Antes de escrever este texto saí em busca dos casos de óbito consequentes da gripe suína (H1N1) no Brasil, mas não logrei sucesso em descobrir se estas eram ou não obesas. Na verdade, só o que descobri foi que a primeira vítima era um caminhoneiro gaúcho de 29 anos e a segunda uma menina paulista de 11 anos de idade.
Sobre o caminhoneiro até dá para supor que ele realmente pudesse ter sobrepeso, já que obesidade é uma característica bastante comum a este grupo de profissionais. Mas no caso da menina, nada há que sugira que ela fosse uma criança obesa.
Mas, de fato, a agência Bloomberg está reportando que a gripe suína tem matado apenas gordos até agora.
Se for mesmo verdade, isto se justifica pelo fato de que pessoas obesas (com IMC acima de 40) naturalmente têm complicações respiratórias mais difíceis de tratar e que devido aos efeitos da gripe suína podem ser fatais.
O que eu temo, realmente, é que a ignorância acabe criando mais um foco de preconceito contra os gordos. E mais um motivo para os hipocondríacos de plantão se automedicarem até a gengiva, colocando a própria vida ainda mais em risco.
É muito comum aos mais atentos encontrar verdadeiros disparates publicados por aí como se fossem de autoria de alguém respeitado. Na literatura, principalmente em termos de Internet, pululam crônicas de gosto e qualidade duvidosos atribuídos a nomes como Luiz Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabor e outros famosos. No que diz respeito a emagrecimento e assuntos relacionados, o mais comum é que se inventem dietas absurdas atribuindo sua autoria a médicos conhecidos ou instituições reconhecidas.
Uma das mais conhecidas é a assim chamada dieta da USP, que a não ser pelo nome não tem absolutamente nada a ver com a Universidade: seus criadores se aproveitam do nome da USP para tentar forçar uma impressão de seriedade científica que por si só a dieta não teria.
De um modo geral, a dieta da USP prega a restrição total de carboidratos, permitindo apenas o consumo de gorduras e proteínas. Também é conhecida por dieta de Atkins (ou, pelo menos, as duas baseiam-se nos mesmos princípios).
Efetivamente, esta dieta possibilita a perda de peso, mas de uma maneira não saudável. Há quem consiga perder mais de 10kg em um mês alimentando-se apenas de proteínas, abrindo mão de todo carboidrato. A razão pela qual ela possibilita emagrecimento é que o organismo, privado de carboidratos, vai ter de encontrar outra fonte de energia, o que pode levar à queima dos depósitos de gordura e proteína.
Acontece que os carboidratos são importantes também para o funcionamento do cérebro: o tecido cerebral precisa de glicose para realizar suas funções, e para suprir essa necessidade o organismo inicia a produção de corpos cetônicos, que são originados da quebra de lipídios. Em excesso estes se tornam tóxicos ao organismo, podendo inclusive ocasionar coma (referência).
Se você estiver pensando em seguir alguma variação da dieta da proteína e o que eu escrevi até agora não for suficiente para você se convencer de que a idéia é pessima, lembre-se de que a perda de peso que ocorre ao cortarem-se os carboidratos é resultante da queima da gordura e dos depósitos de proteínas do corpo.
Assim, em vez de emagrecer de uma maneira saudável, sustentada, esta dieta enfraquece e ocasiona a perda de massa magra (músculos), e ao retomar a ingestão de carboidratos o organismo vai tornar a engordar, ainda mais do que antes, para preparar-se para o próximo período de escassez.
A única maneira segura e garantida de se emagrecer manter-se saudável é pela reeducação alimentar. Só que este não é um caminho necessariamente fácil, e falta força de vontade à maioria dos gordos para encará-lo até o fim.
Por conta de uma hérnia que requer intervenção cirúrgica, há umas poucas semanas estive fazendo uma de exames e consultando com um especialista, o Dr. Pablo Miguel, que me parece ser uma das maiores autoridades em cirurgias abdominais, tanto para o caso de hérnia (que me interessa diretamente) quanto para gastroplastias (que interessam aos leitores deste site).
