram verdadeiras, eram simples enganos ou fraudes.

No entanto, o próprio astrofísico passou a ser um dos maiores defensores da afirmação de que muitos dos casos narrados eram reais, porque, segundo ele mesmo, após muitas pesquisas profundas, concluiu que a maioria dos casos estudados era composta de enganos cometidos pelas testemunhas e fraudes. Porém, o que mais chamou sua atenção foi a minoria: eram, para ele, casos que tinham todas as evidências como verdadeiros.

Joseph Allen Hineck classificou os casos como CE-1, CE-2 e CE-3. A sigla “CE” significa “Clouse Enconter” (”Contato Imediato” em inglês. “CE-1″ é “contato imediato de primeiro grau”. Os outros dois são, respectivamente, de segundo e terceiro graus. Atualmente já são considerados também os “CE-4″, “CE-5″, “CE-6″ e “CE-7″.

Richard F. Haines é doutor em psicologia e fisiologia experimentais pela Universidade de Michigan , Estados Unidos. Duarnte 28 anos ele integrou uma equipe de cientistas da Divisão de Pesquisa sobre Ciência da Vida, da Nasa – National Aerial and Space Administration (”Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço”). Foi também chefe do Escritório de Fatores Humano-Espaciais na cidade de Ames, no estado de Iowa, professor de psicologia da Universidade de San José e cientista- chefe do Instituto de Pesquisas de Ciência da Computação. Foi também responsável pela pesquisa avançada e pelo desenvolvimento de aparelhos de multimídia e de telecomunicação para a ISS – “International Space Station” (”Estação Espacial Internacional”), em cujo projeto o Brasil também participou. É autor de muitos livros e artigos científicos e com informações técnicas da Nasa e de quatro livros sobre “Ufos” (ou “Ovnis”).

Meu primeiro contato com Richard Haines se deu através de correspondência pelo correio, no início dos anos 1980. Depois disso, voltamos a nos comunicar outras vezes, e n uma dessas ocasiões ele me enviou como presente um de sues livros, “Advanced Aerial Devices During the Korean War” (”Objetos Aéreos Avançados Durante a Guerra da Coréia”). Neste livro ele relatava seus estudos a respeito de aparecimentos de Ovnis na Coréia, na guerra dos anos 1950, com base em depoimentos de pilotos de aviões e soldados que participaram dos combates.

Mais tarde, Haines me enviou um documento com o título “CE-5 – Clouse Encounters of The Fifth Kind” (”CE-5 – Contatos Imediatos de Quinto Grau”). Numa carta que me enviou em anexo, ele me explicou como são classificados os contatos.

CE-1 – contato imediato de primeiro grau: ocorre quando a(s) testemunha(s) apenas vê(em) – ou fotografa(m), etc. – o “ovni” voando.

CE-2 – contato imediato de segundo grau: a(s) testemunha(s) assiste(m) ao pouso da nave.

CE-3 – contato imediato de terceiro grau: o(s) ocupante(s) da nave tenta(m) estabelecer uma comunicação com a(s) testemunha(s) e é (ou são) correspondido(s).

CE-4 – contato imediato de quarto grau: a(s) testemunha(s) tenta(m) iniciar uma comunicação com os “visitantes” e é (ou são) correspondida(s).

CE-5 – contato imediato de quinto grau: a(s) testemunha(s) entra(m) na nave após ser(em) convidada(s) pelos “ETs” ou quando eles a(s) obrigam a entrar. Na maioria dos casos as testemunhas são gentilmente convidadas.

CE-6 – contato imediato de sexto grau: a(s) testemunha(s) é (ou são) levada(s) a um rápido passeio pelo espaço, mas depois é (ou são) trazida(s) de volta para o mesmo local onde se deu o encontro. Nestes casos, há ocasiões em que as testemunhas são submetidas a experiências científicas, geralmente dolorosas. Mas há também casos em que pessoas com doenças aparentemente incuráveis ou com deficiências físicas são devolvidas sem esses problemas.

CE-7 – contato imediato de sétimo grau: a(s) testemunha(s) é levada para o espaço e não retorna.

Os números falam por si

Existem civilizações em outros planetas? É possível que representantes de algumas dessas civilizações já tenham chegado à Terra?

Sinceramente, creio que os números dos cálculos matemáticos associados à astronomia falam por si. A nossa galáxia, a Via Láctea, tem mais de 100 bilhões de estrelas já conhecidas e catalogadas pelos astrônomos. O Telescópio Espacial Hubble já revelou que muitas dessas estrelas têm planetas se movimento em seu redor, como o nosso Sol. Os próprios astrônomos consideram que é grande a possibilidade de que muitos desses planetas tenham condições semelhantes às da Terra, que favoreçam a existência de vida, inclusive inteligente. Existem no Universo pelo menos alguns milhões de outras galáxias, muitas delas bem maiores do que a Via Láctea.

A partir da década de 1970, os astrônomos descobriram a existência de “quasars” há mais de 70 bilhões de anos-luz da Terra. Um ano-luz é a distância que a luz, à velocidade constante de de 300 mil quilômetros por segundo, atravessa no espaço enquanto se passa um ano na Terra. Isto significa que, antes de ser percebida pelos astrônomos, a luz proveniente dos “quasares” viajou pelo espaço durante mais de 70 bilhões de anos. Significa também, portanto, que o próprio Universo começou a se expandir há mais de 70 bilhões de anos. Todo esse tempo foi mais do que suficiente para muitas civilizações surgirem milhões de anos antes do nosso planeta existir, se desenvolverem e se exterminarem. Porém, as que ainda existem devem ser tão antigas que seus atuais descendentes provavelmente chegaram a um conhecimento científico e a um nível de tecnologia avançada os quais nós, terrestres, nem sequer conseguimos ainda imaginar. Se não acreditarmos pelo menos na possibilidade disso acontecer, estaremos afirmando que todo esse imenso Universo criado por Deus é um imenso desperdício. E, cá entre nós: sabemos que Deus não desperdiça coisa alguma.

Referências:

  • “CE-5 – Clouse Encounters of The Firsth Kind”, de Ricahrd F. Haines – editora: Sourcebooks – Naperville, Ilinois – EUA
  • Revista “Astronomy Now” – edição de abril de 1997 -editora:  Intra Press - Inglaterra.

 

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Conhecimento, Informação, Polêmica, Tecnologia Tags: , , , , , , , ,
03/12/2009 - 18:20

Relações entre a ética e a sociologia


No vídeo, o professor Lunáuci Girardi Júnior fala sobre a ética na internet. 
____________ 

Poderíamos dizer simplesmente que a ética é um conjunto de normas que norteiam a conduta humana e que a sociologia é uma ciência dedicada ao estudo das relações entre pessoas nun grupo social ou entre grupos sociais. Esses conceitos não estão errados, mas estão incompletos.

A palavra “ética” tem sua origem na palavra grega “ethos”, que significa “caráter”, “maneira de ser ou de se comportar”, vindo daí a expressão “comportamento ético”. Na filosofia, a palavra “ethos” costuma ser relacionada à palavra “mos”, do latim, que significa “costume” e cuja forma plural é “mores”, que deu origem, na língua portuguesa, à palavra “moral”. “Moral” é o conjunto de regras e princípios que devem ser adotados por cada pessoa para direcionar seu comportamento em relação à sociedade em que vive.

No entanto, a ética não deve ser considerada como uma lei, embora tida lei seja baseada em princípios éticos. A lei é uma norma ou um conjunto de normas jurídicas estabelecidas por autoridades, com punições previstas para as pessoas que não a obedecerem. A ética não determina punições, apenas fornece orientações sobre comportamentos adequados.

Os códigos de ética

Na minha opinião deveria haver apenas um único código de ética: o dos cidadãos. Porém atualmente existem muitas profissões com códigos de ética específicos. Um código de ética é um conjunto de regras de comportamento obrigatórias, derivadas da ética e incorporadas à lei pública.

Nestes casos os princípios éticos assumem força de lei e a desobediência a eles pode resultar em punições estabelecidas segundo cada categoria profissional. Entre as penalidades previstas, pode ocorrer  até mesmo a suspensão do direito de exercício da profissão.

A sociologia

A sociologia é uma ciência social dedicada ao estudo do comportamento de cada pessoa ou cada família em relação ao meio em que vivem e aos processos que visam a formação de grupos, associações, etc. Enquanto o psicólogo costuma estudar cada indivíduo isoladamente, o sociólogo estabelece metodologias para identificar fenômenos sociais e explicá-los através da análise das relações de interdependência entre as pessoas de um mesmo grupo (família, instituições, etc.) e entre grupos diferentes.

Os resultados dessas pesquisas abrangem todas as áreas do convívio humano, incluindo as relações entre membros de uma família, alunos de uma escola, funcionários de uma empresa ou instituição pública, colegas de uma mesma profissão, etc. Portanto, a sociologia é altamente importante para o papel da política na sociedade, para nortear comportamentos religiosos e para os diferentes graus de conquista do conhecimento em todas as áreas científicas.

Conclusão

Todas essas razões são mais do que suficientes para percebermos a grande necessidade de compreendermos as relações existentes entre a ética e a sociologia. A falta de uma disciplina ética e moral sobre uma pessoa ou um grupo de pessoas coloca em risco toda a sociedade e torna inútil o trabalho dos sociólogos – ou de qualquer outro cientista social. Isto obriga a sociologia e a ética a se unirem em prol de um bem coletivo e em benefício de cada pessoa.

A ética deve ser atuante de forma que uma pessoa não seja apenas boa, mas importante para a sociedade, e de forma que a sociedade também seja importante para ela. Porém, é preciso que cada pessoa tenha a coragem de admitir suas falhas e ser humilde em quaisquer circunstâncias.

Referências:

  • “The Development of Religion” (”O Desenvolvimento da Religião”), de Douglas Davies, em “The World’s Religions” (”Religiões do Mundo”) – Lions Handbook – Herts, Inglaterra
  • “Almanaque Mundial” – Editora Lisa – Rio de Janeiro, RJ
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Ciências humanas e sociais, Conhecimento, Cultura, Filosofia, Sociedade, Vida, família Tags: , , , , , ,
04/12/2009 - 19:24

Jesus – uma polêmica de mais de dois mil anos

Jesus

No quadro de El Greco, “Jesus con la Cruz a la Cuesta” (”Jesus com a Cruz à Costa”), um “Jesus” com aspecto físico bem europeu.

Muitos dizem que ele era o “Filho Unigênito de Deus”. Outros o vêm como um grande ativista político. A verdade é que, depois de mais de 2 mil anos desde sua morte, ele ainda influencia fortemente a religião que tem o maior número de adeptos no mundo e continua sendo o homem mais admirado e o principal motivo de muitas discussões.

________

Sempre que o Natal se aproxima, as emissoras de televisão exibem dezenas de filmes religiosos, especialmente sobre a vida de Jesus. Geralmente são filmes que se repetem todo ano, também na Semana Santa. E jornais e revistas publicam vários artigos sobre ele. Sempre que isto acontece, os comentários entre líderes de igrejas e seus seguidores surgem como respostas inevitáveis, para elogiar tais publicações ou para rechaçá-las veementemente.

