05/11/2009 - 15:49
A diretora do Planned Parenthood, um centro de aborto no Texas, Estados Unidos, pediu demissão de seu trabalho após ver, através de uma ultrassonografia, o aborto de um feto que foi aspirado do ventre de sua mãe, em setembro deste ano. Abby Johnson atuou na clínica durante oito anos e, no dia 6 de outubro, deixou seu trabalho e procurou a Coalition for Life (Coalizão pela Vida), um grupo pró-vida que promove, em diversas cidades dos Estados Unidos, a “Campanha 40 dias pela vida”, que tem como base iniciativas de oração e jejum.
Abby Johnson explica que teve uma “mudança de coração” e percebeu os interesses fincanceiros por trás das práticas de aborto. “Eu tive uma mudança de coração a respeito desta questão e vi mudanças nas motivações do impacto financeiro dos abortos e, realmente, alcancei meu ponto de ruptura após presenciar um tipo concreto de aborto através de ultrassonografia”, destacou a ex-diretora da clínica.
Em declarações à imprensa, Abby falou ainda de sua transformação interior: “Eu só pensava que eu não posso mais fazer isso. Foi como um flash que me bateu. E eu pensei: isso é tudo. Eu me sinto tão pura de coração. Não tenho essa culpa, nem o peso sobre mim. Então eu sei que essa conversão é, principalmente, espiritual”, afirmou.
O diretor nacional do “40 dias pela vida”, David Berei, explicou que, na última campanha, encerrada no domingo, 1°, outros sete trabalhadores de clínicas abortistas abandonaram sua profissão e, além disso, 563 vidas foram salvas.
“Esses são apenas os casos que nós conhecemos”, acrescentou, ao falar sobre os resultados da campanha que uniu 212 cidades de 25 estados dos EUA e cinco províncias do Canadá e Dinamarca.
Esta foi a sexta campanha na clínica do Texas. Desde 2004, os colaboradores pró-vida se concentram em frente ao Planned Parenthood e, neste ano, fizeram um dia inteiro de oração pelos que promovem e defendem o aborto.
Ao comentar o caso de Abby Johnson, David Bereit declarou que foi uma “conversão surpreendente” e que demonstrou a importância das constantes orações em frente às clínicas de aborto. “Desde da primeira campanha em 2004, oramos por Abby e por todos que atuam nos abortos, para que que viessem a compreender o que o aborto realmente é e para que deixasse esse negócio mortal. Neste caso, nossas orações foram respondidas. Estamos orgulhosos pela coragem de Abby deixar a indústria de aborto e, publicamente, anunciar suas razões para sair”, acrescentou Bereit.
Após a saída de Abby Johnson, a Planned Parenthood solicitou uma ordem de restrição contra ela e a Coalition for Life.
Fonte: http://cancaonova.com
Autor: daielaika@ibest.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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30/10/2009 - 16:52
Por Padre Anderson Marçal
“Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher Ele os criou”. Diante de tantas propostas de vendas de homem e de mulheres nos meios de comunicação visual e auditiva, esta frase do Livro do Genesis 1, 27, fica um pouco sem sentido. Como podemos vender alguém que é imagem de Deus? Ou como podemos utilizar alguém que é imagem de Deus, somente por um momento? Como dizer que hoje somos livres, se a cada momento também nós podessemos ser vendidos?
Estas perguntas podem causar em nós outra pergunta: onde e como isto está acontecendo? A dúvida é sinal de que ainda não sabemos o que somos em relação ao outro sexo, e muito menos sabemos quem ou o que somos. Partimos então das primeiras paginas da bíblia, onde temos de maneira alegórica, quem é a pessoa humana no seu especifico: homem e mulher.
Primeiramente Adão e Eva: criação que Deus viu que era bom. Criação esta que não é somente o homem, mas a pessoa humana, ou seja, homem e mulher, cada um no seu especifico. Isto acontece depois de um Concilio no interior de Deus, “Façamos”, ou seja, a pessoa humana não é somente um ato criado, mas uma decisão do interior de Deus, criado à imagem e semelhança deste mesmo Deus.
Criados a imagem de Deus: a pessoa se torna assim um deus no mundo, não para impor-se como senhor de tudo, mas para ser a figura ratificada do governo de Deus, ou seja, como a pessoa é imagem de Deus, onde o homem está deveria estar este sinal que ali quem governa é Deus, pois aquele é a imagem deste Deus, mas não é Deus, pois a pessoa é imagem imperfeita de Deus por ter sido feita de pó.
Masculino: é o memorial, ou seja, a recordação de Deus. Podemos lembrar aqui do Homem perfeito, Jesus Cristo que é a cabeça do corpo, onde nós somos os membros. O homem é esta cabeça na sociedade, pois traz no seu interior a capacidade de fecundar, ou seja, de criar nova vida, pois viu a criação primeira. Não digo aqui de outra criação, mas de uma nova criação através do auxilio do homem, se este tiver a capacidade de olhar a criação com os olhos daquele que é o Criador. Podemos lembrar aqui de Romanos 8,19 “toda criação espera ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”.
Feminino: durante muito tempo a mulher foi colocada como um ser inferior, ou seja, como alguém que não deve e não pode viver somente fazer. Mas a mulher no seu interior tem a capacidade de acolher o novo. Podemos citar quando está gestante, pois no seu físico tem uma fenda capaz de receber vida e gerá-la (vagina). Receber esta vida num contexto de amor recíproco e responsável, de amor vivido. Mas infelizmente, em nome da erotização do comercio, a mulher usa esta capacidade de acolhimento não para a vida, mas para a morte, cada vez que usa de maneira comercial o seu corpo que é dádiva da criação.