De fato, foi um privilégio conhecer o Dr. Pablo, que é um daqueles profissionais que a despeito de serem uma sumidade são extremamente simples e simpáticos. Durante a consulta ele respondeu cada pergunta que eu fiz, inclusive as mais bestas, com paciência e de uma maneira que um leigo como eu fosse capaz de entender. No dia seguinte à consulta, por uma feliz coincidência, acabamos tomando um café juntos, gentileza dele, e eu aproveitei para fazer mais perguntas, já que não é todo dia que se tem a possibilidade de estar frente a frente com um especialista em um assunto que tanto nos interessa.
Na verdade, o Dr. Pablo mesmo sendo uma autoridade no assunto tem ressalvas importantes quanto a algumas técnicas de cirurgia bariátrica, e quando ele me falou isso a confiança que eu já tinha nele e em seu trabalho aumentaram. Naturalmente, eu quis saber quais eram as suas razões para, como profissional, não recomendar algumas das técnicas mais famosas, e ele me explicou cada razão.
Mas, , eu não estava preparado para “entrevistar” meu médico, e por esta razão não foi possível fazer um registro exato do que ele me falou. Então saí à cata de algumas informações para poder compor o texto, além — claro, pois este é um blog — das minhas próprias impressões.
Em primeiro lugar, eu fico muito preocupado ao ver as pessoas falando de cirurgia de redução do estômago como se passar por um procedimento desses fosse como ir à manicure ou ao cabeleireiro; como se amputar um pedaço de um órgão importantíssimo de seu corpo fosse algo besta e sem consequências.
Esquema do implante do balão intragástrico
O Balão Intragástrico
Uma das técnicas de cirurgia de estômago que, segundo o que apreendi da conversa com o médico, é bastante segura e das menos invasivas é o implante do balão intragástrico, cujo funcionamento é bem simples: ao ocupar até 40% do volume do estômago do paciente, a sensação de saciedade vem muito mais rapidamente. O principal motivo de eu achar que esta seja a primeira opção num procedimento destes é o fato de ela não implicar cortar nada, nem mexer com o funcionamento do sistema digestório, além de simplesmente facilitar a sensação de saciedade.
O sucesso desse procedimento, como em todo assunto que diga respeito a redução de peso, depende da atitude do paciente após o operatório, mais especificamente com relação à adoção do hábito da atividade física associado à reeducação alimentar.
O balão intragástrico só pode ser deixado no estômago do paciente por seis meses, prazo que deve ser mais do que suficiente para que se atinja o objetivo a que a técnica se propõe: ensinar o obeso a alimentar-se de maneira mais saudável e moderada.
Esquema simplificado do Bypass Gástrico
Bypass Gástrico
A técnica do Bypass Gástrico parece ser a técnica de cirurgia de estômago mais empregada no mundo. O emagrecimento decorrente desta intervenção ocorre porque o paciente perde a fome, ou seja, a comida deixa de ser a grande de prazer na vida do sujeito.
Diz-se que a perda de peso média é de 40% a 45% do peso inicial, o que implica uma grande melhoria da condição clínica do obeso mórbido.
Entretanto, não é raro que pacientes operados sob esta técnica apresentem problemas relacionados a anemia e osteoporose, causados pela baixa absorção dos nutrientes dos ingeridos, o que obriga o paciente a fazer reposição vitamínica para o resto da vida.
É como se a pessoa tivesse de escolher entre obesidade ou anemia e osteoporose.
Diagrama do “duodenal switch”
Cirurgias Bariátricas Dissabsortivas
Estas são técnicas bem mais raras, porque são muito radicais. Em resumo, elas consistem em que se inutilize uma grande porção do tubo digestivo, para evitar que o organismo absorva gorduras e carboidratos, mas tentando não prejudicar a absorção de proteínas.
Os efeitos adversos desta técnica podem ser ainda piores do que os da técnica do Bypass Gástrico, podendo causar até mesmo cirrose hepática.
Além disso, a qualidade de vida do paciente fica bastante prejudicada, pois sua alimentação terá de ser modificada para o resto da vida, baseando sua dieta em carnes (como fonte de proteína), mas evitando gorduras — fica fácil de ver o paradooxo.
Como o paciente passa a ter apenas cerca de 30% de seu tudo digestivo, o resultado é que ele passa a viver com constantes diarréias, além de apresentar fezes de odor absolutamente pútrido, o que certamente ocasiona severos desconfortos no convívio social.
