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	<title>DENOMINADOR INCOMUM</title>
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	<description>Politicamente incorreto, nem um pouco preocupado em agradar ou desagradar ninguém, apenas falar a verdade. A minha verdade</description>
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		<title>Caderninho&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 18:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Na minha última compra na Kalunga fiz uma coisa que gostaria de fazer faz tempo (meu Deus, quantas vezes usei o verbo &#8220;fazer&#8221;!!!): comprar um caderninho de anotações. Todo escritor, profissional ou amador, tem que ter um. Às vezes observo coisas que me geram idéias e estas idéias se perdem no tempo. Este caderninho pareceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha última compra na Kalunga fiz uma coisa que gostaria de fazer faz tempo (meu Deus, quantas vezes usei o verbo &#8220;fazer&#8221;!!!): comprar um caderninho de anotações. Todo escritor, profissional ou amador, tem que ter um. Às vezes observo coisas que me geram idéias e estas idéias se perdem no tempo. Este caderninho pareceu ser a solução, mas até agora usei-o pouco. Ou porque estou com o senso de observação ruim, ou até porque aconteceram algumas coisas na minha vida que acabaram me tomando todos os 10% da parte útil do meu cérebro.</p>
<p>Vamos às anotações: pra começar, no metrô, mais especificamente naquela TV que fica passando um monte de notícias, em sua maioria inúteis, e propagandas, vi um anúncio de um show do Information Society. Acho que o show até já foi, e acabei me lembrando de uma história de um show deles, acho que aqui no Brasil,  onde deu uma baita confusão, a bateria eletrônica do baterista (dãããããã) caiu e&#8230;incrível!!! O som da bateria continuou!!! E olha que Britney Spears, a rainha do &#8220;pleiba&#8221;, não tinha nem 10 anos de idade!!!</p>
<p>A segunda foi uma boa notícia no dia, mas hoje não vale mais: a minha ex-chefe e atual amigona Lu voltou pra minha gerência. Mas alguns dias depois soube que eu não sou mais da minha gerência&#8230;mas isto é (triste) história pra outro post.</p>
<p>A terceira já é uma notícia chata: um dos caras mais bacanas que conheci na empresa onde trabalho vai nos deixar, já que irá se aposentar. O Fabrício é aquele cara que oscila entre o hiperescrachado e o hipersolidário. É o cara que não perde a piada, mas é o primeiro a te dar assistência quando você mais precisa. Solta uma palavra hilária em situações leves, mas nas mais pesadas solta uma palavra sempre acolhedora, amiga. É um exemplo para qualquer ser humano cujo lema de vida é ser bondoso sem ser politicamente correto. Algo que, um dia, quero atingir. Tanta gente chata naquele lugar&#8230;este vai fazer uma puta falta!!! Desejo a ele tudo de melhor pois é o mínimo que ele merece.</p>
<p>A anotação seguinte foi uma coisa que, pelo menos na linha azul do metrô, nunca tinha visto: um casal de mãos dadas. Mas um casal homossexual masculino. Até aí nada demais, se os dois não estivessem de mãos dadas. O mais novinho tava até constrangido, mas o mais velho tava com aquele ar de Clodovil depois de alguma frase de impacto. Antes eu tinha preconceito. Depois de um dos meus primos mais queridos se assumir gay, e também de ter alguns amigos gays e sapas, vi que o que importa mesmo são os princípios morais da pessoa. Mas confesso que me causou estranheza a cena. Mas só estranheza. Não condeno porque o comportamento deles era discreto, não ficou naquela palhaçada de esfregação, que me incomoda até em casal hétero.</p>
<p>Tenho ainda muitas histórias pra contar: o tricampeonato do Timão, o verdadeiro Internacional, as coincidências entre 95 e 2009, a sacanagem da qual fui vítima&#8230;mas isto é assunto pra daqui a pouco (mesmo que o &#8220;pouco&#8221; eu não saiba o quanto seja)</p>
<p> </p>
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		<title>Tatá e Biel</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 05:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E desde março eu voltei a 1995&#8230;e, pelo jeito, vou voltar em quase tudo&#8230;Timão Campeão Paulista e da Copa do Brasil (a parte boa), perdi um tio muito querido no mesmo 05/06 que perdi meu avô há 14 anos atrás (a parte ruim), quando me preparava para prestar vestibular pela primeira vez, para o curso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E desde março eu voltei a 1995&#8230;e, pelo jeito, vou voltar em quase tudo&#8230;Timão Campeão Paulista e da Copa do Brasil (a parte boa), perdi um tio muito querido no mesmo 05/06 que perdi meu avô há 14 anos atrás (a parte ruim), quando me preparava para prestar vestibular pela primeira vez, para o curso de Contábeis (tomara que o final desta novela, no ano que vem, seja tão feliz quanto em 05/02/1996, quando vi meu nome na lista da FUVEST no dia do meu aniversário de 18 anos. Este ano será na véspera do de 32&#8230;a vitória, se vier, será tão valorizada quanto foi a primeira.</p>
<p>Mas para toda história se transformar em sucesso existe a fase de preparação. E esta preparação, até para passar numa faculdade onde o custo-benefício seja máximo (leia:se FEA-USP) envolve o mesmo processo de 14 anos atrás, só que com um ponto de dificuldade: hoje eu sustento uma casa, antigamente a única preocupação que eu tinha era escapar dos pequenos infernos que minha avó fazia todos os dias. Não tenho o tempo que tinha antes, então os fins de semana acabaram indo pro saco&#8230;mas não tem problema, vai valer o esforço&#8230;um curso de Atuária hoje é bem valorizado e também acho que vai ser bem divertido, com matérias de Matemática saindo pelo fiofó&#8230;</p>
<p>Outra coisa boa do cursinho é o &#8220;desestress&#8221; que tenho lá logo após sair do trabalho. As aulas são muito divertidas, os professores são completamente surtados, a galera é completamente surtada, eu sou completamente surtado&#8230;isso é ótimo!!! Mas este post é dedicado a duas pessoas que conheci no cursinho e que, espero, sejam amizades para a vida toda. Cada um com suas qualidades, fazem meu fim de dia ficar mais legal</p>
<p>A primeira é minha gatinha paraguaia. Thais, ou Tatá, como eu gosto de chamá-la. O que começou numa pergunta sobre o horário de aulas virou uma puta amizade. O engraçado é que ela chega com uma cara de desânimo e parece que, lá, também se reanima, e começa a soltar groselha, uma atrás da outra&#8230;uma pessoa que teve a coragem de largar uma faculdade no meio e recomeçar tem que se tirar o chapéu&#8230;pena que falta muito por causa do trabalho, mas quem sabe ela consegue tirar a diferença depois&#8230;me fez ficar viciado em café com baunilha&#8230;adoro bater papo com ela&#8230;enfim, é até engraçado, porque a pessoa que mais me odiou na vida também se chamava Thais&#8230;me odiava tanto que armou uma contra a melhor amiga dela pra me prejudicar perante esta amiga&#8230;acho que a outra Thais era sádica!!! Mas o que importa é o presente, e ainda quero tomar muito goró com ela&#8230;na verdade, não tomamos nenhum ainda&#8230;quem sabe no profest&#8230;e as histórias que ela conta&#8230;bom, estas eu não contarei aqui&#8230;Ah!!! Eu adoro os ataques de sinceridade dela!!! Se ela não gosta de uma pessoa e a pessoa vem cumprimentá-la, ela faz questão de não ser nem um pouco simpática. Nem sempre é bom, afinal de contas um dia podemos precisar da pessoa, mas ela mostra que não tá interessada em agradar ninguém. Adoro isto!!!</p>
