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Para milhões de católicos em todo o mundo, ela o símbolo de sua fé. Mas, mesmo entre os cristãos e entre muitas culturas antigas e modernas, a cruz também tem sido o símbolo da pena de morte e da intolerância marcada pela violência e pelo terror.
A “Cruz Ardente” e o capuz branco em forma de cone: símbolos da Ku Klux Klan, a mais famosa e temida organização criminosa racista dos Estados Unidos.
No vídeo , um trecho do documentário “Jesus, a História Verdadeira – A Missão”, da BBC. Este trecho se refere a lguns fatos que causaram a crucificação de Jesus. Você pode assistir ao documentário completo no site www.youtube.com/user/leonardomqueiroz.
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Sempre que se aproximam datas como o Natal ou a Semana Santa, as emissoras de televisão exibem dezenas de filmes sobre a vida de Jesus, e muitas reportagens e artigos sobre ele são publicados em jornais e revistas. No entanto, poucas são as publicações dedicadas exclusivamente a um dos principais símbolos do cristianismo: a cruz.
No desenho no cartaz do filme “Nascimento de Uma Nação”, um cavaleiro da Ku Klux Klan ergue a cruz em chamas, ou “Cruz Ardente” (detalhe: o cavalo é negro, e isto certamente não é mera coincidência). Ilustração da Wikipedia
Os “Cruzados” e o “Clã do Anel”
Se para muitos a cruz representa uma mensagem de renovação de esperanças, por outro lado ela é usada como um símbolo da arrogância, da intolerância, do preconceito racial, do preconceito religioso, etc. Durante muito anos, na Idade Média, a Igreja Católica ordenou severos ataques contra todos os povos não católicos, na tentativa de obrigá-los a serem fiéis à igreja. Por ordem do papa, cavaleiros conhecidos como “cruzados” (ver ilustração abaixo, de Larouse, de 1922) tinham autorização para matar qualquer pessoa que se opusesse às determinações da igreja. Eles realizaram várias incursões por toda a Europa, levando o símbolo da cruz, golpeando com suas espadas qualquer pessoa que tentasse detê-los.
Atualmente, existem nos Estados Unidos grupos ligados a uma organização criminosa que se auto-denomina como “Ku Klux Klan”. Seus símbolos são a “Cruz Ardente”, o capuz barnco em forma de cone para esconder suas identidades e uma cruz iserida num círculo. Segundo pesquisadores, esse círculo representa um anel como símbolo de união entre os membros e de fidelidade às finalidades da organização. O nome “Ku Klux Klan” é interpretado da seguinte forma: “Ku Klux” é uma derivação da palavra grega “koklos”, que significa “círculo” ou “anel”, e “Klan” é a palavra “clan” (”clã” em inglês) com “K” no lugar do “C”. Portanto, “Ku Klux Klan” significaria “Clã do Anel”.
Existem informações de que essa organização, conhecida também pela sigra “KKK”, foi fundada em 1865 em Pulaski, uma cidade do Estado de Tenessee, no sul dos Estados Unidos, por um grupo de religiosos protestantes que pregavam que a raça branca era superior a todas as outras raças humanas (negros, índios, asiáticos, etc.). Sua fundação se deu, portanto, dois anos depois que o então presidente dos Estados Unidos, decretou a abolição da escravatura, tornando os negros pessoas livres e com os mesmos direitos de todos os cidadãos norte-americanos, em 1863 (mesmo ano em que o presidente foi assassinado pelo ator racista John Wilkes Booth).
O principal objetivo inicial da KKK era impedir, de todas as formas possíveis, a integração social dos negros recém libertados. Com o passar dos anos, seus membros passaram a perseguir e dizimar famílias de negros, índios, descendentes de asiáticos e brancos católicos. A organização foi combatida pelo governo dos Estados Unidos e banida em 1872, mas ressurgiu por volta de 1915. Ainda hoje, ocorrem ações bárbaras praticadas em nome da KKK, principalmente no sul do país, mas, segundo estimativas, seus adeptos são pouco mais de três mil pessoas.
A crucificação como pena de morte
Ainda hoje, entre muitas culturas diferentes e mesmo entre grupos cristãos, as cruz é vista ao mesmo tempo como símbolo de fé religiosa e da pena de morte. Devido a esta dualidade, ela é também usada por movimentos políticos e sociais contra a pena de morte. Ela está presente em peças de teatro, filmes, artigos jornalísticos, e juristas debatem sobre o tema, mas sempre com a presença da cruz como símbolo.
Apesar de Jesus ser o crucificado mais conhecido e mais reverenciado na história da humanidade, muitas foram as vítimas da crucificação antes e depois dele. Centenas de anos antes de Jesus ter nascido, a morte na cruz já era uma penalidade aplicada pelo Império Romano e em muitos países. E tanto em Roma como nos demais reinos havia acaloradas discussões entre os favoráveis e os contrários à crucificação, bem como a todas as outras formas de pena de morte.
