A escola pública de São Paulo vive um regime político diferenciado.
A escola pública não ensina nem o mínimo.
Exemplos de corrupção, truculência e impunidade acontecem aos montes.
As escolas públicas não respeitam as leis.
Que tipo de cidadão a escola pública forma se não os prepara para o exercício da democracia?
O diretor de escola confunde democracia com bagunça. Acha que a educação só combina com repressão… só porque dá uma boa rima?
Como se pode formar cidadão consciente e pronto para exercer plenamente a cidadania que é o exercício de direitos e deveres se dentro da escola, em nome da disciplina, o aluno só recebe maus exemplos e só tem deveres?
Opinião e expressão, que são os pilares da democracia, aluno não tem mesmo…
Hoje, estava na escola excludente, escola tida como a melhor de São Paulo, a Escola Estadual Lucia Castro Bueno (Taboão da Serra-SP), a reportagem do Jornal da Folha de São Paulo… a reportagem estava só ouvindo a direção e os alunos bonzinhos, os conformados…
Os alunos “rebeldes” quase não resistem ali. Aqueles alunos contestadores, que não aceitam humilhação e desaforo sem questionar e responder, a escola chama os pais e os “convencem” a tirar o aluno de lá.
Os alunos que consegui conversar se queixam de uma professora que não explica nada direito e dá um montão de lição de casa… Aluno que se vire para aprender em casa, que depois tem que apresentar tudo certinho…
Lição de casa é para fixar a lição, não para aprender o que não se aprendeu na sala de aula.
A professora vira de costas para a sala… e se ouvir um ruído, ela reclama: “estou ouvindo vozes.” Ai daquele que conversar ou que se distrair…
Ali é a lei do cão, mesmo…
Muitos pais gostam e confundem autoritarismo, repressão e truculência com disciplina.
O diretor sabe muito bem a diferença entre Democracia e Ditadura. Mas, por conta da impunidade e saber que nunca vai ser cobrado, este diretora declara para o Jornal Agora que democracia não se aplica no ensino e que aluno tem que ter disciplina…
Com uma definição dessa, é fácil saber de que forma ele dirige a escola que chama de “minha escola”.
Acabo de entrar na escola depois de conversar com alguns alunos e ouvir as queixas da ditadura da escola…
Os repórteres da Folha de São Paulo estavam lá. Não ouviram os alunos queixosos…
Estavam lá para jogar confete no diretor, com certeza…
Mandei um bilhete dizendo que estava lá, perguntando se iriam entrevistar os alunos que tinham reclamações a fazer… A funcionária, que se prontificou a entregar o meu bilhete, voltou dizendo que os repórteres tinham saído pela porta dos fundos…
Não acreditei muito. De uma escola onde o diretor declara para a imprensa que a Ditadura não combina com educação, com certeza não ia deixar os jornalistas ouvirem os alunos e nem os jornalistas estariam interessados, caso a intenção deles fosse agradar à corporação dos professores, o que é muito comum.
O aspecto da escola é sombrio, paredes escuras e silêncio, um silêncio que não combina com um lugar onde estão centenas de adolescentes. Normalmente, alunos são barulhentos e riam alto… mas não ali, não naquela escola…
Era o retrato da ditadura escolar….
Vai ver que esse diretor também acha que alegria não combina com disciplina… ele não gosta de democracia…
Democracia tem a ver com liberdade; e liberdade é alegria é burburinho.
Tudo seco… estranho… silencioso… pessoas irritadiças… alunos pedindo informação muito pressurosos… meio temerosos…
Imagina: e dizem que essa é a melhor escola do estado de São Paulo…
Arquivo de abril, 2009
QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA?
Mais um ditadorzinho na escola de Taboão da Serra
A divulgação das notas do Enem revela o mapa da exclusão escolar e também desnuda vários diretores aprendizes de ditadores.
As escolas autoritárias já estão cacarejando os seus “bons resultados”, numa completa manipulação para enganar a sociedade brasileira… Tem até diretorzinho-ditadorzinho estufando o peito e dizendo: “A democracia não se aplica ao ensino. Os alunos têm que aprender a ter disciplina” (in “Melhor Escola tem diretor durão“, Jornal Agora São Paulo, 30/04/2009).
Como toda organização autoritária, a regra é esconder os dados mais relevantes. Por exemplo: não cita o nível sócio-econômico dos alunos, não fala dos alunos que fazem “cursinhos particulares” e nem tampouco fala dos alunos que só tem suas dúvidas esclarecidas em casa e não na escola…
A imprensa deveria comparar as notas do ENEM com outras notas e indicadores (Saeb, Idesp etc).