A mulher é e sempre será para o homem um mistério, pois quando esta foi criada, este estava dormindo, para que não se inchasse de orgulho, por ter sido feita dele, mas para que a reconhecesse como alguém intima dele. Feita da costela, para dizer que não esta nem acima, nem abaixo, caminha com ele, do lado dele, na intimidade de ser semelhante a ele, pois foi feita do osso dele. A mulher então é a ajuda de Deus ao homem para se salvar, pois quando este se via sozinho no paraíso não se conhecia, pois vivia a solidão do mundo incomunicável. Por isso um ajuda o outro a se salvar, pois ao ver o outro deveríamos nos ver também. Aqui podemos dar tantos exemplos de homens e mulheres que viveram uma profunda santidade sem precisar ser objeto do outro: Francisco e Clara, Bento e Escolástica, João da Cruz e Tereza D Ávila e tantos outros.
O Reino de Deus acontece quando homem e mulher vivem um relacionamento sincero de comunhão e libertação e de uma completar o outro no seu especifico. Precisamos um do outro.
Por isso, a vocação do ser humano só será realizada quando este viver um relacionamento de comunhão sincera com o sexo oposto “sereis uma só carne”, e vai muito alem do que se pensa sobre este termo como relação sexual. Não estou fazendo aqui uma afronta ao celibato, mas convidando a viver verdadeiras amizades entre homem e mulher, como citei acima. Todos viveram a santidade no celibato. Pois a relação homem e mulher não é opcional, nem como se vive esta relação, pois estamos num mundo onde temos que conviver com outras pessoas, não temos como fugir delas. Somos chamados a viver a unidade na diversidade de cada um.
A imagem de Deus no mundo só acontecerá então, quando homem e mulher se relacionarem como Deus os criou, pois a imagem de Deus é comunhão entre homem e mulher.
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26/10/2009 - 15:16
Por Olavo Bilac
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E vos direi, no entanto
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
e abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A via lactea, como um palio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estao contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entende-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender as estrelas.”
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26/10/2009 - 13:16
Por Prof. Dr. Francisco Borba,
Biólogo e professor da PUC-SP, com doutorado em Oceanografia, é Coordenador de projetos do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e um dos organizadores do recém-lançado “Um diálogo latino-americano: bioética & documento de Aparecida”..
Qual é a proposta do livro, e por que usar o documento de Aparecida?
Nosso objetivo é fazer uma ponte entre ciência e religião usando a discussão sobre bioética partindo do documento de Aparecida, que é o texto mais recente da Igreja Católica na América Latina; por isso, do ponto de vista católico, é o ponto de partida mais adequado para nossa reflexão. Em relação à bioética, o documento não chega a trazer grandes novidades: ele reafirma a posição católica de defesa da vida, dizendo “não” ao aborto e à eutanásia, mas é importante mostrar que não se trata de uma posição negativa. Os “nãos” são a consequência lógica de um “sim” maior, dado à vida, à beleza e ao amor. É uma postura de acolhida em relação às pessoas que estariam tentadas a uma opção pela morte. A peculiaridade do texto aprovado pelos bispos é que o documento mantém a opção pelos pobres – não se pode falar em bioética na América Latina sem pensar na situação de desigualdade e exclusão social, unida à discussão sobre a crise de sentido trazida pela pós-modernidade.
Há diferenças sobre como a Igreja trata as questões de bioética na América Latina, na Europa ou na América do Norte?
Não há diferenças na forma de engajamento. O que existe de específico na América Latina é uma situação de pobreza extremamente desafiadora. O bispo, num contexto local, se sente muito mais chamado a dar uma resposta que não apenas defenda a vida, mas também responda às dificuldades que as pessoas enfrentam por causa de sua situação social.
Qual é sua avaliação sobre a ação da Igreja nos temas de bioética?
A Igreja no Brasil é muito ativa nos temas polêmicos, mas a mídia criou uma imagem muito reducionista da Igreja nesse aspecto. A participação da CNBB em audiências no Legislativo ou no Judiciário aparece mais que as ações concretas em prol das pessoas. Quem lê jornal fica com a impressão de que a Igreja só sabe condenar as pessoas, mas no dia a dia a grande ação da Igreja se dá, por exemplo, na experiência de acolhida a mães que consideraram o aborto por julgarem não serem capazes de criar o filho, mas com a ajuda da Igreja enfrentaram esse desafio e são felizes com a criança. Em São Paulo temos, por exemplo, o Amparo Maternal, destinado justamente para essas mães. Mais que a discussão sobre a eutanásia, a atividade da Igreja está na conscientização junto às famílias para que aceitem seus idosos, seus pacientes graves, ajudando-os a encontrar um sentido para continuarem vivos. Mas esse tipo de atuação silenciosa, que é a mais extensa, fica perdida.
Quando o Papa veio ao Brasil, fizeram a ele uma pergunta sobre o aborto no México. Bento XVI deu uma resposta muito interessante: a questão do aborto, seja por que motivo for, sempre é uma questão de perda da esperança e da capacidade de ver a beleza da vida. Então, defender a vida significa ser capaz de retomar essa beleza e dar às pessoas uma esperança, um rumo. A atuação da Igreja é muito mais centrada, na verdade, na observação de experiências positivas de recuperar essa beleza e essa esperança. Muita gente pensa que Ratzinger se move usando princípios abstratos para censurar condutas, mas na verdade o que ele faz é o contrário: ele se baseia em experiências positivas da Igreja para propor condutas. Ele é muito mais propositivo que negativo. Se a Igreja defende a vida é porque ela vê continuamente experiências em que as pessoas se realizam muito mais tendo o filho ou convivendo com o idoso do que matando o nascituro ou o doente.
Qual a legitimidade da religião – qualquer uma, não apenas a católica – para dizer o que se pode e o que não se pode fazer em termos de experimentos científicos?
