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06/03/2011 - 23:39

O melhor do melhor do carnaval!

 

Para00728647.jpg você que viajou ou estava na folia no domingo de manhã, já pode ouvir o programa “Histórias do Frazão” especial de carnaval. São duas horas com o primeiro time de intérpretes e compositores dos carnavais de ouro de nossa história. Juntos, estão Orlando Silva, Aracy de Almeida, Carlos Galhardo, Francisco Alves, Geraldo Pereira cantando!, Lauro Borges fazendo a voz do Manduca!, Gilberto Alves, Trio de Ouro, entre muitos outros. Interpretando clássicos da nossa maior festa nos mais variados gêneros, numa seleção musical de primeira. No especial de carnaval do programa Histórias do Frazão o ouvinte pode ouvir também histórias maravilhosas, sobre as composições, os grandes sambas que fizeram a alegria de eternos foliões.

Lembramos que, nesta segunda-feira, o programa não será reprisado em virtude da excelente cobertura que a Rádio Nacional vem fazendo deste carnaval 2011, e nesta noite de segunda, todas as atenções estarão voltadas para o desfile da Marquês de Sapucaí.

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, pela Radio Nacional do Rio de Janeiro, é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido pela Internet, a qualquer momento, em www.historiasdofrazao.com.br

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/01/2011 - 21:24

Hora de Pedro Caetano

1985Já está na Internet o último programa “Histórias do Frazão” deste 2010. O destaque vai para Pedro Caetano, compositor de primeira que completa 100 anos este ano. Pedro, de quem me orgulho de ter sido amigo, é um dos maiores compositores brasileiros, e teve sucessos gravados por todos os grandes nomes da Era do Rádio e até depois, redescoberto por Elis Regina e outros nomes de nossa música contemporânea. Sem conhecer música, sem tocar nenhum instrumento, foi capaz de compor mais de 400 músicas, em sua maioria gravadas por cantores e cantoras consagrados como Orlando Silva, Ciro Monteiro, Quatro Azes e um Coringa, Francisco Alves, Dircinha Batista, Marlene, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira, Elis Regina, Célia, Céu da Bôca, Zélia Duncan, Pedro Camargo Mariano, Karrin Allyson e muitos outros.

É autor de valsas lindas e também de muitas outras composições, muitas delas incorporadas ao clássicos de nosso cancioneiro. Este ano, a família decidiu lembrar a memória deste grande mestre. O Instituto Cravo Albin decidiu ajudar e eu foi convidado para o conselho que organiza as homenagens. Neste programa, começam minhas iniciativas para que Pedro Caetano não seja esquecido.

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, pela Radio Nacional do Rio de Janeiro, é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido pela Internet, a qualquer momento, em www.historiasdofrazao.com.br .

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/12/2010 - 14:42

Desafio fotográfico

programadocase

Esta foto é um desafio.

Ela mostra a equipe que fazia o Programa Casé, pioneiro do rádio, referência na profissionalização do veículo no Brasil. A data, anos 30.

O desafio: quem consegue reconhecer as pessoas presentes nesta foto histórica? São mais de vinte profissionais, alguns muito famosos nos anos 30, que deixaram seus nomes na história da música brasileira. Claro, alguns como Noel Rosa, Pixinguinha e o próprio Casé (o primeiro sentado à direita) são mais fáceis. Mas e o restante?

Quemj se habilita a tentar alguns nomes?

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/12/2010 - 13:59

Dose tripla de Elizeth

 Já está na Internet o último programa “Histórias do Frazão” deste 2010. O destaque vai para a dose tripla de Elizeth Cardoso, que interpreta “Meiga Presença”, “Pra Você” e “Chão de Estrelas”, esta com Sílvio Caldas. Um detalhe, nas duas primeiras, há uma bela interpretação de Paulo Gracindo, um momento brilhante de nossa produção musical.

O programa traz ainda muitas outras belas canções, como “À Beira Mar”, de Freire Júnior e do poeta Hermes Fontes. Vejam estes versos:

Pela janela da saudade
Olhas o mar ao sol-poente
E vai morrendo, longamente
Em teu adeus crepuscular

Gostaram, claro. E ainda nem ouviram na voz de Carlos Galhardo. Outra voz que podemos ouvir no último programa do ano é a de Orlando Correa, excelente intérprete, cantor de primeira qualidade, cantor de dancing, onde, para se firmar como quanta, é preciso ter muita qualidade. Orlando canta uma bela composição de José Maria de Abreu e Pedro Caetano. Sílvio Caldas é outro que aparece, cantando “Não voltarás”, de Georges Moran, e ainda Ademilde Fonseca, Roberto Paiva, com “Frases decoradas”. E os nossos melhores votos de um Ano Novo de muitas músicas lindas, que compartilharemos juntos. Um Feliz 2011 para todos!

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, pela Radio Nacional do Rio de Janeiro, é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido pela Internet, a qualquer momento, em www.historiasdofrazao.com.br .

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/12/2010 - 21:31

Noel, Vadico e Custódio: o melhor do melhor

Um programa de centenários. Este ano, lembramos os 100 anos de grandes figuras de nossa música: Noel (foto ilustração), Vadico, Nássara, Custódio Mesquita. E eles estarão presnoel-rosa-fotoentes no programa “Histórias do Frazão” deste domingo.