<p>O segundo (e último) foi até engraçado&#8230;o Biel (de Gabriel, é claro&#8230;obviamente esse apelido não vem de Henrique, né?) sentou uma vez só do meu lado e já começamos a conversar&#8230;eu mal conversava com a Tatá direito na classe, só trocava idéia com a galera do Orkut, até que ele me ofereceu um Halls de melancia e eu um de cereja&#8230;fizemos um &#8220;troca-troca&#8221; de Halls e eu, no meu sarcasmo habitual, já proferi um &#8220;mas que coisa mais gay, meu Deus&#8221;. Como ele sentava na frente, ficamos só nos cumprimentando um tempo até que eu me enchi o saco com a galerinha da parte de trás, que só conversava e não prestava atenção na aula (tirando o João, outro moleque muito gente boa&#8230;aliás, como todos da classe, tirando um ou outro) e fui sentar lá próximo a ele, junto com minha gatinha guarani (não, ela não é de Campinas e nem é líder da Série B). Aí retomamos a amizade, até que um dia resolvi dar carona pra ele&#8230;não é meu caminho, mas eu sempre adorei rodar de carro, não me custava nada. E conversa vai, conversa vem, estávamos falando de nossas infâncias. A minha veio antes, tenho quase 14 anos a mais. Mas as histórias eram semelhantes em alguns pontos (nos chatos, principalmente) e, refletindo sobre o caminho que ele poderia ter tomado e não tomou (e o que eu também poderia ter tomado e não tomei), passei a vê-lo com outros olhos e a ter um puta respeito por ele&#8230;meio que adotei ele&#8230;(13 anos já dá pra ter filho, pô!!!) sem contar o fato de que ele passa uma baita bondade&#8230;</p>
<p>Em resumo, adoro esses dois!!! Queria muito levar estas duas amizades para o resto da minha vida!!! Perdi um tio especial, perdi alguns pseudo-amigos que se afundaram na infantilidade de seu mundinho pseudo-infeliz, perdi falsos amigos que adoram falar em Deus mas não titubeiam em te detonar para acabar com outras amizades&#8230;mas ganhei estas duas jóias, que, repito, quero levar pra minha vida inteira!!!</p>
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		<title>Rapidinhas pra recomeçar&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 04:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Michael Jackson morreu&#8230;pois é, não dá pra fazer igual a vestibulando burro, fugir do tema&#8230;o cara era um ícone, goste você das músicas ou não&#8230;particularmente, eu não gostava. Pra mim ele aparecia mais pela vida esquisita do que pela música em si&#8230;mas o primeiro trabalho solo dele adulto, o Off The Wall, é maravilhoso!!! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Michael Jackson morreu&#8230;pois é, não dá pra fazer igual a vestibulando burro, fugir do tema&#8230;o cara era um ícone, goste você das músicas ou não&#8230;particularmente, eu não gostava. Pra mim ele aparecia mais pela vida esquisita do que pela música em si&#8230;mas o primeiro trabalho solo dele adulto, o Off The Wall, é maravilhoso!!! Don&#8217;t Stop &#8216;Til You Get Enough, a música de abertura, é um dos grandes clássicos (inclusive o tema do Vídeo Show é o meinho desta música, um trecho que não tem nada a ver com o resto, mas muito legal &#8211; bom, eu adoro esquisitices musicais). Também tinha Rock With You, uma baladinha bem anos 70, com uma batida dançante leve, e Working Day &amp; Night, esta dançante sem ser baladinha. Portanto, fica aqui minha homenagem ao Rei do Pop, recomendando este grande trabalho, de 1979.</p>
<p>- E morreu a pantera Farrah Fawcett tb&#8230;pois é, os fãs dos anos 70 e 80 terminam a semana de luto.</p>
<p>- Obituários à parte, muito esquisita esta demissão do Luxa no Palmeiras&#8230;esta historinha de insubordinação tá me cheirando a fritura com óleo de pastelaria do centro da cidade&#8230;arrumaram só um motivo pra se livrar de uma despesa alta para um benefício que o Corinthians, por exemplo, teve com muito menos custo (e pode aumentar este benefício na quarta-feira)</p>
<p>- Falando em Corinthians, lamentável a atitude do Sr. Fernando Carvalho, diretor de futebol do Internacional, que vai perder o tempinho dele montando um DVD para mostrar os erros de arbitragem a favor do Corinthians. Eu, se fosse ele, também colocaria os dois gols anulados do Nacional no jogo das oitavas-de-final da Libertadores de 2006, que eles foram campeões, e o pênalti absurdo dado pelo Sr. José Aparecido de Oliveira, então funcionário do Banespa e aposentado pela Parmalat, na final da mesma Copa do Brasil de 1992, por sinal a única que eles ganharam. O que me revolta em tudo isto não é porque a coisa é para atacar o Corinthians (sou corintiano roxo e não nego). Na verdade, o ridículo em tudo isto é que este povinho quer posar de ilibado, de defensor das causas justas e dos oprimidos, quando, na verdade, também já foi beneficiado ou pelas mesmas pessoas ou por outras que ocupavam as mesmas posições das pessoas que hoje os &#8220;prejudicam&#8221;. Querem ganhar a Copa do Brasil? Façam como o Sport no ano passado: preocupem-se em jogar futebol. Mas vai ser difícil&#8230;com um técnico que, perdendo de 2&#215;0, troca um atacante por outro&#8230;é ruim&#8230;quem tem Tite não pode esperar nada mais do que um Gauchão&#8230;</p>
<p>- Nada melhor do que um Náutico pela frente pra enganar trouxa&#8230;Ricardo Gomes estreou com vitória no São Paulo. Vamos ver até quando&#8230;Podiam contratar alguém com currículo mais vencedor&#8230;bom pra gente&#8230;o campeonato vai ter mais graça&#8230;já tava enchendo o saco com o São Paulo ganhando sempre&#8230;um aninho sem título é bom pra reciclar</p>
<p>- Hoje assisti pela primeira vez a um capítulo de Caras &amp; Bocas. Mas que baita novela simpática!!! Flávia Alessandra tá uma gatona!!! Ingrid Guimarães tá bonitona tb, Isabelle Drummond e Miguel Rômulo fazem uma dupla e tanto!!! Aliás, estes dois só não vão longe na profissão se derem um azar desgraçado. São totalmente do ramo!!! Mas não dá pra assistir, afinal de contas sou um responsável vestibulando trintão!!!</p>
<p>- Agora algumas particulares: fiquei uma semana em casa, descontando umas horas extras que não quis ganhar. Afinal de contas, nada paga os momentos de lazer&#8230;aproveitei para estudar na maioria do tempo, mas também para desestressar do ambiente infernal e de indefinição por que passa minha empresa, mais especificamente minha superintendência, onde ninguém sabe o que vai acontecer. E, pelo jeito, ninguém decidiu nada ainda&#8230;agilidade é tudo!!!</p>
