Tarde Finda
Queria sentir tuas pernas me engolindo o sêmen
Cuspindo orgasmo, enlouquecidas
Ser o céu e seu sonhar sem volúpias impossíveis
Ou prováveis vidas esquecidas.
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Fazer da tua boca agora e sempre úmida
Um doce túmulo de horas efêmeras
No sicômoro em coma do teu suor cortante
Ir sem pressa ao delírio-cidra-primavera.
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Exprimir-me na luz dos candelabros
Pura inspiração na pira ígnea
Voltar ao vinho-feto do momento crucial
Bradar e banir o desejo acorrentado liberto.
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E, cada vez mais perto, pressinto
A fulminação de microsseres astutos e perniciosos
Mais uma vez ser teu ego deleitado
Saliva inlúcida a luzir satisfação.
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Agora observo. Leio-te e a mim penso
Que, se marquei o tempo e guardei as partes,
Tudo bem, foi tenso o teu incenso gozo,
Mas foi arte!
Autor: Malthus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
A arte de fazer amor. Esse é antigo! Bjs
du caralho.
Muito massa mesmo,
velho.
Muito bom, meu véio. Como eu já disse, você é um dos poucos que circulam por estas nossas terras parcas que a meu ver merecem de fato o honírifico “poeta”.
correção: honorífico. Mas ficou um erro interessante: é “honorífico onírico”.
Obrigado, galera. Vcs são massa. Abraço a todos