Nossa programação vai ao encontro de nossos ouvintes amantes da boa música, de nossos ótimos compositores e das gravações realizadas por notáveis cantores. Noel Rosa e Vadico, esses dois magníficos compositores populares, gravaram em parceria dez músicas sensacionais e estarão no segundo bloco do programa, representados por Aracy de Almeida, Silvio Caldas, Orlando Silva e Francisco Alves em dueto com Castro Barbosa.

Na primeira parte teremos músicas de Custódio Mesquita. Evaldo Ruy, seu mais constante parceiro, aparece nas composições “Noturno em Tempo de Samba”, “Promessa”, “Feitiçaria”. Com David Nasser, mostraremos a composição “Algodão”. Os ouvintes ouvirão também o Hino da Rádio Mayrink Veiga, saudosa emissora em que Noel Rosa, Custódio Mesquita, Vadico e Evaldo Ruy, entre tantos outros, trabalharam, cujas portas se fecharam definitivamente em 1964.

No terceiro e no quarto bloco, atendendo a muitos e muitos pedidos, teremos um retorno das composições de Lupicínio Rodrigues, porém com músicas diferentes das que mostramos nos últimos programas. E lembrando que neste domingo, dia 10, estaremos em nossa segunda excursão à Conservatória, a cidade das serenatas e serestas brasileiras.

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, pela Radio Nacional do Rio de Janeiro, é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido pela Internet, a qualquer momento, em www.historiasdofrazao.com.br .

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/11/2010 - 15:37

Para ouvir o mestre Lupicínio

O programa “Histórias do Frazão” desta semana, que já está disponível na Internet, faz uma homenagem especial ao grande Lupicínio Rodrigues, compositor inesquecível, um clássico de nossa canção, que deixou uma fila de clássicos que emocionaram gerações. O mais bacana é que o programa traz os clássicos e também músicas que há muito tempo não são ouvidas e outras até muito difíceis de serem encontradas.

Querem dois exemplos? “Nervos de Aço”, talvez a música mais conhecida de Lupicínio, ganhou fama na voz de Francisco Alves, foi primeiro gravada por Déo, o ditador de sucessos. E a história que cerca este grande clássico é ainda mais interessante, conto a passagem inteira no programa. Francisco Alves conheceu Lupicínio no Café Nice, templo dos compositores e artistas da Era de Ouro do Rádio no Rio de Janeiro, e, quando Chico ouviu Lupicínio cantar, ficou muito entusiasmado e o levou para ouvir o resto das composições. E disse:  “Me mostra tudo o que você tiver”. Lupicínio cantou “Nervos de Aço”. Chico achou maravilhoso. “Eu gravo!”, gritou. Mas Lupicínio ponderou, alegando que a composição já tinha sido oferecida a Déo. Mas, confiante na qualidade da música, Francisco Alves não se importou. “Não tem problema, ele grava e depois eu gravo também”, afirmou. E assim foi feito. Deo lançou a canção em 1947, com relativo sucesso, mas a consagração só veio mesmo com “O Rei da Voz”, aí ela conquistou multidões. A primeira gravação de “Nervos de Aço” você vai ouvir no programa de domingo.

Outra gravação extraordinária: Dalva de Oliveira interpretando “Há um Deus”, acompanhada nada menos pela orquestra do maestro…Antônio Carlos Jobim! Imperdível. E tem muito mais Lupicínio no programa, nas vozes maravilhosas de Francisco Alves, Jorge Goulart, Dalva, Linda Batista entre muitos outros.

O programa “Histórias do Frazão” é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro todos os domingos, de 9h às 11h, reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido a qualquer momento pela Internet no site do Frazão, em www.historiasdofrazao.com.br .

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/11/2010 - 19:43

Rumo à Conservatória

Antes do programa de domingo, uma lembrança: tudo certo para a primeira excursão que faremos a Conservatória. A saída será na sexta-feira, dia 19 de novembro, às 14h30, duas e meia da tarde, na porta do prédio da Rádio Nacional, na Praça Mauá, 7. E lembro: AINDA HÁ VAGAS para a excursão à Conservatória do dia 10 de dezembro, e esta será também muito especial, com as presenças dos cantores Jorge Goulart e Paulo Marques, que participarão de um show noturno que promoveremos no local. Realmente, vale a pena participar. Agora, nosso programa de domingo. Teremos os mais variados intérpretes de nossa canção popular, entre eles: Déo, Isaura Garcia, Dalva de Oliveira, Orlando Silva, Ademilde Fonseca, Sílvio Caldas, Carlos Galhardo, Ciro Monteiro, Quatro Azes e Um Coringa, Elizete Cardoso, Francisco Alves, entre tantos que se apresentarão no programa “Histórias do Frazão”. O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, pela Radio Nacional do Rio de Janeiro, é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido pela Internet, a qualquer momento, em www.historiasdofrazao.com.br  .

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/10/2010 - 21:33

Albertinho Fortuna e o piano de Ary

O programa “Histórias do Frazão” teve neste domingo mais uma edição de luxo, podem acreditar. A primeira pérola é uma gravação de Albertinho Fortuna cantando a versão de Haroldo Barbosa para o tango “Cristal”. Fortuna foi um de nossos maiores intérpretes, pertenceu ao elenco da Rádio Nacional e, no ano de 1948, formou ao lado dos cantores Paulo Tapajós e Nuno Roland o “Trio Melodia”, criado em função do programa Um Milhão de Melodias, que tanto sucesso fez na Nacional.

