Cada vez que surge na internet alguma ferramenta super-power-mega, como foi com o Orkut, por exemplo, a gente costuma se perguntar: “onde é que isso vai parar?”
E o mundo não pára em lugar algum! Youtube, Second Life, i-phone e um monte de outras novidades surgem diariamente e cabe à gente se virar para aprender e aproveitar tudo o que a tecnologia tem de bom.

Mas um exercÃcio muito bom de se fazer é tentar pensar realmente o que o futuro nos reserva. O que os técnicos e engenheiros da Google estão preparando para os próximos 5 anos? O que o Bill Gates guarda a 7 chaves e que vai transformar as nossas vidas para frente?
Só alguns exemplos:
Acredite se quiser, mas tem gente que recebe para fazer esse tipo de projeção. É o caso de Michel Rogers, futurólogo do grupo NY Times. O papel dele e de sua equipe é projetar os desafios do futuro e começar a buscar soluções eficientes para quando esse futuro chegar. Genial, não?
Recentemente, no primeiro seminário internacional de Jornalismo On-Line (Media-On), realizado em São Paulo, Rogers perguntou: “como será o futuro da internet?”
Ele mesmo apontou algumas coisas muito legais, confira!
1- Poderosa tecnologia móvel:
O que vai substituir o laptop? Segundo ele mesmo, deve ser alguma coisa entre os notebooks atuais e os smartphones, como o Blackberry ou o Treo.
2- Conexões:
Conexões sem fio à rede de internet rápida. A gente vai poder se ligar à internet de qualquer lugar nas grandes cidades. Aqui no Brasil, por exemplo, shoppings, hotéis e aeroportos já possuem serviço de internet sem fio, alguns de graça, inclusive!
3- Nova geração de pessoas:
Obviamente, as pessoas que vão usar a internet daqui a 10 anos não serão as mesmas que usam hoje em dia. Rogers acredita que será um público ainda mais acostumado com interatividade e personalização do conteúdo.
O principal sobre essa nova geração de internautas é também que quase todos, principalmente os mais novos, estarão ligados a algum tipo de comunidade. A tendência é que essas pessoas confiem mais em seus pares, nas suas comunidades, do que nos veÃculos de comunicação. “Nós confiamos em nós mesmos”, é a expressão da moda nos EUA. Os conteúdos de blogs, fotoblogs, videoblogs, e fóruns, terão (se é que já não têm) maior valor do que o conteúdo da imprensa tradicional (inclusive de internet).
Além disso, as ferramentas de busca serão cada vez melhores. Os programadores já desenvolveram buscadores inteligentes que aprendem mais cada vez que alguém faz uma pesquisa. Assim, cada vez que alguém procura por “ipod” no Google, por exemplo, e clica em algum resultado, a ferramenta aprende que as informações daquela página clicada também estão relacionadas com a palavra “ipod”.
A previsão é que a gente perca cada vez menos tempo nas pesquisas porque as ferramentas farão todo o trabalho de filtro. Muito bom!
O futuro é agora!
Conhecendo o futuro, ou apostando nele, muitas empresas já produzem conteúdo e se organizam para chegar na frente na oferta de novidades. Melhor para o usuário, claro! Desde os infográficos do El Pais, até as redes p2p, já podemos conferir hoje o que todo mundo vai ter (e querer) amanhã.

Algumas experiências de vÃdeos interativos, feitas nos EUA e Europa, já deram muito certo. Parece coisa de filme, mas já é bem real! Podemos parar o vÃdeo que está passando no computador a qualquer momento e clicar em partes desse vÃdeo. Ao clicar, temos acesso a outros conteúdos relacionados ao que está na tela.
Falando nisso, a rede BBC, com sede na Inglaterra e filiais em quase todo o mundo, é uma das empresas que mais se aproximam dessa nova realidade. E como eles fazem isso? Não foi simples, claro, mas pelo menos eles mostraram que é possÃvel!
Primeiro eles integraram suas redações. Antes eles tinham redações de TV, de Rádio e de Internet. Hoje em dia todo mundo trabalha junto, pensando junto. Dessa forma, todo o planejamento da produção é global, e se decide o que virá em vÃdeo, em áudio, em texto e em fotografias ou animações.
Aliado a isso, eles investiram grana em estrutura, tecnologia e pessoal, aumentando ainda mais o poder da marca BBC.
Eles já disponibilizam, por exemplo, o conteúdo personalizado para cada usuário. Quer dizer, se eu só me interesso por esportes, ou por fofocas, sempre que eu abrir a página da BBC terei esse tipo de conteúdo em destaque. Os vÃdeos são fáceis de visualizar e são bastante variados, incluindo aqueles enviados por usuários.
Mas também nem sempre eles acertam, né? Tiago Dória, blogueiro e colunista do iG, fala tudo sobre novidades do mundo da tecnologia e comenta sobre o iplayer, nova ferramenta de vÃdeo da BBC.
Entretenimento e usuários de qualidade
Uma outra tendência do futuro é uma maior integração entre as ferramentas de entretenimento, como games, programas de mensagens instantâneas e de comunidades.
O Second Life já vive essa realidade, com o aumento impressionante do uso de publicidade e conteúdo jornalÃstico na realidade virtual. Olha o que a agência de notÃcias Reuters faz lá dentro!

Com menos publicidade e com mais integração entre os usuários, os MMOG (Massively multiplayer online game) já fazem muito sucesso. Counter Strike e World of Warcraft tornam-se ambientes de relacionamento real entre os usuários.


