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25/06/2006 - 18:31

Futebol e gramática em campo

Em tempos de Copa do Mundo, ouso fazer um paralelo entre duas coisas aparentemente dissímeis: futebol e gramática.
Começo por um ponto comum. No futebol, há os titulares – supostamente mais importantes – e os reservas – meros figurantes. Na gramática, há os termos essenciais – titulares – e os termos acessórios – reservas.
Pois bem. No último jogo do Brasil, os termos essenciais derem lugar aos acessórios. E não é que o time jogou melhor? Mais solto, mais criativo, mais empolgante. Na língua, acontece fenômeno semelhante: gostar do jogo é diferente de gostar “muito” do jogo. Esse “muito”, advérbio de intensidade, pretensamente reserva, deu outra significação à frase. Pode-se dizer, então, que ele é titular na reserva, acessório indispensável, ou o quê?
Proponho, para o bem da nação futebolística e gramatical, uma revisão dessa história de essencial e acessório, titular e reserva. Assim, teremos mais chances de falar – bem – da seleção.

Autor: Malthus - Categoria(s): Sem categoria Tags:


2 comentários para “”

  1. David B"Oli disse:

    Caaaaaaaaaaagaaaaaaaaaaa pra tu calhorda!!!!!

  2. anonimo disse:

    nem os reservas!

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