“Legitimidade da religião” não é o melhor termo, pois para mim ele reflete um vício do modo de pensar atual. A questão não e a legitimidade da religião, da ciência, da filosofia ou da política. Eu prefiro falar em “legitimidade das ideias”, seja quais forem. As ideias se definem pelo que têm de verdadeiro e adequado à realidade, e não por quem falou primeiro. Mas as ideias sobre bioética, de modo geral, padecem de um grande problema que chamo de “tecnicismo”, a noção de que a solução técnica resolve todos os problemas e de que o fato de termos a técnica para fazer algo tornaria esse algo permitido, lícito, bom ou recomendável. Suponha que um engenheiro de Fórmula 1 fizesse o carro perfeito, o mais rápido do mundo, e concluísse que não precisaria de um bom piloto – afinal, se o carro é perfeito, o próprio engenheiro poderia dirigir e venceria qualquer corrida. Na primeira curva ele estaria no muro. A técnica em si, por mais aprimorada que seja, não resolve os problemas. Ela tem de ser utilizada com sabedoria. O problema da ciência é que ela não é um conhecimento destinado a gerar sabedoria. A ciência pergunta como as coisas funcionam ou como podem ser modificadas ou utilizadas, mas não pergunta por que ou para que as coisas existem. No entanto, quando tenho de tomar uma decisão humana, não interessa em que campo, essa decisão envolve os porquês. O que eu desejo com isso? Como isso me realiza? As informações dadas pela ciência podem ajudar a responder as perguntas, mas não são a resposta. Historicamente, quem responde melhor esse tipo de pergunta são as religiões. Elas permitem que o homem comum, o que não tem tempo ou capacidade para discutir as grandes questões metafísicas, possa tomar decisões que respondam a essas questões. É a contribuição que a religião trouxe ao mundo.
Na encíclica Caritas in Veritate, Bento XVI diz que a ciência e a técnica não têm por finalidade responder as perguntas sobre o sentido da vida. Então, uma ética que nascesse pura e simplesmente da ciência seria totalmente vã. A ciência precisa dialogar com os campos do saber que se perguntam sobre o sentido: a Filosofia e a Teologia. Dessa discussão é que nasce realmente uma ética adequada. Mas, hoje, essa ética é contrária a muitos mecanismos de dominação na sociedade, então a forma de impedir que essa ética se organize é dizer “vamos deixar tudo na mão da ciência”. Não é só a religião que está em xeque: a filosofia também está. Quase todo bom cientista faz questão de dizer que ele não quer dar regras de conduta para ninguém, apenas descrever a realidade como ela é, do modo mais fiel possível. É evidente que essa explicação e descrição nos ajudam a tomar decisões éticas, mas sozinhas elas não geram ética. Porém, a técnica gera, isso sim, pessoas dóceis à dominação, porque se vende a noção de que, se usarmos a técnica, não precisamos mais nos perguntar sobre o certo e o errado.
Na bioética, quais são os perigos do uso da técnica dissociado da reflexão ética?
Eu vejo possibilidade de problemas no campo da relação do homem com sua sexualidade, porque a grande catástrofe já está dada: a mentalidade segundo a qual se eu posso tecnicamente fazer algo, eu estou automaticamente liberado para fazê-lo. Isso cria um grande problema existencial, principalmente para os jovens. Assim acontecem episódios como o daquele casal norte-americano que recebeu o embrião congelado de outra família. Há quem ache que a ciência destruiu uma certa ética religiosa, mas não seria preciso colocar nenhuma outra no lugar, o que é complicado.
Um argumento muito usado é o de que a Igreja está tentando impor suas convicções a um Estado laico…
Essa crítica só é pertinente se considerarmos que, por muitos anos, a Igreja usou sua influência política para conseguir coisas na sociedade. Mas a própria Igreja viu que isso era contraproducente e abandonou essa prática. Então a crítica atinge um tipo de comportamento que não existe mais, e que nem a própria Igreja considera adequado para ela. Mas hoje se usa esse raciocínio para neutralizar a influência da Igreja no debate. Por que fazer isso, e por que as pessoas, mesmo católicas, acreditam nesse argumento? Porque a sociedade moderna se estruturou em torno de uma crença ilusória sobre a divisão entre público e privado. A sociedade moderna diz que, desde que nos comportemos segundo certas regras na arena pública, podemos fazer o que bem entendermos na esfera privada. Isso é falso porque é impossível pensar em uma liberdade que não coexista com a liberdade do outro, e porque assim se cria um isolamento artificial entre privado e público. Mas, na verdade, dentro de casa eu não posso ignorar o que acontece fora. Só que precisamos fingir que na esfera privada fazemos o que bem entendemos, enquanto as religiões se definem justamente por também dizer a nós o que fazer na nossa vida privada, e nos dar valores para tal. Quando a Igreja faz isso, ela fere esse mecanismo da sociedade atual e se torna incômoda. Vem a necessidade de o poder laico dizer que a Igreja está se metendo onde não é chamada. A sociedade não quer uma discussão sobre o que a realiza, e sim sobre como não atrapalhar o outro. Isso é empobrecedor.
Bento XVI é muito consciente em relação ao papel da Igreja numa sociedade laica e plural – até mais consciente que muitos defensores do Estado laico. O Papa sabe muito bem que a Igreja não tem e não deve ter a autoridade política para determinar coisas na sociedade laica, mas ele também sabe que a Igreja traz a mensagem de uma tradição de 20 séculos, na qual a sociedade ocidental cresceu e se desenvolveu. A civilização ocidental é filha dessa tradição, goste-se ou não, e essa tradição tem algo a dizer. As pessoas não são obrigadas a concordar, mas não podem fazer de conta que essa herança não existe, sob pena de perder suas raízes. Nesse contexto, a Igreja tem sempre a função de propor a sua experiência, sabendo que essas proposições estão sujeitas ao debate racional no Estado democrático. O laicismo exacerbado dos nossos tempos se nega à possibilidade do diálogo racional. Se não existe essa possibilidade, caímos na censura, na postura de que a Igreja não tem o direito de se pronunciar sobre esse assunto, sem saber se o que ela tem a dizer é bom ou não.