<p>- &#8220;Foi por medo de avião que eu segurei pela primeira vez na sua mão&#8221; &#8211; E não é que chegou o grande dia de eu andar de avião? 20/06/2009 foi este dia&#8230;muito legal!!! Confesso que a subida assustou um pouco, e a chegada lá no Santos Dumont, no Rio, também, pois o aeroporto é pequeno e parece que o piloto reduz de 6ª marcha para 2ª&#8230;mas foi muito bom&#8230;o único senão foi que atrás de mim, onde poderia estar sentada a Grazi, a Juliana Paes, a Fernanda Lima&#8230;tava a Marlene Mattos&#8230;&#8221;se cai uma chuva de Xuxa no meu colo cai Pelé&#8230;&#8221;</p>
<p>- Sem contar o fim de semana, regado a cerveja, narguilé (só com fumos legalizados, afinal sou um bom menino), muitos papos, passeios, peça do meu brother Alê (era infantil, mas era bacana)&#8230;só faltaram as cariocas&#8230;quem sabe eu pego alguma da próxima vez&#8230;(sem volume no meio, não sou o Ronaldo&#8230;)</p>
<p>- De resto, semana de correria no cursinho (senti falta da minha gatinha paraguaia, que só foi 2 dias), estudo em casa, resolvi algumas coisas na terça, comprei umas Nhás Bentas&#8230;that&#8217;s it hahahahahahahaha (Janis no fim de Mercedes Benz)</p>
<p> </p>
<p> </p>
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		<title>Desabafando&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 01:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que der, vou relatar o meu dia aqui, pq é uma forma de desabafo, uma forma de descarregar a tensão diária&#8230;
(excluído)
Mas tiveram outras coisas, engraçadas&#8230;hoje no trabalho a Vivi tava atacada&#8230;só falava bobagem!!! Taí uma pessoa que admiro&#8230;tem marido doente, sustenta a casa e tá sempre alegre, falando coisa engraçada&#8230;sem contar a impagável despedida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que der, vou relatar o meu dia aqui, pq é uma forma de desabafo, uma forma de descarregar a tensão diária&#8230;</p>
<p>(excluído)</p>
<p>Mas tiveram outras coisas, engraçadas&#8230;hoje no trabalho a Vivi tava atacada&#8230;só falava bobagem!!! Taí uma pessoa que admiro&#8230;tem marido doente, sustenta a casa e tá sempre alegre, falando coisa engraçada&#8230;sem contar a impagável despedida nas centenas de telefonemas que dá para o marido por dia (há necessidade de monitorá-lo)</p>
<p>Em compensação&#8230;o médico do trabalho deve estar com a hemorróida inflamada, pq houve uma verdadeira ressurreição dos mortos vivos na diretoria&#8230;a turminha da LER voltou a trabalhar, e entre os integrantes há uma memória viva da diretoria da empresa onde trabalho&#8230;a mulher começa a falar, a falar, a reclamar, a falar, a reclamar, a falar, a reclamar&#8230;se vc fala &#8220;saúde&#8221; qdo ela espirra ganha de brinde as histórias das noites que ela passou trabalhando e que, por isso, adquiriu LER. Ontem a vítima fui eu, hoje foi o coitado do Gustavo&#8230;não sei como ele não sacou a metralhadora do sobretudo (ah, é mesmo, hoje tava calor).</p>
<p>Mas só dá doido na minha empresa. Por isso que gosto de todo mundo lá e me dou bem. Ou melhor, de quase todo mundo&#8230;tem uns oportunistas lá que&#8230;é melhor nem comentar. E amanhã tem aniversário do meu amigo são-paulino fanático Felipão!!! Estarei lá e contarei as histórias divertidas aqui!!!</p>
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		<title>Tá difícil&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 01:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Refletindo no espelho]]></category>

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		<description><![CDATA[É dada a largada para o tratamento, que envolve físico, mental e espiritual&#8230;o primeiro passo já foi dado: fui à psiquiatra. Ótima, por sinal, uma excelente pessoa e profissional, pelo menos numa primeira impressão. O duro foi ter que contar toda a minha vida novamente para alguém a quem peço ajuda&#8230;mas tudo bem, pelo menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É dada a largada para o tratamento, que envolve físico, mental e espiritual&#8230;o primeiro passo já foi dado: fui à psiquiatra. Ótima, por sinal, uma excelente pessoa e profissional, pelo menos numa primeira impressão. O duro foi ter que contar toda a minha vida novamente para alguém a quem peço ajuda&#8230;mas tudo bem, pelo menos há uma possibilidade de colher bons frutos, então vamos lá. A consulta teve que ser dividida em duas, porque o estacionamento fecharia às 20h e não iria rolar de voltar pra casa de metrô ou busão e pagar o pernoite lá&#8230;mas, resumindo as duas partes da consulta, saí de lá com a esperança de que eu melhore.</p>
<p>Ao mesmo tempo, ataquei no lado espiritual. Fui procurar orientação num centro espírita onde uma amiga minha da internet é orientadora e, por uma incrível coincidência, passei com ela. Além de receber orientação espiritual, acabei conhecendo uma excelente pessoa (não a conhecia pessoalmente ainda). Iniciei meu tratamento espiritual no último sábado, e me senti mto bem na hora&#8230;</p>
<p>Aqui em casa está tudo tranquilo&#8230;estou bem controlado, engolindo alguns sapos, mas tentando entender minha mãezinha postiça, entendendo que ela faz o melhor que pode, dentro de suas limitações físicas e intelectuais. As primeiras cresceram e as últimas diminuíram, já que ela está aprendendo a ler.</p>
<p>Porém, com outras pessoas, continuo intolerante. Principalmente aquelas que dizem me ajudar, mas na verdade continuam a me tratar como bosta. Mas o culpado de tudo isto sou eu, que trato a pessoa como prioridade número zero. E eu nem sei pq faço isto. Parece que preciso desta pessoa pra viver. Eu sei que não preciso, mas há alguma coisa mto mais forte que eu me prendendo a esta pessoa.</p>
<p>O pior é que eu trabalho no mesmo local deste cara, vejo-o todo dia. Já foi mto meu amigo, hoje ele me trata bem por gratidão, ou por pena, ou sei lá&#8230;mal conversa comigo, não sei como me cumprimenta ainda&#8230;já xinguei, humilhei, pisei no cara e o cara, em vez de me perdoar ou me ignorar, fica me tratando assim&#8230;é punição? Eu já cansei disto.</p>
<p>Olha, para quem for ler isto e achar que é viadagem, achem o que quiser. Eu sei que não é. É simplesmente uma força mais forte do que eu, e que está me degradando a cada dia mais. Eu conto os dias pra nunca mais ver esta pessoa novamente, mas Deus parece que quer brincar com a minha vida e me dar esta punição eterna. Já são 13 anos nesta bosta e eu tô cheio!!!</p>
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		<title>Amigos, socorro!!!</title>
		<link>http://blig.ig.com.br/denominadorincomum/2009/01/29/amigos-socorro/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 01:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Este blog geralmente é usado para tirar barato de coisas sérias, utilizando-me sempre do senso de humor sarcástico que Deus me deu (goste-se dele &#8211; o senso de humor &#8211; ou não). Só que eu venho aqui pedir socorro, porque estou me afundando num buraco sem fundo por causa de algumas atitudes.