Outro lindo destaque de nosso programa será Ary Barroso acompanhando Sílvio Caldas, com seu piano de primeira linha, em sua canção antológica “Morena Boca de Ouro”. A gravação é uma preciosidade de linda, vocês devem conhecer.

Temos ainda Aracy de Almeida, bem no início de sua carreira, cantando clássico de Wilson Batista. Como se não bastasse, apresentaremos ainda Francisco Alves, Orlando Silva, Wilma Bentivegna e Helena de Lima. Em seguida, cantam Léo Vaz, Dircinha Batista, Isaura Garcia e Alberto Gino com as músicas “Falando Francamente”, “Uma Palavra”, “Gente Acordada e” “ Barulho no Morro”. Ademilde Fonseca, Paulo Marquez, Nelson Gonçalves cantando em duo com Isaura Garcia, Silvio Caldas e Jamelão completam a terceira parte do programa. Finalizando, teremos Aracy de Almeida, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Helena de Lima e Jorge Goulart.

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, pela Radio Nacional do Rio de Janeiro, é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido pela Internet, a qualquer momento, em www.historiasdofrazao.com.br .

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/10/2010 - 21:46

Freire Júnior e grandes bambas!

Antes de mais nada, queria agradecer o grande volume de cartas que nos chegam elogiando o nosso programa, vindas de quase todo território nacional. Sinceramente muito obrigado mesmo!

Mas vamos ao programa do próximo domingo. O compositor Freire Júnior se salientou na música, no teatro e na odontologia, profissão da qual teve de se afastar pelas múltiplas tarefas que iam surgindo diante de sua enorme capacidade de produzir composições para teatros e também escrever peças cômicas levadas a efeito nos teatros de nossa cidade. Entre suas inúmeras composições de sucesso, uma delas é “Deusa”, gravada originalmente na voz de Francisco Alves, cantor de sua preferência. É essa composição que abre nesse domingo o programa “Histórias do Frazão”, mas a gravação dessa vez é na voz de Onéssimo Gomes, um senhor intérprete de serenatas, e que já nos deixou algum tempo.

“Meus tempos de criança”, bela composição do mestre Ataulfo Alves, trás as recordações do tempo desse  ”menino” da cidade de Miraí (MG) que era feliz e não sabia! “Outras mulheres”, “Tortura Mental” e “Pode Ser” dão prosseguimento ao primeiro bloco desse programa, com os cantores Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves e Ciro Monteiro interpretando as músicas de Wilson Batista e também do Geraldo Pereira.

No segundo bloco, apresentaremos um alegre desfile de músicas conhecidas e carnavalescas na voz de Jorge Goulart, que na próxima quarta-feira estará no Clube Militar produzindo um show que será apresentado por mim, Osmar Frazão, relembrando quatro grandes nomes da música popular brasileira: Orestes Barbosa, Custódio Mesquita, Benedito Lacerda e Wilson Batista. O show começa às 16h, o clube fica à Av. Rio Branco, 251, quase esquina de Santa Luzia. Estarão presentes os cantores Pery Ribeiro, Alberto Gino, Ademilde Fonseca e sua filha, a cantora Eymar Fonseca, Mariúsa e Paulo Marques, todos tendo o acompanhamento de Ronaldo do Cavaquinho e seu regional.

“Festa de Luz” é uma bonita composição de Bidu Reis e Murilo Latini e que será interpretada por Lúcio Alves.  “Fruto da Maldade”, de Nelson Cavaquinho, será cantado por Jorge Veiga. “Não voltarás, não voltarei”, “Despedida” e “Na Virada da Montanha” certamente serão aplaudidas pelos senhores, não só pela qualidade dos intérpretes, mas também pelo sabor popular que elas causaram algumas décadas passadas.

Encerrando o quarto bloco do programa, ouviremos a bonita composição de Ernesto Nazareth, com letra de Catulo da Paixão Cearense, intitulada “Brejeiro”. E quem a interpreta chamava-se Vicente Celestino, um dos mais aclamados cantores por mais de cinco décadas em nosso país. “Cravo Branco”, “Cigano”, “Lisboa Antiga” e “Acalanto” proclamam a vitoriosa quarta parte do nosso “Histórias do Frazão” nas vozes de Ciro Monteiro, Francisco Alves e Manoel Monteiro, cantor português que iniciou sua vida de intérprete em nosso país, e Dorival Caymmi com sua querida filha, a excelente Nana Caymmi.

Espero que todos não esqueçam: AMANHÃ, QUANDO O RELÓGIO ACUSAR MEIA-NOITE, TODOS ADIANTEM PARA 1 HORA (HORÁRIO DE VERÃO).

Um grande abraço a todos e fiquem com Deus !

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/10/2010 - 17:33

Jingle nas eleições na Web

sarauQuem perdeu o programa Sarau da Globonews do qual participei (foto), não precisa se preocupar. É só visitar o site da Globo News e assistir ao programa inteiro, sem problemas, em:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1622144-17665-317,00.html

O programa ficou muito interessante. A chamada – “Chico Pinheiro bate um papo com o músico e compositor Reginaldo Bessa, o historiador Osmar Frazão e Samuel Valente – um dos maiores colecionadores de Jingles do Brasil. Eles relembram histórias e curiosidades dos jingles que marcaram a vida política no país”.