Ano passado a encíclica Humanae Vitae, de Paulo VI, que reafirmava a proibição à contracepção artificial, fez 40 anos. Na ocasião, um médico espanhol a classificou como “profética”, em vista de estudos ligando tipos de câncer em mulheres ao uso da pílula. É possível fazer esse avaliação?
Se olharmos com olhos de hoje a pertinência dos postulados da Humanae Vitae, vamos descobrir que praticamente todos esses postulados de alguma forma se confirmaram na vida social. A maioria dos métodos artificiais de contracepção mostrou efeitos colaterais muito grandes e perigosos, enquanto o método natural evoluiu e se tornou cada vez mais eficiente. A própria população mundial está mais sedenta por soluções naturais. Há uma desilusão com a solução técnica que se reflete na busca por todo tipo de terapias alternativas. E, particularmente, a epidemia de aids mostrou que o sexo casual, visto por muitos como o destino das relações afetivas, não deu certo. O problema, que não é da encíclica, foi que nessas quatro décadas a Igreja não soube falar da beleza e do amor, categorias importantes ao homem pós-moderno. Discutiu-se muito a moral e pouco o amor.
Quanto à aids, o Papa causou furor com uma declaração em sua viagem à África…
Ele disse que o uso do preservativo na África não é a solução. De fato, se existe um lugar no mundo onde a camisinha realmente não é a solução, esse lugar é a África. Em geral, trata-se de sociedades muito machistas, em que a mulher é vista como propriedade do homem – se ele tem aids, a mulher tem quase a obrigação de ter também. Além disso, o homem tem o “direito” de satisfazer sua sexualidade onde e quando quiser, com quem quiser. Ele se contamina com facilidade, e passa isso adiante para a esposa. Distribuir preservativos até protege da aids um homem não contaminado, mas é quase uma carta branca para ele continuar a ter o mesmo comportamento promíscuo. Ainda que todos usassem preservativo, o problema da aids estaria resolvido, mas não se teria avançado um milímetro na promoção da mulher. Só que nem todos usam, então a doença se espalha e a mulher continua desvalorizada. A Igreja não quer só o fim da epidemia, ela quer o respeito à mulher e à família. Em Uganda a epidemia começou a ser vencida com uma campanha que colocava a abstinência e a fidelidade em primeiro lugar. Não é à toa que o maior especialista em aids da universidade de Harvard, Edward Green, veio em defesa do Papa dizendo que ele tinha razão.
Fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/bl…
Autor: daielaika@ibest.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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26/10/2009 - 13:06
Por Prof. Felipe Aquino
A última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade.
A mulher foi moldada por Deus para ser sobretudo mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente. Um perigoso feminismo, “avançado”, tende a igualar entre si homem e mulher, esquecendo as diferenças específicas que são exatamente o que fazem a maior riqueza da humanidade. Isso não deixa de ser uma violência à mulher, desfigurando a sua beleza. A mulher humaniza o mundo com sua feminilidade.
Ao longo da História da humanidade a mulher foi explorada, especialmente por ser mais fraca fisicamente que o homem. E ainda hoje essa exploração continua; no entanto, muitas vezes ela acontece com a conivência da própria mulher que aceita se vender de muitas formas: na prostituição, nas revistas pornográficas, nos filmes e novelas, etc. Infelizmente muitas se deixam explorar pelo dinheiro e pela fama. É preciso urgente, uma catequese que lhes mostre o seu valor, o brilho da castidade e a beleza de se manter virgem até o casamento.
Outras mulheres são exploradas em casa, no trabalho e em outras atividades. Há maridos estúpidos que as tratam com grosseria, e muitas vezes a agridem até fisicamente. Felizmente hoje a mulher pode recorrer a Justiça, de maneira mais fácil e rápida, para se defender; mas muitas têm receio de procurar a lei com medo de represálias.
Em algumas empresas, sobretudo onde os responsáveis não tem fé em Deus, a mulher é perseguida quando engravida; às vezes sendo até aliciadas para fazer o aborto. Muitas empresas nem contratam mulheres que possam desejar a gravidez. É uma terrível e grave injustiça à sua dignidade.
Até o advento do cristianismo a mulher foi humilhada e escravizada, como se fosse inferior ao homem. O paganismo a desprezava e só com a Idade Média, quando o Evangelho governou os povos, as garantias jurídicas passaram a existir para a mulher. Jesus dispensou um tratamento especial às mulheres; perdoou a mulher adúltera prestes a ser apedrejada, livrou Madalena de sete demônios, tinha amizade profunda por Maria e Marta de Betânia.
Umas das piores explorações da mulher hoje é o tráfico delas. De acordo com o relatório da “Organização Internacional de Migrações” (OIM), o tráfico de mulheres gera receitas anuais de US$ 32 bilhões no mundo todo, e 85% desse dinheiro vem da exploração sexual, que só na América Latina e no Caribe fez 100 mil vítimas em 2006.
Segundo os dados dos organismos internacionais, pelo menos 12,5 milhões de pessoas são vítimas do tráfico no mundo, das quais ao menos meio milhão está na Europa, com um lucro para o crime organizado estimado em cerca de 10 bilhões de euros por ano. O estudo da OIM, revela que as vítimas costumam ser mulheres de classe social baixa, que vivem em um ambiente de marginalidade, em uma família instável, além do precário nível educacional.