Ultimamente venho tendo algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este blog geralmente é usado para tirar barato de coisas sérias, utilizando-me sempre do senso de humor sarcástico que Deus me deu (goste-se dele &#8211; o senso de humor &#8211; ou não). Só que eu venho aqui pedir socorro, porque estou me afundando num buraco sem fundo por causa de algumas atitudes.</p>
<p>Ultimamente venho tendo algumas reações estranhas, como reações extremadas contra acontecimentos que poderiam ser evitados caso não houvesse erros, mas que poderiam ser evitados numa próxima vez apenas com um alerta e uma boa conversa. O que, antigamente, era motivo de stress apenas está virando motivo de (não sei se tecnicamente está correto falar isto) surto psicótico, a ponto de jogar objetos longe e xingar ofensivamente pessoas queridas.</p>
<p>Terça feira foi o ápice, com minha mãe de consideração (quem me conhece sabe quem é). Aquele dia eu tive medo de mim, tive medo de perder o bem mais precioso que Deus me deu, tive medo de perder minha vida. Tudo por causa de um celular desligado e um telefone mudo. De não conseguir entrar em contato com minha &#8220;mãe&#8221; para avisar que estava chegando em casa. Surtei totalmente, atirei um abajur no chão, dei um pontapé numa poltrona, xinguei minha mãe de coisas horríveis e vi aquela pessoa quase beatificada virar um bicho, exigindo respeito. Estava fora de mim, quase como um louco babão&#8230;fico me lembrando e me espanto com as coisas que disse pra ela naquele momento (prefiro não mencionar aqui).</p>
<p>Para completar, acabou a luz no dia&#8230;depois de a minha &#8220;mãe&#8221; chorar pelas ofensas que dirigi a ela, caí em mim e eu comecei a chorar copiosamente, me sentindo o pior dos seres. Me sentia um lixo, em todos os sentidos, e a única coisa que queria era apagar tudo aquilo e voltar no tempo. E voltar no tempo de criança, onde eu não entendia nada da vida, não conhecia as decepções que um ser humano adulto poderia passar. Conhecia sim as decepções de um menino criado pela avó louca porque a mãe biológica era uma omissa e o pai, um bêbado. E me apeguei na empregada da minha avó (que hoje e sempre foi minha mãe de consideração), pois ela era a única pessoa lúcida na família a nunca exigir nada de mim em troca. Tudo isto o que acontece comigo é fruto do ambiente conturbado que tinha quando criança, e que, apesar de hoje não vivê-lo, parece que tudo está guardado em mim, e que eu preciso &#8220;matar as saudades&#8221; deste inferno de vez em quando.</p>
<p>Tive crises de choro mais um dia, por causa da frieza inicial da minha &#8220;mãe&#8221; quando cheguei do trabalho. Eu não estava suportando a possibilidade de perder o amor da pessoa que mais amo no mundo. E, talvez, da única que dê a vida pra me salvar de qualquer mal. Aquilo pra mim era o fim do mundo. E eu tenho quase 31 anos, sou muito novo ainda pra conhecer o fim do mundo&#8230;</p>
<p>Fim do mundo que achei que estava quando perdi a amizade de um dos meus melhores amigos, um cara que considerava e considero um irmão. Um ser humano especial o qual machuquei, ofendi, humilhei, joguei coisas na cara, apenas porque ele sabia ser amigo de uma forma diferente da minha. Um cara que, hoje, talvez me dirija a palavra apenas por pena, ou de repente por perceber que eu era um doente da alma, ou um doente mental.</p>
<p>Algo que descobrirei a partir de amanhã, na minha primeira consulta ao psiquiatra. Eu não suporto mais viver num mundo onde tudo conspira contra mim, onde todas as pessoas são contra mim, quando na verdade não são, muita gente gosta de mim, eu sei disto. Mas parece que meu subconsciente não sabe, pois machuca, com palavras às vezes sutis ou com xingamentos gratuitos. Eu quero parar com isto!!! Eu preciso mudar!!! Eu vou mudar!!! Não quero acabar como meu pai e minha avó, que terminaram suas vidas sem ninguém que os aguentasse plenamente. Eu vim no mundo pra ser feliz, pra vencer, não estou aqui a passeio</p>
<p>Por isto, eu faço um apelo: você que está lendo tudo isto e realmente gosta de mim, me ajude&#8230;eu preciso de você. Por favor, me ajude a sair disto, eu quero realmente melhorar. Não sei se é doença de alma ou mental, mas é doença, e eu tenho certeza que tem cura. Eu preciso me curar. Ou posso estar em um lugar bem longe daqui em muito pouco tempo.</p>
<p> </p>
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		<title>Os favoritos &#8211; para Femalia</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 01:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não costumo responder comentários, apesar de ler todos e considerá-los, mas gostaria de justificar o meu zero para Deborah Secco. Por mais que o ator seja ruim, o trabalho dele deve ser respeitado, porque, mal ou bem, o cara faz o melhor que pode. Thiago Rodrigues é sim um mau ator, mas vi que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não costumo responder comentários, apesar de ler todos e considerá-los, mas gostaria de justificar o meu zero para Deborah Secco. Por mais que o ator seja ruim, o trabalho dele deve ser respeitado, porque, mal ou bem, o cara faz o melhor que pode. Thiago Rodrigues é sim um mau ator, mas vi que ele procurou fazer o melhor que pôde, ainda que pouco. Ao contrário de Deborah Secco, que vinha de uma atuação soberba em Pé na Jaca, e não levou a sério o bom personagem que tinha nas mãos. Isto ficou bem claro nas variações de sotaque dela durante a novela. Ficou claro que o trabalho de composição foi feito nas coxas.</p>
<p>Obrigado pelos comentários e continue frequentando o blog.</p>
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		<title>Os favoritos</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 21:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dramaturgia]]></category>

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		<description><![CDATA[Patrícia Pillar &#8211; Numa novela de grandes atuações, ela foi minha favorita. Construiu uma Flora que dava até pena no começo da novela, para depois transformá-la numa das maiores vilãs da dramaturgia brasileira, sem um pingo de escrúpulos. E não era apenas nos crimes que ela se revelava uma vilã. Era na simples troca do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Patrícia Pillar &#8211; Numa novela de grandes atuações, ela foi minha favorita. Construiu uma Flora que dava até pena no começo da novela, para depois transformá-la numa das maiores vilãs da dramaturgia brasileira, sem um pingo de escrúpulos. E não era apenas nos crimes que ela se revelava uma vilã. Era na simples troca do olhar e das feições, às vezes mais de uma vez na mesma cena. Um personagem excelente, uma interpretação impecável. Nota 10!!!</p>