Diagrama da Banda Gástrica Ajustável
Banda Gástrica Ajustável
Essa técnica consiste na instalação de uma cinta inflável ajustável ao redor do estômago, que vem a promover um estreitamento deste, tornando-o uma espécie de ampulheta (aquele relógio de areia, para os menos atentos). Sob a pele do abdomen fica um botão pelo qual o cirurgião pode injetar liquido estéril e assim inflar mais ou menos a banda, aumentando ou diminuindo o calibre de esvaziamento da ampulheta.
Tal mecanismo apresenta um problema grave para o obeso: a fome não se vai, apenas fica dificultado o ato de comer.
Acontece que o paciente tem de comer pequenas quantidades, que lotarão a parte superior da “ampulheta”, e lentamente este alimento irão escoando para o restante do estômago. Mas isto implica que a saciedade cerebral vai demorar muito a chegar (porque a comida não chega àquela parte do tubo digestivo que envia para o cérebro o sinal de refeição completada). Assim, o paciente naturalmente vai substituir carnes e verduras por carboidratos, que ficam pastosos na boca e passam mais facilmente pelo “ralo” da ampulheta. Em outras palavras, o paciente pode tornar-se devorador de doces porque estes “passam mais fácil”.
Devido ao relativamente pequeno volume da porção superior do estômago é comum que o paciente apresente vômitos frequentes, ou que venha a ter problemas de refluxo do ácido do estômago para o esôfago, o que causa esofagite de refluxo.
Além disso, o paciente terá para o resto da vida uma prótese no estômago, em última análise um corpo estranho no organismo, e próteses sempre podem apresentar implicações no futuro.
Conclusão
Caros leitores, ao lerem o que escrevo aqui lembrem-se sempre que sou analista de sistemas e não médico. Em hipótese alguma uma página na Internet pode ser considerada fonte única de informações sobre qualquer assunto, principalmente ligado à saúde, pois assim como eu escrevo tentando levar um pouco de bom senso e consciência crítica às pessoas há os picaretas que só querem saber de tentar vender suas porcarias aos mais necessitados.
Embora eu tenha pessoas relativamente próximas que fizeram cirurgia de estômago e hoje estão extremamente bem, sou contrário à utilização desta como fórmula mágica para emagrecer, e é baseado nisso que vou expressar minha opinião sempre.
Se você tem problemas de obesidade (mórbida ou não), procure um médico, e se ele recomendar a cirurgia procure outro profissional, para ter uma segunda opinião. Em hipótese alguma tome por conta própria, seja a “inocente” sibutramina (por favor, notem a ironia em “inocente”), sejam as tradicionais e perigosas anfetaminas, seja lá o que for.
Saúde é coisa séria, e ninguém tem o direito de brincar com a vida, seja a própria seja a alheia.
Já faz algum tempo (dois meses e meio) que não escrevo nada novo neste blog. A principal razão para isso, para a falta de motivação, é o fato de as pessoas aportarem aqui apenas em busca de fórmulas milagrosas paraemagrecer, ou — pior ainda — tentando adquirir medicamentos controlados sem receita médica. Todos os dias eu penso em escrever novamente explicando por que não permito este tipo de material no meu site, mas acabo ficando descoroçoado ante a insistência das criaturas em não lerem, e quando lêem em não entenderem o que eu quero dizer.
Mas pode acontecer de apenas uma pessoa não ter o mesmo comportamento da turba disforme que procura milagres gratuitos, e se você for esta pessoa, é para si que serão dedicados os próximos parágrafos, nos quais pretendo dar a minha visão sobre as causas psicológicas da obesidade.
Uma das mais frustrantes constatações ao ler os comentários que os leitores deixam aqui (muitos dos quais eu não publico, por serem ofensivos ou perniciosos) é a de que as pessoas só buscam combater os efeitos de seu problema, retratados no sobrepes, e rechaçam veementemente qualquer abordagem que sugira que procurem as causas reais de seu problema.