Infelizmente ás vezes são pessoas da própria família ou uma vizinha, ou uma amiga, que apresentam uma “oferta de emprego” bem remunerada no exterior, ou em seu país, mas longe da família. É a prática nefasta da prostituição, que lança a mulher na sua pior decadência.
O tráfico sexual de pessoas na Argentina, segundo a OIM, registrou 47 casos penais durante 2006, das quais 30% corresponderam a menores de idade e, entre 50% e 60%, a mulheres de 18 a 24 anos. Cerca de 52% dos 118 casos de paraguaias vítimas do tráfico sexual analisadas pela OIM em 2005 tiveram a Argentina como destino final. Em 2006, o Chile foi o país de destino para 40% de mulheres argentinas, 25% de peruanas, 24% de colombianas, 5% de chinesas e 2% de dominicanas, brasileiras e equatorianas.
Também os meios de comunicação exploram a mulher, especialmente em relação ao sexo. A Universidade Européia de Roma, realizou um Congresso com o título “Mulher e meios de comunicação”, em 2006, que foi concluído com um “Manifesto pelo respeito à mulher nos meios de comunicação”. Este Congresso do Ateneu Pontifício “Regina Apostolorum”, congregou comunicadores e especialistas de vários continentes, que sintetizaram neste manifesto suas conclusões. (zenit. org – 31/03/2006 – P06033103)
1. Defendemos e promovemos uma imagem respeitosa da liberdade da mulher e da dignidade da condição feminina nos meios de comunicação.
2. Combatemos o abuso da imagem feminina como instrumento publicitário ou consumista.
3. Promovemos uma informação correta e verdadeira sobre os problemas que afetam o mundo feminino.
4. Comprometemo-nos a evitar tons sensacionalistas e rejeitamos fazer um espetáculo da informação.
5. Defendemos o papel da mulher como responsável junto ao homem na edificação e no desenvolvimento da sociedade.
6. Promovemos uma cultura da liberdade e da paz que respeite a contribuição do gênio feminino na humanização da sociedade.
7. Defendemos e promovemos o papel insubstituível da mulher como educadora da sociedade na defesa dos valores mais autenticamente humanos, como o amor, o respeito, a dignidade no sofrimento e na fraqueza, a tolerância.
8. Defendemos e promovemos a presença ativa da mulher na vida pública e no mundo do trabalho.
9. Promovemos a dignidade da mulher e sua igualdade de direitos com respeito ao homem.
10. Comprometemo-nos a desempenhar responsavelmente uma função de informação e sensibilização detectando, documentando e denunciando as situações e as práticas que limitam a liberdade e violam os direitos das mulheres e das meninas.
A mulher revela a beleza de Deus, e não pode ser tratada como um objeto de consumo, prazer, ou como uma escrava. Quanto mais ela for amada e respeitada, tanto mais o mundo será feliz.
Autor: daielaika@ibest.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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17/10/2009 - 12:04
Como estamos no Ano Sacerdotal, achei ser de grande proveito conhecer a história deste Santo cativante: o Cura de Ars, padroeiro de todos os sacerdotes.
De Wiki Canção Nova
Biografia
João Maria Batista Vianney, era de origem pobre e humilde, foi o quarto filho de Mateus e Maria Vianney. Nasceu pouco antes de irromper a Revolução Francesa em 08 de Maio de 1786 em uma pequena aldeia, Dardilly, que fica perto de Limonest, a dez quilômetros ao norte de Lyon, na França. Foi batizado no mesmo dia em que nasceu. No batismo recebeu o nome de João, ao qual acrescentou o de Maria por especial devoção à Maria Santíssima.
Desde a infância, manifestava uma forte inclinação à oração e um grande amor ao recolhimento. Muitas vezes era encontrado num canto da casa, jardim ou no estábulo, rezando, de joelhos, as orações que lhe tinham ensinado: o Padre-Nosso, a Ave-Maria, etc. Os pais, principalmente a piedosa mãe, Maria, cultivavam no filho esse espírito de religião e de piedade, que o levou a crescer na fé e ser devoto de Maria Santíssima.
Durante os anos da Revolução Francesa, quando a igreja da vila foi fechada pela perseguição religiosa, ele continuava a rezar. Para fazer isso, ele aproveitava algum tempo de seu trabalho, de cuidar de animais junto com seus irmãos, para rezar. Ele continuava a rezar, no final do dia, as orações habituais em casa com seus pais.
Ele gostava de ajudar os pais nas caridades que eles faziam, ajudando os necessitados. Quando jovem, caiu doente e passou quatorze meses nos hospitais de Lyon e de Roanne e não pode entrar para o serviço militar durante o império napoleônico, teve que viver escondido, exposto a graves perigos.
Desde pequeno queria ser padre a todo custo, mas esbarrou em dois obstáculos: pobreza e sobretudo a escassa inteligência. Em 1813, com vinte anos, ele ingressou no seminário Santo Irineu, em Lyon. Todos os cursos que devia fazer eram dados em latim. O problema surgiu de imediato; João Maria não entendia nada, e nas provas do primeiro mês tirou notas baixas, que o desclassificaram, mas estas notas não eram definitivas.
Insiste em entrar na Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mas não é admitido pelas mesmas razões. Por causa disto, ele foi mandado de volta para Ecully, para estudar Teologia com seu amigo, padre Balley. O padre nesse tempo o ensinou na língua Francesa, língua do Vianney, e no final do curso ele fez as provas em Francês, e foi aprovado. Assim ele foi readmitido no Seminário.
No dia 02 de Julho de 1814 foi ordenado Subdiácono. João Maria continuou seus estudos na casa do amigo, padre Balley. Depois da batalha de Waterloo, quando os austríacos invadiram a região, João Maria foi a pé por falta de transporte, para Grenoble. Lá, no dia 13 de Agosto de 1815, ele foi ordenado padre, aos 29 anos de idade. No dia seguinte celebrou sua primeira Missa!
