Este blog geralmente é usado para tirar barato de coisas sérias, utilizando-me sempre do senso de humor sarcástico que Deus me deu (goste-se dele – o senso de humor – ou não). Só que eu venho aqui pedir socorro, porque estou me afundando num buraco sem fundo por causa de algumas atitudes.
Ultimamente venho tendo algumas reações estranhas, como reações extremadas contra acontecimentos que poderiam ser evitados caso não houvesse erros, mas que poderiam ser evitados numa próxima vez apenas com um alerta e uma boa conversa. O que, antigamente, era motivo de stress apenas está virando motivo de (não sei se tecnicamente está correto falar isto) surto psicótico, a ponto de jogar objetos longe e xingar ofensivamente pessoas queridas.
Terça feira foi o ápice, com minha mãe de consideração (quem me conhece sabe quem é). Aquele dia eu tive medo de mim, tive medo de perder o bem mais precioso que Deus me deu, tive medo de perder minha vida. Tudo por causa de um celular desligado e um telefone mudo. De não conseguir entrar em contato com minha “mãe” para avisar que estava chegando em casa. Surtei totalmente, atirei um abajur no chão, dei um pontapé numa poltrona, xinguei minha mãe de coisas horrÃveis e vi aquela pessoa quase beatificada virar um bicho, exigindo respeito. Estava fora de mim, quase como um louco babão…fico me lembrando e me espanto com as coisas que disse pra ela naquele momento (prefiro não mencionar aqui).
Para completar, acabou a luz no dia…depois de a minha “mãe” chorar pelas ofensas que dirigi a ela, caà em mim e eu comecei a chorar copiosamente, me sentindo o pior dos seres. Me sentia um lixo, em todos os sentidos, e a única coisa que queria era apagar tudo aquilo e voltar no tempo. E voltar no tempo de criança, onde eu não entendia nada da vida, não conhecia as decepções que um ser humano adulto poderia passar. Conhecia sim as decepções de um menino criado pela avó louca porque a mãe biológica era uma omissa e o pai, um bêbado. E me apeguei na empregada da minha avó (que hoje e sempre foi minha mãe de consideração), pois ela era a única pessoa lúcida na famÃlia a nunca exigir nada de mim em troca. Tudo isto o que acontece comigo é fruto do ambiente conturbado que tinha quando criança, e que, apesar de hoje não vivê-lo, parece que tudo está guardado em mim, e que eu preciso “matar as saudades” deste inferno de vez em quando.
Tive crises de choro mais um dia, por causa da frieza inicial da minha “mãe” quando cheguei do trabalho. Eu não estava suportando a possibilidade de perder o amor da pessoa que mais amo no mundo. E, talvez, da única que dê a vida pra me salvar de qualquer mal. Aquilo pra mim era o fim do mundo. E eu tenho quase 31 anos, sou muito novo ainda pra conhecer o fim do mundo…
Fim do mundo que achei que estava quando perdi a amizade de um dos meus melhores amigos, um cara que considerava e considero um irmão. Um ser humano especial o qual machuquei, ofendi, humilhei, joguei coisas na cara, apenas porque ele sabia ser amigo de uma forma diferente da minha. Um cara que, hoje, talvez me dirija a palavra apenas por pena, ou de repente por perceber que eu era um doente da alma, ou um doente mental.
Algo que descobrirei a partir de amanhã, na minha primeira consulta ao psiquiatra. Eu não suporto mais viver num mundo onde tudo conspira contra mim, onde todas as pessoas são contra mim, quando na verdade não são, muita gente gosta de mim, eu sei disto. Mas parece que meu subconsciente não sabe, pois machuca, com palavras às vezes sutis ou com xingamentos gratuitos. Eu quero parar com isto!!! Eu preciso mudar!!! Eu vou mudar!!! Não quero acabar como meu pai e minha avó, que terminaram suas vidas sem ninguém que os aguentasse plenamente. Eu vim no mundo pra ser feliz, pra vencer, não estou aqui a passeio
Por isto, eu faço um apelo: você que está lendo tudo isto e realmente gosta de mim, me ajude…eu preciso de você. Por favor, me ajude a sair disto, eu quero realmente melhorar. Não sei se é doença de alma ou mental, mas é doença, e eu tenho certeza que tem cura. Eu preciso me curar. Ou posso estar em um lugar bem longe daqui em muito pouco tempo.
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bom, primeiro eu quero dizer que, apesar de comentar raramente, passo por aqui sempre pra ler seus posts e saber de você.
quanto ao assunto deste post, é tanta coisa que eu poderia falar… antes de mais nada, psiquiatra não tem nada a ver com loucura. tem horas em que só uma terapia não adianta e a gente precisa recorrer a um médico, seja para ele prescrever tratamentos, seja para receitar remédios. eu já tomo anti-depressivo (ou antidepressivo) desde outubro de 2007, tive sorte que consegui me adaptar de cara ao meu (depois de um tempinho, ele aumentou a dose), mas o ponto é: tem muita gente recorrendo a um médico hoje em dia. e isso é normal.
em segundo lugar, eu também tenho, muitas vezes, essa sensação de que o mundo conspira contra mim. e eu tenho me dito que isso é paranoia, auto-drama, mexicanice, e que está longe de ser verdade (ultimamente eu tenho enumerado pra mim as coisas que dão certo, pra ver se eu percebo que o que não dá certo é exceção). não tenho o que te dizer, além de que sei como é. quem sabe se você usar essa filosofia de revista nova de enumerar as coisas boas num papel e ler sempre a lista, e, ao mesmo tempo, ter a (difÃcil) auto-crÃtica de que, em muitos casos, nós somos diretamente responsáveis pela situação. é fácil reclamar que os amigos sumiram e não me procuram, mas efetivamente quantas vezes eu peguei o telefone e liguei, ao invés de ficar me envenenando e pensando que ninguém tá nem aà pra mim?
por último, eu tive que aprender que algumas pessoas têm uma forma de amizade diferente da minha, mas que isso não faz de mim capacho. existe uma faixa do “normal”. e eu tento ver se a pessoa está dentro ou fora dela. mas não é fácil, eu sei.
saiba que apesar de eu estar fisicamente longe, estou aqui se você quiser conversar. não ando aparecendo no msn porque estou (ou deveria estar) estudando, mas a gente pode combinar horas de se falar, ou você pode me escrever, enfim. fique bem.
um beijo,
ju