De maneira resumida, podemos considerar a gordura excessiva no corpo como indícios de retenção (de mágoas, rancor, ódio, medo, etc) e de fragilidade (a gordura funciona como uma “camada protetora” que impede que as ameaças externas cheguem ao indivíduo). Estas duas visões não se excluem, e é até comum que os dois princípios coexistam na mesma pessoa.
Regra geral, o obeso é hipersensível. Rancoroso, ele não consegue perdoar os erros do passado (os seus próprios ou os de terceiros), e pela sua imaturidade — que não tem nada a ver com a idade cronológica — ele atribui sempre a terceiros as causas de sua frustração, raramente ou nunca assumindo a responsabilidade pelas suas próprias escolhas; assim, ao reter esse rancor, esse desamor, ele necessita criar um mecanismo de proteção, já que ele acha que a ameaça está fora; e está feita a combinação perfeita para que camadas e mais camadas de gordura se acumulem.
Vale notar que as pessoas — principalmente as que não têm que lutar contra a obesidade — simplificam tudo ao dizer que todo gordo come demais. Como toda generalização, esta é leviana. Conheço gordos que realmente comem pouco, muito pouco, e ainda assim continuam acumulando cada vez mais peso, cada vez mais gordura. Isso porque o organismo acaba assimilando o medo inconsciente que a pessoa tem de passar por privações, por perdas de maneira geral, e acaba não eliminando daquele alimento o que deveria ir parar na privada, literalmente.
O que as pessoas se recusam a tentar entender é que engordam devido à natureza de sua relação com a comida. Carências afetivas (e gordos são, normalmente, poços de carência) são compensadas com guloseimas, “gostosídeos”, alimentos altamente calóricos e de baixo valor nutritivo. Isso demonstra que os problemas que causam a obesidade são oriundos, portanto, da porção criança da pessoa. Mais especificamente, ousaria dizer que entre a gestação e os três anos de idade é que se formam estes traumas que fervilham medo e carência na alma do gordo. Ora, a maioria das pessoas, quase a sua totalidade, não consegue acessar memórias dessa época espontaneamente, o que ressalta a necessidade de se ter um bom acompanhamento psicológico para o êxito de qualquer processo de emagrecimento.
Para coroar minha teoria evoco a memória do típico comportamento infantil: deixe os petizes decidirem o que vão comer, e é bem provável que eles escolham uma dieta à base de chocolate, salgadinhos e refrigerantes.
Vale lembrar que o obeso tem o desejo de realizar mudanças na sua vida. O que lhe falta, normalmente, é resolução para seguir em frente em suas decisões. Decisões estas que normalmente ficam no âmbito dos exercicios físicos, da reeducação alimentar, da privação de determinados alimentos, mas raramente vão para o nível do perdão, do amor e da superação dos traumas.
Não é raro também que os gordos tenham uma dificuldade imensa de dizer “não”. São aquelas crianças que são os filhos perfeitos, os alunos favoritos dos professores, os jovens que se tornam os palhaços da turma, que desenvolvem um excepcional bom humor que, de fato, funciona como um casulo emocional, tal qual já falamos da gordura nos parãgrafos precedentes. Ora, alguém que nunca nega nada a ninguém acaba se empanturrando de “sapos”, que engole para não correr o risco de perder o afeto e a aprovação dos que o rodeiam.
Orgulho e prepotência também são características comuns ao obeso. Muitas vezes este se aferra a uma situação (ou a outra pessoa) claramente perniciosa, apenas motivado pela incapacidade de lidar com o medo da perda que adviria de enfrentar e realizar a solução do problema.
Aliás, em termos psicológicos, é bom ficar atento ao fato de que proporcional ao sentimento de ser vítima do mundo é o tamanho da prepotência da pessoa. Afinal, ela se julga tão especial que todo mundo “quer” prejudicá-la, quer prendê-la, limitá-la. E, naturalmente, a prepotência costuma ser tão grande que refutam inclusive este argumento.
Expostos todos estes pontos — que estão absolutamente distantes de esgotar o assunto — podemos inferir que para que um processo de emagrecimento seja efetivo, duradouro, é necessário que o interessado esteja munido de muita coragem para mergulhar no seu próprio mundo interior, a fim de descobrir quais são seus monstros pessoais, seus medos, suas angústias, e principalmente onde é que ele não está sendo capaz de perdoar. É preciso muito mais coragem para fazer uma viagem de autoconhecimento, para começar o processo, entrar nos problemas (porque é a única maneira de realmente sair deles), do que para deitar-se numa cama de hospital e permitir que um médico corte ou grampeie um pedaço do estômago.