<p>Cláudia Raia &#8211; Se tivemos uma vilã incrível, a mocinha também não fica atrás. Justamente porque não era uma mocinha tonta e perfeitinha. Usava, às vezes, de métodos não muito ortodoxos para provar, num primeiro momento, quem era Flora e, num segundo momento, para provar sua inocência e fazer Flora confessar seus crimes. Se Flora trabalhava com olhares, Donatela trabalhava com emoções. Cláudia Raia foi perfeita em todas as cenas dramáticas da personagem. Na verdade, Cláudia e Patrícia valorizaram seus personagens e o da outra com suas belíssimas atuações. Um personagem excelente, uma interpretação impecável, como sua parceira de dupla sertaneja. Nota 10!!!</p>
<p>Mariana Ximenes &#8211; Esta garota vai longe!!! Quem duvidava que a Lara tinha apenas 21 anos, mesmo sendo uma atriz de quase 30 interpretando-a? E que já fez outros trabalhos cujos personagens tinham mais idade? Como disse meu amigo Cadu, João Emanuel pagou a dívida que tinha com Mariana, já que seu personagem em Cobras e Lagartos, apesar de protagonista, era fraquíssimo, e ela defendera com uma dignidade incrível. Lara era um personagem dificil, com uma estrutura psicológica abaladíssima pelo que aconteceu com seu &#8220;pai de criação&#8221;, por ser filha biológica de uma assassina e por todas as coisas que foi descobrindo, com o tempo, sobre sua origem. Mariana foi uma que chorou do início ao fim da novela e passou uma puta verdade nisto. Nota 10!!!</p>
<p>Carmo Dalla Vecchia -Apesar de não considerá-lo protagonista, muita gente o considerava, pois era par romântico da mocinha. Começou a novela bem, sendo um mocinho &#8220;com sal&#8221;, mas depois seu personagem e, consequentemente, sua atuação foi murchando, provando que ainda é um ator cru para papéis muito grandes. Mas como é &#8220;amigo&#8221; do autor&#8230;Nota 6.</p>
<p>Mauro Mendonça &#8211; É incrível, mas fazia 25 anos que este grande ator não fazia uma novela do horário nobre. Outra atuação irretocável, desta vez num personagem com importância na trama à altura do talento de Mauro. Nota 10!!!</p>
<p>Glória Menezes &#8211; Outra que pegava, ultimamente, personagens apenas &#8220;simpáticos&#8221;, no horário nobre ou não, mostrou, com sua Irene, que ainda tem muito chão pela frente. Pegou um personagem complexo, que despertava simpatia por ser correta, mas antipatia por não querer ver a verdade, por acreditar demais na opositora de sua desafeta. Quando caiu em si, foi capaz de se humilhar e se arrepender verdadeiramente pelos erros. Cenas difíceis que Glória colocou no bolso. Nota 10!!!</p>
<p>Tarcísio Meira &#8211; Se a esposa conseguiu um bom personagem, o maridão nem tanto. Seus esperados embates com Gonçalo não aconteceram e Copola, na verdade, só foi um mensageiro do bem na novela. Pouco para a importância de Tarcísio na dramaturgia brasileira, mas o personagem foi muito bem defendido. A única crítica é o figurino de escoteiro sênior que deram para ele, mas faz parte. Tarcisão fez Tarcisão, e sempre faz Tarcisão muito bem feito. Nota 8.</p>
<p>Cauã Reymond &#8211; A grande supresa da novela. Para mim, Cauã não passava de um monte de músculos. Provou com Halley que evoluiu muito como ator, dando conta de várias cenas difíceis, desde que seu personagem ficou, digamos, mais centrado. Que continue evoluindo, afinal, o grande beneficiado será ele, que será respeitado como ator, e não como um cara bonito. Nota 9.</p>
<p>Thiago Rodrigues &#8211; Quem &#8220;descobriu&#8221; este &#8220;talento&#8221; deveria ser linchado. Não convence como mocinho, não convence em cenas difíceis, tem sempre o mesmo tom de voz, e ainda usa aquela barba cheia de falhas e dura de crescer como se fosse o sex symbol da novela. Atuação lamentável. Já vinha assim desde Páginas da Vida, e não evoluiu um tiquinho. Nota 2.</p>
<p>Murilo Benício &#8211; Depois do antológico Arthur Fortuna, poderia ter voltado à sua lista de personagens sérios chatos com o Dodi. Mas ele o tornou um vilão pra lá de atrapalhado, metido a esperto e sarcástico, sendo responsável por boas cenas de humor da novela. Não foi um Arthur Fortuna, mas Dodi também foi impagável. Nota 10!!!</p>
<p>Juliana Paes &#8211; Outra provinda de Pé na Jaca, fez um personagem que passaria até despercebido na novela caso não fosse morta no meio da trama. Mas fez com bastante competência e carisma, tendo deixado a novela para ser a protagonista da sua substituta, Caminho das Índias. Nota 7.</p>
<p>José Mayer &#8211; É sempre muito legal quando lembram para a gente que José Mayer sabe fazer papéis mais complexos do que o do garanhão que passa a vara em todas. Augusto César era praticamente um autista, que acreditava que o amor de sua vida havia sido abduzida, e vivia num mundo onde praticamente se relacionava com seu filho. Um personagem que parecia bobo, mas tinha sua própria lógica, e Mayer o fez maravilhosamente bem. Nota 10!!!</p>
<p>Giulia Gam &#8211; Aparecia pouco no começo, depois teve importância vital na caminhada de Donatela para provar sua inocência, passeou pela trama de Romildo Rosa e encontrou a felicidade nos braços de seus dois maridos. A trajetória da personagem era até interessante, mas Giulia é boa mesmo nos papéis mais intensos, o que não foi o caso da sua Diva/Rosana/Miranda. Nota 6.</p>
<p>Leonardo Medeiros &#8211; Ator muito elogiado por seus trabalhos no cinema, teve uma atuação apenas correta, nada a se destacar. Nota 5.</p>
<p>Suzana Faini &#8211; Fazia (mais uma) mulher chata e mal amada, mas que tinha sua razão de ser assim. Teve um grande destaque na parte final da novela, onde sofreu com a separação do marido e tornou-se, em princípio, uma mulher amargurada, para depois sacudir a poeira. Suzana é insuperável em papel de mulheres malas, e, depois de vê-la em cena, não entendo porque deixaram esta estupenda atriz fora do ar por 13 anos. Nota 10!!!</p>
<p>Gisele Fróes &#8211; O personagem não tinha lá grandes conflitos, mas a presença da atriz em cena e a leveza que ela passa valorizam o trabalho desta atriz de teatro, que fez sua segunda novela. Nota 8.</p>
<p>Chico Diaz &#8211; Outro ator que passa muita verdade no que faz. Átila também não teve grandes conflitos, mas era um cara boa gente, e às vezes os caras boa gente são os mais difíceis de fazer. Chico fez com bastante competência. Nota 8.</p>
<p>Lília Cabral &#8211; Uma das melhores atrizes do Brasil, transforma muitos personagens que dariam em água na mão de uma atriz comum em vinho. Não foi o caso de Catarina, que era uma boa personagem, apesar de não pertencer ao núcleo principal. Mas deu uma aula de interpretação ao retratar uma mulher que carecia de auto-estima e que, muitas vezes, não iniciava uma mudança na vida apenas para dar satisfação à sociedade. Um show!!! Nota 10!!!</p>