É difícil falar sobre Jesus sem o risco de causar grandes polêmicas. No entanto, para fazer análises sobre ele, é preciso ter o cuidado de não observá-lo apenas pelo que diz a Bíblia. É preciso deixarmos de lado profundos ímpetos e religiosos e tentarmos observar o Jesus como “Filho de Deus” observando, ao mesmo tempo, o Jesus como ser humano. Talvez seja necessário perguntarmos como Jesus é visto pelos líderes de religiões não cristãs.

O Evangelho segundo o Dalai Lama

A prestigiada revista norte-americana “Newsweek”, em sua edição de 27 de março de 2000, publicou uma matéria jornalística bem extensa sobre esse tema. A matéria, com o título “The Other Jesus” (”Os Outros Jesus”), incluiu entrevistas com o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama.

Na entrevista sob o título “The Karma of the Gospel” (”O Karma do Evangelho”), o líder do lamaísmo – ou “budismo tibetano –  revelou que, ao fazer profundos estudos sobre o Novo Testamento (a parte da Bíblia cristã referente à história da vida de Jesus e a seus ensinamentos), encontrou vários aspectos comuns entre os ensinamentos cristãos e as tradições budistas.

“Karma” é uma palavra do idioma sânscrito que significa “trabalho” ou “ação”. Para os budistas, toda ação tem consequências inevitáveis que se voltam contra ou a favor de quem a praticou. Obviamente, “contra” se for uma má ação, “a favor” se for boa. Desta forma, o “karma” é interpretado como uma espécie de código de ética baseado em causas e efeitos. Realmente os ensinamentos cristãos nos dizem que o que acontece conosco é consequência do que fizemos ou deixamos de fazer em algum momento anterior na vida.

O Dalai Lama explicou também como os budistas interpretam o fenômeno da transfiguração. Segundo ele, no budismo, quando um praticante chega a um alto grau de realização em sua evolução espiritual, a transformação pode se manifestar no plano físico da mesma forma como no espiritual.  Uma tradição budista conta que, um dia, quando discípulos de Buda notaram uma mudança física em suas próprias aparências, perceberam uma radiação que brilhava em volta de seus corpos. “Então”, conta o Dalai Lama, “um dos discípulos perguntou a Buda: ‘Eu vejo estas mudanças também em ti. Por que elas acontecem?’” O Dalai não continuou a história. Interrompeu-a neste ponto, como se quisesse nos dizer que Buda não respondeu porque notou que o próprio discípulo encontro a resposta na própria pergunta. “Encontrei uma semelhança entre esta parábola e aquela que se encontra no Evangelho, sobre a ‘transfiguração’, quando pessoas se surpreenderam com um repentino brilho na face de Jesus”, explicou o líder tibetano.

Ao falar sobre a fé, o Dalai Lama explicou que o budismo admite três tipos. O primeiro tipo é a fé na forma de admiração que se observa através de uma pessoa particular ou de um estado particular de ser. O segundo é a fé aspirada, na qual o budista aspira por aquele estado de ser. O terceiro tipo é a fé simplesmente por convicção. “Todos esses tipos de fé são explicados da mesma forma no contexto cristão”, disse o Dalai Lama. “Um cristão praticante pode ter tanto uma devoção quanto uma admiração muito forte por Jesus lendo o Evangelho. Esta é a primeira etapa da fé: pela admiração e pela devoção. Em seguida, como o cristão relaciona a admiração com a fé, isto facilita a progressão para a segunda etapa, que é a fé pela aspiração. A tradição budista nos ensina que podemos chegar ao mesmo nível de Buda. No contexto cristão, não se pode usar a mesma linguagem, mas pode-se dizer que o cristão aspira obter a plena perfeição da natureza divina, que é a união com Deus. Neste caso os cristãos desenvolvem um senso de aspiração que pode levar ao terceiro nível da fé, uma convicção de que é possível chegar a um perfeito estado de ser.

Jesus como líder judeu

A mesma matéria publicada na “Newsweek” lembra que os Evangelhos revelam Jesus como um judeu em sua alto-evidência. Mas diz também que antes do século I d.C. (o primeiro século depois de Cristo), a fé em Jesus como o Senhor e Salvador universal fez decair sua identificação como um profeta judeu e operador de maravilhas, e que em toda a história do mundo ocidental, imagens de Jesus foram pintadas como um homem com aspectos de grego, romano e até alemão, apesar da histórica perseguição e aos judeus que se tornaram vítimas das piores crueldades praticadas na Alemanha pelos nazistas durante os anos 1930.

Em seu artigo publicado no livro “The Word’s Religions” (”Religões do Mundo”), Richard France, ex-chefe do Departamento de Estudos Bíblicos da Faculdade Bíblica de Londres, diz que o cristianismo é fundamentado na crença em Jesus como filho de Deus e a única alto-revelação de Deus ao homem. Mas esse mesmo Jesus é também interpretado como uma figura histórica real, um homem que iniciou sua vida proveniente de uma família de insignificante estado social e cujo nome em poucos anos se tornou conhecido em todas as regiões dominadas pelo Império Romano, sob cujo governo ele nasceu, viveu e morreu.

O detalhe que mais me chamou a atenção no artigo de France foi o que ele mesmo chama de “oposição” no mais  absoluto sentido político. Ele diz que enquanto Jesus foi, pelo menos no início, popular entre as pessoas mais pobres, ao mesmo tempo ele era visto como um forte opositor pelas autoridades judaicas, que não viam com bons olhos sua capacidade de liderança e de convencimento entre o povo. Ou seja, viam em Jesus, mais do que um líder religioso, um poderoso líder político oposicionista que se alto-proclamava o “messias”, o salvador prometido por Deus e, mais do que isto, o próprio “Filho de Deus” ao qual se referia uma profecia milenar.

Mais adiante, Richard France, mesmo sendo um teólogo, deixa clara sua impressão de que Jesus causou grande decepção entre os judeus mais exaltados contra o Império Romano quando ele, esperado por milhares de pessoas em Jerusalém,  entrou na cidade montando um jumento. Seus seguidores esperavam por um líder que os levasse a uma ação militar, ou seja, uma guerra propriamente dita contra os romanos, e que por isto deveria entra na cidade montando um belo e vigoroso cavalo adequado para batalhas. No entanto, viram seu esperado líder sentado sobre o lombo de um pacífico jumento. Com isto cresceram contra ele as manifestações das próprias autoridades judaicas e de muitos de seus já a partir daí  ex-seguidores.

Portanto, não é de se estranhar que, durante o julgamento, quando o representante de Roma em Jerusalém, Pôncio Pilatos, perguntou à multidão quem, entre Jesus e um criminoso chamado Barrabás, deveria ser crucificado, a maioria não teve dúvidas em responder: “Jesus”. E quando ele perguntou quem deveria ser libertado, a maioria disse: “Barrabás!”

Um “Filho de Deus” que cumpriu sua missão na forma como tinha que cumprir? Um líder político que decepcionou seus seguidores? O fato de ele ter sido qualquer das duas coisas o impediria de ter sido a outra?

Que cada um responda a estas perguntas como preferir. O importante é a certeza de que ele foi fundamental para a história da humanidade, ao mostrar que é possível manter milhões de pessoas unidas por um ideal: o direito à liberdade.

Neste caso, respeitemos a maior de todas as vontades de Jesus: o direito à liberdade. Inclusive o direito à liberdade de todas as pessoas expressarem suas opiniões sobre ele como desejarem, mas obviamente dentro de todas as formas de respeito a ele e a cada pessoa.

Feliz Natal para todos!

Referências:

  • A Bíblia Sagrada – publicada em português pela Sociedade Bíblica Brasileira – Rio de Janeiro, RJ
  • “Jesus”, de Richard France, no livro “The World’s Religion” (”Religiões do Mundo”), de vários autores – editora: Lion Handbooks – Herts, Inglaterra
  • “The Other Jesus” (”Os Outros Jesus”), na revista “Newsweek”, edição de 27 de março de 2000.
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Conhecimento, Informação, Polêmica, Política, Religião Tags: , , , , ,
07/12/2009 - 15:30

A História de uma Noite Feliz – Como surgiu a canção de Natal mais conhecida do mundo!


No vídeo, o cantor norte-americano David Archuleta intepreta a versão em inglês, “Silent Night”.

“Noite Feliz” é o título pelo qual a canção é conhecida em sua versão em português no Brasil, mas a tradução correta é “Noite Silenciosa! Noite Sagrada!”

Aquele era o início de novembro de 1818. Na pequena vila de Oberdorg, nos Alpes Austríacos, havia uma igreja católica cujo pároco era um jovem de 26 anos de idade, Joseph Morh. Ele estava muito preocupado porque o órgão da igreja estava com defeito, e provavelmente não poderia ser consertado até a noite do Natal. O jovem padre não conseguia aceitar a idéia de realizar a missa da véspera de Natal sem uma canção natalina, que ele mesmo tocava e cantava todo ano. E aquele órgão era o único instrumento musical existente em Oberdorg.

O padre Joseph já havia ido várias vezes a outras vilas e cidades próximas para encontrar alguém que pudesse consertar o instrumento, mas suas viagens foram em vão. Até o dia 23 de dezembro, nada de novo havia ocorrido. Mas Joseph não desanimou. Lembrou que seu pai tinha um violão, o qual o próprio Joseph aprendera a tocar desde quando era criança.

Na manhã daquele mesmo dia, Joseph foi à casa de seu pai e solicitou o violão emprestado. O pai lhe concedeu o instrumento, que já estava um tanto velho, mas ainda em bom estado. No entanto, surgiu um novo problema: ele só conhecia canções de Natal adequadas para ser acompanhadas por um órgão. Agora, precisava de uma que fosse adequada para violão.

Não tardou para descobrir que ninguém na vila conhecia uma canção assim. Então, era preciso criar uma. Mas como? Onde buscar a inspiração?

A”inspiração” veio como uma obra do destino. No início da noite de 23 de dezembro, uma noite tranquila, muito estrelada, nasceu em Oberdorg um menino,  cujos pais, por uma grande coincidência, eram muito pobres e se chamavam Joseph e Maria (”José” e “Maria” em alemão).

O padre foi chamado pelo pai do menino para abençoar a criança. Baseado neste fato, Joseph Morh, após voltar para a igreja, teve uma idéia. Pegou um lápis, um pedaço de papel e rapidamente fez uns versos. Em seguida, levou o que escreveu até a casa de Franz Gruber, já na época um famoso compositor e professor de música, e lhe pediu que fizesse os arranjos.

Gruber atendeu ao pedido e, na manhã de 24 de dezembro, a canção estava pronta. Joseph Morh deu-lhe então o título: “Stille Natch! Heinge Nacht!” (”Noite Silenciosa! Noite Sagrada!”).  À meia-noite, os habitantes de Oberdorg começaram a chegar à igreja para a Missa de Natal e foram então surpreendidos pela apresentação de uma nova e bela canção cantada ao som suave de um violão.