Espero que aproveitem!

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/10/2010 - 00:31

Mais música nas eleições

Quem não conseguiu ver o programa “Sarau”, da Globonews, no qual participei falando sobre jingle e música popular nas eleições, é bom lembrar que a Globonews, canal 40, reprisa o programa várias vezes nos próximos dias. Anotem as datas e os horários:

- Sábado (02/10) – 6h30min

- Sábado p/ domingo (03/10) – 1h30min

- Domingo (03/10) – 8h30min / 16h05min

- Segunda p/ terça (5/10) – 5h05min

Neste programa, apresentado por Chico Pinheiro, falo, em companhia de Reginaldo Bessa, o Rei do Jingle, sobre as composições feitas especialmente para a política. Ficou muito interessante.

Quem quiser pode assistir o programa também pela Internet. Em breve, daremos o endereço, fiquem ligados.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/10/2010 - 00:28

A música nas eleições 2

Políticos sempre foram assunto dos mais ambicionados pelos compositores que queriam que suas partituras e composições fossem admiradas – e compradas – pelo povo.

Assim que a música brasileira deixou os salões e buscou nas ruas os motivos para suas quadras, os políticos, amados e odiados pelos cidadãos, ocuparam lugar de destaque nos sucessos.

A campanha presidencial de 1929, explosiva e pré-revolucionária,  trouxe sucessos como “É, sim senhor”, de Eduardo Souto, sucesso na voz de Francisco Alves, o Rei da Voz, em janeiro de 1929. Chico Alves emplacaria ainda neste ano outras três marchas, “Seu Doutor”, de Eduardo Souto, “Seu Julinho vem”, outra marcha de Souto, e “É sopa”, também de Souto.

Com a revolução que levaria Getúlio ao poder, novas composições retratavam o agitado momento político. Oswaldo Santiago e Eduardo Souto emplacaram, em novembro de 1930, na voz e Francisco Alves, o “Hino a João Pessoa”.  Destacando a chegada de Getúlio Vargas ao poder, Lamartine Babo deixou sua marca em “Gê-Gê (Seu Getúlio)”, marcha gravada por Almirante na Parlophon, em novembro de 1930. A campanha presidencial de 1936 trouxe para a parada de sucessos “A menina Presidência”, marcha de Nássara e Cristóvão de Alencar, sucesso na voz de Sílvio Caldas. Com o Estado Novo decretado por Getúlio ganharam espaço as composições que, ao gosto do Governo, exaltavam as qualidades do Brasil, em tom nacionalista. Foi a vez de “Onde o céu azul é mais azul”, samba de João de Barro, Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro, gravado por Francisco Alves em dezembro de 1940. As qualidades do trabalhador brasileiro também estavam em alta, e foram retratadas, por exemplo, em “O Bonde São Januário”, que Ciro Monteiro gravou em 40, composição de Ataulfo Alves e Wilson Batista.

Numa era política centralizada na presença ou na ausência de Getúlio, as composições  marcavam suas ações, os fatos políticos e as mudanças no país, sempre retratadas nas vozes de Déo, o Ditador de Sucessos, Carlos Galhardo, Moreira da Silva, Dalva de Olveira, Jorge Goulart entre muitos outros.

Difícil avaliar se uma boa composição elege, sozinha, um candidato. Mas ajuda. Ter vozes como a de Francisco Alves, Nelson Gonçalves e Aracy de Almeida entoando um slogam de campanha certamente é um bom caminho para se chegar ao eleitor. Se não vencer a eleição. pelo menos há grande chance de o jingle passar para a história, graças a sua força ou ao talento de seu intérprete.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/10/2010 - 00:22

A música brasileira nas eleições

Para ser popular é preciso falar ao povo e sobre os assuntos que povoam as conversas nas ruas. Nossos melhores compositores, cantores e intérpretes sempre souberam esta regra simples, e se esforçaram para emplacar sucessos motivados por assuntos populares. Assim aconteceu também nas eleições no Brasil. Nos bons tempos de nosso cancioneiro, durante a batalha das urnas, o vencedor sempre foi o eleitor-ouvinte.

Vejam Vicente Celestino, um dos maiores ídolos do Rádio no Brasil, um dos pioneiros nas gravações em disco no país, soube tocar o coração dos brasileiros com duas gravações: do Hino Nacional e do Hino à Bandeira. Nosso patriotismo recebia, enfim, duas interpretações antológicas, que por muitas décadas eras as versões “oficiais” destas duas belas composições.

Nesta época de pioneiros, o Rádio comercial não existia como o conhecemos hoje. Os aparelhos eram poucos, e seus apreciadores se assemelhavam a um clube de aficcionados. Mesmo assim, as composições políticas eram feitas e eram muitas, e chegavam ao público por meio dos espetáculos teatrais. O teatro, que desde o século 19 era um dos principais lugares de apresentação de artistas e divertimento do povo, falava também dos destinos do país. Seus espectadores aprendiam  as canções e cantavam nas ruas. Em sua maioria, as canções ainda não eram jingles, ou seja, não buscavam “vender” um candidato. “Eram quase todas em tom crítico e irônico. Diziam aos políticos o que o povo queria dizer”, conta o historiador e pesquisador da música brasileira Osmar Frazão. O tom crítico era encontrado na maioria das manifestações artísticas que abordavam o panorama político.