<p>Jackson Antunes &#8211; Pegou um personagem asqueroso e até tomou pontapé na sua perna doente de um telespectador de tão convicente que foi sua atuação. Para os tiradores de sarro foi um prato cheio, já que o seu &#8220;Catarina!!!&#8221; tornou-se um bordão. Foi coroado no final como sendo o pai do próprio neto, a maior das violências que praticara na novela, seja contra sua mulher ou contra seus filhos. Lília Cabral teve um parceiro de cena à altura. Nota 10!!!</p>
<p>Paula Burlamaqui &#8211; Entrou no meio da trama para dar a Catarina o estímulo para que mudasse de vida, e teve cenas difíceis com Jackson Antunes e com a própria Lília. Mais um personagem que Paula defendeu muito bem, apesar da boca siliconada ter deixado-a esquisita. Nota 8.</p>
<p>Clarice Falcão &#8211; Entrou na novela porque é filha de diretor de cinema, só pode. A garota é muito fraca e fala de um jeito meio esquisitão. Não convenceu. Nota 4.</p>
<p>Eduardo Mello &#8211; Bom ator mirim, trabalhou muito bem com as expressões na fase mais muda de seu Domenico. Quando falou, não foi tão bem, mas tem potencial. Nota 7.</p>
<p>Malvino Salvador &#8211; Não pegou um personagem tão importante na trama, e às vezes parecia meio que preso em cena. Não &#8220;fez uma omelete&#8221; com os ovos que pegou (no bom sentido, é claro). Nota 5.</p>
<p>Elizângela &#8211; Fez um personagem fora do padrão &#8220;quarentona gostosona&#8221; que sempre destinam a ela e, apesar de alguns exageros de expressão, fez, no geral, um trabalho bem legal. Nota 7.</p>
<p>Giovanna Ewbank &#8211; Depois de uma atuação impagável em Malhação, não teve oportunidades em A Favorita. Sem nota.</p>
<p>Emanuelle Araújo &#8211; A multimídia também provou que é multitalentos. Canta bem e atua bem. Manu foi um personagem que transitou entre a comédia e as vilanias, e Manu (a atriz) deu conta em ambos. Outra vinda de Pé na Jaca. Nota 8.</p>
<p>Ary Fontoura &#8211; Seja novela boa ou ruim, ele brilha sempre. Depois do ótimo Romeu da péssima Sete Pecados, Silveirinha foi um outro presentão. Passou com perfeição a imagem de homem misterioso e ambíguo, e foi um ótimo parceiro de cena de Cláudia e Patrícia. Nota 10!!!</p>
<p>Deborah Secco &#8211; Pegou um personagem complexo, transitou por vários núcleos, até se fixar no de Orlandinho. Mas parece que não levou o trabalho a sério. A cada capítulo seu sotaque mudava, e acabou sendo relegada a um núcleo secundário da novela. O pior foi dar uma entrevista falando que fez o que pôde. Não fez não, e ainda perdeu ótima oportunidade de ficar calada. Costumo respeitar muito o trabalho de todos, mas, a partir do momento em que o próprio ator não dá importância ao seu trabalho, não sou eu quem vai dar. Nota zero!!!</p>
<p>Roberta Gualda &#8211; Teve menos destaque que Deborah Secco, foi parar no inócuo núcleo de Gurgel e acabou com Damião, que também não teve tanto destaque. Mas a dignidade com que a ex-Ana representou seu personagem a credencia para trabalhos melhores. Nota 9.</p>
<p>Nelson Xavier &#8211; Fez apenas o início da novela, e teve uma atuação impecável em mais um personagem difícil. Nota 9.</p>
<p>Raquel Galvão &#8211; Outra que mal apareceu na novela. Sem nota.</p>
<p>Thiare Maia &#8211; A única das meninas da Cilene, fora Manu, que teve algum destaque. Nada demais, mas também não comprometeu. Nota 6.</p>
<p>Taís Araújo &#8211; Outra que deu uma boa melhorada como atriz. Alícia teve bons momentos na trama, como suas performances artísticas impagáveis e suas cenas conflituosas com o pai, Romildo. Mas o personagem foi murchando e ela acabou vendendo cachorro-quente e com o mala do Cassiano. Ninguém merece. Mas, pela dignidade leva Nota 7.</p>
<p>Fabrício Boliveira &#8211; A fase manguaceira do Didu foi o melhor momento de Fabrício na novela. Quando foi exigido mais dele, não deu conta. E o visual dele, a partir de um certo momento, não passou verdade ao personagem. Nota 4.</p>
<p>Milton Gonçalves &#8211; Outro que não fazia um bom personagem há tempos. Belíssima interpretação do político corrupto Romildo Rosa, soube dosar muito bem as cenas onde se mostrava um escroto e onde se mostrava um homem capaz de amar. Nota 10!!!</p>
<p>Christine Fernandes &#8211; O personagem passou meio que despercebido pela trama, e Christine fez o que pôde. Nota 6.</p>
<p>Hanna Romanazzi &#8211; Convenceu como a nojentinha Camila. Um talento a ser lapidado. Nota 7.</p>
<p>Selma Egrei &#8211; Apesar de sua participação em Pé na Jaca, estava há décadas fora das novelas. Dulce foi um personagem pequeno, mas que rendeu algumas risadas, pela sua falta de escrúpulos em dizer que gostava de dinheiro. Esta fez uma omelete excelente com os poucos ovos que recebeu. Nota 10!!!</p>
<p>Bel Kutner &#8211; Coitada, essa não dá sorte. Amelinha era para ser engraçada, mas acabou ficando forçada, muito por conta da falta de destino que o autor deu a ela. Mas Bel também fez o que pôde. Nota 6.</p>
<p>Mário Gomes &#8211; Em mais um papel de Mário Gomes, teve algum destaque no começo da novela, mas depois o personagem sumiu. Nota 5.</p>
<p>Sofia Terra &#8211; Depois de uma atuação pra lá de destacada e graciosa em Pé na Jaca, simplesmente não apareceu em A Favorita. Uma pena, pois ela é uma gracinha. Sem nota</p>
<p>Renan Mayer &#8211; Mais um que não teve chance. Sem nota</p>
<p>Ângela Vieira &#8211; Praticamente não apareceu na novela a não ser para fazer ponte. Reclamou na imprensa mas, ao contrário do que houve em Kubanacan, não abandonou a trama. Nota 5.</p>
<p>Cláudia Ohana &#8211; A volta da atriz ao horário nobre, numa novela escrita por seu meio-irmão, poderia ter sido mais destacada. Mas foi uma participação simpática, ao estilo da atriz. Nota 6.</p>
<p>Aramis Trindade &#8211; Seu mordomo Clemente era a própria múmia paralítica. Sem nota.</p>
<p>Helena Ranaldi &#8211; Apesar do bom personagem, pareceu travada na maioria das cenas. Mas cresceu quando a personagem mais precisou, e salvou sua atuação do ridículo no final. Nota 6.</p>
<p>Cláudia Missura &#8211; Nunca havia visto o trabalho desta atriz, e achei bem interessante. Ela tem uma cara e um jeito engraçado e usa muito bem isto a seu favor. Nota 7.</p>
<p>Lúcio Mauro &#8211; Entrou no meio da novela, como pai do Dodi, e justificou toda a personalidade do nosso anti-vilão. Fora que fez um ótimo Lúcio Mauro, como sempre. Nota 10!!!</p>
<p>Bento Ribeiro &#8211; Também nunca havia visto o trabalho deste ator, e achei-o meio esquisito. É fanho e parece um nóia quando fala. Muito fraco. Nota 2.</p>
<p>Alexandre Schumacher - Às vezes tempo na novela não quer dizer qualidade do personagem. Em pouco mais de um mês em Pé na Jaca, deu um show. Em 7 meses de A Favorita, mal apareceu. Nota 5.</p>