Com o tempo, a canção se tornou conhecida através em vários países europeus. Poucos anos depois, o próprio Franz Gruber produziu sua versão em inglês, que se tornou conhecida como “Silent Night” (”Noite Silenciosa”). em 1848, já com 56 anos de Idade, o padre Joseph Morh teve a oportunidade de assistir em Viena, capital da Áustria, a uma apresentação de um coral dos Estados Unidos que fazia uma turnê pela Europa cantando “Silent Night”. O padre faleceu no dia 4 de dezembro do ano seguinte.

Atualmente, “Silent Night” – ou “Noite Feliz”, para quem assim o preferir – é uma canção de domínio público. Mas o mais importante é que a mensagem natalina do padre austríaco ainda ecoa pelo mundo em versões em quase todos os idiomas.

Stille Natch! Heilige Natch! (texto original – em alemão)


Stille natch! Heilige natch!

Alles schläft, eisam wacht

nur dans troude, hoccheilige Paar,

Holde Knabe in lockingen Haar.

Schläft in himmlischer Ruh!

Schläft in himmlischer Ruh!

Stille natch! Heilige natch!

Gottes Sohn, o wie lacht.

Lieb’aus dienem göttichen Mund,

da uns schlägt die rettende Stund.

Christ in deiner Geburt!

Christ in deiner Geburt!


“Silent Night” (versão em inglês)


Silent Night! Holy Night!

All is calm, all is bright

arround young virgin and child,

holy infant so tender and mild,

sleep in heavenly peace.

Sleep in heavenly peace.


Silent night! Holy night!

Shepherds quake at the sight.

Glories stream from heaven afar.

Heavenly hosts sing “Alleluia”.

“Christ, the Savior, is born!

Christ, the Savior, is born!”


Tradução da versão em inglês:


Noite silenciosa! Noite sagrada!

Tudo está tranquilo! Tudo está brilhando

em volta da jovem virgem mãe, e a criança,

sagrado infante tão suave e meigo,

dorme em paz celestial.

Dorme em paz celestial.

____

Noite silenciosa! Noite sagrada!

Pastores estremecem diante do que vêem.

Glórias emanam das alturas do céu.

“O Cristo, o Salvador, nasceu!

O Cristo, o Salvador, nasceu!”


A versão em português conhecida no Brasil:


Noite feliz! Noite feliz!

Ó Senhor Deus de amor!

Pobrezinho nasceu em Belém.

Eis na lapa Jesus, nosso bem.

Dorme em paz, ó Jesus!

Dorme em paz, ó Jesus!

____

Noite feliz, noite feliz!

Ó Jesus, Deus da Luz!

Tão afável é teu coração,

que quiseste nascer nosso irmão

e a nós todos salvar,

e a nós todos salvar.

______

Noite de paz, noite de amor!

Eis que no ar vêm cantar

aos pastores seus anjos no céu

anunciando a chegada de Deus.

“Nasceu Jesus Salvador!

Nasceu Jesus Salvador!”

FELIZ NATAL!


Referência: revista “Reader’s Digest” – editora: Reader’s Digest Association, Inc. – Red Oak, Iowa – Estados Unidos.


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura Tags:
09/12/2009 - 17:00

Atenção, jovem! “Ficar” pode causar doenças mortais.

O novo hábito que começou na década de 1990 e tem evoluído, é comprovadamente  muito perigoso. Expõe os jovens até mesmo ao risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e causadoras de mortes.

Exagero?  Sinceramente, eu gostaria que fosse, mas infelizmente não é. O hábito de “ficar”, que está se tornando cada vez mais popular entre os jovens, especialmente entre os adolescentes, é muito mais perigoso do que eles e provavelmente seus pais imaginam. Uma informação divulgada através de uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo, o “British Medical Journal”, veio como um alerta.

A equipe de saúde do “Copacabana Runners”, do Rio de Janeiro, e uma matéria divulgada na edição de hoje no jornal “Diário do Nordeste”, de Fortaleza (CE), alertam também que “ficar” (como os jovens chamam o ato de namorar sem compromisso) é comprovadamente muito perigoso. Nele, há trocas de carícias e até beijos na boca. E aí é que o perigo começa. Muitas pessoas pensam que um simples beijo na boca é inofensivo, mas a realidade não é esta. Embora as “doenças sexualmente transmissíveis” sejam assim chamadas, muitas delas são transmissíveis  por outros meios além do ato sexual. Por exemplo, através do beijo. Certas bactérias que causam alguns tipos de câncer podem ser encontradas na saliva, e raramente as pessoas sabem que elas mesmas estão infectadas. No beijo na boca, a passagem de saliva de uma boca para a outra é inevitável, e aí pode ocorrer a transmissão dessas doenças – cujas incidências, aliás, aumentaram em mais de 60% desde o final da década de 1990, quando o hábito de “ficar” começou. Com certeza, isto não é uma mera coincidência.

Geralmente, o “ficar” começa assim: a moça e o rapaz se conhecem numa festa (aniversário, baile, etc.) ou numa boate, num barzinho ou outro ambiente. Mesmo sem compromisso, trocam carícias e, não raro, “rolam” beijos na boca. Os médicos especialistas em DST (doenças sexualmente transmissíveis) afirmam que as pessoas que beijam duas ou mais pessoas desta forma aumentam em quatro vezes a capacidade de contrair essas bactérias e transmití-las para as outras pessoas que beijar.

Uma dessas doenças é a Aids. Algumas dessas mesmas bactérias provocam a gengivite (inflamação das gengivas), e estas causam frequentes pequenos sangramentos com relativa facilidade. Sabe-se que, para contrair a Aids, basta um simples contato com um mínimo de sangue da pessoa contaminada pelo vírus HIV. Nem toda pessoa contaminada sabe que ela mesma tem o vírus, e muitas são as que, estando nessa situação, saem por aí beijando várias outras pessoas na boca. Desta forma, a doença se dissemina por aí facilmente.  E se você, moça, pensa que foi a única beijada por aquele rapaz com quem você “ficou”, desculpe-me a sinceridade, mas você ainda tem muito que aprender.  E se você, que é um rapaz, imagina que foi o único beijado pela moça que você nem conhecia antes, é muito ingênuo também.

As doenças mais causadas pelo “ficar”

Entre as doenças causadas pelo ato de “ficar”, principalmente por causa do beijo na boca, destacam-se a gengivite, a candidíase, o herpes labial, o herpes genital, a tuberculose, a sífilis, a hepatite e a gonorréia.

A candidíase é uma doença que se caracteriza por uma infecção genital. Na mulher, os sintomas são coceira, ardor, dor durante uma relação sexual, corrimento vaginal semelhante à nata do leite e vulva e vagina inchadas e avermelhadas. No homem, manchas vermelhas na glande e no prepúcio e, algumas vezes, um leve edema causado pela pressão de pequenas lesões em forma de pontos vermelhos.

Os sintomas do herpes genital são coceira e ardor. Podem ocorrer também tensões emocionais, fadiga e mudanças bruscas de temperatura no corpo. Remédios caseiros não resolvem o problema: é preciso fazer uma consulta médica.

O vírus do herpes labial percorre os nervos e se esconde numa junção nervosa até se reativar. Seus fatores mais comuns são gripe, falta de apetite, menstruação, fadiga, transtorno emocional, stress e intensa sensação de incômodo em relação à luz do sol.

Referências:

  • “Copacabana Runners – Corrida e Saúde”
  • “Os perigos do Beijo na Boca” – Centro de Mídia Independente (CMI) – Brasil
  • “Cuidado! Beijo na boca é fonte de doenças.” – Diário do Nordeste – edição de 09.12.2009
  • BJM (”British Medical Journal” – “Jornal Britânico de Medicina”) – edição de dezembro de 2009
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Amor, Ciência, Ciências humanas e sociais, Cultura, Saúde, Sociedade, Vida, adolescentes, família, filhos, jovens, medicina, mães, pais Tags: , , , ,
11/12/2009 - 21:34

“Dicas” simples sobre uso de vírgulas e pontos numa redação

Muitas são as perguntas que leitores do “Qualidade Devida” fazem a respeito de regras para a pontuação em redação. A principal finalidade da pontuação é tornar o texto mais fácil de ser lido e entendido. Talvez este artigo seja tardio para os que participaram do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) deste ano. Porém, a redação se torna necessária com muita frequência, e não apenas durante as provas. Portanto, aqui está mais uma tentativa de contribuição.

Sempre que alguém me pergunta como lidar coma pontuação, aconselho que faça toda a redação como rascunho e a leia totalmente antes de fazer os acertos necessários. Assim, a pessoa que escreveu assumirá o papel de leitor, e perceberá se o texto está agradável para se ler ou cansativo, enfadonho. Sim, porque um dos principais objetivos da pontuação é tornar o texto menos cansativo e mais atraente possível para o leitor. Para dar uma idéia do que quero dizer com isto, cito o exemplo abaixo:

Suponhamos a seguinte frase:

“Eu fui à escola no dia 21 de abril mas não houve aula por causa do feriado por ser Dia de Tiradentes.”

Se usarmos a mesma mensagem dividindo-a em duas ou mais frases, fazendo a devida pontuação entre elas,  a mensagem se torna mais objetiva. Observe duas formas possíveis:

“Fui à escola no dia 21 de abril. Porém, não houve aula porque era feriado, Dia de Tiradentes. “

Ou:

“Fui à escola no dia 21 de abril. Porém, não houve aula: era feriado, Dia de Tiradentes.”

Observe que, em ambos os casos, os pontos têm a função de separar orações completas, mas de forma que a idéia da oração seguinte seja um complemento da idéia já transmitida pela anterior. No segundo exemplo, os dois pontos (:) já informam imediatamente que se trata da apresentação de uma justificativa, substituindo a palavra “porque”.

A vírgula não sinaliza uma pausa como a do ponto. Seu objetivo se assemelha mais a uma espécie de hesitação. Também ajuda a evitar a necessidade de usar certas palavras. Verifique os exemplos abaixo.

Sem vírgula:

“A casa do meu irmão é aquela que está na esquina e é amarela.”

Com vírgula:

“A casa do meu irmão, aquela na esquina, é amarela.”

Ou:

“A casa do meu irmão é a amarela, na esquina.”

Quando falamos, temos uma forte tendência em resumir o que desejamos dizer. A vírgula é a representação dessa mesma forma resumida na escrita. Raramente dizemos: “Vamos logo porque já está passando da hora!”  Com frequência, falamos: “Vamos logo, está passando da hora!” E neste exemplo, você observa também a presença do  ponto de exclamação (!), que denota espanto (”Oh!”), determinação (”Eu quero fazer isto!”) ou a exclamação propriamente dita (”Que calor!”). Pode observar também as funções dos parênteses – ().

Por enquanto, paro por aqui. As formas de pontuação acima são as mais usadas nas redações mais simples. Em outros artigos, citarei outras formas.