Ao Padre Vianney ninguém lhe fazia prognósticos animadores. Faltavam-lhe os apregoados dotes da razão que tanto faziam a grandeza dos séculos das luzes. Por essa razão, os padres estavam queixando-se ao bispo de Balley e pela mesma razão o bispo lhes respondera: “Não sei se ele é instruído; sei que é iluminado”. Começou a sua vida sacerdotal como ajudante do bispo Balley. O bispo Balley, continuou a dar ao padre Vianney os cursos de Moral e Teologia, Em Dezembro de 1817, o estado de saúde do bispo Balley agravou e ele faleceu.
Em Janeiro de 1818 veio o novo pároco para Ecully, mas ele tinha uma vida totalmente diferente do padre Vianney. Na verdade, o Padre Vianney era diferente. A par da simplicidade mais natural e de uma autêntica humildade, irradiava dele algo superior à inteligência, uma forma mais elevada de ver as coisas, que se manifestava nos conselhos que dava no jeito de conversar com as pessoas, de lhes ouvir os problemas e de lhes sugerir soluções ou confortá-las.
O Arcebispo de Lyon, Arquidiocese sede da Diocese de Ecully, sabendo dessa diferença pediu ao Vigário Geral Courbon, para informar ao padre Vianney, que ele seria transferido para a paróquia da Aldeia de Ars-em-Dombes.
De nada mais que 200 a 300 habitantes, no dia 9 de fevereiro de 1818, uma sexta-feira, João Maria Batista Vianney chegou em Ars, para cuidar de uma capela semi-abandonada. Veio em uma carruagem, guiada por um paroquiano de Ecully, onde carregou seus pertences e uma biblioteca com trezentos volumes. Apesar de pequena instrução, gostava de ler livros.
Ao chegar à cidadezinha ficou meio confuso, porque a neblina cobria as casas. O entendimento foi difícil pois o menino, Antonio Givre, não sabia Francês e o dialeto de Ars era bem diferente de Ecully. Então perguntou ao garoto: “Menino, onde está Ars?” O menino apontou com o dedo dizendo-lhe: “É ali mesmo”. E João Maria Vianney disse ao menino: “Você me ensinou o caminho de Ars, e eu lhe ensinarei o caminho do céu”.
Essa predição era enfática, mas situada no tom romântico da época. Predição, ou não, o certo é que o pequeno pastor Antonio Givre morreu alguns dias depois dela. Um monumento de bronze, na entrada de Ars, lembra esse primeiro encontro.
O Padre entrou no povoado levando muitos sonhos e esperanças. João Maria Batista Vianney era simples, por isso, quando chegou na paróquia de Ars, devolveu alguns móveis à proprietária, deixando somente o necessário. A sua alimentação era muito simples, apenas algumas batatas cozidas. Nem imaginava quanto iria sofrer ali dentro. Ars era pequena no tamanho, mas enorme quanto aos problemas: muitas casas de jogatina, de prostituição, de vícios, cidade paganizada. A capela estava sempre vazia.
Em 1818, Ars-em-Dombes era uma caricatura cristã. A fé não era vista com seriedade. A capela estava sempre deserta, o povo não freqüentava os sacramentos e o domingo era marcado por festas profanas. Aí ele dobrou seu tempo de oração. O Padre Vianney se pôs a rezar, fazer jejuns e penitência. Visitava as famílias e as convidava para a Santa Missa. Ars começou a transformar-se. Alguns começaram a ir à capela. A capela se enchia. Então o pároco fundou a Confraria do Rosário para as mulheres, e a Irmandade do Santíssimo Sacramento para os homens. Diante disso, os donos dos bares e organizadores de jogatinas começaram dura perseguição contra o Padre Vianney. Este chegou a dizer, “Ah, se eu soubesse o que é ser vigário, teria entrado num convento de monges”.
Ars Virou santuário com peregrinações. Pessoas cultas de outras cidade iam ouvir as homilias do Cura d’Ars. Quando algum padre lhe perguntava qual o segredo de tudo aquilo, o Padre Vianney lhe respondia: “Você já passou alguma noite em oração? Já fez algum dia de jejum?”.
Ele viveu toda a sua vida dedicada a Deus. Ele repousava de 02 a 04 horas no máximo por noite. Quando acordava ia a Igreja, rezava diante do Sacrário e depois ia confessar seus paroquianos. Eram inúmeras as pessoas que vinham se confessar com ele. Ele passou a maior parte de sua vida no confessionário. Chegava a ficar 14 horas confessando os paroquianos. Como era grande o número de pessoas, ele dividiu em vários confessionários, um para mulheres outro para homens, outro para doentes, etc. Ele marcava os horários para cada um.
O Cura d’Ars acreditava no poder da oração e do jejum e na resposta do bom Deus. Ele tinha em sua mente a exortação de São Paulo Apostolo: “Orai sem cessar” (1 Ts 5, 17). Não era orador, não falava com eloqüência, nas homilias perdia o fio da meada, atrapalhava-se, outras vezes não sabia como acabá-las cortava a frase e descia do púlpito acabrunhado. O mesmo acontecia na catequese. No confessionário, porém, estava sua maior atuação pelo mistério da Providência Divina. No aconselhamento das pessoas falava do bom Deus de forma tão amorosa que todos saiam reconfortados. Não sabia usar palavras bonitas, idéias geniais, buscava termos do quotidiano das pessoas. No confessionário viveu intensamente seu apostolado, todo entregue às almas, devorado pela missão, integralmente fiel à vocação. Do confessionário seu nome emergiu e transbordou dos estreitos limites Ars-em-Dombes para aldeias e cidades vizinhas. Os peregrinos que desejavam confessar-se com ele começaram a chegar. Nos últimos tempos de vida eram mais de 200 por dia, mais de 80.000 por ano.