Talvez eu deva começar retificando o título deste texto. O mais coerente seria: por que as pessoas falham ao tentar dietas.
Não disponho de esstatísticas neste momento, mas creio que não seja exagero dizer que 99% das dietas que as pessoas começam são interrompidas ante a frustração resultante, ou então substituídas por outra um depois devido ao fracasso em eliminar peso e manter o novo corpo.
Para entender por que as pessoas falham ao fazer dieta, é necessário entender a Psicologia da Obesidade. É preciso entender como a parte mais básica, mais essencial e irracional, da psicologia humana percebe a dieta. Será sempre de uma das duas maneiras (ou de alguma sorte de combinação delas): privação (escassez) ou punição.
Se a pessoa (muitos dizem “o organismo”, como se as pessoas fossem fragmentadas) cair no espaço de “punição”, é fácil ver o resultado: ela vai querer inconscientemente vingar-se, para provar quem manda em quem. Aí, adeus disciplina. Serão constantes “escapadinhas” que resultarão em milhares de calorias extra todo dia.
Já se a pessoa for para o sentimento instintivo de “escassez”, a consequência será a desaceleração do metabolismo: preparando-se para longos período de falta de alimento, o corpo passa a preservar as reservas de gordura.
Neste ponto evidencia-se a importância da prática de atividade física, que vai forçar a queima dessas gorduras, acelerando o processo de emagrecimento.
O assim chamado “efeito ioiô”, ou “efeito sanfona”, que também é uma evidência do fracasso das dietas, costuma ocorrer porque as pessoas não reconhecem que diferente de uma gripe, por exemplo, que se trata com remédios durante um curto período e depois abre-se mão deles totalmente, a obesidade requer controle constante.
Ou seja, ao atingir o objetivo da dieta (eliminar tantos quilos) a pessoa não pode simplesmente voltar aos hábitos antigos, porque vai recuperar todo o peso de antes e mais um pouco possivelmente.
Em outras palavras, para sair do lado dos 99% que fracassam e passar para o lado do 1% que se dá bem com sua dieta, é necessário estar permanentemente motivado, e para isso é necessário saber quais são as motivações mais instintivas que levam uma pessoa a comer em excesso. Dessa maneira não haverá dúvidas sobre quem manda no corpo: aquela pessoa que quer emagrecer para se sentir mais bonita ou ficar mais saudável, e não os medos e condicionamentos ocultos que só criam tristeza e insegurança.
Talvez eu tenha escolhido um título meio sensacionalista ao falar em dieta da respiração para este texto, mas o fato é que pesquisadores da UCLA foram capazes de modificar geneticamente algumas cobaias que passaram aexalar o excesso de gordura de seus corpos, o que vai acabar, ao cabo de um indeterminado tempo, possibilitando a criação de um tratamento milagroso para doenças como diabetes, cardiopatias e — é claro — obesidade. Ou seja, as pessoas vão mesmo emagrecer apenas por respirar.
Ratinho alimentado com uma dieta 55% mais rica em gorduras aumentou seu peso em 35% em duas semanas.
Num estudo publicado na Cell Metabolism, o professor de engenharia química e biomolecular James Liao, mostrou que alterações genéticas habilitavam ratos a converter gordura em dióxido de carbono, mantendo-se magros enquanto comendo o equivalente a uma dieta de lanchonete.
De fato, quem é viciado em fast food não pode nem pensar em comidas gordurosas que já fica louco para correr para a lanchonete mais próxima para esbaldar-se num sanduíche gigantesco acompanhado de batatas ou cebolas fritas e muito refrigerante. Mas até mesmo para estes esse novo estudo pode trazer esperança.
Um dos colaboradores do Professor Liao disse que eles partiram de uma premissa totalmente diferente do convencional para desenvolver este estudo, tomando emprestada uma ideia que até então só fazia sentido com relação a plantas e bactérias. É sabido que plantas e bactérias digerem gordura deferentemente dos humanos (e dos mamíferos em geral). As plantas normalmente armazenam muita gordura nas sementes, que ao germinar convertem a gordura em açúcar para crescer. A razão pela qual elas processam a gordura desse jeito é que elas têm um conjunto de enzimas que só está presente no DNA de plantas e bactérias, não existem em mamíferos.