Segue abaixo um pequeno parágrafo escrito de duas formas: primeiramente, com menos pontuação e, em seguia, com mais.

Os raios do sol entravam no quarto através da janela que estava aberta e isto provocava um intenso calor no ambiente. A luz estava acesa para que eu pudesse escrever, e eu escrevia tudo que vinha à memória. Sem me dar conta do passar das horas percebi que já passava de meia noite quando olhei para o relógio.

A janela estava aberta. Os raios do sol entravam por ela. Isto causava intenso calor no ambiente. Com a luz acesa, eu pude escrever. Escrevia tudo que vinha à memória. Olhei para o relógio, percebi como as horas passaram: passava da meia-noite.

Referência: “Novo Manual de Português”, de Pedro Luft – Editora Globo – Rio de Janeiro, RJ


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Cultura, Informação, linguagem Tags: , , ,
16/12/2009 - 18:52

Rubens Barrichello viajará pelo espaço em 2011


No vídeo, imagens da SpaceShip Two (SS2) – ao centro – acoplada aos dois aviões que a levarão até a altura de 15 quilômetros. A partir daí, ela seguirá rumo ao espaço impulsionada por sua própria turbina

#ffff99″>O piloto brasileiro de fórmula um será um dos passageiros da nave SpaceShip Two (SS2) numa viagem de duas horas e meia.

A Spaceship Two, do conglomerado empresarial Virgin, inaugurará a era dos voos espaciais comerciais. Ainda há bilhetes à disposição de quem quiser participar da viagem, desde que esteja disposto a pagar 200 mil dólares por bilhete.

Na semana passada o empresário inglês Richard Branson apresentou a espaçonave com a qual pretende tornar as viagens espaciais mais populares – isto é, se pudermos chamar de “popular” uma viagem ao preço de 200 mil dólares. Branson é dono do conglomerado Virgin, do qual faz parte a companhia aérea Virgin Atlantic.

A espaçonave

A nave SpaceShip Two tem o tamanho aproximado de um jatinho comercial. Totalmente coberta por fibra de carbono, foi desenvolvida para ter capacidade para ser ocupada por oito pessoas: dois pilotos e seis passageiros. O custo de sua construção foi de 200 milhões de dólares. O objetivo é transportar turistas pelo espaço regularmente a partir de 2011.

O voo será suborbital (dentro de espaço orbital da Terra) com duração de duas horas e meia. Haverá cinco minutos de ausência de gravidade na cabine. Em seguida, entrará em ação um sistema que garantirá gravidade como a da Terra. As passagens podem seratravés do site  da empresa Virgin Galactic (http://www.virgingalactic.com/), que foi criada especialmente para administrar os voos da SpaceShip Two.

O passageiro brasileiro

Trezentas pessoas interessadas em embarcar para a primeira viagem da SpaceShip Two já encomendaram seus bilhetes. Uma delas é o piloto brasileiro de fórmula 1, Rubens Barrichello. Ele participou da temporada de fórmula 1 deste ano pela Brown, equipe patrocinada pelo grupo Virgin. Na viagem inaugural também estarão o próprio Branson, seu pai (que tem 91 anos), sua mãe (85) e seus dois filhos.

Como serão a decolagem e o voo

Dois pequenos jatos decolarão para levar ao ar a espaçonave acoplada a eles. Os aviões a levarão até atingirem 15 quilômetros de altitude. A partir deste ponto, eles se desligarão de sua fuselagem e retornarão ao solo, e a espaçonave seguirá rumo ao espaço impulsionada por uma turbina.

Referências:

  • Revista “Veja”, edição de 16 de dezembro de 2009 – Editora Abril – São Paulo, SP
  • Veja.com
  • Virgin Galactic
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Astronáutica, Cultura, Espaço Tags:
17/12/2009 - 13:21

Satélite WISE ajudará a salvar nossas vidas


As imagens mostradas no vídeo (fotografias, concepções artísticas, etc) dão uma idéia dos trabalhos que serão realizados pelo WISE. Se você não entende inglês, não se preocupe: os pontos princiapis das informações da repórter estão no artigo que você lerá. No entanto, sua missão maior será ajudar a salvar nossas vidas.

A Nasa (National Aereal and Space Administration – Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, dos Estados Unidos) lançou o satélite WISE no dia 14 deste mês. Seu nome é uma abreviatura de “Wide-field Infrared Survey Explorer” (”Explorador de Pesquisa de Infravermelho à Distância”). Trata-se de um dos mais avançados instrumentos de observação espacial da atualidade. Seu objetivo principal será facilitar estudos sobre asteróides que podem ser uma ameaça à vida dos habitantes da Terra.

Funções do Wise”WISE”

O novo satélite identificará estrelas e galáxias através de radiações que permitem que as mesmas sejam visíveis para os cientistas. Equipado com um telescópio e detectores de raios infravermelhos para fotografar o espaço a cada semestre, ele permanecerá em órbita a 500 km de altitude. As fotografias permitirão a marcação dos astros que poderão ser observados através dos telescópios espaciais que sucederão o Hubble. Um desses telescópios será o “James Webb”, que deverá entrar em ação em 2014.

O WISE é o sucessor do satélite Iras, que foi lançado em 1983. O Iras produziu os primeiros mapas celestes através da emissão de calor dos astros observados, usando uma câmera com 62 pixels (*). O WISE terá uma câmera muito mais potente, com quatro milhões de pixels.

A missão principal

A principal missão do WISE será aquela para a qual o Iras não estava programado: ajudar a salvar nossas vidas. O novo satélite atuará na identificação de asteróides são uma ameaça ao nosso planeta por estarem numa órbita muito próxima.

Toda a aparelhagem e as poderosas lentes com as quais o WISE estará equipado facilitarão as condições necessárias para a medição dos diâmetros dos asteróides. Desta forma, os cientistas terão maiores condições de calcular com a máxima precisão possível o grau de risco que eles representam para nós.

(*) “Pixels” é abreviatura de “picture elements” (”elementos de imagem” em inglês). Um pixel é o menor elemento num dispositivo de exibição de imagens como o monitor que você está usando ou de um televisor.

Referências:

  • Revista “Veja”, edição de 16 de dezembro de 2009 – Editora Abril – São Paulo, SP
  • Nasa Home (Nasa) - www.nasa.gov



Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Conhecimento, Espaço, Universo, Vida Tags: , , , ,
18/12/2009 - 00:02

Reunião em Copenhague – Que resultados podemos esperar dessa conferência internacional?

A agência de notícias Reuters informou nesta quinta-feira que os governos do Brasil e da França tentaram retomar o controle da conferência internacional sobre mudanças climáticas que está acontecendo em Copenhague, na Dinamarca. Emmanuel Jarry, jornalista da Reuters, disse que os presidentes dos dois países, Luis Inácio “Lula” da Silva e Nicolas Sarkozy, pediram a realização de uma reunião entre os principais líderes presentes à conferência promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Presidente francês dá um soco na mesa

Emmanuel Jarry disse que o pedido foi feito por Nicolas Sarkozy antes da chegada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Copenhague – a chegada de Obama está prevista para esta sexta-feira. Pouco mais de uma hora após sua chegada à capital dinamarquesa, Sarkozy deu um soco na mesa durante uma discussão dizendo: “É preciso mudarmos de rumo ou vamos direto para uma catástrofe.” Antes disto, o francês pediu aos representantes dos demais países participantes, principalmente à China e aos Estados Unidos, que fizessem as concessões que ele considera necessárias para a concretização de um acordo.

Poucos minutos antes, a ministra da Ecologia da França, Chantal Jouanno, disse a jornalistas que o que ela chamou de “pingue-pongue” entre a China e os Estados Unidos – considerados como os dois países que mais poluem o mundo – é o maior obstáculo para um acordo sobre o clima. Desta forma, o pedido de Sarkozy para a realização de uma reunião de trabalho entre os principais líderes depois do jantar oferecido pela rainha Margareth, da Dinamarca, parece uma tentativa de solução para um impasse. Segundo o jornalista da Reuters, Sarkozy disse que somente com a realização dessa reunião será possível negociar seriamente.

Lula apóia Sarkozy

Emmanuel Jarry disse que Lula demonstrou apoio a Sarkozy durante uma entrevista coletiva. O jornalista da Reuters informou que o presidente brasileiro disse que a reunião solicitada por Sarkozy permitirá uma proposta pronta para ser aprovada amanhã (sexta-feira, 18 de dezembro).

A sugestão de Sarkozy apoiada por Lula é de que nessa reunião solicitada sejam levados em consideração dois projetos de texto que já estão prontos. Um deles é uma extensão do Protocolo de Kyoto quanto às responsabilidades dos países industrializados. Os Estados Unidos estão isentos dessas responsabilidades porque não participaram da assinatura do protocolo em Kyoto, no Japão. O outro projeto, redigido pelo representante de Malta e diretor das negociações sobre ações de longo prazo, Michael Zamit Cutajar, envolve todos os países. Jarry disse que Nicolas Sarkozy afirmou que não permitirá que o Protocolo de Kyoto e o projeto de Cotajar sejam “abandonados”.

O que podemos esperar?

O que sei que está acontecendo em Copenhague é o que está sendo divulgado pelos jornais, telejornais, radiojornais e pela internet. Mas sei também que outras reuniões sobre meio ambiente como esta até o momento não trouxeram resultados. Em 1992, houve a Eco 92 no Rio de Janeiro, uma reunião da qual participaram presidentes, reis e primeiros-ministros de vários países. Resultado? Muitos são os brasileiros que nem sequer lembram que houve a Eco 92.

Ocorreram tantos outros encontros internacionais, e até hoje pouco se sabe sobre seus resultados. Pelas notícias que chegam até nós, o que acontece em Copenhague, além do “soco na mesa”, é uma sucessão de discussões sobre responsabilidades, o que todos e cada um tem que fazer, etc. Espero que todas essas discussões resultem em algo que valha a pena para todos nós, e que o encontro em Copenhague não seja, nos próximos dias, um motivo para dizermos ou ouvirmos frases do tipo “Já vi este filme antes”. Mantenhamos as esperanças para que essa conferência traga resultados positivos, pois disso depende o nosso futuro, o dos nossos jovens e o das nossas crianças. Mas lembremos que manter esperanças, e não ilusões.

Referências:

  • Último Segundo (17.11.2009)
  • G1 Notícias (17.11.2009)
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, família, filhos, jovens Tags: , , , , , , , ,
19/12/2009 - 09:58

Consumidor: saiba o que é um produto e quais são os tipos de produtos que você necessita

Cada vez que uma pessoa entra numa loja onde se vendem roupas ou calçados, ou numa mercearia, num supermercado, etc., ela demonstra ter a intenção de comprar algo. Ou seja, de adquirir um ou vários produtos. No entanto, nem todas conhecem o significado da palavra “produto”. Acredito que esse conhecimento não deve ser restrito apenas a profissionais das áreas de economia, marketing, etc. Creio que se todas as pessoas conhecessem esse significado, teriam melhores condições de avaliar o que compram. Cheguei a esta conclusão através de alguns anos de experiência atuando em setores de comunicação empresariais e governamentais.