Seguindo esta cartilha, os compositores começaram então a aproveitar os motes políticos para fazer sucesso nas ruas. Nos primeiros anos do século passado, um dos primeiros a servir de inspiração para os sambas políticos foi o então senador gaúcho Pinheiro Machado. Poderoso, morador de uma mansão em Laranjeiras, no Morro do Graça, recebia em sua casa sempre um grupo de políticos interessados em seus conselhos e sua benção. Pois um desses seguidores, querendo ser o primeiro a colocar água fervente na cuia de mate do senador, pegou no bico da chaleira!

 A divulgação do fato foi rápida, como se pode imaginar, e não demorou para que, em 1909, o maestro Costa Júnior compusesse a polca “No bico da chaleira”. Trinta e sete anos depois, o mesmo tema voltou a ser sucesso no carnaval, em 1946, desta vez com o título “Cordão dos Puxa-Sacos”, de Roberto Martins e Eratóstenes Frazão. A primeira estrofe remetia ao bico da chaleira de Costa Júnior. Com o tempo, a expressão “puxar o saco” acabou se tornando mais conhecida do que “chaleirar”.

E quem não se lembra das provocações feitas, ao vivo, durante as apresentações nos programas de rádio, pelas duplas de músicos que também exploravam o humor, como Alvarenga e Ranchinho e Jararaca e Ratinho.

 Sinhô, o Rei do Samba, passou para a história ao compor “Fala, meu louro”, de 1919, em referência a Rui Barbosa. A música se tornou tão importante na sua época que era o outro lado do disco de 78 RPM que tinha como sucesso principal a antológica “Pé de Anjo”.

Quem não se lembra do refrão: “Bota o retrato do velho, oura vez/ Bota no mesmo lugar/ O sorriso do velhinho/ Faz a gente trabalhar”. A marcha, de Haroldo Lobo e Marino Pinto, procurava estimular que brasileiros recolocassem em casa e nas repartições públicas o retrato de Getúlio, que se preparava para voltar ao Catete, em 1950, depois de cinco anos de afastamento, exilado na fazenda Itu, em São Borja, no Grande do Sul. Getúlio, aliás, foi talvez o político mais citado pelo nosso cancioneiro popular, ora como objeto de bajulação, ora como alvo de ferrenhas críticas.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/09/2010 - 16:57

O jingle nas eleições

chicopinheiroEstive na semana passada na Globo News, onde fui entrevistado no programa “Sarau”, apresentado pelo jornalista Chico Pinheiro (foto). A experiência foi excelente. Primeiro, porque estava com ente que realmente conhece do riscado. A começar por meu companheiro no programa, Reginaldo Bessa, o Rei do Jingle! Ele sabe tudo sobre jingles e composições comerciais, e nos deu uma aula sobre o assunto. Depois, porque o programa de Chico é de fato muito agradável e interessante.

Nesta época dominada pela política, falamos algum tempo sobre os jingles e canções que foram feitos para eleições, campanhas, políticos. Uma aula de Brasil. Falamos sobre Vicente Celestino, um dos primeiros a fazer sucesso no disco com patriotismo com as gravações do Hino nacional e do Hino à Bandeira. 

O programa “Sarau” sobre “Jingles nas Eleições” vai ao ar na próxima sexta-feira, às 23h30, e será reprisado inúmeras vezes na grade de programação da Globo News.  É só ficar de olho.

Convido todos a assistir o programa do Chico, diversão e informação de altíssima qualidade.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/09/2010 - 00:24

Para lembrar o Rei da Voz

reiO programa “Histórias do Frazão” deste domingo lembra o Rei da Voz, Francisco Alves, um dos mais completos profissionais e artistas do Brasil. Dedicamos a ele todo o terceiro bloco do programa, pois nesta segunda-feira, dia 27 de setembro, marca a data em que Chico Alves nos deixou, vítima de um desastre automobilístico, que encerrou sua carreira de 35 anos de sucessos.

Mas o programa trará ainda outros destaques: Gilberto Alves, Orlando Silva, Heleninha Costa, Carlos Galhardo, Alberto Gino, Altemar Dutra, Golden Boys, Rosa Pardini, Nelson Gonçalves, Jamelão, Jorge Goulart, Zé da Zilda. Teremos ainda as vozes de Helena de Lima, Gilberto Milfont, Silvio Caldas entre tantos artistas maravilhosos. Somente na Rádio Nacional o ouvinte curte essas belas vozes, no programa “Histórias do Frazão”.

IMPORTANTE: Convido a todos que gostam de boa música a assistirem, na próxima sexta-feira, ao programa “Sarau”, que é apresentado na Globo News pelo jornalista Chico Pinheiro. Compareci ao programa para falar de Eleições e Música Popular Brasileira. O programa irá ao ar às 23h30, e será reprisado inúmeras vezes na Globo News. Garanto que os amigos irão gostar.

