
Ontem foi a Audiência Pública de três projetos de Lei na Câmara Municipal de São Paulo.
O verador Marco Aurélio não quis ouvir o povo e disse que não importava a opinição do povo, pois o PL 69 já ia ser aprovado.
Como o nome diz, a reunião é para ouvir o povo.
Na realidade, a audiência mais esperada pelos pais era para que pudessem falar na presença do autor do Projeto Sacanagem (PL 69), falar do motivo de não concordarmos com a lei.
O autor do Projeto Sacanagem é o ex-Secretário de Educação Gabriel Benedito Issaac Chalita. E ele não apareceu.
Tinha representante do Jabaquara, da Penha, do Butantã e de Marcilac e do Centro de São Paulo.
O autor da lei não apareceu, deixando todos frustrados…
Para defender o Projeto Sacanagem e para Presidir a Audiência estava apenas um vereador: o Marco Aurélio Cunha – do DEM.
Um desastre total.
Ele cortava a palavra dos pais quando tentavam explicar que mandar listas de alunos – tidos como “malcriados” e com ocorrência de indisciplina na escola – era uma violência sem tamanho.
Escola, que já é situação de risco para aluno, vai piorar.
Se a escola elaborar a lista dos “malditos” e enviar para a Secretaria com objetivos nebulosos, com certeza pouco nobres, vai ser um massacre.
No projeto não fica claro o que a Secretaria vai fazer com a lista dos alunos. Ojetivo nobre com certeza não é.
Com o passado do vereador autor do PL 69… Passado de triste memória… como o pior secretário de educação que São Paulo já teve… o projeto é um aleijão do ponto de vista pedagógico e uma violação dos direitos humanos.
Um abuso que não estabelece ao aluno o menor mecanismo de defesa.
O vereador Maro Aurélio não deixou os pais falarem… sempre interrompia a fal no instante em que estavam elaborando o raciocínio. Interrompia e fazia a defesa tentando, a todo custo, desqualificar os argumentos contrários ao projeto.
Sendo ele um vereador, médico acostumado aos acalorados debates, foi fácil defender o projeto Sacanagem (PL 69), uma vez que já advertiu antes de abrir a sessão que ela teria que ser mantida dentro do respeito… Antes de começar, com essa advertência, já dava para imaginar o que viria… Não deu outra.
Uma audiência para discutir o Projeto Sacanagem, já por si era um desrespeito ao povo.
A maior falta de respeito já se deve a aprovação do projeto pela maioria dos vereadores. Se respeitassem minimamente o povo, esse projeto seria rejeitado na primeira votação.
Com toda dificuldade, ainda aquentamos firme.
O jovem Anderson Cruz, do Instituto de Educação São Paulo, quando viu que o vereador não ia deixá-lo apresentar os argumentos, cortanto interrompendo seu raciocínio e lhe impedindo a palavra, deixou o microfone na mesa e voltou a sentar-se…
Ao invéz do vereador-presidente ficar envergonhado, ele ainda mostoru-se satisfeito!
O vereador Netinho de Paula apareceu quase no final da reunião… e mas se não ajudou aos pais nessa questão, pelo menos não atrapalhou.
O fim da reunião veio o pior: dDepois de tanto esforço em conjunto dos pais, o vereador-presidente declara que mesmo assim, com posição contrária dos pais, o projeto vai ser aprovado…
Quer dizer que eles são representantes do povo e votam a favor do colega… mesmo que seja um projeto SACANA, onde o aluno pobre, da escola pobre, vai ser literalmente massacrado…
É isso aí…
O retrado da Câmara Municipal de São Paulo com os vereadores que escolhemos…
Só nos resta dizer:
Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa.
Ouçam aqui a Cremilda comentando a audiência pública no programaa Tribuna da Cidade – com Eufrázio Meira, Radio Terra AM 1330).