Na época das festas juninas as bombinhas sempre foram a principal atração de crianças e adolescentes. Exercem fascínio muito grande e sempre atiram em tudo que é lugar. Os pais sempre vigiaram e sempre houve acidentes isolados. Passa a época e tudo volta ao normal.
Nas escolas os alunos levam bombinhas também. Bobeou, eles soltam alguma.
Até antes do Governador Geraldo Alckimin, esse problema era resolvido dentro da escola, de modo pedagógico. Agora é caso de polícia.
A escola pública que não ensina nem o mínimo necessário e, com professores ausentes e direções omissas, apela para a polícia para resolver todo e qualquer conflito ou ato de indisciplina dentro da escola.
O fato que ocorreu ontem não é um fato isolado.
Soltam uma bombinha de festa junina e a escola ESTADUAL FRANCISCA LISBOA PERALTA chama a policia, como se fosse uma bomba “molotov”… e a policia acredita?
Hoje a Rede Globo teve um rasgo de consciência e já explicou que era uma “bombinha”. Nem sendo uma “bombinha” evitou que a direção chamasse a Polícia Militar, que já chegou em 3 viaturas lotadas e entrou com tudo.
A indignaçao dos pais e alunos foi inevitável até certo ponto.
Que sabem, muito bem, que vai prevalecer a truculência e os alunos que reclamaram irão ser julgados e expulsos da escola. Quem quer apostar?
Numa cidade como Osasco, tão violenta quanto São Paulo, falta policia preventiva nas ruas. Se um cidadão pede socorro, pode não ser atendido por falta de viatura. Mas sobra viatura e polícia para atender imediatamente a direção das escolas públicas com cacetete e spray de pimenta para conter os “perigosos” alunos que detonaram “uma bombinha de São João”.