A EE Professora Lucia de Castro Bueno teve nota 4,42 na 3º série do ensino médio (IDESP 2008 – veja aqui)… mas apenas 29 (!) alunos fizeram a prova…
Já no caso do ENEM, A escola teve a participação de 141 alunos, de um total de 432 matrículas…
O Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública sempre alerta que o ENEM não serve para dizer quais são as melhores ou piores escolas, pois além de não ser uma prova obrigatória para todos os alunos, ainda tem professores que desestimulam os alunos mais fracos a prestarem o exame. Essa distorção dos resultados impede que seja feito um ranking.
continua…
Postado por Mauro A. Silva
Com exceção dos alunos, não há inocentes…
O nosso maior problema na escola pública é como lidar com um grande contingente de professores mal formados, professores e que não querem se atualizar, não estudam, não aceitam nenhum tipo de avaliação e utilizam-se do mau corporativismo para não serem demitidos nem mesmo quando tiram nota zero.
O Brasil vai ficar deitado eternamente em berço esplêndido da ignorância enquanto continuar mistificando a figura do professor, tratando-o como “santo-missionário-abnegado”, que não pode ser avaliado segundo o seu desempenho profissional.
O bom desempenho de um professor deve ser valorizado e premiado.
Um mau desempenho deve exigir que o professor seja reciclado ou até mesmo demitido.
A professora SONIA PENIN , diretora da Faculdade de Educação da USP, foi muito contundente em afirmar que a melhoria da educação pública passa pela revalorização da profissão de professor e pela melhoria da formação destes professores (formação inicial e continuada).
Vejam a carta publicada na Folha de São Paulo (26/04/2009):
“É geral a insatisfação com a qualidade de ensino, bem como o entendimento de que a melhoria da escola ocorrerá pelas mãos dos educadores. Todavia, culpar educadores de forma generalizada é um desserviço e dificulta soluções. Estas pressupõem entender a complexidade do que significa ser professor hoje, vivendo a revolução digital/ comunicacional e acolhendo toda a diversidade do alunado.
Por isso, urge:
1) a revalorização da profissão, com melhores condições de trabalho e remuneração digna;
2) a melhoria da formação de professores (inicial e continuada), sendo que na inicial, além dos esforços locais, falta em nível nacional a revisão de algumas diretrizes curriculares, como as da pedagogia;
3) políticas públicas dos governos e secretarias, destacando-se: aumento do tempo de estudo do aluno, professores efetivos, permanência e formação continuada na escola. Não é justo questionar profissionais ou faculdades isoladamente.
Com exceção do alunado, não há inocentes; a sociedade toda está em questão.“
SONIA PENIN , diretora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)
Postado por Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Publica
OPERAÇÃO TARTARUGA : cada vez menos e mais devagar.
Todo feriado a escola pública emenda.Tem dia disso e dia daquilo, para a escola parar. O mes que não tem feriado ou tem só um, elas inventam dia de qualquer coisa e faltam também.
O piso do Salário de Professor do Estado de São Paulo é muito maior que o piso nacional, mesmo assim resolveram parar em solidariedade aos outros estados. Que gracinha….
Aproveitaram a oportunidade para pedir menos alunos na sala de aula e mais aumento de salário. Só faltou a rede e a água de côco.
Na próxima vez elas pedem. Vão pedir todas as mordomias dos deputados, que já tem muita professora dizendo que querem ganhar igual um deputado…Se deputado ganha o quanto quer e nem precisa ser honesto e mostrar serviço, querem ser iguais, ora…quem não chora, não mama…
Aluno na sala tem quanto a professora quer. Que na hora de matricular tem 50 e em dois meses sobra só 20. Trinta desistem sob livre e expontânea pressão . A qualidade da aula não melhora.
Também não querem bônus, querem os “até 15 mil” incorporados no sálario ou como aumento….
Nesse quesito a gente concorda com as professoras.
Também somos contra o bônus. São Paulo gastou quase um bilhão de reais, distribuindo bônus entre os professores. Deviam distribuir entre os alunos, para que pagassem uma professora particular que ensinasse o mínimo que as professoras não ensinam.
Como o Brasil é grande, vamos nos preparar para a SOLIDARIEDADE das professoras de São Paulo com todo problema ou manifestação que os estados fizerem.
Se não tiverem motivos consistentes em SPaulo para parar, elas emprestam dos outros estados mas vão deflagrar a
maior operação de todos os tempos
OPERAÇÃO TARTARUGA; CADA VEZ MENOS E MAIS DEVAGAR.
Governo frouxo, dá nisso.
Enquanto o governador Serra estiver de joelho diante da corporação e não ouvir os pais, vai ser sempre assim.
Enquanto a impunidade imperar a escola vai continuar mergulhada na corrupção e na desordem geral.
Mais uma que foi humilhada na escola
Depois do grande sucesso, descobriu-se que ela [Susan Boyle] sempre teve problemas de aprendizagem e abandonou os estudos por ser motivo de piada nas escolas onde esteve.
Miss Boyle, que foge totalmente dos padrões de beleza, assim que adentra ao palco é motivo de chacota: todos riem de suas roupas, de sua aparência, de sua idade (47 anos), de seu modo ingênuo de falar e de seu sonho de ser tão famosa como Elaine Paige (uma cantora britânica de grande talento e que na aparência é o oposto dela). (leia mais aqui)
A escola não conseguiu matar o sonho que ela sonhou!
Postado por Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
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