Mesmo assim, a crucificação continuou sendo aplicada contra todos os que violassem certas leis ou que, esmo não sendo criminosos, causassem “incômodos” a governantes e pessoas ou grupos que gozassem de certos privilégios sociais. A própria Igreja Católica, que se autoafirmava como a única verdadeira representante de Cristo na Terra, condenou à morte na fogueira em praças públicas muitos cientistas, artistas, e outras pessoas que defendiam os direitos do povo à cultura e ao conhecimento da verdade científica. Assim, durante a Idade Média, a fogueira foi a “crucificação” aplicada pela própria igreja contra pessoas, longe de serem criminosas, mas defendiam os direitos do povo. Entre essas pessoas barbaramente assassinadas por ordem do Vaticano, estavam muitos maçons. A Igreja Católica foi tão hipócrita que condenou a francesa Joana D’Arc à morte na fogueira porque ela defendia a idéia de que as mulheres deveriam ter os mesmos direitos dos homens e depois a “canonizou”, tornando-a “Santa Joana D’Arc”.
A primeira crucificação
Não se sabe quem foi a primeira vítima da cruz, nem a data ou o local exatos da primeira morte na cruz, mas a primeira menção ou ameaça confirmada está na Bíblia. Nos livros de Esdras e de Ester, no Velho Testamento, está registrado que Dario I, rei da Pérsia, disse que crucificaria todos os que ousassem se opor aos seu decreto favorável ao retorno de todos os judeus a Jerusalém (os judeus eram escravos na Pérsia).
Segundo alguns historiólogos, o historiador grego Heródoto – 485(?)-420 a.C. – informou em seus livros que os medos, povo que viveu na Mesopotâmia antes dos persas, sacrificavam prisioneiros de guerras através da crucificação. Heródoto viveu um período em que os gregos eram educados para admirar a beleza acima de tudo, e por isto ele condenava a crucificação por considerá-la algo anti-estético, mas também condenava a crueldade que ela representava.
Mas a a Grécia também adotou a pena de morte na cruz. Isto ocorreu durante o reinado de Alexandre Magno – ou “Alexandre, o Grande” – na Macedônia. Quando ele e seu exército invadiram a cidade de Tiro, na Fenícia, mandou crucificar dois mil habitantes locais como vingança pelos assassinatos de seus embaixadores naquela cidade.
Depois disso, não se teve mais notícias de crucificações como ordens de governantes gregos. Infelizmente, porém, não se pode dizer o mesmo em relação a outras civilizações. Durante anos a penalidade foi praticada em Cartago, no Egito, na Líbia, em várias regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo, e finalmente chegou em Roma. Inicialmente muitos dos próprios romanos a consideravam uma barbaridade, mas logo o Império Romano a adotou contra pessoas acusadas como desertores, escravos rebeldes, traidores e pessoas que ousassem divulgar qualquer idéia ou opinião contra a religião romana.
O crucificado mais famoso
A história das crucificações é muito longa. Para narrá-la toda, seria necessário um site ou blog só para essa finalidade. Portanto, passemos imediatamente à história da crucificação mais famosa.
Mesmo entre os judeus, muitos anos antes do nascimento de Jesus, a crucificação para punir “traidores” e “infiéis” já existia, mas isto não significava que a maioria deles a aprovava. Ela foi aplicada durante o reinado de Alexandre Janeu na Judéia, e por isto esse rei foi hostilizado por muitos judeus. Eles consideravam que a adoção da morte na cruz contradizia a Lei Mosaica (*), coisa que um judeu jamais poderia admitir.
Existem informações de que a Lei Mosaica só admitia a pena de morte por apedrejamento, decapitação ou apedrejamento, mas não por crucificação. De qualquer forma, parece-me contraditório acreditar que tal lei proveniesse de um Deus que é todo-poderoso e extremamente benevolente.
Entre os judeus que defendiam a Lei Mosaica estavam os fariseus, uma classe de elevada condição social e política – e, ao mesmo tempo, um partido político. Alexandre Janeu só não implantou o suplício na cruz por causa da forte influência dos fariseus. Somente delitos muitos graves eram punidos com a pena de morte, e ainda assim o tipo de penalidade teria que ser decidido pelo Sinédrio, um tribunal composto por 71 juízes. Mas isto não era suficiente: o réu só seria condenado se houvesse aprovação de todos os 71 membros do Sinédrio.
Porém, depois do fim do reinado de Alexandre Janeu, essa tradição tão arraigada entre os judeus não foi levada adiante por outros reis da Judéia. Herodes, o Grande, em cujo reinado Jesus nasceu, não foi obediente à Lei Moisaica, mas também não adotou a crucificação. Depois da morte de Herodes, toda a Judéia se rebelou contra seus descendentes. Nos anos 6, 5 e 4 a.C. (**), o representante do Império Romano na província da Síria, Públio Quintílio Varo, encarregado de promover a paz na região, invadiu a Judéia com quatro legiões que dominaram os focos da rebeldia e puniram os rebeldes com mortes em cruzes. A história confirma que pelo menos dois mil judeus foram crucificados.
Quando PÕncio Pilatos era procurador do Império Romano na Judéia, cargo que ele ocupou de 26 d.C. a 36 d.C., a revolta dos judeus contra Roma estava no seu auge. As ações de Pilatos para combatê-la foram tão violentas que até mesmo o então representante do Império Romano na Síria, Lúcio Vitélio, o obrigou a ir a Roma para prestar conta de seus atos perante o imperador Tibério Graco.