O estudo dos pesquisadores justamente introduziu tais enzimas em células humanas cultivadas. Só que em vez de converter a gordura em açúcar como fazem as bactérias e plantas, as células converteram a gordura completamente em dióxido de carbono (o gás que a gente naturalmente exala ao respirar). Esta descoberta revelou o caminho bioquímico que promove o metabolismo da gordura em vez de o do açúcar.
A partir daí os cientistas introduziram os genes modificados no fígado das cobaias. Enquanto os ratos normais engordavam quando submetidos a uma dieta sobrecarregada de gordura, os ratos modificados se mantiveram magros a despeito do fato de eles terem o mesmo gasto energético que os outros. Além disso, os ratos modificados também apresentaram menores níveis de gordura no fígado e colesterol mais baixo.
Um aspecto promissor da nova pesquisa é que a conversão da gordura em dióxido de carbono em vez de açúcar, é que níveis altos de açúcar podem provocar outras doenças, como diabetes.
Para finalizar, cabe dizer que este estudo realmente mostra-se como uma lanterna de esperança para quem sofre com o excesso de peso, e dentro de alguns anos talvez tenhamos tratamentos que vão em direção diversa da invasiva cirurgia de estômago. Até lá, cabe lembrar que uma dieta equilibrada, exercícios físicos e a cabeça no lugar são o melhor tratamento disponível para a maioria das pessoas.
Quem deseja qualquer coisa na vida, e o foco do nosso blog e emagrecer,sempre acaba encontrando obstáculos que podem vir a ser desde um pouco difíceis até intransponíveis. Na verdade, cada pessoa tem suas próprias características e para cada um as dificuldades serão diferentes.
Contudo, creio ser possível generalizar um pouco e citar as três dificuldades mais comumente alegadas pelos que tentam um tratamento para emagrecer.
Tempo
Uma das desculpas mais frequentes para quem diz que queremagrecer mas não consegue fazer uma mudançca de atitude é o tempo. Ou a falta dele.
As pessoas alegam que não dispõem de tempo para ir na academia, que trabalham o dia inteiro e não conseguem tempo para caminhar, para fazer exercícios.
Este empecilho também se faz presente na forma de adiamentos constantes: “amanhã eu começo a me cuidar”, “depois dessa orgia alimentar de hoje, eu juro que começo a fazer dieta”, “minha resolução de ano-novo é emagrecer 20kg, faltam só sete meses pra eu me cuidar”.
Dinheiro
Esta é a desculpa mais utilizada. Os gordos egoístas, no afã de fazer com que os outros sintam peninha deles, adoram dizer que estão sem dinheiro para ir ao médico, imploram para descobrir como se compram medicamentos controlados (porque são perigosos, evidentemente) sem receita ou acompanhamento médico.
Adoram também dizer que não têm dinheiro para comprar calçados para caminhar, que acompanhamento psicológico custa caro, mas sequer se dispõem a procurar alternativas.
Medo
Este bloqueio nunca é citado explicitamente, mas é o mais presente de todos. E nem vou entrar no mérito de que a obesidade seja uma manifestação física de medos acumulados ao ponto de o corpo somatizar na forma de carapaças de gordura.
Mas, naturalmente, é compreensível que o medo apareça.
A mudança de atitude necessária para a reeducação alimentar (e pessoal, especialmente) pode ser assustadora, assim como é assustador iniciar um processo de autoconhecimento.
E você? Quais são os seus principais bloqueios na luta contra a obesidade?
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Contrariando o senso comum de hoje em dia, meus avós adoravam ver os descendentes bem gordos, pois para eles isso era sinal de saúde. Todos sabem dos riscos que o sobrepeso representa, mas para aqueles que estão ligeiramente acima do peso talvez a loucura para emagrecer possa começar a ter fim.