<p>Iran Malfitano &#8211; A estada fora da Globo só lhe fez bem. De ator limitado, passou a um dos destaques de A Favorita por conta de seu afetado Orlandinho, que foi se descobrindo homem. A história é meio absurda, mas Iran passou por cima de tudo isto com muita competência. Nota 9.</p>
<p>Genézio de Barros &#8211; Perfeito como o parkinsoniano Pedro, teve que ter estômago de avestruz na novela por conta do mau caratismo e da psicopatia de sua filha Flora. O problema de tremedeira foi tão bem feito por ele na novela, que muita gente pensou que Genézio realmente fosse doente. Curiosidade: o ator tem uma filha chamada Flora. Atuação perfeita!!! Nota 10!!!</p>
<p>Jean Pierre Noher &#8211; O ator argentino teve uma atuação bastante correta como Pepe. Poucas cenas difíceis, no mais fez o bom e velho arroz-com-feijão. Nota 6.</p>
<p>Miguel Rômulo &#8211; Já me embasbacava com sua interpretação em Pé na Jaca. Embasbacou elenco e equipe técnica em A Favorita, a ponto de arrancar aplausos de Cláudia Raia depois de uma cena difícil. Tem gente que já nasce pronto, e Miguel nasceu ator pronto. O moleque é bom demais e tem a cabeça no lugar. Que continue assim, pois será um dos melhores atores do país. Nota 10!!!</p>
<p>Graziela Schimitt &#8211; Deu pro Dodi na primeira semana, e não apareceu mais. Sem nota.</p>
<p>Rosi Campos &#8211; Para quem já foi a mamãe Sardinha na primeira novela de João Emanuel Carneiro, sua Tuca deixou bastante a desejar. Merecia papel melhor pela atriz que é. Nota 5.</p>
<p>Alexandre Nero &#8211; Seu &#8220;vérdureiro&#8221; analfabeto era até que razoável. Passava bem a impressão de abobalhado. Nota 6.</p>
<p>Luiz Bacelli &#8211; O pai do Orlandinho até que era uma figura engraçada. Nota 6.</p>
<p>Suely Franco &#8211; Apesar do personagem pequeno, foi outra que me arrancou boas risadas. Até porque, vez ou outra, incorporava a inesquecível dona Mimosa, de O Cravo e a Rosa. Nota 10!!!</p>
<p>Esta foi a avaliação ator a ator de A Favorita, a terceira grande novela do século XXI. Que a quarta venha logo!!!</p>
<p> </p>
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		<title>Ousadia sem melancia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 16:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dramaturgia]]></category>

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		<description><![CDATA[E acabou A Favorita. Uma novela que, em princípio, só pegou aqui em São Paulo. Uma novela que, em princípio, lembrava Dancin&#8217; Days. Uma novela que, em princípio, dava a entender que a mocinha era a vilã e a vilã era a mocinha. E que no fim surpreendeu a todos, porque não lembrava em nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E acabou A Favorita. Uma novela que, em princípio, só pegou aqui em São Paulo. Uma novela que, em princípio, lembrava Dancin&#8217; Days. Uma novela que, em princípio, dava a entender que a mocinha era a vilã e a vilã era a mocinha. E que no fim surpreendeu a todos, porque não lembrava em nada o primeiro sucesso de Gilberto Braga no horário nobre, teve uma mocinha &#8220;diferente&#8221; da do primeiro capítulo e que acabou sendo sucesso no Brasil inteiro, não porque deu quase 50 pontos de audiência na bosta do Ibope, que nunca me entrevistou pra perguntar nem a marca do chocolate que eu mais gosto, mas porque foi comentário de locais de trabalho, botecos, festas de casamento, de aniversário, rodinhas de marofa e quaisquer tipos de lugar onde estivessem mais de um brasileiro não fiel à Igreja Pentecostal Deus é Amor.</p>
<p>E quais seriam os grandes trunfos da novela? Em primeiro lugar, seu ritmo &#8220;lombardiano&#8221;, a ponto de, se um capítulo for perdido, no outro a pessoa fica perdidona. Em segundo lugar, a concentração total na trama principal, coisa que, das últimas novelas das 21h, só aconteceu com Paraíso Tropical. Em terceiro lugar, a retomada da cumplicidade com o público a partir do momento em se revelava quem era a vilã e quem era a mocinha, no histórico capítulo 56. Cumplicidade porque a gente sabia de tudo, mas os personagens não, e a graça era justamente saber quando e como eles iriam saber a verdade sobre Donatela e Flora. Era uma técnica utilizada muito antigamente, e que fora abandonada por causa dos velhos pontos de audiência, sendo substituída pelos &#8220;quem matou&#8221;, muitas vezes concluídos de uma forma absurda (o próprio autor de A Favorita, João Emanuel Carneiro, utilizara-se deste expediente em sua novela anterior, a legalzinha Cobras e Lagartos, concluindo o mistério de maneira pouco satisfatória).</p>
<p>Outro fenômeno observado, e que, neste século, só tem um parâmetro de comparação com Pé na Jaca, de Carlos Lombardi, é o público de A Favorita. Muita gente que abomina novela acabou acompanhando com interesse a saga de Flora e Donatela, o que é legal inclusive para quem gosta do gênero e vê que ainda tem muita lenha para se queimar a este respeito. Em Pé na Jaca, apesar da fraca audiência (bom, pelo menos é o que diz o Ibope), havia um público extremamente fiel à novela, que curtia de verdade e se identificava com os personagens e, principalmente, com a bela relação de amizade entre os 5 protagonistas (ainda que a personagem de Deborah Secco tenha passado boa parte da novela aprontando para os outros 4). E, só para encerrar o assunto Ibope, tivemos no ano passado a despretensiosa Beleza Pura, que era mais comentada nas ruas do que a terrível Duas Caras e tanto quanto A Favorita.</p>
<p>Outro ponto positivo de A Favorita foi o conjunto de pequenas ousadias sem alarde que o autor fez durante a história e, principalmente, no último capítulo. Em primeiro lugar, não deixar claro logo de cara quem era a protagonista boa e quem era a má. Além destas, colocar um político negro corrupto na história despertou a ira de milhões de militantes da raça negra, que achavam que o personagem iria deturpar a imagem do negro. Como se não houvesse negros bons e ruins, brancos bons e ruins, amarelos bons e ruins. Também tratou o assunto homossexualismo com bastante naturalidade, através da Stela, bem representada pela atual bocuda Paula Burlamaqui. Em resumo, tratou temas que Glória Perez, Manoel Carlos e Aguinaldo Silva usariam pra vender seu produto com naturalidade, como apenas mais um elemento na novela, e que foram muito bem aceitos pelo público em geral. Outro ponto foi colocar um sarcasmo  em Flora tal que ela não tinha escrúpulos nem para chamar a filha de &#8220;purgantezinho&#8221; e outros &#8220;elogios&#8221;. E, no último capítulo da novela, três cenas que poderiam ser classificadas como ousadas: o tiro de Lara na própria mãe (Lombardi chegou perto disto, com as porradas