Por essa ocasião, Jesus tinha pouco mais de 20 anos de idade. Considerado como o “messias” prometido por Deus segundo uma antiga “profecia” existente entre os judeus desde antes de seu nascimento, e tido como o próprio “Filho de Deus”, ele liderava um movimento contra a tirania romana, mas falava de paz, não de guerra. Isto causava descontentamento entre muitos dos próprios judeus rebeldes, que defendia a realização de uma ação militar contra Roma. Por outro lado, isto causava também preocupação ao governo de Roma: o fato de Jesus pregar o amor ao próximo – mesmo que esse “próximo” fosse o pior inimigo – poderia incitar ainda mais os judeus mais revoltados.
Pelas mesmas razões, se Jesus era visto pelos romanos como uma ameaça ao Império Romano, ele também interpretado pelos próprios líderes judaicos como uma ameaça à sua condição de pessoas que gozavam de poder e privilégios que lhes eram concedidos pelo império Romano – em troca de certos “favores”, é claro. Não tardou, portanto, para que Jesus fosse “julgado” e condenado à morte na cruz. “Julgado” entre aspas porque seu destino já estava definido pelos juízes.
Até mesmo o próprio Pôncio Pilatos considerava a morte na cruz uma penalidade tão bárbara que ele mesmo tentou, por diversas vezes, salvar Jesus dessa punição. Chegou a oferecer Barrabás, um ladrão e assassino que já cumpria pena numa prisão, para ser crucificado em seu lugar, mas a maioria dos judeus, influenciada por seus próprios juízes, não concordou. O resto dessa história, a maioria de vocês já conhece.
(*) “Lei Mosaica” ou “Os Dez Mandamentos” – a lei que, segundo as tradições judaico-cristãs, foi entregue a Moisés pelo próprio Deus no monte Sinai. As palavras “mosaico” e “mosaica” provêm do nome de Moisés.
(**) “a.C.” (”antes de Cristo”). Isto aconteceu depois que Jesus já havia nascido, mas há alguns anos descobriu-se um erro de cálculo quanto ao ano de seu nascimento, que resultou numa diferença de seis anos. Para não haver maiores confusões quanto a datas históricas, decidiu-se manter os calendários historicamente dividos com o erro. Deve-se considerar também que os anos decorridos antes do ano 1 d.C. (depois de Cristo) são contados em ordem decrescente, e que “depois de Cristo” significa ” depois do nascimento de Jesus” e não depois de sua morte. Desta forma, Jesus teria nascido no ano 6 a.C. e completado dois anos de idade no ano 4 a.C., e assim por diante.
Referêrencias:
“O livro de Esdras” e “O Livro de Ester” (Antigo Testamento) e “O Evangelho Segundo João” e “O Evangelho Segundo Mateus” (Novo Testamento) – Bíblia – Editora Sociedade Bíblica do Brasil – Rio de Janeiro, RJ
“O Evangelho Segundo João”
“A Cruz Antes e Depois de Cristo” – Enciclopédia Conhecer, vol. IV – Editora Abril – São Paulo, SP
“Jesus”, de Richard France , e “Chosen People: Judaism” (”O Povo Escolhido: Judaísmo”), de David Harley – “The World’Religion” – editora: Lion Publishing plc - Hertz, Inglaterra.
Em tempos de crise econômica e de desemprego como o que vivemos agora, a possibilidade de fazer um curso de graduação ou capacitação sem ter que pagar por ele, e ainda receber pelo correio todo o material necessário e estudar em casa é uma oportunidade que ninguém pode dispensar. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está oferecendo uma oportunidade excelente para pessoas de qualquer idade e de qualquer nível escolar, que estejam estudando ou não.
Este é um conselho que vale tanto para você, que ainda pretende escolher uma profissão, quanto para você, que já está realizando um curso (de nível superior ou não), e também para você que já está trabalhando, e para você, aposentado que não quer deixar de continuar produzindo algo útil enquanto ainda pode. A FGV está oferecendo vários cursos gratuitos para quem não tem tempo disponível para frequentar aulas pessoalmente e queira estudar em casa. Os cursos são realizados com o apoio do “Open Course Ware Consorcium” (”Consórcio de Cursos Abertos On-Line”), um consórcio internacioanl de instituições de ensino, do qual a FGV é membro. O consórcio oferece conteúdos e materiais didáticos gratuitos via internet.
Cursos oferecidos
A FGV está oferecendo cursos nas áreas de gestão empresarial, metodologia, conhecimentos de diversas áreas e cursos específicos para professores de ensino médio. As cargas horárias variam de acordo com a área escolhida pelo aluno: cinco horas para gestão empresarial, cinco horas para metodologia e 15 horas para conhecimentos diversos. Para os cursos das áreas de filosofia e sociologia (para professores de ensino médio), o período é de 30 horas.
