O Fantástico abordando de modo superficial e equivocado o problema da evasão escolar.
Que temos crianças que deixam de estudar, para trabalhar, temos.
O maior motivo da evasão não foi abordado: não se fala da aula medíocre, dos castigos cruéis. Nada sobre a expulsão de alunos difícieis. Nada de colocar o dedo na ferida.
Os pais são os maiores interessados que seus filhos sejam homens de bem. Serão seus filhos para a vida inteira.
O mais grave foi a fala de uma professora para justificar que na classe dela não tem evasão:
“Como professora, quando eu percebo alguma coisa, chamo a mãe, digo que o filho dela está desanimadinho e não acompanha as aulas e sugiro vermos as causas para isso. As mães não gostam muito dessa chamadinha, mas eu sempre digo que não sou doce. Gostando ou não, eu faço”, conta a professora Cida Procoski”.
… Ares de sargento… cara dura. Arrogante… dona da verdade… prepotente, sem se incomodar com a opinião dos pais.
(Veja a reportagem completa aqui)
Na mesma reportagem, o aluno dizendo que apanhou muito da mãe antes de aprender a ler. A mãe entendia que era surrando que ele ia deslanchar.
Ora, a professora nem precisa ser doce mesmo… mas, se ela chamasse a mãe para fazer uma parceria a favor do aluno, a mãe ia gostar das tais “chamadinhas”… Com certeza.
As mães não gostam de ser chamadas na escola para ouvir carraspana.
Chegam em casa e descontam no filho. Surram o filho a mando da professora, que manda de modo subliminar, ou de modo claro. De modo que a mãe, sentindo-se um fracasso, cai de pau no mais fraco. Bate no filho, mas ficam amarguradas com a professora.
Assim é fácil acabar com a evasão. Na base da surra… e nesse jogo de crueldade entre a mãe e a professora, o aluno vai à escola na marra.
As mães que não entram na onda da professora arrogante, que não tem doçura nenhuma, também não ficam satisfeitas, claro.
A professora nem por um momento imagina que a culpa é dela. Ela se acha o máximo…
Essa, que fez a declaração infeliz,c om uma cara fechada e ar austero, sabe que ela nunca vai ser cobrada.
Uma escola, assim, é uma cadeia. Não tem nada para elogiar… muito pelo contrário: a gente lamenta pela criança pequena, assim pressionada, obrigada a aprender nesse ambiente hostil.
Esta criança termina o ensino fundamental… mas, na primeira oportunidade, ela vai fugir da escola. O que é normal. Até criminoso adulto, que foge da cadeia, tem o desconto. Se é recapturado, perde benefício… mas a justiça entende que a busca pela liberdade é inerente ao ser humano
Uma escola assim é uma cadeia.
Uma professora assim é uma carcereira.
Esse exemplo, do programa Fastástico da Rede Globo de Televisão, mostra a escola que não queremos. A escola que a CNBB em 1998 já dizia:
A escola que não queremos é a que responzabiliza a família pelo seu fracasso.
Infelizmente é a escola que temos, com as bênçãos da Rede Globo de Televisão.

Por que alguns candidatos a prefeito ou a vereador têm medo de que suas propostas educacionais sejam avaliadas na internet ou nos blogs?