Também acredito que, se não passarmos a outras pessoas o que aprendemos, nosso período de aprendizagem se torna um tempo perdido. De nada serve o que se aprendeu se o que foi aprendido não for ensinado a outras pessoas. Portanto, sinto-me na obrigação de passar tais informações obtidas por experiência própria e também através de uma reciclagem de aprendizagem como aluno de um dos cursos “on line” da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Produto concreto ou abstrato

Um produto é qualquer coisa existente no mercado destinada não somente a ser comprada, mas também a satisfazer as necessidades e os desejos de quem o adquire, isto é, do consumidor. Os produtos podem ser concretos ou abstratos. Um automóvel, uma peça de roupa ou até mesmo a cidade onde você mora são produtos concretos porque satisfazem suas necessidades de transporte, proteção, lazer, etc.

Uma cidade é um produto concreto porque tem consumidores (seus habitantes) e lhes oferece serviços de educação, saúde, transporte, moradia, empregos, etc., que têm o objetivo de satisfazer suas necessidades e desejos. O preço desse produto é pago pelo consumidor através de impostos municipais.

Cursos (universitários ou não), transporte (aéreo, terrestre ou aquático), são exemplos de produtos abstratos. Também são produtos abstratos as idéias traduzidas através de campanhas públicas (”Pare de fumar!”, “Se dirigir não beba, se beber não dirija.”, etc.).

Um produto é, por assim dizer, o resultado da soma entre dimensões físicas, materiais, funções, desempenho, marca, preço e embalagem. Estes são os atributos que geram benefícios e custos.

Produtos tangíveis, intangíveis, industriais e de consumo

Além de concretos e abstratos, os produtos são também classificados como tangíveis, intangíveis, industriais e de consumo. Os tangíveis (ou “físicos”) são mais conhecidos como “bens”. Entre estes constam carros, roupas, tecidos, calçados, móveis, casas, apartamentos, alimentos, medicamentos, etc.

Os produtos intangíveis são mais conhecidos como “serviços”. Incluem-se nesta categoria as atividades culturais e entretenimentos (teatro, shows, festivais, festas populares, etc.), tratamentos médicos e odontológicos, assistência técnica (concertos de automóveis, de eletrodomésticos, etc.), abastecimento de combustíveis (gás de cozinha residencial e industrial, combustíveis para veículos, etc.).

Os produtos industriais são adquiridos por empresas como fábricas e prestadoras de serviços, instituições governamentais (empresas e órgãos dos governos federal, estaduais e municipais), etc. Entre esses produtos estão as matérias primas, que são bens destinados à produção de outros bens, sendo estes últimos destinados aos consumidores finais, geralmente chamados simplesmente de “consumidores”.

Quando se diz que um consumidor como você ou eu é um “consumidor final”, se diz que a empresa que fabrica o produto que nós compramos é o consumidor intermediário. Isto porque a empresa fabricante adquire e consome o produto chamado matéria prima (minério de ferro, algodão e todos os tipos de produtos dos quais derivam outros produtos).

Entretanto, as matérias primas não são os únicos produtos industriais. Entram nesta lista também os chips de computador e outros produtos conhecidos como “componentes eletrônicos” (tudo que existe dentro de aparelhos como computadores, impressoras, monitores, televisores, rádios, etc.).

São também produtos industriais os suprimentos como os materiais de escritório. Os alimentos, que são produtos tangíveis, também passam a ser produtos industriais ao serem adquiridos como suprimento para restaurantes, hotéis, bares, cozinhas industriais, hospitais, etc. O mesmo ocorre com medicamentos destinados ao abastecimento de clínicas e hospitais. Estes, por sua vez, são consumidores intermediários. As farmácias não são consumidoras intermediárias porque não consomem os produtos que adquirem, apenas os vendem aos consumidores finais – exceto quando os produtos são destinados à produção de remédios manipulados.




Autor: Elias Alves - Categoria(s): Conhecimento, Cultura Tags: , , , , , , , , ,
19/12/2009 - 11:57

Reunião em Copenhague (II)

Infelizmente, aconteceu o que eu achava que aconteceria mas estava torcendo para que não acontecesse (ver “Reunião em Copenhague – que resultados podemos esperar dessa conferência internacional?”). A reunião dos chefes de Estado das Nações Unidas em Copenhague pra discutir sobre as mudanças climáticas do planeta realmente entrou no rol dos eventos aos quais nos referimos ao dizer “já vimos este filme.” Lamentavelmente, mais uma grande oportunidade foi jogada fora.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura, Meio Ambiente, Polêmica, Política, Preservação Ambiental, Vida Tags: , , , ,
21/12/2009 - 22:16

Médicos alertam sobre perigos do beijo na boca no Carnaval.


Se você pensa que o beijo na boca não é tão prejudicial à saúde, preste atenção a todos os detalhes do que diz a médica especialista Cristine Rose Cavalcante em entrevista na TV Alagoas. Embora ela não tenha dito que haja confirmação de que a Aids possa ser transmitida pela saliva, ao mesmo não descartou a possibilidade disto acontecer. Além disso, a médica confirmou que a Aids pode ser transmitida pelo beijo, sim, e  por várias razões. Ela falou também sobre outras doenças graves que comprovadamente podem ser adquiridas pelo beijo na boca. A entrevista foi ao ar em junho deste ano. Assista a todo o vídeo atentamente.

O Carnaval 2010 já está próximo, e médicos em todo o país estão alertando principalmente os jovens sobre um problema que começou a se alastrar pelo Brasil desde alguns anos, quando começou na Bahia o “Carnaval do Beijo na Boca”. O evento se tornou uma tradição na qual pessoas que não se conhecem trocam ardentes beijos na boca, e tem causado causado grandes transtornos.

É que muita gente pensa que o beijo na boca é algo inofensivo, e há os que garantem que só trás benefícios. No entanto, a verdade é bem ao contrário. Os médicos garantem que, no ano passado, houve grande aumento de incidência de doenças graves, algumas delas mortais como a Aids, e fortes evidências indicam suas relações com o hábito de “ficar” e com o “carnaval do beijo na boca”.

Alguns sites mais confiáveis, como o “Copacabana Runners – Corrida e Saúde” – informam os problemas confirmados pelos médicos. Eles confirmam, por exemplo, um estudo divulgado pelo British Medical Journal (BMJ), ao qual já me referi no artigo sobre os perigos existentes no hábito de “ficar”. O BMJ informou recentemente que um estudo realizado por uma equipe formada por alguns dos melhores médicos do mundo garante que o ato de beijar na boca várias pessoas numa festa ou em qualquer lugar que seja quadruplica o risco de contrair várias doenças e passá-las para outras pessoas. Uma dessas doenças é a gengivite, que muitos pensam que é apenas uma inflamação das gengivas, mas na verdade causa perda de vários dentes.

Beijo na boca pode causar mononucleose e Aids

Os médicos também confirmam que o beijo na boca durante o “ficar” e o carnaval tem sido um dos principais responsáveis pelo aumento de índices de mononucleose, uma doença causada pelo vírus Epsten-Barr (VEB) e que nem sempre apresenta sintomas. No entanto, causa fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço em algumas partes do corpo, problemas nos gânglios, hipertrofia nos braços, perda de apetite e inflamação no fígado.

Há também a possibilidade de contrair Aids através do beijo na boca. Isto foi confirmado por um estudo feito por médicos do Departamento de Saúde dos Estados Unidos  - ver www.cdc.gov . Segundo os pesquisadores, não se deve beijar a boca de alguém que não se conhece ou não se sabe se está contaminada pelo vírus HIV ou não.

No Brasil, o Centro de Mídia Independente (CMI) lançou o mesmo alerta. Além disso acrescentou que o risco de contaminação da Aids é ainda maior se uma das pessoas que se beijam usar um pearsing na língua ou em qualquer parte da boca, mesmo se retirar a peça antes do beijo. É que o perígo não está apenas no pearsing, mas principalmente no orifício por onde o vírus pode passar facilmente, tanto para quem o usa quanto para a outra pessoa.

Referências:

  • U.S. Department of  Health and Human Services  - Center for Desease Control and Prevention (Centro de Controle e Prevneção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estadus Unidos)
  • Copacabana Runners – Corrida e Saúde
  • Centro de Mídia Independente (CMI)
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Comunicação, Direitos e Deveres, Informação, adolescentes, família, filhos, jovens, medicina, mães, pais Tags: , , , ,
22/12/2009 - 10:38

O que são “valores éticos”?

Veio-me a ideia de escrever um artigo sobre este tema após ter lido uma matéria do curso de Ética Empresarial da Fundação Getúlio Vargas. O curso é ministrado pelo professor Severo Hryniewicz, bacharel em filosofia pela Pontificia Università di Roma mestre em filosofia pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro. Baseado em inúmeras reportagens veiculadas por televisão, jornais e revistas, percebo que, devido a tantas denúncias de corrupção nos meios políticos e empresariais, a população brasileira se revela indignada, cobrando cada vez mais os “valores éticos”, mas muitas das pessoas que os cobram demonstrem não conhecer o que realmente são esses valores. Uma pessoa que, por exemplo, entra numa agência bancária e, reconhecendo um amigo ou uma amiga na fila, lhe pede o favor de pagar suas contas ou fazer o que ela precisa porque a fila está longa e alega não ter tempo para esperar, não está respeitando valores éticos: está agindo da mesma forma que se tivesse “furado” a fila, entrando à frente dos demais clientes. Uma pessoa que compra um “cd” ou um “dvd” pirata também não respeita valores éticos, pois contribui para a manutenção de um mercado ilegal alimentado por produtos falsificados e comercializados por pessoas que sonegam impostos. Os valores éticos são resultados das formas como uma pessoa se posiciona perante o mundo em que vive, entre as outras pessoas com quem convive, estuda ou trabalha e com relação a si mesma. Portanto, há um imenso leque de dimensões da pessoa que podem ser considerados como “valores éticos”.

Valores indispensáveis e insubstituíveis

Segundo a matéria do professor Hryniewicz, os especialistas em ética consideram alguns valores não apenas como importantes, mas absolutamente indispensáveis, insubstituíveis. Estes valores são justiça, liberdade, honestidade, amor, prudência, responsabilidade, sinceridade e respeito. No entanto, penso  que os demais itens são apenas um desmembramento do primeiro.

Meu senso de justiça me diz que todos os outros itens citados são apenas um desmembramento do primeiro. Na minha opinião, só sabe o verdadeiro significado da palavra “liberdade” a pessoa que respeita todos os direitos de todas as outras como pessoas livres e capazes. Só pode ser considerada honesta a pessoa que demonstrar firmeza em seus propósitos de justiça. Só demonstra amor quem respeita a liberdade alheia. Só demonstra prudência quem opta com firmeza pelo que é necessário escolher e pelo que é preciso evitar. Só demonstra sinceridade quem comprova a transparência de seu comportamento, suas opiniões e seus pensamentos, evitado auto-avaliações incorretas e falsos testemunhos. Só demonstra responsabilidade a pessoa que assume tanto os problemas como os benefícios gerados por sua própria condição. Só demonstra respeito quem reconhece os direitos alheios. A justiça é o resultado da soma de tudo isto.