Os tópicos a serem abordados nos cursos de gestão empresarial são “Balanced Scorecard”, Conceitos e Princípios Fundamentais do Direito Tributário, Consultoria em Investimentos Financeiros, Direito do Trabalho – Contratação do Trabalhador, Fundamentos da Gestão de Custos, Gestão de Pessoas – Motivação nas Organizações, Processos de Comunicação e Comunicação Institucional, Estratégia de Empresas – Introdução à Administração Estratégica, Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Gestão de Marketing, Gestão de Tecnologia da Informação e Técnicas de Gerência de Projetos.
Na área de Metodologia serão abordados a Metodologia de Pesquisa (conhecimento, saber e ciência) e a Metodologia do Ensino Superior (universidade e sociedade).
Os cursos de áreas de conhecimento diversas incluem Ciência e Tecnologia, Ética Empresarial e Recursos Humanos. Os cursos de filosofia e sociologia estão sendo oferecidos EXCLUSIVAMENTE para PROFESSORES DE ENSINO MÉDIO.
Material didático
Cada aluno inscrito receberá receberá o material didático em casa, através do correio, antes do início do curso. Será composto por um fichário e um CD-rom.
O fichário terá todo o conteúdo teórico do curso e o tutorial da plataforma de ensino à distância. O CD-rom contém o material teórico, vídeos com atividades de sala de aula, tutoriais animados e “plugins” necessários à utilização dos cursos. É importante lembrar aos interessados que não será oferecido material didático para o curso de Acessibilidade - Conceitos e Fundamentos da Inclusão.
Alguns boatos que se espalham por aí influenciam tanto nos meios sociais que, depois de serem ouvidos e comentados por algum tempo, deixam de ser considerados como mentiras e acabam sendo interpretados como “verdades inconstestáveis”. Isto acontece muito com relação à língua portuguesa.
Várias palavras e um significado
Existem muitas pessoas que afirmam, por exemplo, que o português é o único idioma do mundo no qual se encontram várias palavras com um mesmo significado. Isto não é verdade: o mesmo fenômeno ocorre em vários idiomas. No inglês, por exemplo, existem duas formas de se dizer “embaralhar cartas de baralho”: “muddle up” e “shuffle”.
Outro exemplo: na língua portuguesa, há dois verbos com um significado: “embevecer” e “cativar”. Também em inglês, existem dois verbos com o mesmo significado destes dois: “engross” e “captivate”. Da mesma forma, como em português as palavras “cativo” e “embevecido” significam a mesma coisa, o mesmo ocorre com as palavras inglesas “engrossed” e “captivated”.
Em português, a expressão “apesar de” tem o mesmo significado de “ainda que”, “embora” ou ”mesmo que”. Para este mesmo significado, existem em espanhol as expressões “aún que”, “aún” e “además de”.
Uma palavra e vários significados
Também ocorre o oposto: dizem que a língua portuguesa é a única que possui uma palavra com muitos significados. Isto também não é verdade. Em inglês, a palavra “way” pode significar “caminho”, “jeito”, “maneira”, “jeito de ser de uma pessoa” ou “escolha”.
Ainda em inglês, a palavra “freeway” pode significar “caminho livre” ou “uma rua com mão dupla”. A palavra “feel” pode significar “sentir”, “perceber”, “notar”, e se eu disser “they had…”, posso estar dizendo “eles tinham…” ou “eles tiveram…”.
A palavra “saudade”
Dizem também que a palavra “saudade”, do idioma português, não tem tradução em outros idiomas. Isto também não corresponde à realidade.
Em espanhol, existem três palavras que significam “saudade”: “saudade” (igual à correspondente em português”), “nostalgia” e “añoranza”. Em inglês, as palavras “longing” e “yearning” tanto significam “saudade” como “desejo muito forte” ou “vontade intensa”.
Referências:
“Dicionário Essencial – Português/Inglês – English/Portuguese” - editor: Adriano Roriz – compiladores: Jhon Whittlam e Lia Correia Raitt – editora Europa – São Paulo, SP
“Oxford Advanced Learner’s Dictionary of Current English” - editor : Jonathan Crowther – Oxford University Press – Oxford, Inglaterra
“Dicicionário Acme de La Lengua Española” – editora: Acme Agency – Buenos Aires – Argentina
Fiz várias pesquisas para buscar uma definição para a fenomenologia religiosa. Com esta finalidade, parti do princípio de que “fenomenologia” é o estudo dos fenômenos. Portanto, “fenomenologia religiosa” não é um estudo das religiões, mas dos fenômenos relacionados a elas e de seus reflexos sobre o comportamento de cada grupo de pessoas e, ao mesmo tempo, de cada pessoa numa mesma sociedade.
Porém, não considero essa definição como conclusiva, pois as fenomenologias de quaisquer áreas diferem entre si e de conceitos prévios, considerando as origens históricas de cada religião. As fenomenologias devem também considerar as peculiaridades de cada sociedade, cada cultura e cada época. Isto obriga os estudiosos a classificar os fenômenos associados com tradições religiosas, objetos, rituais, doutrinas e sentimentos. Cada fenomenologista estabelece o que ele considera como a essência dos fenômenos e tenta descrever a influência dessa essência sobre as pessoas.
