Sou
Sou
Sofrimento e paixão desordenada
Fome e saciedade
Mãos inermes e falho desejo de perfeição.
Eu sou
A dor da imperfeição
Estampada em meus sensores
― o sul, o norte.
Sou esse eu,
Morte em plena atividade.
Emblema de corpo sequioso
― pele, cabelo, osso, mineral.
E ainda sou
― grito silencioso em mim mesmo ―
O brilho do astro que perde o mal-querer
Nau desgovernada e deslizante
Achando o tempo, o espaço,
A manhã e o orvalho.
Mas também sou
O que ergue e ostenta
A vontade de vencer.
Rútilas espadas ensanguentadas dos que se foram.
O único muro a erguer-se entre os jazigos.
E mesmo que se retire a chuva
E o verbo simplifique o voo
Sou eu que sou

Parabéns pelo teu copyright! eheeeheheeee
Monstro, é a questão do só escrever e não viver, dê a cara pra bater e só depois é que vem a literatura (tudo besteirol), nossas filosofias, escrever bonito etc (puts)… “pra mim” continua não sendo nada (realmente), ser e querer ser… viver, cometer loucuras é preciso… muita gente não tem nem idéia disso, mas sabem escrever como ninguém, conheço desses aos montes… é por isso monstro que eu prefiro perder falando-vivendo sempre na verdade (cara a cara), sem imaginações ou devaneios de escritas, por mais duro que seja.. do que querer agradar as pessoas escondendo quem sou.
Abraço!
Gostei do copyright. hehe
É isso aí, monstro. Cometer loucuras é preciso, concordo 100%.
abraço, velho
Você é tudo isso e muito mais! Bjs
“Sou poeta menor, perdoai”. Obrigado, Cat. bjs pra vc
Mal, tenho que te falar.
Hoje, numa aula no terceiro ano, fiz uma atividade de leitura. Levei vários livros de escritores contemporâneos: Lucila, Miró, Malungo e o nosso Lua de Iêmen. Rapaz, seus textos fizeram sucesso. Coisa de um grupo indicar pro outro: “Lê esse, é o melhor”. Ninguém reparou que tinha um texto da professora ali. Snif. kkkkkkkk
Mas, de fato, o texto é muito bom.
Não te esqueço. Beijo saudoso em vc e na sua família linda!
Valeu, Mar. Fico muito (mas muito mesmo) feliz por saber que meus textos têm alguma representatividade com a garotada. Inda mais comparado com esses poetas… Putz, é uma honra.
Mas confesso que fiquei mais feliz ainda de te ver por aqui. Bjos pra vc e sua família também.
É mesmo infinita a busca por definir aquilo que se é. Os elementos do texto são surpreendentes e as imagens são muito ricas. Dá pra passar meia hora pensando em cada estrofe. Um texto forte.
P.S.: Pelo comentário da nossa amiga Medievas, tu tás detonando nas salas de aula por aí. Hehehe. Abraço, brother.
Puxa,eu sou e estou também nesses elementos todos,embora não saiba analisá-los…Fiquei impressionado…Outra vez,meus parabens!
O texto deixo para os especialistas… Tão legal quanto o texto foi a imagem logo abaixo. Que casa, que árvore ressecada, que céu nebuloso, que lugar é esssssssse…..A placa indica 40 km mas o ideal é passar por ela a 1/2 km/h no final da noite, depois de tomar todas e a pé….Mudando de assunto: E esse show do sepultura/angraaaaaaaaaaaaaa??
Irei por partes.
(Heber) Grande Zeberu-San. Obrigado mais uma vez pela visita e pelo comentário. E realmente fiquei “incrível” quando li o comentário de Medievas. Veja só o que o futuro de nossa nação anda lendo… O Brasil está perdido. hehehe Abração, meu velho
(Cristovam) Também agradeço o comentário elogioso. Como poetas não ganham dinheiro com poesia (salvo raras exceções), a leitura – e o fato de o leitor ter gostado do texto – constitui a grande recompensa. Grande abraço, meu amigo
(Theo) Cara, quando eu vi essa foto perdida nos meus arquivos, pensei que ela traduzia bem o que o poema transmite (ou tenta transmitir). Ainda bem que você, um cara das imagens (artista plástico e design), percebeu isso. abraço, velho
Lendo alguns comentários, descobrir q os seus textos continuam fazendo sucesso em sala de aula.
O primeiro texto seu q eu li, foi em uma aula de português, quando vi o nome do Autor descobrir q era vc.
Bem, virei leitora fiél, leio todos os textos as vezes não comento.
Q poema! simplismente lindo. Augusto dos Anjos sua obra Eu
Malthus de Querois sua obra Sou
Acho q conheço essa paisagem, bjs.
Oi, Val. Eu me lembro quando Lécio me contou a história, que tinha lido um texto na aula de português e tal. Bem, é como eu digo: a educação no Brasil está perdida. hehehe
VALeu pela leitura. Que bom que gostou do poema.
Bjs