Olá caro amigo visitante do blog!
Depois de muito atraso e muita correria vou inaugurar o meu espaço aqui no CTRL+X. Primeiramente vou me apresentar: meu nome é Leandro Eduardo, tenho 25 anos e sou designer digital desde 2004. Vou procurar abordar assuntos relacionados à tecnologia, mas nem sempre relacionados à informática em sua totalidade.
E para começar, vou falar de um assunto que sempre surge em conversas com amigos, e eu mesmo me questiono: vale a pena colecionar DVDs? Ao fim do texto, vou dar a minha opinião. Mas antes, vou considerar alguns pontos que tomei conhecimento em pesquisas.
Pra responder essa questão, vou remeter ao princÃpio das mÃdias “domésticas” populares. Sempre me é citado como exemplo pelos que defendem que colecionar DVDs é inútil, os VHS (que até hoje estão presentes na casa de milhares de pessoas), as fitas K7 e os antigos discos de vinil (esses dois últimos sim, abandonados). Grande parte deles afirma que os DVDs terão o mesmo fim, e serão encaixotados e deixados à s moscas na garagem em uma dispensa qualquer. Vou citar apenas as mÃdias relacionadas a vÃdeo para o desenvolvimento deste raciocÃnio.
O VHS, ou VÃdeo Home System foi lançado em 1976 e chegou ao Brasil em meados da década de 80. Os pesados aparelhos eram considerados uma maravilha da tecnologia, já que era possÃvel capturar as imagens da televisão e ter guardado para sempre o seu filme preferido para que se pudesse assistir a qualquer hora. A qualidade da imagem gravada era nitidamente inferior a exibida na televisão, mas isso era um detalhe que ninguém se importava, já que a mÃdia cumpria bem o seu papel.
Entre o perÃodo que separou o VHS e o DVD, surgiu o Laser Disc. Essa mÃdia possuÃa muitas vantagens em relação ao VHS e muitas das caracterÃsticas presentes no DVD surgiram com os Laser Discs. Dentre elas estão uma resolução de 400 linhas ante 250 linhas do VHS, a velocidade de “navegação” dentro da mÃdia através de capÃtulos ao invés dos entediantes “fast foward e rewind”, e a capacidade de armazenar áudio em formato digital e analógico, o que permitia que edições especiais fossem lançadas com os comentários do diretor, por exemplo.
Mas as suas deficiências eram maiores que as suas vantagens e decretaram a impopularidade da mÃdia (apenas no Japão conseguiu relativo sucesso, graças a grandes campanhas de Marketing. No resto do mundo seu preço era bem superior ao de um aparelho de videocassete). Seu formato é um tanto estranho, tem praticamente o tamanho de um disco de vinil, com 30 cm de diâmetro, mas sua aparência é de um CD. A sua durabilidade dependia de cuidados excessivos, pois riscar uma mÃdia desse tamanho era extremamente fácil. Além disso, era pesada e não permitia fazer gravações como o videocassete.
Por fim, depois de uma rápida explanação a respeito dos predecessores do DVD, vou falar dessa mÃdia em si. Em uma rápida comparação com o Laser Disc, mais precisamente a respeito da resolução, o DVD consegue resoluções de 480 a 576 linhas, e o Laser Disc atinge resoluções de até 400 a 440 linhas. Logicamente, o Blu-Ray e o HD-DVD também levarão vantagem nesse aspecto sobre o DVD. E é aà que surge e grande questão!
Após todo esse trabalho de levantamento de dados técnicos e históricos a respeito das mÃdias de armazenamento de vÃdeo caseiro, ainda me pergunto: vale a pena colecionar DVDs, já que é sabido que ele será em breve superado por novas mÃdias, como as citadas acima?
Acredito que a resposta seja pessoal. Todos nós sabemos que as novas mÃdias vão apresentar diversas vantagens em relação ao DVD, repetindo o que ocorreu no passado. Um ponto que acredito que será positivo é que os novos leitores serão compatÃveis com os DVDs, desse modo prolongando bastante a sua vida útil, o que não aconteceu com o videocassete. Outro ponto que destaco é que hoje, muitas gravações antigas já não ocupam toda a resolução de um DVD, logo, não ficarão com qualidade superior em um Blu-Ray, por exemplo.
Para concluir, vou dar minha posição: apesar de saber que os DVDs em breve deixarão de ser a opção mais moderna em “home video”, eu os coleciono. Se formos esperar sempre pela próxima geração, nunca teremos o prazer de termos o que desejamos, e de rever a qualquer momento os nossos filmes, shows e seriados favoritos. O mesmo exemplo se aplica a outros segmentos da tecnologia. Você deixou de comprar um televisor de tubo por saber que em breve terÃamos televisores de plasma?
E você, o que acha? Deixe seu comentário para tomarmos conhecimento de diversos pontos de vista diferentes! Abraços e até a próxima.