O pensamento de Gerardus Van der Leew
O antropólogo austríaco Gerardus Van der Leew (1890-1950) foi um dos mais destacados fenomenologistas de sua época. Para ele, o “poder” era, ao mesmo tempo, a origem e a base da essência de toda religião. Segundo Douglas Davies (*), Van der Leew dizia que esse poder se manifesta de várias formas, desde uma simples idéia de um homem numa religião da Melanésia até uma experiência maravilhosa dentro de qualquer religião do mundo.
Esse tipo de fenomenologia é uma tentativa de descrever as várias formas pelas quais as pessoas se conduzem em sua relação pessoal com o “poder”. Neste caso, o sentido de “salvação” vem sobre essas pessoas quando elas possuem ou retêm a fonte desse “poder”.
Douglas Davies ensina que a experiência religiosa individual não pode ser simplesmente observada por uma pessoa. “O fenomenologista pode apenas visualizar as consequências da experiência de um grupo de pessoas ou uma sociedade. O que Davies quer dizer com isto é que o fenomenologista pode descrever o que pode ser visto por um observador externo, mas não pode lidar com as questões da verdade.
A hierofania
Ouvi falar e li muito a respeito de Mircea Eliade durante quase toda a minha vida. Fiz vários trabalhos escolares sobre seus estudos durante quase todo o meu período como estudante. Ainda hoje, quando leio a seu respeito, percebo o quanto esse húngaro nascido em 1907 ainda influencia os estudiosos da história das religiões.
Como Douglas Davies diz, é difícil distinguir entre historiólogos da religião e fenomenologistas de religião porque suas perspectivas são muito semelhantes, e em muitos casos são as mesmas. Porém, o tipo de fenomenologia utilizado por Mircea Eliade era uma característica exclusivamente dele. Ele tentava descobrir como as religiões de desenvolveram através de suas fases históricas e, ao mesmo tempo, descobrir algo que confirmasse uma relação entre dada uma dessas fases e o que fosse considerado como algo “sagrado”.
Para esta finalidade, Mircea Eliade criou um conceito utilizado ainda hoje que inclui um conjunto de formas pelas quais o “sagrado” se manifesta, incluindo pessoas “sagradas” (santos, profetas, etc.) e lugares “sagrados” (como Meca para os muçulmanos, por ser a cidade onde nasceu o “profeta” Maomé, ou Jerusalém para os cristãos por ser a cidade onde Jesus nasceu e viveu). Esse conceito é conhecido como “hierofania”.
Douglas Davies aponta Jesus como o ponto máximo da hierofania, dizendo que nele o “sagrado” provem de um domínio que se manifesta como algo que influencia profundamente o mundo ocidental e sua natureza humana. Mircea Eliade dizia que as religiões do mundo ocidental (a pare do mundo onde nós estamos) desenvolveram certas habilidades para diferenciar o “sagrado” do “desdenhoso” ou “não sagrado”.
Douglas Davies informa também que Rudolf Otto, teólogo protestante alemão do século 19, dizia que a realidade central da verdadeira religião se relaciona com um sentido de natureza inspiradora das origens das experiências religiosas. Lembro-me de um trabalho escolar que fiz sobre Rudolf Ott, quando entendi que ele não considerava a existência de uma “divindade”, mas propunha a existência de um domínio sobrenatural.
Portanto, tanto os historiólogos como os fenomenologistas realizam seus estudos buscando evitar o reducionismo (***) e, ao mesmo tempo, evidenciar a falta da seriedade necessária para a produção de um método apropriado.
(*) Autor de “O Estudo da Religião”, “Mitos e Símbolos” e “Religião dos Gurus: a Fé Sikh.
(**) “Divindade” não é o mesmo que “deus”. Um deus é alguém a quem são atribuídos poderes sobrenaturais supremos. Uma “divindade” é alguém ou algo que supostamente tem o dom de ser um canal de ligação entre as pessoas comuns e Deus ou os deuses. Os santos da Igreja Católica, por exemplo, são “divindades”, os crucifixos, objetos banhados com água benta, etc. Em outras religiões, as “divindades” podem ser pessoas vivas ou mortas, animais, objetos, etc.
(***) Corrente filosófica defende a redução de certos objetos, fenômenos e significados complexos às suas partes mais simples para facilitar explicações.
Referências:
“The Study of Religion” (”O Estudo da Religião”), de Douglas Davies – “The World’s Religion” (”As Religiões do Mundo”) – vários autores – editora: Lion Publishing plc – Hertz, Inglaterra.
Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde – Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP
No vídeo: as várias etapas do processo de pasteurização de ovos.
Às vezes as pessoas entram num supermercado ou numa mercearia e incluem, entre os produtos a serem comprados, o leite. E dão preferência ao que leite que vem com a informação na embalagem: “PASTEURIZADO”. Nem todas as pessoas sabem o que significa tal palavra, mas sabem que a informação significa que o produto é bom para a saúde dos consumidores.
A pasteurização tem esse nome porque seu processo foi criado por Louis Pasteur, um cientista francês do século 19. Como Pasteur é mais conhecido por ter desenvolvido a vacina contra a raiva (vacina anti-rábica), muitos leigos supõem que o produto pasteurizado ajuda a evitar essa doença. Uma coisa nãda tem a ver com a outra.
