EDUCAÇÃO
Para a secretária de Educação a escola para melhorar precisa de mais 20 anos de PSDB, nessa mesma politica.
Já para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, é necessário salário digno, mais segurança e 25 alunos por classe.
Isso quer dizer que, se nos valermos dessas duas mulheres, nunca teremos escola pública estadual de boa qualidade.
A cada ano a escola piora. Não dá para aceitar o PSDB, com essa política de ficar de joelhos diante da corporação, com medo de perder seus votos.
O aumento de salário deve vir depois de um bom trabalho, mas as professoras prometem um bom trabalho só depois de um bom salário.
Aumentar salário sem fiscalizar o trabalho vai sempre dar nisso. Os pais estão ensinando em casa, dando o jeito que podem, e os livros didáticos aparecem até em fogueira diante da secretaria.
Segurança o professor também tem. É a única categoria que conta com a segurança da polícia militar.
O que mais eles querem?
Cremilda Estella Teixeira
CAPITAL
(Jornal da Tarde – 30/06/2008, página 2A)
Arquivo de junho, 2008
Cremilda Dentro do Jornal da Tarde – 30/06/08
“Cindicato” com “c” e escola motel
O jornalista Gilberto Dimenstein arrasou com o mau corporativismo que impera nas escolas públicas de SP:
“O prosseguimento da greve dos professores em São Paulo aumentou ainda mais o risco de desmoralização do seu sindicato. Isso pelo simples motivo de a greve ter sido decretada na defesa de algo indefensável –na prática, estão defendendo a alta rotatividade dos professores em escola pública. Se uma fosse uma greve por melhores salários, tudo bem, os salários estão mesmo defasados. (…) A sorte do sindicato é que essa é uma conversa infelizmente distante da população, sem envolvimento dos pais e alunos, os maiores interessados. Se eles debocham, e com razão, que em um texto da secretaria da Educação estava escrito “encino” com “c”, eles estão quase escrevendo “cindicato”.
(in O risco de um “cindicato”, 27/06/2008).
Leiam um trecho do outro artigo:
“O sindicato dos professores de São Paulo decidiu decretar uma greve para evitar que se implementem medidas destinadas a reduzir a rotatividade dos docentes nas escolas públicas –uma das pragas, entre tantas, que explicam a péssima qualidade de ensino. É um caso explícito de greve contra o pobre.
(…) Curioso é que os líderes dos trabalhadores, cujos filhos estão em escolas públicas, transformadas em motel, não se indignam com o que fazem com seus filhos”.
(in Sindicato quer motel em escola, 18/06/2008)
Postado por Mauro A. Silva
Diretoria de Ensino Leste-4 é “NOTA ZERO”

Nota zero
Cremilda Estela Teixeira, do Núcleo de Apoio a Pais e Alunos (Napa) se manifestou contra a permanência do coordenador pedagógico da escola Adelaide Ferraz de Oliveira, na zona leste da capital paulista, por ter diversas acusações de discriminação contra alunos.
Denúncia
Vilma Pereira de Godoy Rodrigues denunciou um professor da Escola Estadual Fernando Nobre, em Cotia, afirmando que ele agrediu um aluno fisicamente e foi apenas afastado, podendo voltar. “A violência que o aluno sofre na escola não é importante, apenas quando o inverso acontece é que tem destaque na mídia”, afirmou.
As sessões da Assembléia Popular são transmitidas pela TV Assembléia aos sábados, às 12h, pelos canais 13 da NET e 66 da TVA.
O programa também pode ser assistido pela internet no seguinte endereço: http://wwi.al.sp.gov.br/web/altv/alesp.asx
A greve continua tirando o “pirulito” das crianças

Os professores grevistas reclamam: “nosso aumento foi de um pirulito por hora/aula”… Mas eles devem reconhecer que este e outros “pirulitos” são tirados das criancinhas paulistas.
A imprensa deveria debater as reivindicaçãoes dos professores, e não ficar “advinhando” o número de manifestantes ou de escolas paralisadas.
Estas são as reivindicações dos professores:
*Revogação do Decreto 53037/08, que impõe vários prejuízos à categoria;
*Reajuste salarial;
*Um novo Plano de Carreira;
*Fim da aprovação automática;
*Liberdade de cátedra;
*Extensão do ALE para todas as unidades;
*Gestão democrática e autonomia da escola;
*No máximo 35 alunos por sala;
*Melhores condições de trabalho;
*Incorporação das gratificações com extensão aos aposentados;
*Concurso público estadual;
*Garantia de emprego e estabilidade a todos os professores.