Lembro que o programa “Histórias do Frazão” vai ao ar todos os domingos, de 9h às 11h, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, e é reprisado na segunda-feira, de 21h às 23h. É possível ouvir o programa ao vivo pela Internet, no site da EBC ou da rádio MEC. Caso você perca o programa, você poderá ouvi-lo quantas vezes quiser no site Histórias do Frazão (www.historiasdofrazao.com.br ), que traz ainda inúmeras fotos, informações e histórias exclusivas e curiosidades sobre a música e os artistas da Era do Rádio no Brasil.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/09/2010 - 21:41

Rádio Nacional – amor nosso de cada dia

AUDITR~1O programa “Histórias do Frazão” é apresentado na nossa antiga PRE-8, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que foi inaugurada num dia como o de hoje (domingo), dia 12 de setembro de 1936, portanto há setenta e quatro anos de próspera existência.

Uma emissora que venceu e que continua vencendo a cada dia com novas jornadas, em que a condição de cultura é o seu objetivo principal há mais de sete décadas.

Nesse programa, extraio de minhas recordações e a título de curiosidade alguns fatos que presenciei e muito dos quais participei dos anos que já se passaram, sem constituir um apelo aos acontecimentos que ficaram para trás, porque nós não vivemos só do presente ou da esperança do futuro, as nossas raízes são o principal apoio que tivemos para continuarmos essa trajetória deixada pelos mais brilhantes artistas que por ela passaram.

Nesse dia de hoje, declaro mais uma vez o meu amor pelo rádio, principalmente pela RÁDIO NACIONAL, pela minha profissão de radialista e por ter como companheiros de jornada tanta gente que ajudou a edificar este majestoso palácio de entrenimentos no rádio-teatro, jornalismo, música, técnica e que tornar-se-ia uma verdadeira paixão do povo brasileiro.

Parabéns a atual diretoria da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, constituída de Orlando Gulhon, Francisco Teixeira e Cristiano Meneses, saudações essas, extensivas ao coordenador de nossa programação, o Marcos Gomes!

 

Parabéns RÁDIO NACIONAL!!! PARABÉNS EMPRESA BRASILEIRA DE COMUNICAÇÃO!!! PARABÉNS POVO BRASILEIRO, POR SABER AMAR COMO NUNCA A NOSSA QUERIDA EMISSORA!!!

Emocionadamente

Osmar Frazão

 

 

Alguns cantores que deixaram suas marcas indeléveis nos microfones da Rádio Nacional estarão cantando nesse domingo e segunda-feira para os senhores.

É clara a impossibilidade de colocarmos esse elenco outrora fabuloso num só programa, mas todos são testemunhas que eu os coloco gradativamente durante todo o ano. Vicente Celestino, Orlando Silva, Francisco Alves, Nuno Roland, Carlos Galhardo, Linda Batista Nelson Gonçalves, Roberto Paiva, Dalva de Oliveira estarão presentes e muitos serão citados nominalmente, havendo certamente algum esquecimento que desde já desculpo-me.

O produtor Paulo Roberto, um dos intelectuais do rádio brasileiro, que deixou uma bagagem talentosa de programas até hoje copiados, por aqueles aderentes ao que “nada se cria e tudo se copia”, estará presente lembrando momentos da carreira do cantor Gilberto Milfont e homenageando a Rainha dos Auditórios, Emilinha Borba.

Estarão presentes também os cantores Luiz Claudio, Angela Maria, Dolores Duran, Francisco Carlos e Cauby Peixoto, a nova geração desse tempo que se distancia a cada dia, mas se aproxima ainda mais de nossos corações.

É isso!

A todos o nosso sincero abraço e fiquem com DEUS!!!

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/09/2010 - 00:16

Domingo de clássicos

O programa já está na Internet. O cancioneiro se consagra por meio dos clássicos, e clássicos da MPB não faltam no nosso próximo programa “Histórias do Frazão”: “Vai dizer a ela”, “A noite do meu bem”, “Saudades da Amelia”, “Matriz ou Filial”, “Palpite Infeliz”, “Sorrisos”, “Fernanda”, “Aquarela do Brasil”, “Falando francamente”, “Laura”, “Rancho do Lalá” e “Errei” são músicas bonitas entre tantas que os amigos irão ouvir a partir das 9h de domingo e de 21h de segunda-feira, pela nossa antiga PRE-Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Todos estes sucessos estarão nas vozes de Carlos Galhardo, Ataulfo Alves e suas Pastoras, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Correa, Ademilde Fonseca, Marco Aurelio, Leo Vaz e até Bing Crosby em dueto com Rosemary Clooney. Um time de primeira para alegrar a manhã e noite de todos os nossos ouvintes.

Aproveite e vá até o nosso site www.historiasdofrazao.com.br e visite a Galeria do Rádio, a página feita especialmente para Noel Rosa, cujo centenário se comemora este ano, outra página para Francisco Alves. Detalhe: mais de uma hora e meia de música para cada um, para nossos ouvintes apreciarem sem intervalo! Na página há ainda um artigo especial que escrevi sobre meu amigo Nássara, que também faria 100 anos este ano, além de outras informações sobre nossa canção popular.

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 Am), é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido, ao vivo, pela Internet em todo o planeta em www.ebc.com.br  .

Lembrem-se: quem perder o programa ou quiser ouvir de novo, é só entrar no site e você terá o programa inteiro lá, para ouvir quando quiser.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/08/2010 - 01:35

Saudade do amigo Nássara

nassara2Antônio Gabriel Nássara, podemos classificá-lo como um dos mais populares artistas de nossa cidade, pois participou sob aplausos de toda uma geração que, junto com ele, integrou alguns dos setores mais inteligentes da vida carioca.