Corpo incorrupto de São João Maria Batista VianneyJoão Maria gostava muito de São Francisco, por isso, ele estava inscrito na Ordem Terceira Franciscana. Ele amava os pobres e ajudava sempre que tinha dinheiro e principalmente na parte espiritual. João Maria gostava muito também de Santa Filomena, e muitos escritores vinham ouvi-lo falar dela, e escreviam vários livros. Um deles é o “Santa Filomena Virgem Mártir” segundo “Santo Cura d’Ars”. Ele queria construir uma igreja para a Santa Filomena, mas não conseguiu, e hoje atrás da sua igreja foi construída uma basílica em honra de Santa Filomena, onde seu corpo incorrupto repousa num relicário.
O seu coração está conservado até hoje em uma capela dentro de um relicário. O padre Vianney transformou o lugarejo de Ars em uma aldeia menos atéia, com mais amor a Deus do que aos prazeres terrenos.
Toda vez, antes de começar a Santa Missa, ele tocava o sino, na torre em que ele construiu, para avisar que era hora do cristão rezar, lembrar de Deus. Ele próprio ensinava catecismo para as crianças. João Maria era de estatura pequena, mas de constituição robusta. Sua vida de intenso trabalho, pouca alimentação, jejum e penitência, provocou um enfraquecimento.
Aos 73 anos de idade, na terça-feira, 02 de Agosto de 1859, João Maria Batista Vianney recebe a Unção dos Enfermos. Na quarta-feira, 03 de Agosto, assina seu testamento, deixando seus bens aos missionários e seu corpo à Paróquia. Às duas horas do dia 04 de Agosto de 1859, morre placidamente. Nos dias 04 e 05, trezentos padres mais ou menos e uma incalculável multidão desfilaram diante do seu Corpo, em prantos, para despedir. Quando chegou à cidadezinha ninguém veio recebê-lo, quando morreu a cidade tinha crescido enormemente e multidões de peregrinos o acompanharam à última morada.
A Igreja, que pela lógica humana receara fazê-lo sacerdote, curvou-se à sua santidade. João Maria Vianney foi proclamado Venerável pelo papa Pio IX em 1872, beatificado pelo papa São Pio X em 1905, canonizado pelo papa Pio XI em 1925 e pelo mesmo foi declarado padroeiro de todos os párocos do mundo, em 1929. Esse é o Santo Cura d’Ars, cuja memória, celebramos no dia 4 de agosto.
A vida do Santo Cura d’Ars confirma o que São Paulo Apóstolo escreveu: “Mas o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e, o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; e, o que no mundo é vil e desprezado, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura se possa vangloriar diante de Deus” (1 Cor 1, 27-29).
São dois grandes pensamentos conhecidos do povo católico no mundo inteiro do sábio Santo Cura d’Ars. O primeiro é: “Deixai uma paróquia 20 anos sem Padre e lá os homens adorarão os animais”.
E o segundo: “Quem não tem tempo a perder para Deus, perde seu tempo”. Louvado seja o bom Deus pelo Santo Cura d’Ars.
Frases
“Depois de Deus, o sacerdote é tudo”.
“Ninguém pode recordar um benefício recebido de Deus, sem encontrar, ao lado desta lembrança, a figura de um padre”.
“O Sacerdócio é o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
“Quando um cristão avista um padre deve pensar em Nosso Senhor Jesus Cristo”.
“Se a Igreja não tivesse o sacramento da ordem, não teríamos entre nós Jesus Cristo”.
“Quem coloca Jesus no Sacrário? O padre.
Quem acolheu nossa alma na entrada da vida? O padre.
Quem alimenta nossa vida na peregrinação terrestre? O padre.
Quem prepara nossa alma para comparecer diante de Deus? O padre.
É o padre quem dá continuidade a obra da redenção na terra”.
“O padre deve estar sempre pronto para responder às necessidades das almas”.
“No lugar onde não há mais o padre não há mais o sacrifício da missa”.
“Deixai uma paróquia sem padre por vinte anos, e ai se adorarão os animais”.
“Quando alguém quer destruir a religião, sempre se começa por atacar e destruir o padre”.
“Quanto é triste um padre que não tenha vida interior. Mas para tê-la, é preciso que haja tranqüilidade, silêncio e o retiro espiritual”.