Referência: “Valores Éticos e os Princípios”, de Severo Hryniewcz

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura Tags:
22/12/2009 - 22:25

Salário Mínimo: R$ 510,00

Os noticiários da TV confirmaram hoje que o novo valor do salário mínimo é de R$ 510,00. A medida provisória que autoriza o aumento deverá ser assinada amanhã pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva. O aumento do salário mínimo servirá como referência para o reajuste dos benefícios dos aposentados e pensionistas através do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Segundo as notícias isto custará aos cofres da Previdência Social R$ 4,6 bilhões.

A Previdência Social paga a cada presidiário que tem filhos, desde fevereiro deste ano, uma bolsa chamada “Auxílio-Reclusão”. Cada presidiário com filhos recebe um valor mensal de R$ 752,12 porque, como estão presos, não podem sustentar suas famílias. Enquanto cada detento, que está cumprindo pena por ter cometido crimes, recebe R$ 752,12, muitos trabalhadores honestos que também precisam sustentar suas famílias receberão um salário de R$ 510,00.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Direitos e Deveres Tags:
28/12/2009 - 20:24

Por que este é o “Século do Conhecimento”?

Em todos os meios profissionais e empresariais, ouve-se dizer, com grande frequência e ênfase, que o século XXI é o “século do Conhecimento”. O que isto significa?

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Faltam poucos dias para começar 2010, que será o último ano da primeira década do século XXI. A tradicional passagem do Ano Novo, portanto, significa, sob o ponto de vista econômico, empresarial e profissional, muito mais do que uma data comemorativa. É o momento que marca o início de um ano preparatório final para a próxima década, já que a atual foi marcada por acontecimentos que podem delinear os próximos passos que marcarão este que, desde meados dos anos 1990, já vinha sendo chamado de “século do Conhecimento”.

A razão pela qual o século XXI recebeu esse, digamos, “título”, não é difícil de ser entendida. Com o avanço da globalização, os países se organizando através das formações de  blocos econômicos, a atual crise econômica mundial que se instalou nesse início de século como consequência de uma série de fatores do século passado, entre outros inúmeros motivos, torna-se cada vez mais evidente que somente a pessoa que conseguir acumular o maior volume de conhecimentos que conseguir conseguirá alcançar níveis mais elevados de padrões de vida ou, pelo menos, manter o nível atual.

Uma nação formada por muitas nações

Dizer que este é o “século do Conhecimento” equivale a dizer que é o “século da Informação”: tem mais chances quem estiver muito bem informado. Mas “estar bem informado” não significa ter informações sobre tudo ou sobre muita coisa, e sim sobre o que é importante, relevante, especialmente sob os pontos de vista social, econômico, político e profissional, mas sempre em temos mundiais. A globalização é um processo de abertura comercial e cultural entre os países que acontece como uma consequência natural, não como algo que se queira que aconteça ou não.  Portanto já não há mais espaço para quem pensa que só interessa o que acontece em seu próprio país. É preciso pensar no mundo como se fosse uma só nação formada por nações.

Quando dizemos que este é o “século do Conhecimento”, não estamos nos referindo apenas ao conhecimento científico ou tecnológico tão alimentados pelos filmes e pela literatura de ficção científica do século XX – embora a ficção científica, em muitos casos, tenha se comprovado não como “ficção”, mas como “previsão” científica. Mas o conhecimento a que estamos nos referindo é o preparo que cada pessoa precisará ter para conquistar seu espaço na luta pela sobrevivência. Estes primeiros nove anos do século XXI já comprovaram que, em vez de consideramos a “lei do mais forte”, será preciso levar muito a sério a “lei do que sabe mais”. Mas aquele que “souber mais” terá também que saber distinguir os conhecimentos mais importantes que o ajudarão a conseguir seus objetivos. Uma coisa é certa: para todos, será fundamentalmente importante o domínio do idioma inglês.

Por que saber inglês é tão importante?

O que estou dizendo neste artigo é que se configura cada vez mais a realidade de que cada indivíduo necessita, profundamente, ter todo o conhecimento possível (social, político, econômico, tecnológico, etc.) sobre o que acontece no mundo. Assim, torna-se de extrema importância o domínio do idioma que tem se tornado cada vez mais influente no mundo sob os pontos de vista comercial e cultural.  Deve-se considerar ainda que, no Brasil, o inglês é o mais importante, mas não o único idioma estrangeiro importante: vivemos no único país latino-americano onde o idioma oficial não é o espanhol; portanto, por razões óbvias, aprender este idioma é algo também importante para o brasileiro que almeje conquistar sucesso profissional nos próximos anos. Não se trata de algo que queiramos ou não, mas de algo que está acontecendo independentemente das vontades das pessoas.

Essa importância do domínio da língua inglesa e do espanhol – além de um terceiro idioma estrangeiro ( já há empresas que exigem também conhecimento de outro idioma além do inglês e do espanhol) – se dá na medida em que é preciso construir um perfil de conhecimento com base em atividades que estão cada vez mais inter-relacionadas. Destacam-se entre elas a identificação, a aquisição, o desenvolvimento, a partilha ou distribuição, a utilização e a avaliação do conhecimento.

Visualiza-se, desta forma, também a necessidade de uma aprendizagem organizacional sobre o conhecimento como fator de competitividade. Isto leva ao raciocínio de que, além do conhecimento mais profundo possível de idiomas, é preciso considerar questões relacionadas à ética. Sobre este tema, sugiro que o leitor leia também o artigo “O que são ‘valores éticos’?”


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Ciências humanas e sociais, Conhecimento, Cultura, Desemprego, Economia, Emprego, Filosofia, Informação, Marketing, Profissional, Profissões, Segurança profissional, Vida, blocos econômicos, linguagem Tags: , , , , , , ,
29/12/2009 - 14:06

Cursos pela Internet – uma forma inteligente de usar a rede


No vídeo institucional da FGV, alunos de cursos pela internet falam de suas experiências pessoais.

Quer usar a internet de forma inteligente e proveitosa? Esqueça os “chats”, os “amigos virtuais” que você não conhece e podem ser perigosos e faça cursos “on line”. Você estudará em casa, enriquecerá sua aprendizagem e seu currículo e poderá fazer até cursos de nível superior gratuitos ou pelo menos com mensalidades mais baratas.

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Tudo indica que os cursos à distância, pela internet, vieram para ficar. Dentro de poucos anos, provavelmente as aulas presenciais serão coisas do passado. Já é possível até mesmo realizar cursos de nível superior sem sair de casa. Há também os cursos de capacitação, que ajudam a enriquecer o currículo, fator muito importante na concorrência para obtenção de empregos.

Muitos desses cursos não requerem pré-requisitos e podem ser feitos por pessoas de qualquer idade. Vários deles são gratuitos ou suas mensalidades são mais baratas do que os de instituições com aulas presenciais. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, oferece diversos cursos de capacitação, de graduação (nível superior) e de pós graduação via internet. Outros também são oferecidos pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e podem ser conferidos no site  www.sebrae.com.br . Os cursos oferecidos pela FGV podem ser conferidos pelos interessados atraves do site http://www5.fgv.br/fgvonline/default.aspx .

Vantagens e desvantagens

Creio que as “desvantagens” apontadas por algumas pessoas com relação aos cursos pela internet são meras questões de opinião. O que eu apontaria como vantagens para quem deseja fazer um curso superior ou de qualquer outro nível são a flexibilidade dos horários (você mesmo pode programá-los como desejar), o fato de que você mesmo pode estabelecer o ritmo e a metodologia de estudo (numa sala de aula, o professor estabelece uma metodologia que nem sempre é a ideal para todos os alunos), as mensalidades são mais baratas (há também cursos gratuitos), alunos não fumantes não têm que suportar os cigarros dos que fumam e alunos interessados não são incomodados por alunos que conversam durante as aulas. Além disto, os alunos “on line” não correm o risco de se tornarem dependentes dos professores, o que é muito comum nas aulas presenciais e é muito prejudicial ao aluno.

É claro que existe a necessidade de estabelecer uma disciplina quanto aos horários para estudar. Quem pensar que pode estudar em qualquer horário cometerá o erro da desorganização. Estabeleça horários preferentemente à noite, para evitar incômodos causados por possíveis compromissos inesperados mas importantes que possam surgir durante o dia.

Isto não é tão difícil. Escolha horários que possam ser seguidos diariamente (por exemplo, das 19 às 21 hs) com o necessário intervalo no uso do computador, de pelo menos 15 minutos após cada uma hora. Escolha um mesmo dia da semana para estudar cada matéria (por exemplo, matemática às segundas-feiras, física às terças-feiras, etc.).

Não acredite na informação de que você precisará ser um autodidata (pessoa capaz de aprender sozinha). Isto não é verdade, pois, da mesma forma que nas salas de aula, o professor estará à sua disposição para esclarecer todas as dúvidas. Você poderá fazer as perguntas através de um “chat” nas aulas ao vivo (”vídeo-conferências”) ou através do sistema “fale conosco”.

Dizem também que o método de ensino via internet dificulta a escolha do curso e da faculdade. Não penso desta forma. A escolha pode ser feita da mesma forma que você faria para frequentar aulas presenciais. É claro que, para evitar problemas, você nunca deve escolher sites de faculdades que não conhece ou das quais nunca ouviu falar. Uma sugestão: vá até a sede da secretaria municipal ou estadual de educação ou do Ministério da Educação em seu município e peça orientações a esse respeito.

Comentários nos quais você não deve acreditar

 Dizem que, num curso pela Internet, não é necessário estudar. Isto não é verdade. Não é o professor quem tem que dizer que você precisa estudar, é você quem tem que ter consciência disto. Atualmente, para se conseguir um emprego, ou mesmo para exercer qualquer profissão trabalhando por conta própria, é necessário conquistar clientes. Só conquistam os melhores clientes aqueles que se destacam como os melhores profissionais, e só se tornará um bom profissional que se dedicar profundamente aos estudos todos os dias, na escola, na faculdade e em casa. Isto é possível também através da internet, bastando apenas que o aluno realmente seja interessado.

Não acredite também quando lhe disserem que através de um curso pela internet não se aprende coisa alguma. Não é a presença em sala de aula que faz o aluno aprender, é o interesse em aprender. Quem tem interesse, aprende na escola e em casa.

Dizem também que o diploma de um curso à distância tem menos valor do que o de um curso presencial. O valor que se deve levar em conta não é o do diploma, é o do profissional que o possui. O diploma é apenas uma confirmação de que o profissional realizou o curso; a capacidade profissional, ele demonstrará através de seu trabalho, e as empresas e os clientes inteligentes sabem disso.

