Na minha última compra na Kalunga fiz uma coisa que gostaria de fazer faz tempo (meu Deus, quantas vezes usei o verbo “fazer”!!!): comprar um caderninho de anotações. Todo escritor, profissional ou amador, tem que ter um. Às vezes observo coisas que me geram idéias e estas idéias se perdem no tempo. Este caderninho pareceu ser a solução, mas até agora usei-o pouco. Ou porque estou com o senso de observação ruim, ou até porque aconteceram algumas coisas na minha vida que acabaram me tomando todos os 10% da parte útil do meu cérebro.
Vamos à s anotações: pra começar, no metrô, mais especificamente naquela TV que fica passando um monte de notÃcias, em sua maioria inúteis, e propagandas, vi um anúncio de um show do Information Society. Acho que o show até já foi, e acabei me lembrando de uma história de um show deles, acho que aqui no Brasil, onde deu uma baita confusão, a bateria eletrônica do baterista (dãããããã) caiu e…incrÃvel!!! O som da bateria continuou!!! E olha que Britney Spears, a rainha do “pleiba”, não tinha nem 10 anos de idade!!!
A segunda foi uma boa notÃcia no dia, mas hoje não vale mais: a minha ex-chefe e atual amigona Lu voltou pra minha gerência. Mas alguns dias depois soube que eu não sou mais da minha gerência…mas isto é (triste) história pra outro post.
A terceira já é uma notÃcia chata: um dos caras mais bacanas que conheci na empresa onde trabalho vai nos deixar, já que irá se aposentar. O FabrÃcio é aquele cara que oscila entre o hiperescrachado e o hipersolidário. É o cara que não perde a piada, mas é o primeiro a te dar assistência quando você mais precisa. Solta uma palavra hilária em situações leves, mas nas mais pesadas solta uma palavra sempre acolhedora, amiga. É um exemplo para qualquer ser humano cujo lema de vida é ser bondoso sem ser politicamente correto. Algo que, um dia, quero atingir. Tanta gente chata naquele lugar…este vai fazer uma puta falta!!! Desejo a ele tudo de melhor pois é o mÃnimo que ele merece.
A anotação seguinte foi uma coisa que, pelo menos na linha azul do metrô, nunca tinha visto: um casal de mãos dadas. Mas um casal homossexual masculino. Até aà nada demais, se os dois não estivessem de mãos dadas. O mais novinho tava até constrangido, mas o mais velho tava com aquele ar de Clodovil depois de alguma frase de impacto. Antes eu tinha preconceito. Depois de um dos meus primos mais queridos se assumir gay, e também de ter alguns amigos gays e sapas, vi que o que importa mesmo são os princÃpios morais da pessoa. Mas confesso que me causou estranheza a cena. Mas só estranheza. Não condeno porque o comportamento deles era discreto, não ficou naquela palhaçada de esfregação, que me incomoda até em casal hétero.
Tenho ainda muitas histórias pra contar: o tricampeonato do Timão, o verdadeiro Internacional, as coincidências entre 95 e 2009, a sacanagem da qual fui vÃtima…mas isto é assunto pra daqui a pouco (mesmo que o “pouco” eu não saiba o quanto seja)
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