A vacina anti-rábica, aplicada em animais que possam ser afetados pela doença, principalmente cães e gatos, e transmití-la a seres humanos. O medicamento consiste num soro obtido de uma substância colhida de um animal com a doença. Essa substância recebe um tratamento especial que a torna potencialmente capaz de produzir um vírus que combate a raiva, doença que também é conhecida como hidrofobia (palavra de origem grega que significa “aversão à água”, pois a doença faz com que as pessoas tenham medo de água).
A pasteurização
A história da pasteurização (que não é aplicada apenas ao leite, mas a vários tipos de alimentos) começou através de um acaso. Em 1854, quando Pasteur tinha 32 anos, ele assumiu o cargo de reitor da Faculdade de Ciências de Lille. Na ocasião, havia em Lille, uma cidade pequena da França, uma indústria de produção de álcool que passava por sérias dificuldades porque, durante o processo de fermentação do açúcar de beterraba, frequentemente se obtinha ácido lático em vez do álcool. O ácido era comercializado apenas para que o problema não fosse maior, mas era praticamente inútil e valia pouco, enquanto o álcool era muito valorizado.
Os diretores da indústria solicitaram a Louis Pasteur que solucionasse o problema. Ao mesmo tempo, ele estudava os processos de fermentação de vinho e cerveja, e não tardou a descobrir que a fermentação era causada por mecanismos microscópicos que viviam nos próprios líquidos.
Pasteur fez várias experiências para saber se esses microorganismos eram provenientes da atmosfera ou gerados espontaneamente nos líquidos. Ao final delas, ele descobriu que o líquido permanecia puro e bem conservado por muito mais tempo quando a entrada de micróbios nos recipientes que o continham era impedida. Isto comprovou definitivamente os microorganismos causadores da fermentação não se geravam espontaneamente. Além disto, Pasteur descobriu que, para combatê-los, bastava manter o líquido aquecido a uma certa temperatura por um determinado tempo. Assim surgiu a pasteurização.
A pasteurização atual
A própria história da primeira pasteurização nos faz concluir que o processo é usado para destruir microorganismos que possam existir em alimentos e causar danos à nossa saúde. Baseia-se no fato de que, mantendo-se o alimento exposto a uma determinada temperatura por um determinado tempo, esses microorganismos são eliminados.
Os avanços da tecnologia e dos conhecimentos científicos têm sido muito importantes na colaboração para o aperfeiçoamento da pasteurização. Graças à soma de todos esses fatores, atualmente é possível transportar leite e outros produtos alimentícios em viagens longas, inclusive de um país para outro, sem que estes se estraguem.
Referências:
“Pasteurização” – Wikipedia
“Pasteurização – Processamento Térmico” – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – www.ufrgs.br/Alimentus/feira/opconser/opc_pasteur.htm
“Louis Pasteur” – Enciclopédia “Conhecer” – Série Verde, Vol. II – editora Abril – São Paulo, SP
Esta é uma palavra que circula frequentemente nos meios religiosos mas, ao que parece, nem sempre as pessoas que a utilizam conhecem realmente seu significado. Mesmo entre os próprios teólogos, há muitas controvérsias. Como não sou teólogo, para escrever sobre este tema busquei diversas fontes, religiosas e não religiosas, em busca de explicações que me parecessem pelo menos as mais sensatas.
Minha pesquisa teve como ponto inicial algo que eu já sabia: a palavra “teologia” tem sua origem em duas palavras do idioma grego: “teo” provém de “theos”, que significa “deus” ( escrito assim, com letra inicial minúscula porque não se refere a Deus, mas a um “deus” ou a “deuses”, existentes ou não, de todas as religiões) e “logia” provém de “logos”, que singifica “estudo”.
Assim, já que todas as outras palavras de origem grega com o término “logia” (”biologia”, ”ecologia”, “geologia”, etc.) são denominações de ciências, supus que a teologia seja utilizada coma pretensão de ser uma delas. Como toda ciência tem um objeto a ser estudado (no caso da biologia, o “objeto” é a vida – “bio” provém de “bios”, que é “vida” em grego), concluí que a teologia tem, não apenas Deus, mas os “deuses” em geral – inclusive ele – como objetos de estudo.
Desta forma, no que que se refere à teologia,torna-se sem sentido o conceito de “ciência” que sempre ensinam nas escolas: ”A ciência é um conjunto de métodos para obter conhecimento através da experiência e da observação”. É possível observar e experimentar cientificamente Deus ou deuses que não existem?
Ao mesmo tempo não concordo com os que dizem que uma ciência como a historiologia, por exemplo, não combina com este conceito. Ao contrário, esta sim, se encaixa perfeitamente a ele. A historiologia (estudo da história) não é apenas um estudo de eventos passados, mas principalmente de fatos atuais como consequências de eventos passados. Os eventos ocorridos nos passado já são, por si mesmos, experiências, e como tal, podem ser (e de fato são) observados através de um conjunto de métodos específicos.
O que é um “teólogo”?