Como evitar arquivos perigosos

Como muitas pessoas desejam fazer cursos mas trabalham, e por isto o número de interessados em cursos “on line” está crescendo velozmente, é claro que há sempre a possibilidade de surgirem os golpistas da internet oferecendo cursos falsos para obter, por exemplo, dados pessoais dos interessados. Portanto, é preciso estar atento para não baixar arquivos perigosos.

Para evitar problemas como estes, já forneci neste artigo os sites da FGV e do Sebrae. Caso os interessados queiram informações sobre outras instituições confiáveis, sugiro que as solicitam ao Ministério da Educação. Isto é possível da seguinte forma:

Entre na página inicial do Ministério da Educação (MEC) através do site portal.mec.gov.br . No alto da página, em  ”digite aqui o que você procura“, digite o que você deseja e “clique” em “OK”. Se não encontrar a informação desejada, volte à página inicial. Na coluna à direita, “clique” sobre “serviços” e, em seguida, sobre “Webmail” ou “Fale Conosco”, e faça sua pergunta, a qual deverá ser respondida através de e-mail.

Referências:

  • Sebrae – Serviço Brasileiro de Apóio às Micro e Pequenas Empresas
  • FGV – Fundação Getúlio Vargas
  • MEC – Ministério da Educação

 

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Computador, Comunicação, Conhecimento, Cursos, Informação, Informática, Internet, Profissional, Profissões, Tecnologia, Vida Tags:
30/12/2009 - 18:30

ANIVERSÁRIO DO “Qualidade Devida” – Um ano de informação, cultura e prestação de serviços de utilidade pública!

Pois é, como tempo passa, não? O “qualidade Devida” teve seu primeiro artigo publicado no dia 31 de dezembro de 2008. Até hoje, foram publicados. Durante estes primeiros 365 dias, foram publicados 281 artigos sobre temas diversos - medicina, biografias, história, temas gramaticais, técnicas de redação, astronomia, economia, diversas outras ciências, alertas sobregolpes na internet e outros tipos de crimes, e foi aberto um espaço para pessoas que queiram localizar parentes e amgos desaparecidos (neste espaço, 25 leitores colocaram suas mensagens e espero que tenham obtido sucessso).

Também foram recebidas e publicadas 329 mensagens de leitores com muitos elogios, algumas críticas e sugestões, e várias manifestações de agradecimento por estudantes que informarm que obtiveram sucesso com seus trabalhos escolares e nas provas graças às pesquisas baseadas nestes artigos. Foram, ainda, enviadas mesnagens de agradecimento por pessoas que receberam orientações de tratamento de saúde (estas foram direcionadas a sites de médicos especializados como o Dr. Dráuzio Varella).

Manifesto aqui meus profundos agradecimentos a todos os leitores e a todas as pessoas e instituições citadas abaixo, as quais, direta e indretamente, colaboraram para que o “Qualidade Devida” chegasse ao final de seu primeiro ano – ou ao início do segundo – com a certeza do dever cumprido durante este período.

Abtrompetistas, Achei Concrusos, Arnaldo Mefano, Associação Brasileira de Dislexia, Associação de Pais e Amigos de Disléxicos, Brasil Escola, Café Apoena, Cesar Mesa, Cláudio Lessa, Defesa Civil do Espírito Santo, Dislexia/Disgrafia/Disortografia, Disney Channel, Dr. Drauzio Varella, Elaine Rowena, Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, Estadao.com (jornal “O Estado de S. Paulo”), Flávio Ferrari, Folha Online (Folha de São Paulo), Folha Vitória, Fundação Brasileira de Dislexia, Fundação Getúlio Vargas, Fundação IBGE, G1 Notícias (O Globo), Gazeta Online (A Gazeta), Grupo Moxuara, Instituto Alana, Instituto Biológico de São Paulo, Irina Kodin, Professor Marins, Jornal Post@Leste, Juarez Frenchhorn, Kamila Gabriel, Larissa Mattos, Leitura Favre, Luiz Nassif, Marcelo 0416, Ministério da Educação (MEC), Oftalmocenter, PC Magazine, Postigo Consultoria, Professor Marins, Rede Globo de Televisão, Rede Record de Televisão, Rota Promoções e Eventos, Safernet, Século Diário, Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo, Seja Fera, Singrando Horizontes, TV Emprego, TV Estadão, Útimo Segundo, Veja.com (Revista Veja), Waldez Luís Ludwig.

A todos estes parceiros que colaboram para que a internet realmente seja útil e todos os leitores que têm prestigiado o “Qualidade Devida”, meus sinceros agradecimentos. Tenham todos um feliz Ano Novo e a certeza de que o “Qualidade Devida” permanecerá sempre à disposição de todos vocês.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura Tags:
02/01/2010 - 13:09

Tudo sobre Ética Empresarial e Gestão de Marketing

No site “Ética Empresarial e Gestão de Marketing”, além de encontrar informações importantes para micro, pequenos e grandes empresários e profissionais de todas as áreas, você encontrará também um excelente espaço para divulgar os produtos e serviços de sua empresa. Acesse o site http://www.eticamark.blogspot.com e seja bem vindo.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Consultoria Empresarial, Economia, Profissional, Profissões Tags: ,
04/01/2010 - 13:56

Tragédia em Angra dos Reis pode ser “usada” para gopes pela internet

Infelizmente, em ocasiões como esta tem sempre alguém disposto a se valer da desgraça alheia para aplicar golpes. Portanto, é preciso estar alerta para não se tornar vítima desses criminosos. É possível que, por causa da tragédia recentemente ocorrida em Angra dos Reis, você receba e-mails ou mensagens em seu celular, telefonemas, etc., solicitando doações em dinheiro para as vítimas da tragédia de Angra dos Reis.

Caso você queira ajudar com doações em dinheiro, a única forma oficialmente autorizada para isto é o depósito de qualquer quantia na conta corrente 74500-6 da agência 0460-X, do Banco do Brasil. Se você receber qualquer outra solicitação, desconfie e, se possível, denuncie.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Crimes na Internet, Cultura, Informação, NOVOS GOLPES PELA INTERNET, crime Tags:
06/01/2010 - 10:00

ABD oferece curso de formação em dislexia para profissionais de várias áreas

A  Associação Brasileira de Dislexia (ABD) está aceitando inscrições para a realização do curso de formação em dislexia que será realizado na sede da instituição, em São Paulo (SP), de 26 de fevereiro a 11 de dezembro. O curso é oferecido para educadores, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, psicopedagogos, oftalmologistas e demais profissionais de áreas afins.

As aulas serão ministradas pela equipe científica da ABD. A frequência mínima obrigatória será de 75% das aulas. O programa do curso está à disposição dos interessados no site que pode ser acessado através do “link” (clique sobre “ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA” na seção “SITES QUE RECOMENDO”, nesta página). As inscrições já podem ser feitas no mesmo site. Os interessados em informações mais detalhadas poderão obtê-las através dos seguintes telefones:

0 (no. da operadora) 11 – 3258-7568

0 (no. da operadora) 11 – 3237-0809

0 (no. da operadora) 11 – 3231-3296

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Conhecimento, Cultura, Cursos, Informação, Notícias, Profissional, Profissões, Psicologia, Saúde, Sociedade, família, filhos, jovens, medicina, mães, oftalmologia, pais Tags: ,
07/01/2010 - 21:25

A importância da entomologia urbana

Relendo uma edição de “Ciência e Cultura” de 1986, li um artigo sobre entomologia urbana. Os autores foram Pedro Marcos Linardi e David Pereira Neves, do Departamento de Parasitologia da Universidade Federal de Minas Gerais.  ”Entomologia” é a ciência dedicada ao estudo dos insetos. Entre seus vários ramos da entomologia, a urbana se destaca muito, atualmente, devido às condições para o convívio entre humanos e artrópodos (abelhas, etc.), que tem se desenvolvido ao longo de anos. Esse convívio tem sido marcado pela presença desses insetos nas residências, pela manutenção de animais domésticos no ambiente urbano.  Os problemas maiores tem sido causados pela crescente urbanização das sociedades em precárias condições de moradia, promiscuidade, com ausência das condições ideais de higiene, de saneamento básico e de um evidente descaso das autoridades sanitárias. Segundo os especialistas nessa área, faltam recursos para pesquisas e implementação de programas de ensino sobre o problema.

Os problemas relacionados à entomologia urbana não são os mesmos da entomologia médica, pois esta não estuda de fato os mesmos insetos estudados por aquela. A limitação da atuação da entomologia urbana e a sugestão de tópicos para estudo são vistas pelos especialistas como fatores muito importantes para que ela mereça maior atenção das autoridades sanitárias  e educacionais em função dos problemas crescentes no meio natural transformado ou no meio artificial criado pelos humanos.

A dificuldade em estabelecer limites

Os entomologistas que se dedicam a esse ramo consideram consideram difícil estabelecer limites de suas áreas de ação porque o espaço a ser conquistado se fará às custas dos já garantidos.  Todos os benefícios atribuídos aos artrópodos (polinização das flores, elaboração de produtos comerciais e alimentícios como mel e própolis, etc.) são tradicionalmente entendidos como “entomologia aplicada”. A área de atuação no setor agrícola também está bem definida, envolvendo a nocividade das ações dos insetos às plantas cultivadas.

Portanto, os artrópodos que atacam seres humanos e animais domésticos seriam o foco de maior interesse da entomologia urbana, embora muitos deles já sejam estudados pelas entomologias médica e veterinária. Ainda assim, segundo os estudiosos, os limites são imprecisos porque resta ainda a necessidade de considerar determinados propósitos e estabelecer áreas de atuação. Pelo que li no artigo e pela realidade atual que se verifica através de noticiários, a situação de 1986 até hoje não melhorou tanto quanto deveria.

Referência: “Ciência e Cultura”  (no.8, vol. 38) – publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Rio de Janeiro, RJ.


Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Comunicação, Conhecimento, Cultura, Saúde, Saúde animal, Sociedade, Utilidade pública, Vida Tags: , , , , ,
13/01/2010 - 10:33

Palestra Sobre Dislexia para Professores em São Paulo

A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) realizará na cidade de São Paulo uma palestra informativa sobre dislexia. O tema será “Dislexia – Histórico, Conceito e Sintomas”. O evento será dirigido a professores de escolas públicas e particulares.

A palestra será realizada pelo Centro de Estudos e Eventos Científicos da ABD no dia 20 de fevereiro, das 10 às 12 hs, no auditório da entidade – avenida Angélica, 2318, 7o. andar, bairro Higienópolis. Será cobrada uma taxa de adesão de R$ 20,00 por participante que deve ser depositada na agência 0614-9 do Banco Bradesco, conta 63344-5, nominal à Associação Brasileira de Dislexia.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Conhecimento, Informação, Saúde, Utilidade pública, Vida, crianças, família, filhos, jovens, medicina, mães, pais Tags: , , ,
13/01/2010 - 22:05

A Tragédia do Haiti – em meio a tantas mortes, uma lição da vida!


