Boas Festas e Versetos a Catarina
Caros e pacientes leitores do Diário das Marés, chegou a hora (bem-aventurada) de dar uma pausa nos escritos e descansar um pouco esta cabeça que, de tanto pensar, está quase a entrar em colapso.
Mais um ano se passou com trabalho muito e dinheiro pouco, porém com realizações importantes, tanto na esfera profissional como na pessoal. Fui redator e editor-chefe de três livros, que serão lançados em breve (imensa conquista em um país de poucos leitores), realizei a maioria das metas estabelecidas no ano passado e consegui me firmar como blogueiro.
Mas a verdadeira vitória ― e esta merecidamente repartida com minha esposa ― foi ter sido pai. Em tempos de pouco tempo, é honroso que minha pequena Bee Lee ainda faça festa quando me veja, sinal de que não se desacostumou comigo.
Que bons ventos tragam 2009. Que consigamos manter boas relações com todos e pagar nossos aluguéis, prestações, crediários, etc. Voltarei no meio de janeiro, com corpo e alma sarados e um bronzeado com a marca do litoral nordestino.
Boas Festas a todos.
uhuuuuuuuuuu
Versetos a Catarina

Catarina,
Mais um ano completado
E o mesmo jeito de menina.
Em sua homenagem
Contarei uma mentira
Parte verdade (como toda arte).
Era um dia
Como outro dia qualquer.
Desses que não se sabe o que se quer.

Olhei pra ela e disse:
“Você quer a lua?”
― Não. Muito casta. É cafonice.
“E um céu ensolarado?”.
― Muito azul.
Vai terminar entediado.
“E um jantar no Giulliano?”.
― Mas sobrará dinheiro
Para o outro ano?
“Que tal chamar nossos amigos?”.
― Agora gostei. Faço um bolo
Com salgado e Baconzitos.

Mas queria uma novidade:
Algo que fizesse uma muvuca.
Mandei buscar uma sinuca.

Fizemos uma lista
Nomes de montão:
Faltava alguém? ― Acho que não!
No dia da festança
Lá estava a turma
Copo na mão, na abastança.
Teve até maracatu
Arranjado de última hora.
O vizinho ficou uma cobra.
Quase todos vieram.
Menos Moderação; esse, coitado!,
Ficou em casa adoentado.
Foto: Malthus de Queiroz