Assistiu sorrindo o movimento que ensejou a chegada da República nova de nossa canção popular, sendo ele um dos que ajudou a destronar os ragtimes, onesteps, tangos brasilês e outros ritmos envelhecidos, que deram a vez a sua chegada musical, acompanhado de Orestes Barbosa, Eratóstenes Frazão, Ataulfo Alves, Herivelto Martins, João de Barro, Ary Barroso, Custódio Mesquita, Evaldo Ruy, Roberto Martins, J. Cascata, Leonel Azevedo, Pedro Caetano, Lamartine Babo e outros pioneiros de uma nova alegria sonora. Mestres como Pixinguinha, Donga e João da Baiana já os aguardavam.

Este ano comemora-se o centenário do artista, que da bancada da Facudade de Arquitetuta chargeou o que seria sua vida nesse mundo doido para passear em todos os cantos da cidade, humorizando tristezas e melancolias através de suas músicas, caricaturas e infindáveis noitadas que ajudaram a escrever a nossa segunda história do Brasil cantante.

Tive o prazer de conhecê-lo quando, ainda menino, olhava com admiração para aqueles moços alegres que riam, bebiam e criavam no Café Nice o som que ficaria para nossas futuras gerações, dando crédito a uma nova sociedade que emergia da boemia deixada por Bilac, Emilio de Menezes, Bastos Tigre, Luiz Edmundo e muitos outros na Confeitaria Colombo.

Sua presença era notável quando retornava dos jornais “O Avante”, “Imparcial” ou qualquer folha perenal que sobreviveu nesse tempo. Vez por outra, nos encontrávamos no centro da cidade e andávamos como estivéssemos vivenciando tudo aquilo que acontecera anos passados, com os fatos, somente ele com a palavra.

Certa vez, me contou, ali, parado na porta do Teatro Municipal, sobre a inserção de uma música sua no show “Jujú e Balangandans”, referindo-se ao autor de “Aquarela do Brasil”:

- Ô, Ary Barroso… já reparou que, no “Jujú e Balangandans”, homenageia-se vários países e o mais próximo de nós ficou esquecido, que é Portugal?

- É mesmo, Nássara! – respondeu Ary.

Logo depois, estava pronta a valsa “Canta, Maria”, que o Ary compôs ouvindo o conselho musical de Nássara. A música foi cantada e gravada pelo barítono Cândido Botelho. Esse show beneficente, “Jujú e Balangandans”, foi patrocinado pela senhora Darcy Vargas, então esposa do presidente Getúlio Vargas.

- Tive nesse espetáculo um samba exaltação muito bonito, em parceria com o Wilson Batista – disse-me Nássara. Referia-se ao “Cidade de São Sebastião”, gravado por Francisco Alves.

Um dia, nos encontramos na Rua da Quitanda. Devia ser umas onze horas da manhã. Senti a alegria dessa aproximação e, perguntador contumaz, com assuntos geralmente “provocados” por mim, principalmente quando se tratava de pessoa como Nássara, que viveu e conviveu com tudo e com todos, respondia a tudo com prazer. Contou-me sobre o Francisco Alves que, quando foi convidado para participar de um show no Cassino da Urca, a primeira preocupação do cantor foi de dizer: “Quero ganhar igual aquele ‘mixicano’”, referindo-se a Pedro Vargas, que fazia temporada no Rio de Janeiro. Instado por Luiz Peixoto, revistógrafo e compositor, não se fez de rogado, insistiu em seu ponto de vista, e o homem de teatro, dias depois, trouxe-lhe a boa notícia: sua contratação para o espetáculo.

***

Nássara contou-me também sobre o concurso carnavalesco realizado na histórica Feira de Amostras, na Esplanada do Castelo, no Rio do princípio do século passado, onde deu uma confusão danada. “Depois que recebi o cheque de primeiro colocado, ‘piquei a mula’ antes que eles anulassem novamente esse concurso”.

Aliás, tenho em meu poder algumas cartas escritas de seu próprio punho, contando-me fatos relativos a essas disputas.

De outra feita, quase arranjei uma confusão entre o João de Barro e ele. Estávamos com o compositor Luiz Antônio, o pianista Bené Nunes e Armando Orsini, violinista, e mais alguém que me foge à memória, quando falei no tal concurso que o nosso Braguinha fôra campeão com “Pastorinhas”, em parceria com Noel Rosa, e que o Nássara, para gozar a vitória, lembrou que quem vencera o concurso tinha sido o “espírito do Noel”. Nada teria acontecido, se Nássara, com aquele permanente cigarro na boca, não começasse a rir. Braguinha ficou vermelho, vermelho e desancou a falar, e não parava mais! E Nássara, se distraindo e divertindo-se com a vermelhidão do velho e admirado amigo.

Suas “sacadas” eram geniais. Um dia, conversando com ele no Centro do Rio, passa por nós um jovem que, querendo demonstrar por ele conhecimento e muita simpatia, bate no meu ombro e recomenda-me:

- Olha, você está conversando com o grande compositor popular Nássara, que foi amigo de Noel Rosa. Um craque da nossa música, chargista etc, distribuindo em alguns passageiros segundos sua admiração por ele e saindo logo em seguida, dando-nos as costas. Surpreendido com aquela rápida intromissão e vendo-me sorrir, perguntou o que o rapaz tinha dito. Contei que ele estava adjetivando-o, me informando quem era ele, o Nássara.

