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19/11/2009 - 09:06

Tarde Finda

Queria sentir tuas pernas me engolindo o sêmen

Cuspindo orgasmo, enlouquecidas

Ser o céu e seu sonhar sem volúpias impossíveis

Ou prováveis vidas esquecidas.

-

Fazer da tua boca agora e sempre úmida

Um doce túmulo de horas efêmeras

No sicômoro em coma do teu suor cortante

Ir sem pressa ao delírio-cidra-primavera.

-

Exprimir-me na luz dos candelabros

Pura inspiração na pira ígnea

Voltar ao vinho-feto do momento crucial

Bradar e banir o desejo acorrentado liberto.

-

E, cada vez mais perto, pressinto

A fulminação de microsseres astutos e perniciosos

Mais uma vez ser teu ego deleitado

Saliva inlúcida a luzir satisfação.

-

Agora observo. Leio-te e a mim penso

Que, se marquei o tempo e guardei as partes,

Tudo bem, foi tenso o teu incenso gozo,

Mas foi arte!

Autor: Malthus - Categoria(s): Sem categoria Tags:


6 comentários para “Tarde Finda”

  1. Catarina disse:

    A arte de fazer amor. Esse é antigo! Bjs

  2. André disse:

    du caralho.

  3. André disse:

    Muito massa mesmo,
    velho.

  4. Heber disse:

    Muito bom, meu véio. Como eu já disse, você é um dos poucos que circulam por estas nossas terras parcas que a meu ver merecem de fato o honírifico “poeta”.

  5. Heber disse:

    correção: honorífico. Mas ficou um erro interessante: é “honorífico onírico”.

  6. Malthus disse:

    Obrigado, galera. Vcs são massa. Abraço a todos

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