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27/06/2008 - 08:07

Ensino de boa qualidade só quando o “burro” aprender a falar

A nova presidente do sindicato de professores de SP disse que o ensino só vai melhorar quando tiver “25 alunos por sala”, “salário digno, condições de trabalho e tempo”…
Tempo? Quanto “tempo”? 22 anos? Assim como na historinha em que um “espertalhão” prometia ensinar o “burro” a falar?

Aprovação Automática de Professores
O sindicato dos professores pede o fim da “aprovação automática” dos alunos… Mas, ao mesmo tempo, pede a garantia da continuidade da “aprovação automática dos professores”:
“Prova seletiva Versão anterior [decreto 53.037]:
*O Decreto prevê a realização de um processo seletivo, de âmbito regional
Nova versão:
*A prova seletiva, com conteúdo programático, será aplicada a todos os ACTs, porém não haverá eliminação. A prova passa a ter caráter classificatório, com respeito ao tempo de serviço.”
(Fax nº 42 – 24/06/2008, da Apeoesp)
Ou seja, mesmo os professores que tirarem “nota zero” poderão continuar ministrando aulas nas escolas públicas de SP.

Novo “dicionário” da Língua Portuguesa
A professora-presidente-sindical é formada em língua portuguesa, com certeza. Mas está defendendo novas definições para termos consagrados da “nossa língua portuguesa”.
- “Classes com 25 alunos” ou menos já existem aos montes. Cerca de 20% dos alunos são “expulsos” já nos primeiros meses do ano letivo… e a escola pública continua piorando…
- “Salário digno” deve corresponder à prestação de um serviço digno. Mas o sindicato defende dobrar o salário de todos os professores, até mesmo dos maus professores… e não admitem uma avaliação para premiar os bons professores.
- “Condições de trabalho” é para quem exerce uma atividade profissional regular, que assume compromissos com o seu local de trabalho: a escola. Não dá para falar em melhorar as condições de trabalho para quem quer faltar indiscriminadamente ou mudar de escola antes mesmo de ministrar a primeira aula.
- “Tempo” e “Temporário“: O “tempo” para oferecer um ensino de qualidade deveria ser especificado em “dias, meses ou anos”. Mas o sindicato deve ter outro conceito de “tempo”, pois existem professores com “contratos temporários” que já duram mais de 20 anos… e tem professor-temporário querendo mais tempo (5, 10 ou mais anos) para que possa aposentar-se como “temporário”…
Se prevalecer o conceito de “tempo” do sindicato de professores de SP, só teremos um ensino de boa qualidade no Dia de São Nunca.

Leia o artigo completo aqui

P.S. Uma curiosidade: a nova presidente da Apeoesp foi quem presidiu a assembléia da Conferência Estadual de Educação Básica de SP (Guarulhos – 7 a 9/dez/2007). Detalhe curioso: as propostas dos pais “desapareceram” na redação final do Relatório da Conferência de SP, redação esta feita por dois representantes da corporação de professores… teria sido mera coincidência? (leia mais aqui)

Postado por: Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública

Autor: Cremilda - Categoria(s): Sem categoria Tags:


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