Ele, que andava com uma bengala que servia de apoio para seu equilíbrio, sacudiu-a levemente, e, olhando para mim, seriamente disse:

- Mas logo para você? Prá você ele vai dizer isso, um homem que conhece a nossa história musical? E arrematou sorrindo:

- É por isso que estou ficando cada vez mais surdo!

Doutra vez, estávamos parados na Cinelândia, quando apareceu um cidadão se lamentando de não ter naquele momento uma máquina para fotografar a dupla da música brasileira: Nássara e Frazão, autores da marcha “Florisbela”, campeã do concurso carnavalesco do ano de 1939!

- Osmar Frazão! Será que esse cara não está vendo que eu tenho idade de ser teu pai e nesse ano você ainda era um neném? É aquilo que falei outro dia: por isso que eu fico a cada dia mais surdo! E rimos muito, muito mesmo!

Gozador competente, sem mordacidade, alegre por conta da vida, pertenceu ao “O Globo”, “Última Hora” e disse, na ponta do lápis, o que muito político não consegue dizer na tribuna na ponta da língua.

Enfim, 100 anos de Nássara seriam 100 shows diários e diferentes. Ele foi muito do

“Rio Cidade de São Sebastião / Rio do cavaquinho, flauta e violão / Teu céu é um enorme pandeiro crivado de estrelas e brilho sem par…”

Esse é o Nássara que eu conheci, que frequentou minha residência em Copacabana quando eu ainda morava com meus pais na rua Xavier da Silveira. Quanta saudade Nássara!

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/08/2010 - 23:50

Você já foi a Minas Gerais?

quatroaseseumcoringaJá colocamos em nosso programa “Histórias do Frazão” músicas interrogativas como: “Você já foi a Bahia?”,  “Você já foi a São Paulo?”. Agora, prosseguiremos nesse domingo com a mesma pergunta: “Você já foi a Minas Gerais?” Quem vai cantar é o extraordinário conjunto vocal Quatro Azes e Um Coringa (foto), que pertenceu ao elenco da Rádio Nacional, como quase todos os que nós apresentamos em nosso programa.

Teremos “Risque”, “Grande Mágoa”, “A Mulher que ficou na Taça”, “Camisa Listrada”, “Sertão de Jequié”, “Boiadeiro”, “Devolvi”, “Beijo Fatal”, “Laura”, “Exaltação à Bahia”, “Saudade de meu norte”, “Jardim Encantado”, “Remorso” entre muitos outros sucessos. Está bom demais. E os intérpretes? Nem se fala: Silvio Caldas, Augusto Calheiros, Vicente Celestino, Carlos Galhardo, Jorge Goulart, Alcides Gerardi, Gilberto Alves, Orlando Correa, Francisco Alves com Emilinha Borba, Francisco Carlos, Orlando Silva, Luiz Gonzaga, Nubia Lafayette, Eimar Fonseca e sua querida mãe, Ademilde Fonseca, cantando juntas. Não está uma beleza de programa? Tenho ceteza que sim! E tem histórias e um montão de abraços sinceros para todos os que nos ouvem.

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 Am), é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido, ao vivo, pela Internet em todo o planeta em www.ebc.com.br  .

E continuem acompanhando as novidades, promoções e histórias exclusivas no nosso site www.historiasdofrazao.com.br . Lembrem-se: quem perder o programa ou quiser ouvir de novo, é só entrar no site e você terá o programa inteiro lá, para ouvir quando quiser.

E fiquem com Deus!

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/08/2010 - 23:31

Vozes de Ouro

O programa “Histórias do Frazão” já está na Internet. Vamos lembrar os destaques: o famoso conjunto vocal Quatro Azes e Um Coringa abre nosso programa cantando, de Geraldo Pereira, o bonito samba “Ai, que saudade dela”. Seguiremos com um time de primeira: Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Angela Maria e Francisco Alves cantando em duo com Dalva de Oliveira “Mais uma história de amor”, de autoria de Herivelto Martins e Humberto Porto. Teremos ainda Castro  Barbosa, Joel e Gaucho, Déo, Newton Teixeira, Isaurinha Garcia, Elizeth Cardoso cantando em dueto com Nelson Gonçalves a bonita composição de Cartola denominada “As Rosas Não Falam”.

Teremos ainda Sílvio Caldas, Alberto Gino, Francisco Carlos e Carlos Galhardo. E mais, você pode participar da nossa nova PROMOÇÃO, para ganhar livros sobre o compositor Padeirinho e CDs de Francisco Carlos. Confira no Diário do Frazão. E nossa excursão à Conservatória está um retumbante sucesso!

O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 Am), é reprisado às segundas-feiras, de 21h às 23h, e pode ser ouvido, ao vivo, pela Internet em todo o planeta em www.ebc.com.br  .

E continuem acompanhando as novidades, promoções e histórias exclusivas no nosso site www.historiasdofrazao.com.br . Lembrem-se: quem perder o programa ou quiser ouvir de novo, é só entrar no site e você terá o programa inteiro lá, para ouvir quando quiser.

Autor: Osmar Frazao - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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