“O que nos impede de sermos santos, a nós, os padres, é a falta de reflexão. Nós não encontramos em nós mesmos, não sabemos o que estamos fazendo. O que nos falta é a reflexão, a oração e a união com Deus”
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16/10/2009 - 15:30
“Compararei a Divindade com um polido diamante muito maior que o universo. Todas as nossas ações refletem-se nele, por que Ele encerra todas as coisas, tanto que fora da sua amplitude nada existe”
“Ó Senhor, experimento tanta alegria ao pensar que as minhas infidelidades fazem com que melhor conheça a vossa misericórdia, que sinto suavizar-se a dor pelas graves ofensas que vos fiz”
“A oração consiste em tratar a Deus como um pai, um irmão, um Senhor e um Esposo”
“A oração é onde o Senhor ilumina para entender as verdades”
“Jamais creiais que adquiristes uma virtude, enquanto não a tiverdes provado com aquilo que lhe é contrario”
“Tão logo Sua Majestade o quer, Deus e a alma se compreendem, como dois amigos que não precisam de palavras para manifestar-se a grande afeição que os une”
“No nosso próximo, procuremos ver tão somente as virtuides e as boas obras e cubramos os seus defeitos considerando os nossos pecados”
“Diante da Sabedoria infinita, mais vale um breve desejo de humildade com algum ato da mesma, do que toda a ciência do mundo”
“Tenho como certo que uma alma de oração, que se entretenha com homens doutos, jamais será enganada pelo demônio, a não ser que deseje enganar-se a si mesma. O demônio tem muito medo da força interior humilde e virtuosa, por que sabe que seria descoberto e levaria a pior”
“Deus tem cuidado dos nossos interesses muito mais do que nós mesmos, sabendo o que convém a cada um”
“O edifício da oração deve sempre alicerçar-se na humildade: quanto mais uma alma se mostra humilde na oração, tanto mais Deus a exalta”
“A todos que tudo abandonam por amor de Deus, Ele se entrega totalmente”
“Construir grandes casa com o dinheiro dos pobres é muito desconveniente, e o Senhor jamais o perdoará”
“Em assunto de contemplação, muitas vezes Deus leva vinte anos para dar a alguém aquilo que a outros dá em apenas um ano. O motivo disso somente Ele o sabe”
“Tenho certeza de que Deus jamais deixa de favorecer as almas firmemente decididas a ser dele”
“O caminho da cruz é o que Deus reserva aos seus escolhidos: quanto mais os ama, mais os sobrecarrega de tribulações”
“Existem almas tão simples que nada sabem sobre os costumes e os assuntos do mundo, mas que, no entanto, muito entendem das relações com Deus”
“A coragem em sofrer muito ou sofrer pouco está sempre na proporção do amor”
“Quem pede a perfeição é inundado de tantas graças a ponto de atingir aquele elevado grau que é próprio dos que já alcançaram”
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13/10/2009 - 13:39
Por Euclides da Cunha
“Eu sou fraca e pequena…”
Tu me disseste um dia.
E em teu lábio sorria
Uma dor tão serena,
Que em mim se refletia
Amargamente amena,
A encantadora pena
Que em teus olhos fulgia.
Mas esta mágoa, o tê-la
É um engano profundo.
Faze por esquecê-la:
Dos céus azuis ao fundo
É bem pequena a estrela…
E no entretanto – é um mundo!
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04/10/2009 - 12:19
Composição: Renato Russo
Para uma profunda reflexão… (Copa 2014? Rio 2016?, Estas são realmente as prioridades?)
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões…
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação…
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião…
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade…
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais…
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros…
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã…
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração…
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão…
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada…
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção…
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!…
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04/10/2009 - 08:38
Por Padre Luizinho
Fonte: Blog Canção Nova

A Igreja está em festa, porque celebramos hoje um dos Santos que mais se assemelhou a Jesus Cristo, pela sua vida, radicalidade em viver o Evangelho, amor aos pobres e a natureza, São Francisco com a sua vida reconquistou a harmonia que o pecado original havia desfeito. Harmonia com o Pai Criador, com os irmãos e a com natureza, é padroeiro da ecologia. A revista time em uma grande pesquisa o elegeu como personalidade do milênio.
Tudo porque ele semeava a paz, como um grande girassol Francisco cresceu sempre voltado para Deus, sua fonte e seu fim, até a morte ele chamou de irmã. Trazemos em nós varias sementes, como temos semeado? O mundo é a grande plantação de Deus, sejamos como Francisco semeemos a paz, o amor, a alegria, o perdão, a paciência… Ele foi eleito o homem do milênio, porque viveu para os outros, “o mundo tem saudade de Francisco”, disse o Papa João Paulo II quando visitou Assis, hoje eu e você precisamos ser grandes plantadores de girassóis.
Depois do Pai-Nosso, não há oração mais famosa e difundida no mundo ocidental do que a oração de São Francisco de Assis. Sem sombra de dúvida, e não desmerecendo os demais, Francisco é na atualidade o santo popular de maior apelo universal. O prestígio e a devoção a Francisco ultrapassam as fronteiras da fé cristã e sensibilizam pessoas das mais diferentes crenças e religiões. Ele procurava as grutas para ali rezar ao grande Sol da Justiça: Jesus Cristo, não se achou digno de ser padre, foi Diácono permanente. Uma alma adoradora, que chegou a receber em seu corpo as chagas do Crucificado.
O que significa o Tau?
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz. São Francisco adoptou esta letra, que é a última do alfabeto
hebraico e que também é letra do alfabeto grego, como seu símbolo, porque nele viu um sentido positivo e de salvação. Com efeito, lê-se, no livro do profeta Ezequiel: O Senhor disse-lhe «Vai pela cidade, atravessa Jerusalém e marca uma cruz na fronte dos homens que gemem e se lamentam por causa das abominações que nela se praticam.»E aos outros ouvi-o dizer: «Ide pela cidade atrás dele e feri-o.Que o vosso olhar não poupe ninguém nem tenha piedade. Velhos, jovens,virgens, meninos e mulheres, matai-os a todos e exterminai toda a gente; mas não toqueis naqueles que foram marcados na fronte”. (Ez 9, 4-6).
Na antiga escrita hebraica esta letra tinha a forma de uma cruz oblíqua. Os analfabetos serviam-se deste sinal para assinar (Jb 31, 35). No Apocalipse, os servos de Deus são marcados com um sinal (Ap 7, 2-8; 9,4). Desde os Padres da Igreja até hoje, viu-se no Tau um símbolo da cruz. A forma do Tau fez lembrar a Francisco a cruz em que Jesus foi cravado. E por isso é que ele costumava fazer a sua assinatura com o Tau e o Tau se tornou o seu símbolo e sinal por excelência. Os três nós que se seguem no cordão que o segura ao pescoso, significam os votos de Pobreza, Obediência e Castidade que fazem os religiosos.
ORAÇÃO DA PAZ
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém.
Autor: daielaika@ibest.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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