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Arquivo de dezembro, 2008

18/12/2008 - 18:15

Boas Festas e Versetos a Catarina

Caros e pacientes leitores do Diário das Marés, chegou a hora (bem-aventurada) de dar uma pausa nos escritos e descansar um pouco esta cabeça que, de tanto pensar, está quase a entrar em colapso.

Mais um ano se passou com trabalho muito e dinheiro pouco, porém com realizações importantes, tanto na esfera profissional como na pessoal. Fui redator e editor-chefe de três livros, que serão lançados em breve (imensa conquista em um país de poucos leitores), realizei a maioria das metas estabelecidas no ano passado e consegui me firmar como blogueiro.

Mas a verdadeira vitória ― e esta merecidamente repartida com minha esposa ― foi ter sido pai. Em tempos de pouco tempo, é honroso que minha pequena Bee Lee ainda faça festa quando me veja, sinal de que não se desacostumou comigo.

Que bons ventos tragam 2009. Que consigamos manter boas relações com todos e pagar nossos aluguéis, prestações, crediários, etc. Voltarei no meio de janeiro, com corpo e alma sarados e um bronzeado com a marca do litoral nordestino.

Boas Festas a todos.

uhuuuuuuuuuu

Versetos a Catarina

Catarina,
Mais um ano completado
E o mesmo jeito de menina.

Em sua homenagem
Contarei uma mentira
Parte verdade (como toda arte).

Era um dia
Como outro dia qualquer.
Desses que não se sabe o que se quer.

Olhei pra ela e disse:
“Você quer a lua?”
― Não. Muito casta. É cafonice.

“E um céu ensolarado?”.
― Muito azul.
Vai terminar entediado.

“E um jantar no Giulliano?”.
― Mas sobrará dinheiro
Para o outro ano?

“Que tal chamar nossos amigos?”.
― Agora gostei. Faço um bolo
Com salgado e Baconzitos.

Mas queria uma novidade:
Algo que fizesse uma muvuca.
Mandei buscar uma sinuca.

Fizemos uma lista
Nomes de montão:
Faltava alguém? ― Acho que não!

No dia da festança
Lá estava a turma
Copo na mão, na abastança.

Teve até maracatu
Arranjado de última hora.
O vizinho ficou uma cobra.

Quase todos vieram.
Menos Moderação; esse, coitado!,
Ficou em casa adoentado.

Autor: Malthus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/12/2008 - 13:49

Rio do Cais

Foto: Malthus de Queiroz

Rio do cais,
               rio sem rios.
Ademais,
Adiante, alvorada,
Voracidade, rio
Com pontes demais.
Pontes de poente sol.
Só rio
Com sorriso líquido
       Infinito.
Rio sem nome,
Cortando a cidade,
Interrompido,
Interpõe paz.

Rio,
               coração de poeta,
Porta navegada
E pouco compreendida
Por quem te observa
                       Do cais.

Autor: Malthus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/12/2008 - 15:50

Como vovó já me dizia…

Ditados populares sempre estão em voga. Porém, em tempos de blogalização, alguns conteúdos devem ser revistos, para que a sabedoria popular continue em sintonia com a realidade.

Em um momento de extrema iluminação, o Diário das Marés reviu alguns desses ditados e agora passa, em primeira mão para os pacientes leitores deste sítio, os ditados populares atualizados.

Água mole em pedra dura tanto bate até que molha.

Se a vida te vira as costas, passe a mão na bunda dela.

Diz-me com quem andas que amanhã eu esquecerei.

Deus ajuda quem Seu Madruga.

É nos pequenos frascos que encontramos menos perfume.

Um idiota calado se passa por um idiota mudo.

Nem tudo que reluz é ouro mesmo.

Os últimos serão os primeiros; os penúltimos, os segundos; os terceiros…

Quem dá aos pobres paga o motel.

Quem ama o feio tem mau gosto!

O pior cego é aquele que também não ouve nem fala.

A presa é inimiga da refeição.

Em rio com piranha, jacaré nada de camisinha.

Quem se mistura com porcos vira calabresa.

Autor: Malthus - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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