Na reportagem da TV Globo, as imagens da desolação em Porto Príncipe.

As autoridades haitianas dizem que podem ser milhares as pessoas que morreram no terremoto que praticamente destruiu a cidade de Porto Príncipe, a capital do país.

Como temos visto pelos noticiários, nos últimos anos Porto Príncipe e outras cidades do Haiti têm sido palcos de conflitos étnicos, políticos e sociais. O índice de pobreza no país é um dos maiores do mundo. Por ouro lado, políticos se aproveitam dessa situação para conquistar o poder. Quando conquistam, “esquecem” promessas anteriormente e dizem que é impossível realizar o que é necessário.

É assim em todo o mundo. Existem ricos, pobres, os muito ricos, os muito pobres, e há também aqueles que controlam o poder. E, mesmo dizendo que é difícil governar, querem continuar governando.  Em várias regiões do planeta, terroristas, em nome de “ideologias”, matam milhares de pessoas, e a maioria das vitimas nada tem a ver com o fatos contra os quais eles dizem estar lutando. Guerrilheiros e exércitos se confrontam e se matam. Políticos trocam acusações e ofensas durante campanhas eleitorais, depois são vistos juntos tomando um cafezinho num local qualquer ou numa festa de confraternização – uma confraternização meramente “política”.

Líderes políticos de dois ou mais países se desentendem, esses desentendimentos levam nações a guerras. Essas guerras causam mortes de milhares – inclusive crianças, que nada têm a ver com política internacional. Tudo em nome do tal “poder”. E tudo isto para quê?

É quando vemos uma tragédia como essa do Haiti que aprendemos que, em poucos instantes (um terremoto dura poucos segundos), em qualquer lugar do mundo, pode acontecer algo que matará milhares de pessoas.  Vejam o que aconteceu em Porto Príncipe: entre os sobreviventes, patrões e empregados, chefes e subordinados, ricos e pobres, agora estão todos numa mesa situação. Tanto os que moravam em palácios como os que viviam em residências humildes ficaram igualmente entre escombros.

Mas, ao que parece, lições como essa nunca são suficientes. Mesmo que a tragédia fique na memória de muita gente por muito tempo, sabemos que dentro de alguns anos tudo começará de novo. E no resto do mundo, não será diferente. É assim que a humanidade é – com muita gente boa, mas com o fantasma da ganância sempre pronto para atacar de novo, para depois outra tragédia semelhante a essa voltar a nos mostrar que todos nós, dos que moram em palácios aos que moram em calçadas, podemos ter o mesmo fim numa questão de segundos.

P.S. : Cuidado com possíveis mensagens via e-mail ou sites do tipo “clique aqui” solicitando ajuda para as vítimas do terremoto do Haiti. Podem ser falsos. Não abra mensagens nem clique em coisa alguma que você não possa ter certeza de que pode confiar.

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Amor, Comportamento, Conhecimento, Cultura, História, Sociedade, Vida, crianças, crime, imagem Tags:
21/01/2010 - 20:31

Concurso público para analistas e técnicnos judiciários – salários de R$ 3.993,09 a R$ 6.551,52

TRF-4ª Região (SUL) : vagas para Analista e Técnico Judiciário

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que compreende os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, está com inscrições abertas para seu concurso público. A seleção terá o objetivo de preencher 48 vagas imediatas e ainda formar cadastro de reserva em diversos cargos dos níveis médio e superior. Os salários iniciais variam de R$3.993,09 a R$6.551,52, para jornada de trabalho de 30 ou 40 horas semanais.

As inscrições serão realizadas, exclusivamente, no site da Fundação Carlos Chagas, organizadora, entre 4 de janeiro e 18 de fevereiro. O valor da taxa cobrada é de R$55 (ensino médio) e de R$70 (ensino superior), pagável em qualquer agência bancária, até o último dia de inscrição.

Os candidatos serão avaliados em duas etapas, sendo a primeira exames objetivos (para todos os candidatos), previstos para 11 de abril. Na ocasião, os participantes terão que responder de 30 a 40 questões referentes às disciplinas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Específicos, além de uma redação. Para ser aprovado, é necessário obter, pelo menos, 50% de pontos na prova.

A segunda etapa, composta por prova prática de taquigrafia, digitação e estudo de caso, será aplicada somente aos candidatos às vagas de analista judiciário com especialidade em taquigrafia; analista judiciário com especialidade em mandados; e técnico judiciário na especialidade de informática e operação de computadores, respectivamente.

Mais informações sobre o concurso dos Correios podem ser encontradas na página http://www.acheiconcursos.com.br/

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Comunicação, Concursos, Concursos Públicos Tags:
27/01/2010 - 23:45

Um Novo Renascimento



No vídeo, a participação do físico, astrônomo, professor e escritor Marcelo Gleiser no Ciclo “Universo do Conhecimento”, promovido pela Universidade São Marcos (São Paulo, SP) em 2004. Ele alerta para a necessidade do maior acúmulo possível de conhecimentos científicos, e diz que o povo dever ter livre e total acesso a eles.
_________________________

Durante a Idade Média, a pesquisa científica permaneceu estagnada por quase dez séculos. Por toda a Europa, a Igreja Católica mantinha um forte domínio político e social que colocava os líderes religiosos em privilegiadíssimas posições, as quais eles não queriam perder por nada deste mundo. Qualquer pessoa que tentasse contradizer o que a Igreja pregava era acusada de heresia e condenada à morte, mesmo quando dizia a verdade. Muitos foram os defensores da verdade condenados a morrer em fogueiras em praças públicas por determinação da Santa Inquisição, um tribunal formado por cardeais que entraram para a história como alguns dos piores criminosos da humanidade.

A Igreja pregava que a natureza era um reflexo inquestionável de Deus. Portanto, as pessoas se negavam a discutir os fenômenos naturais, não por respeitarem as determinações sob o ponto de vista religioso, mas por medo de serem mortas por usarem o direito de exprimir suas opiniões.

A partir do século XIV, cientistas e artistas como Leonardo Da Vinci, Galileu Galilei e muitos outros na Itália e por toda a Europa decidiram colocar um fim à tirania praticada pela Igreja. O interesse dos estudiosos pelos fenômenos naturais ressurgiu. Desencadeou-se um desejo de libertação entre todos os povos europeus. A Igreja fez todo o possível para impedir o crescimento dessa revolução, mas nada impedia a decidida caminhada dos cientistas e do povo em direção ao verdadeiro conhecimento. Esse movimento se tornou historicamente conhecido como “Renascimento” ou “Renascença”.

Atualmente estamos assistindo a um novo “Renascimento”. Não é sem razão que empresários, economistas, sociólogos e cientistas de todas as áreas, mas também e principalmente os jovens que realmente pensam em seu próprio futuro e no futuro da humanidade dizem que este é o “Século do Conhecimento”. E o acesso ao conhecimento, desta vez, se torna mais fácil porque os que aderem a esse movimento contam com aliados importante que não existiam na Idade Média: os avanços tecnológicos, especialmente na área de tecnologia de informação (TI). Usando um computador na residência, nas “lan houses” ou em locais de trabalho, qualquer pessoa pode acessar a internet e obter informações sobre os principais fatos que estão ocorrendo no mundo. Pode obter conhecimentos de todas as áreas científicas, comunicar-se com pessoas de qualquer lugar do mundo (inclusive vendo-as, coisa que o telefone não permite).
A situação, neste início do século XXI , se revela invertida em relação ao período pré-renascentista da Idade Média. Naquela época, as pessoas tinham que permanecer desprovidas de qualquer conhecimento verdadeiro e apenas aceitar as determinações da Igreja para se manterem vivas. Atualmente o que se comprova é que aqueles que conseguirem obter o máximo possível de acúmulo de conhecimentos é que terão as melhores chances de sucesso na vida.

O fato é que esses primeiros nove anos do século XXI confirmam o nascimento de um novo movimento renascentista. Nas empresas particulares existentes no Brasil, persebe-se claramanete que os líderes já estão cientes da importância do conhecimento, tal como já vem ocorrendo em outros países. Não se contratam mais pessoas para atuarem nas empresas por serem amigos, filhos de amigos, parentes ou mesmo filhos do dono da empresa. Se houver vagas, os empresários querem pessoas com comprovada competência – ou seja, com comprovado conhecimento para ocupar os cargos, sejam elas quem forem. Portanto, além de ter o maior acúmulo possível de conhecimentos, é preciso que as pessoas saibam selecionar os conhecimentos adequados para cada caso.

Aos que apóiam o novo “Renascimento”, eu digo: “Parabéns, vocês já venceram!”. Aos que são contra, devo lembrar que, já que o mundo não pode se adaptar a eles, eles terão que se adaptar ao mundo; caso contrário, terão muitas dificuldades para garantir seu lugar nele.

Pesquisa personalizada
Autor: Elias Alves - Categoria(s): Ciência, Conhecimento, Cultura, Informação, Sociedade, Universo Tags: , , , , ,
08/02/2010 - 10:57

Palestra informativa sobre dislexia – dia 20 de fevereiro em São Paulo

PALESTRA INFORMATIVA
Dislexia: Conceitualização e Sintomas

PALESTRA
O Centro de Estudos e Eventos Científicos – CEEC – da ABD realizará Palestra Informativa sobre Dislexia, dirigida a professores e profissionais do Ensino Público e Particular.

O próximo encontro será realizado no dia
20 de fevereiro de 2010 – Sábado das 10hs às 12hs.
Local: Auditório da ABD na Av. Angélica, 2318 – 7º andar – Bairro Higienópolis
São Paulo – SP

Tema – Dislexia: Conceitualização e Sintomas
Palestrante – Maria Angela Nogueira Nico – fonoaudióloga e psicopedagoga

Taxa de adesão R$ 20,00 (vinte reais) por participante.
Depositar no Banco Bradesco – Ag. 0614-9 – Cta. 63344-5
nominal à Associação Brasileira de Dislexia.

Clique e faça sua inscrição no site que se encontra no final deste texto.

Para confirmar sua inscrição e garantir sua vaga é necessário enviar o comprovante do depósito, devidamente identificado com nome e RG, por fax ou email.
Confirme sua presença até dia 18 de fevereiro de 2010.

Para mais informações contate-nos!
Tels/Fax (0**11) 3258-7568 / 3237-0809 / 3231-3296
e – mail:  comunica at dislexia.org.br – site: www.dislexia.org.br

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura, Saúde infantil Tags:
13/02/2010 - 12:04

Como trabalhar por conta própria ou ter seu próprio negócio.

Se você está pensando na possibilidade de começara trabalhar por conta própria, ter seu próprio negócio, leia o artigo “A possibilidade de trabalhar por conta própria ou ter seu próprio negócio”, no site “Profissões e Mercado de Trabalho”, no qual você poderá encontrar as “dicas” que está procurando. O endereço é http://promertra.blogspot.com/2010/02/possibilidade-de-trabalhar-por-conta.html .

Autor: Elias Alves - Categoria(s): Cultura, Emprego, Empresas Tags: , ,
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