Quando escrevi meu primeiro livro, o Universidade Hacker, pensei em criar algo interessante, que fizesse as pessoas colocarem a cabeça para funcionar. Nada de receitas de bolo ou coisas do tipo, apenas parte do conhecimento necessário para que elas começassem a forjar seu próprio caminho.
O mais importante é deixar claro que o hacker não é uma pessoa má, interessada apenas em destruir, roubar e pilhar os dados alheios. Aliás, como já dizia o moto de uma certa revista: “conhecimento não é crime”. Crime é o que certas pessoas fazem com o conhecimento, mas isso não fica restrito só à área de tecnologia.
Ser um hacker é conhecer bem o seu trabalho, seu ambiente e suas ferramentas. Saber quais são seus limites e ter um objetivo. Um dos casos que gosto de citar é o de Kevin Mitnick, um cara que soube usar as ferramentas que a vida lhe deu. Ele simplesmente invadia sistemas utilizando seu conhecimento de telefonia e um pouco de engenharia social. È uma história longa, mas posso recomendar alguns livros interessantes sobre o assunto. Você pode começar clicando nesse link da Amazon.com, se souber inglês, ou aqui. Você também pode procurar informações sobre o sujeito na Wikipedia. Eventualmente, ele foi preso e proibido de acessar qualquer tipo de computador. Hoje escreve esses livros e ministra cursos sobre segurança.
Ou seja, ele se divertiu mostrando à s empresas como elas eram inseguras e acabou até fazendo dinheiro com isso. Não é tão mal, certo? Depende. Hoje, os hackers são encarados como criminosos, mas muito dessa fama vem da imagem que os crackers, script kiddies e alguns espÃritos de porco passam para os usuários. Sabe como é, essa de destruição de dados, roubo de informações e coisas do tipo. Os leigos os colocam todos na mesma categoria.
Há alguns anos, me deparei com o projeto Hacker Teen. Ele incentiva jovens com potencial a utilizar a cabeça, ao invés dos instintos primitivos de destruição e caos. Profundo, não? Mas é verdade. Lá, você aprende a utilizar o conhecimento para segurança, apontando falhas de na estrutura de uma rede/máquina ou até na parte humana das empresas (engenharia social).
Acho que vale visitar o site deles www.hackerteen.com.br .
Não se iluda com “receitas de bolo”, você só será bom quando conhecer, de trás para frente, aquilo com o que trabalha.