Voltemos a nos referir à teologia. Podemos dizer que um teólogo é um cientista?
Busquei a resposta durante anos em revistas, enciclopédias, livros (muitos dos quais percebi que eram meramente sensacionalistas). A explicação que mais me atraiu a atenção foi dada por Douglas Davies, professor do Departamento de Teologia da Universidade de Nothingan, na Inglaterra. Em seu artigo “The Study of Religion” (”O Estudo da Religião”), ele não explica qual é o significado exato da palavra “Theology” (”teologia” em inglês), mas diz que se trata de “um termo usualmente aplicado ao estudo de uma determinada religião feito por um seguidor dessa mesma religião.”
Se Douglas Davies estiver certo, podemos dizer que qualquer pessoa, desde que seja um seguidor de uma religião qualquer, e que se predisponha a fazer análises de sua própria religião, é um teólogo?
Douglas Davies explica que o conceito sobre teologia exposto em seu artigo é concernente com os significados de um conjunto de doutrinas que são desenvolvidas durante anos, e que essas doutrinas são derivadas tanto das escrituras como da interpretação das escrituras. Neste caso, pode-se dizer que as doutrinas não são exatamente corretas, já que elas dependem de interpretações, e estas podem ser resultantes de equívocos.
A teologia cristã é diferente das não cristãs?
Segundo a Wikipedia, a palavra “teologia” foi suada pela primeira vez pelo filósofo grego Platão em seu livro “A República”, um de seus mais conhecidos “Diálogos” (*). Mais tarde, a mesma palavra foi usada em diversas ocasiões por outro filósofo grego, Aristóteles, que lhe deu dois significados diferentes: num deles, a teologia seria um ramo fundamental da filosofia; no outro, a “teologia” teria sido usada como denominação da mitologia anterior à filosofia, mas de forma pejorativa.
O teólogo suíço Karl Barth definiu a teologia como “falar a partir de Deus” – o que não significa “falar de Deus”. De acordo com este conceito, o teólogo é alguém que se considera capaz de falar o que Deus falaria – o que, pessoalmente, considero como uma ousadia excessiva da pessoa que pensa que tem essa condição.
Segundo vários autores, no cristianismo, a teologia se baseia na revelação de Deus ou da palavra de Deus na Bíblia. No entanto, sabemos que ao longo dos anos os textos da Bíblia não foram apenas traduzidos para vários idiomas, mas também MODIFICADOS segundo os critérios de vários “tradutores”. E muitos livros contidos na Bíblia original – entre eles, mais de 400 evangelhos, segundo teólogos como o italiano Luigi Moraldi (**) – foram simplesmente foram RETIRADOS.
Douglas Davies explica que, considerando o que já está exposto acima, tudo leva à aplicação do conhecimento do comportamento comum – ou seja, da ética – e a atos especiais de adoração, que no cristianismo são chamados de “liturgia”. Segundo o professor inglês, embora certos nomes sejam utilizados especificamente na teologia cristã, na verdade esses mesmos atos podem ser encontrados, embora com nomes diferentes, em muitas outras religiões do mundo.
Neste caso, como o próprio Douglas Davies conclui, a teologia não é o estudo de Deus ou dos deuses, mas a análise de uma religião feita pelo seu seguidor, a partir de dentro dela mesma, considerando que sua fé é verdadeira, embora nem sempre relacionada às constantes mudanças das situações do mundo. Isto significa que a teologia está diretamente relacionada às tradições religiosas. Portanto, creio que, em vez de “teologia”, talvez o nome mais adequado fosse “religiologia” (”o estudo da religião”). O “teólogo” seria, portanto, um “religiólogo”.
(*) Leia o artigo “Platão”, no “Qualidade Devida”.
(**) Autor de “Os Evangelhos Apócrifos”.
Referências:
Wikipedia
“A República”, de Platão – edição em português: editora Nova Cultural - São Paulo, SP
“The Study of Religion” (”O Estudo da Religião”), de Douglas Davies - artigo publicado no livro “The World’s Religions” (”As Religiões do Mundo”) – editora: Lion Publishing plc – Hertz, na Inglaterra; e Sutherland , na Austrália.
A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) está convidando disléxicos e seus familiares e amigos para participar de uma caminhada que será realizada no dia 5 de dezembro no Parque do Ibirapuera, na capital de São Paulo. O objetivo da caminhada será divulgar a dislexia, seus problemas como tratá-la. Além dos disléxicos, poderão participar seus familiares e amigos.
As inscrições podem ser feitas no site da associação (veja o link na seção “SITES QUE RECOMENDO”, na coluna ao lado deste artigo). Os primeiros 300 inscritos receberão camisetas gratuitamente, as quais serão serão entregues no dia do evento, na Ponte de Ferro, dentro do parque. A caminhada começará às 10 e meia e será encerrada ao meio dia.
Muitas vezes as formas de falar e de escrever certas palavras e expressões da língua portuguesa costumam gerar dúvidas. Mas essas dúvidas, apesar de parecerem pouco importantes, precisam ser sanadas, pois numa prova como o Enem ou o vestibular elas podem ser prejudiciais.
“Meio dia e meia” ou “meio dia e meio”?