A Secretaria Estadual de Educação já propôs um aumento de 12% e revisão parcial do decreto 53037/2008.
O Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública fez as seguintes críticas:
- A questão do decreto 53037/2008 poderia ser enfrentada com uma simples ação judicial.
- “Plano de Carreira” e “35 alunos por sala” é debate no Legislativo. Temos de exigir que oo Plano Estadual de Educação seja colocado em discussão, que sejam chamadas audiências públicas. Detalhe: o presidente da Comissão de Educação é o deputado Roberto Felício, ex-presidente da Apeoesp.
- “Fim da aprovação automática” é deboche político. Queremos ver argumentos para implantar uma verdadeira “progressão continuada”.
- “Liberdade de cátedra” exige compromissos com planos e metas que sejam minimamente avaliados.
- “Gestão democrática e autonomia da escola”. Já existem vários dispositivos legais que são diariamente desrespeitados pela própria escola. O que falta é garantia de efetiva participação de alunos, pais e comunidade na gestão escolar.
- “Extensão do ALE para todas as unidades”. Isso confronta a propria definição do Adicional Local de Exercício. Não se pode igualar situações desiguais.
- a questão das “gratificações” devem estar vinculadas ao desempenho. Não deve ser confundido com salário. Não dá para “gratificar” aposentado.
- Garantia de emprego e estabilidade para todos”. Isso iguala os “bons” aos “maus professores”, muitos dos quais nem mesmo cumprem a jornada mínima.
Postado por Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
“NUNCA MAIS” É MUITO TEMPO. O BRASIL NÃO AGUENTA TANTO TEMPO
Para a Secretária de Educação de SP, para melhorar a escola precisa:
1- Mais 20 anos de PSDB nessa mesma politica, é claro.
A representante dos professores, presidente da Apeoesp quer:
1- Salário digno;
2- 25 alunos por classe
3- Melhores condições de salário.
QUER DIZER QUE, SE NOS VALERMOS DESSAS DUAS MULHERES, NÃO TEREMOS ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL DE BOA QUALIDADE “NEM AGORA E NEM NUNCA”!
Se a cada ano a escola piora, aceitar o PSDB com essa politica de ficar de joelhos diante da corporação, por mais 20 anos, o Brasil não aguenta. É só “Projeto Lorota”, um atrás do outro… e lambendo a bota da corporação, morrendo de medo de perder os votos deles.
Salários
Melhores salários é muito relativo. O salário é que deve vir como condição de um bom trabalho.
As professoras prometem um bom trabalho depois de um bom salário.
Ocorre que, em 2005, o governador aumentou em 15% o salário… e mais 15% para a professora não faltar.
Elas embolsaram os 30%, mas nunca faltaram tanto.
Aumentar salário, sem fiscalizar o trabalho, vai SEMPRE dar nisso: Elas embolsam tudo e querem mais e mais. Num processo que beira a chantagem comum e simples.
Condições de Trabalho
Melhores condições de trabalho também é muito relativo.
Os pais estão ensinando os filhos em casa, dando o jeito que podem… os livros didáticos aparecem em tudo que é lugar, até em fogueira diante da Secretaria, menos na mão do aluno. Quer dizer que qualquer material didático não chegaria na mão do aluno… Lembro também as 8 teneladas de caderno em branco, prontos para serem destruidos… os cadernos forma encontrados em Barueri-SP.
Segurança
Segurança o professor tem. É a única categoria de trabalhadores que conta com a segurança de policia militar, com viatura atenta.
Não temos viatura policial suficiente para evitar, nas ruas, um roubo de carro por minuto… mas temos para atender a chamada da diretora da escola estadual em segundos, para levar preso o aluno rebelde ou que reaja a alguma agressão.
25 alunos em sala de aula
A pior reivindicação como condição para darem aula de qualidade é ter 25 alunos na sala.
Ora, ora… depois de dois meses de aula, as classes tem 25 ou menos alunos. Eles são cadastrados para a verba chegar na escola, mas depois somem. Os mais alunos difíceis são expulsos… outros desistem sob “livre e expontânea pressão”. Nem por isso as aulas deixam de ser medíocres.
Mistura Fétida
Então, junta a fraqueza, a má vontade e a falta de capacidade da Secretaria de Educação de São Paulo, com a esperteza da corporação… com essas condições infames, dá uma mistura fétida.
Como as condições da Secretária e da Apeoesp, são impossiveis de aceitar a conclusão de que não teremos escola pública estadual de boa qualidade em São Paulo NUNCA MAIS….
“NUNCA MAIS” É MUITO TEMPO.
O BRASIL NÃO AGUENTA!
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Notas das escolas pública de SP no Idesp 2008
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