que Ralado dava em seu pai, Gustavo, em Quatro por Quatro), a revelação, ainda que velada, de que Léo era pai de seu próprio neto (o que realmente seria a cara do personagem) e, finalmente, a última cena da novela em flashback e revelando o verdadeiro significado do título &#8220;A Favorita&#8221;. Se antes desta cena alguma coisa não havia ficado clara, clareou a mente de todo mundo. Outra ousadia, no que se refere à escalação de elenco, foi colocar, como protagonistas, uma atriz que não sabia o que era isto há 12 anos (Patrícia Pillar &#8211; O Rei do Gado) e outra há 16 anos (Cláudia Raia &#8211; Deus nos Acuda, aliás, sua única protagonista da carreira até então). Aliás, ficou claro que foi uma verdadeira injustiça não darem papéis mais importantes nas tramas a estas duas atrizes. Outro ponto positivo foi a construção psicológica dos personagens pelo João Emanuel Carneiro. Víamos muito claramente isto em Flora, Donatela, Irene, Lara, Léo, Catarina e Iolanda. Numa época em que dramaturgia é feita apenas para vender, ter este alicerce para os atores representarem é muito bom.</p>
<p>Claro que também houve falhas. Como se explica o fato de que Halley e Donatela nunca tivessem se encontrado antes, se esta e Cilene, a mãe adotiva daquele, eram amigas íntimas? E Dedina, que, depois de cornear o prefeito Elias, se viu jogada na rua e ninguém, nem o boa gente Copola de Tarcísio Meira, amicíssimo dos dois, tivesse dado abrigo? Outra coisa mal explicada foi que a raiva de Rita por Zé Bob no início da novela deu lugar a uma bela amizade, assim, do nada. Além disto, o desperdício de atores, no melhor estilo Carlos Lombardi, também pontuou a trama. Ângela Vieira, Bel Kutner, Mário Gomes e a garotinha Sofia Terra foram as maiores vítimas. Mas, apesar disto, todos tiveram seu destaque na novela, ainda que muito pequeno. Também foi insatisfatória a conclusão da trama do Orlandinho. O cara, que era gay, virou hétero sem nem mesmo ter passado pelo descarrego da Universal. Pelo menos ele poderia se dizer bissexual, o que teria coerência</p>
<p>A novela também teve interpretações memoráveis. A começar por Patrícia Pillar, que construiu uma Flora psicologica (e psicopaticamente) perfeita. O olhar, as feições&#8230;confesso que, muitas vezes, eu acreditava na Flora boa mesmo ela já tendo se revelado uma psicopata para o público, tamanha era a perfeição da interpretação de Patrícia. Cláudia Raia fez uma Donatela completamente atabalhoada, esquentada, uma verdadeira anti-mocinha, com uma baita perfeição também. Suas cenas dramáticas foram perfeitas, e pra quem duvidava que ela era uma excelente atriz e só ia bem em comédia, A Favorita veio provar o contrário. Destaque também para Ary Fontoura, Mauro Mendonça, Glória Menezes, Suzana Faini, Lília Cabral, Jackson Antunes, José Mayer, Milton Gonçalves e o garoto Miguel Rômulo.</p>
<p> </p>
<p>Mas o elenco é assunto para o próximo post.</p>
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		<title>Tava todo mundo aqui!!!</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 01:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lftartaglioni@ig.com.br</dc:creator>
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<p>Hoje deu vontade de escrever&#8230;tinha dado uma parada, pois precisava segurar um pouco alguns ressentimentos não tão bem resolvidos como eu gostaria que fosse, mas deixemos estas coisas para lá, afinal de contas, hoje é Natal</p>
<p>Natal, pra mim, era a reunião da família. Como minha família era estruturalmente &#8220;doidona&#8221;, já que meu pai de fato era meu avô e minha mãe de fato era a empregada da minha avó, e o resto meio que tentava &#8220;impor&#8221; seus papéis perante mim, o gostoso mesmo era quando a primaiada vinha. Foi nascendo um, outro, e a galera aumentava cada vez mais. Era muito legal ter umas 20, 30 pessoas na minha casa. Era primo, primo do primo, filho do tio que não é seu primo&#8230; mas eram pessoas com as quais tínhamos amizade, e realmente rolava uma química boa. Quantas vezes não passávamos a tarde inteira jogando Imagem e Ação, Master e outros jogos? Que tempo bom, que não volta nunca mais, como diria aquele rap (acho que é Thaide &amp; DJ Hum&#8230;bom, isto é melhor meu amigo Carlos me falar, ele é que manja de rap, meu negócio é rock clássico&#8230;)</p>
<p>Hoje, mais de 20 anos depois, muita gente se foi, muita gente se afastou, e o que sobrou, da minha família, sendo ela de coração ou não, foi minha mãe e minha MÃE. A minúscula é a biológica, a maiúscula é a de coração. Gostaria de ter passado o Natal com meus primos, como tem sido desde que meu pai se foi, mas não aceito a presença de uma certa biscatinha que deu um golpe de mestre no meu primo, que tem um coração de ouro e caiu direitinho&#8230;então, preferi, este ano, fazer a ceia na minha casa.</p>
<p>E eu nunca poderia imaginar como seria gostoso. Porque os sobrinhos-netos da minha MÃE vieram para alegrar o ambiente. Com eles, voltei a ser criança&#8230;brinquei de carrinho de fricção, de carrinho de controle remoto, de Banco Imobiliário&#8230;vetei todo e qualquer programa televisivo até as 18h de hoje, pois queria sentir o que sentia nos meus tempos de criança: o bom astral do Natal.</p>
<p>Mas, no final das contas, por mais que as crianças alegrem o ambiente, fica aquela sensação de &#8220;como eu era feliz&#8221;, ainda que menor. Sensação que superamos por causa de uma simples fita VHS, de 1990. Era Dia das Mães, e meu pai estava com uma câmera daquelas que cabiam uma fita VHS normal emprestada de um amigo dele da época. Lá estavam meu pai, meu avô e minha avó. A cada aparição deles, em vez de chorar, eu sorria, como se eles estivessem ali, comigo, do meu lado. Eu até havia me esquecido do jeitão italianado de falar do meu avô, com uma baita voz grossa e falando &#8220;jorná&#8221;, &#8220;papé&#8221;, &#8220;animá&#8221;, &#8220;farta&#8221;&#8230;e da minha avó, que era super peituda, e, de sacanagem, pegava nos peitos dela (um de cada vez, senão ela podia ter alguma dor) e sacudia&#8230;e do meu pai, que deixou um grande vazio na minha vida. Muita coisa que dividia com ele hoje não tenho com quem dividir, e nem eram problemas. Nunca quis trazer problemas de fora para casa, a não ser que a situação fosse insustentável, mas sinto falta dos nossos papos bestas de futebol, conhecimentos gerais, histórias de vida&#8230;</p>
<p>Às vezes me sinto sozinho&#8230;às vezes sinto que só tenho minha MÃE&#8230;às vezes, que tenho as minhas mães. Mas nesta madrugada senti que não estava sozinho. Todos eles estavam aqui comigo, para, depois de muito tempo, me abençoar e me desejar um Feliz Natal.</p>
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