Uma das dúvidas mais comuns se refere à forma popular de se dizer “12 horas e 30 minutos”. Deve-se dizer “meio dia e meia” ou “meio dia e meio”?
Esta é uma questão fácil de ser entendida. Se você disser “meio dia e meio”, você estará dizendo “24 horas”, ou “um dia inteiro”. Isto porque dizer “meio dia e meio” é o mesmo que dizer “meio dia mais meio dia”. Porém, se você estiver se referindo às 12:30 hs (ou 12h30m), deve dizer sempre “meio dia e meia”, porque a palavra “meia” se refere aos 30 minutos após o meio dia, e 30 minutos são o mesmo que “meia hora”.
- Deve-se, portanto dizer: “É meio dia e meia.” Certo?
- Errado! Para falar corretamente, se são 12 hs em ponto, deve-se dizer “é meio dia”. Porém, se são 12 horas e um minuto, deve-se dizer “são meio dia e um minuto”. Assim, “são meio dia e dois minutos”, “são meio dia e três minutos”, etc. Portanto, devemos dizer “são meio dia e meia”.
“Os óculos” ou “o óculos”?
É comum lermos propagandas em “out-doors”, revistas, etc., onde aparecem escritas formas erradas como “o óculos”, “seu óculos”, “aquele óculos”, etc. E não são raras as vezes em que essas formas são pronunciadas em programas e comerciais no rádio e na televisão. Porém as formas corretas são “os óculos”, “seus óculos”, “aqueles óculos”, etc., porque quem usa óculos usa sempre DOIS.
A palavra “óculos” é plural de “óculo”. “Óculo” é o mesmo que “lente”. Usamos sempre DUAS lentes; portanto, DOIS óculos, sendo esta a razão da palavra estar no plural. Por isto, deve-se sempre dizer “meus óculos”, “esses óculos”, “estes óculos”, etc.
Quanto à palavra “binóculo”, o “s” no final da palavra não é necessária porque o prefixo “bi” já nos diz que se trata de um conjunto de duas lentes: “bi” quer dizer “dois”, como em “bicampeão” (campeão duas vezes). Na verdade o binóculo tem quatro lentes, mas seu nome provém das duas lentes frontais.
No vídeo, o consutor empresarial Valdez Luis Ludwig fala sobre o mercado de trabalho – programa “Sem Censura”, apresentado por Leda Nagle na TV Cultura – São Paulo
A crise econômica que o mundo enfrenta atualmente trás à tona muitos outros temas relativos à economia, e que são frequentemente mencionados em provas nas escolas. Preocupados com seu desenvolvimento escolar, são muitos os estudantes que procuram o “Qualidade Devida” . Ao mesmo tempo, aqueles que pensam em seu próprio futuro, sobre as profissões que devem escolher, ficam preocupados quando vêem pela televisão reportagens sobre o mercado de trabalho.
Assim, muitos têm me perguntado o que é o mercado de trabalho. Tentarei explicar da melhor maneira possível, e da forma mais sucinta possível.
Por que se chama “marcado de trabalho”?
Em qualquer tipo de mercado, quanto maior for a quantidade de um produto a ser comercializado, menor será o preço se a procura se mantiver no mesmo nível. Porém, se a procura pelo produto for maior do que a quantidade disponível à venda, o preço tende a ser menor.
No mercado de trabalho, acontece a mesma coisa, e por isto é chamado de “mercado”. Por isto é chamado de “mercado”. Mas é um tipo de mercado específico, no qual o “produto” é o trabalho. O “preço” é o salário. Se a oferta de trabalho for maior do que o número de vagas oferecidas, o salário tenderá a ser maior. Se a procura for maior do que a oferta, o salário tenderá a ser menor. A isto se chama “lei da oferta e da procura”.
Considerando qualquer profissão, quando existem muitos profissionais à procura de emprego e faltam ofertas suficientes específicas para sua profissão, ocorre um desequilíbrio chamado “saturação de mercado”. Se não houver excesso de oferta mas ocorrer falta de procura de profissionais pelos empregadores, as empresas deixam de procurar pessoas especializadas nessa profissão e buscam profissionais de outras áreas e com outras qualificações.
Em síntese, “mercado de trabalho” é isto.
Referências:
Wikipedia
“Almanaque Abril – Mundo” e “Almanaque Abril – Brasil” – edições de 2002 – Editora Abril – São Paulo, SP.
No cabeçalho do “Qualidade Devida”, fotografia mostrando a galáxia de Andrômeda.
A galáxia NGC 224, ou Messier 31 ou M-31, mais conhecida como "galáxia de Andrômeda" por estar na direção da constelação de Andrômeda em relação à Terra, está à distância de cerca de 2.900.000 anos-luz do nosso planeta. Isto representa uma distância de aproximadamente 27.307.320.000.000.000.000 km (27 quintilhões, 307 quatrilhões e 320 trilhões de quilômetros).
Cada ano-luz é a distância que a luz percorre no espaço enquanto se passa um ano aqui na Terra. Isto significa que a luz proveniente da galáxia de Andrômeda começou a ser emitida há cerca de 2.900.000 anos.