Segundo pesquisadores japoneses em trabalho recente, pessoas levemente acima do peso depois dos 40 anos vivem de seis a sete anos mais que os muito magros e estes últimos tem expectativa de vida cinco anos menor que os obesos. A principal razão, segundo os pesquisadores, é que as pessoas com baixo índice de massa corporal são mais suscetíveis a doenças como pneumonia e seus vasos sanguíneos são mais frágeis.
Só para deixar claro: pessoas le-ve-men-te acima do peso.
Se você está fazendo uma dieta, com acompanhamento do médico ou do nutrólogo, não pare agora só porque leu esta notícia. Na verdade, os muito magros é que devem se alimentar melhor e esforçar-se para ganhar mais massa.
Mas se você é daquelas paranoicas que está um quilo acima do “peso ideal” e não consegue se conscientizar de que homem gosta de ter no que pegar, e que só quem acha que homem gosta de sacos de ossos são as próprias mulheres, considere o resultado dessa pesquisa como um incentivo para você desencanar da neura do emagrecimento a qualquer custo.
Afinal, o que importa é ser feliz, e só o fato de não ficarmos inventando problemas onde eles não existem pode muito bem fazer com que vivamos melhor cada um de nossos dias.
Você está planejando perder peso em duas semanas e alcançar o peso ideal com que sempre sonhou? Então você não deve abrir mão de planejamento do seu programa de emagrecimento, tampouco deve ignorar alguns aspectos que de tão óbvios acabamos por esquecer deles.
Procure orientação de um profissional anes de começar qualquer programa de redução de peso. Isso é extremamente importante para sua saúde e seu bem estar. Caso você seja obeso, ou tenha problemas conhecidos de saúde, torna-se essencial discutir sua situação com um médico, uma vez que mudanças na sua alimentação ou na sua rotina podem impactar na sua saúde de maneira imprevisível.
Saiba de antemão o quanto você deseja emagrecer em duas semanas. Sem um claro objetivo em mente torna-se mais difícil de alcançar sua meta. Aliás, sem uma meta definida nem há o que alcançar, ou pelo que esforçcar-se.
Peça ajuda de seus amigos e familiares. Sem o suporte deles fica muito dificil de perder peso em duas semanas sem tomar remédios. Da mesma forma é importante afastar-se de pessoas negativas, pessimistas, e principalmente as que não apoiam sua decisão de ir para seu peso ideal. Em vez disso, mostre a elas do que você é capaz em termos de superação e determinação.
Tire uma foto do seu corpo antes de começar seu programa de emagrecimento. Fique de pé diante do espelho e visualize seu novo corpo, enquanto se observa, e compare os resultados: muitas vezes a gente esquece quanto progresso já fez, e joga tudo para o alto antes de pelo menos tentar pensar em pelo que estamos passando.
Quem está em sobrepeso e resolve envidar esforços para emagrecernormalmente acaba por assumir para si alguns mitos como se fossem verdade, sem se darem conta de que podem muito facilmente estar pondo em risco sua saúde.
Desde que foram inventadas assaunas têm sido muito populares como uma ferramenta de relaxamento (elas foram criadas com esse intuito: relaxar os músculos e aliviar o estresse e a tensão acumulados dia após dia). Algumas pessoas, entretanto, passaram a notar outros efeitos oriundos da prática da sauna, para mais além do simples relaxamento.
Especificamente, houve gente que percebeu redução de peso como resultado das saunas.
Muitas pessoas — eu incluso — recusam-se a acreditar nesses relatos de perda de peso devido ao uso da sauna. A despeito dessa incredulidade, os relatos de perda de peso por uso da sauna nunca cessam, e isso por si só deve nos fazer pensar e pesquisar. E pesquisando descobri que há estudos que sugerem que a alta temperatura da saunanão só atua no tecido muscular como também nos tecidos gordurosos do corpo.
Mas, de fato, seria tolo demais acreditar que o calor da sauna seja capaz de derreter a gordura corporal. O que realmente acontece é que a sauna possibilita ao organismo livrar-se do excesso de sais acumulados por meio da sudorese.
E tal efeito resulta em perda de peso porque nem todo o excesso de peso corporal é formado por gordura — uma boa parte pode ser causada por retenção de líquidos. E excesso de sal no organismo implica retenção de água, que tem massa e por isso se reflete na balança.