Não vou questionar a sentença do juiz de FERNANDÓPOLIS, A CIDADE INIMIGA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
Quem tem competência para julgar não sou eu. Se é legítimo punir aluno e sua familia com rigor, por conta de um pequeno acidente, onde a professora quebrou uma falange do dedo da mão, fica por conta das autoridades do judiciário.
Nem questiono as declarações dele na imprensa: segundo os jornais, esse juiz acha que professor tem poder de polícia e a palavra dele contra o aluno basta, não precisa ouvir mais ninguém.
Esses questionamentos eu deixo para o Ministério Público, ou para o Conselho Nacional de Justiça.
Questiono, aqui, as professoras de FERNANDÓPOLIS. Sabendo que o juíz tem esse tipo de pensamento em relação aos alunos, elas ainda vão até a delegacia de policia e elaboram Boletem de Ocorrênica contra os alunos?
Juiz se transfere com a maior facilidade de uma cidade para outra. Professora não. Ela fica na comunidade… e tem que se relacionar com os alunos e suas familias todo dia.
Como elas imaginam que serão lembradas pelos seus alunos?
Serão essas professoras e diretoras de Fernandópolis tão ingênuas que não se dão conta do tamanho da mágoa que ficará?
Fatos tão dolorosos como esses, relatados contra alunos, não são facimente esquecidos. Podem ter certeza: quem bate esquece, mas quem apanha não esquece.
Que tipo de cidade e que tipo de mundo pensam deixar para seus netos, sobrinhos e decendentes enfim?
Que tipo de exemplo?
Outubro e o dia dos professores está chegando… imaginam que receberão flores, afagos, ou a indiferença cheia de mágoa e trisreza?
Nem sou eu a dona dessa reflexão, é até biblico.
O PLANTIO É LIVRE, MAS A COLHEITA É OBRIGATÓRIA.
Arquivo de setembro, 2007
O PLANTIO É LIVRE, MAS A COLHEITA É OBRIGATÓRIA….
Não ensino nada, mas ganho todo mês…
Não ensino nada, mas ganho todo mês…
O jornal Diário de São Paulo está em plena campanha para ridicularizar os alunos das escolas públicas.
Queríamos ver o jornal demonstrar coragem e denunciar a enganação que é praticada pelos maus professores das escola públicas.

Eu engano todo ano.
Não ensino nada, mas ganho todo mês…
A série de reportagens “Eu paço de ano sem saber ler e escrever” joga toda a responsabilidade do fracasso escolar nos próprios alunos, ignorando completamente a responsabilidade dos professores… Pior do que isso: ignora que foram os maus professores que transformaram a “Progressão Continuada” em “aprovação automática”… os maus professores não queriam confessar suas incapacidades nos relatórios que recomendariam a reprovação dos alunos que nada aprenderam durante o ano… nada aprenderam porque nada lhes fora ensinado durante o ano letivo.
MP vai promover um Inquérito Civil Público
O Diário São Paulo informa que o Ministério Público vai promover um inquérito para investigar a implantação da progressão continuada em SP.
Esperamos que a Promotoria da Infância e Juventude investigue também as ilegais suspensões, expulsões, cobranças ilegais de taxas, “pontos assinados a lápis”, compadrio, impunidade…
Questionário para professores
Se o Diário de São Paulo fosse imparcial, ele teria a coragem de fazer um qustionário só para os professores… não seria surpresa se as questões tivesem as seguintes respostas:
1. Quantos dias tem um ano?
Resposta: 200 dias… mas acho muito… queremos diminuir para 150.
2. Quantos minutos tem uma hora?
Resposta: 45 minutos… mas já estamos ameaçando greve para reduzir para 40 minutos.
3. Quantos alunos têm uma sala de aula?
Resposta: 20 de “carne e osso”… e 20 a 30 “fantasmas”… mas ganho por “50″ cabeças…
4. Como é possível manter três empregos ao mesmo tempo?
Resposta: É só assinar o “ponto” a lápis… ou dar três aulas ao mesmo tempo.
5. Qual deve ser o piso salarial dos professores?
Resposta: 3 salários mínimos… não podemos ganhar menos que nossas empregadas domésticas… e tem a prestação do carro novo…
6. Quem é que gosta de aluno?
Resposta: Dono de cantina.
7. O quê você acha da progressão continuada?
Resposta: sou contra trabalhar e ter de prestar contas do meu serviço… ninguém aguenta fazer relatórios e avaliar alunos… o melhor é “passar o abacaxi” para o professor da série seguinte…
8. Quem é que paga o teu salário?
Resposta: 55 mil respondem que é o Kassab… 220 mil respondem “o Serra”… todos ignoram que são os pais dos alunos…
9. Qual é o nome dos seus alunos?
Resposta: não sei… só os conheço por números… nº 1… nº 35… nº 300… é tudo como se fosse gado…
10. Por que você não muda de profissão?
Resposta: Tá Louco? Onde é que eu vou achar um emprego em que ninguém é fiscalizado e nem avaliado? Onde é que tem um emprego onde a culpa do fracasso é de todos, menos do profissional encarregado de executar o serviço? Qual outra profissão em que você recebe “bônus” pelo fracasso? Até vender banana na feira exige maior dedicação do que se exige nas escolas públicas…
continua…
Postado por: Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
Estelionato Educacional
Estelionato Educacional
O editorial da Folha de São Paulo (28/09/2007) informa que o Ministério da Educação promete punições contra as escolas que enganam os alunos. O MEC promete sanções (punições) que vão desde um intervenção até o fechamento da escola…
Pena que a atuação das autoridades educacionais só falam de punições contra faculdades e univerdsidades, ignorando que a maior enganação é feita justamente nas escolas públicas de ensino fundamental e de ensino médio.
Vejam um trecho do editorial do Jornal Folha de São Paulo:
“Os cursos que foram para o índex terão de passar por um processo de supervisão. Têm prazo de dez dias para traçar um diagnóstico de seus problemas e propor providências. Se o MEC as considerar insuficientes, poderá dar início a um processo administrativo com previsão de sanções que vão da redução das vagas até o fechamento da escola.
Já não era sem tempo de o ministério tomar uma atitude mais incisiva. Há anos proliferam no mercado educacional brasileiro verdadeiras arapucas, incapazes de fazer seus alunos aprenderem, mas muito eficientes na hora de cobrar mensalidades.”
Gato por lebre
Vejam um trecho do editorial do jornal Agora São Paulo (28/09/2007):
“(…) É preciso que as autoridades públicas ajam para enquadrar as arapucas do ensino superior. Vale até fechar as que não melhorarem os seus cursos. Afinal, essas faculdades estão lesando os direitos de seus alunos como consumidores e despejando no mercado profissionais incompetentes.
As más escolas de direito deveriam ensinar a seus alunos o artigo 171 do Código Penal. Ali se fala do crime de estelionato -a prática de vender a lebre, mas entregar o gato.”
Postado por: Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
Cadê a OAB de Fernandópolis/SP?
Cadê a OAB de Fernandópolis/SP?
Uma aluna de 14 anos foi condenada a uma pena de 6 meses de trabalhos forçados na Escola Municipal Melvin Jones (Fernandópolis/SP). Leia mais aqui.
A partir desta notícia, fizemos o seguinte questionamento: “Cadê a Defensoria Pública de SP?”
A Defensoria Pública de SP informou que não tem “defensores públicos” em Fernandópolis… A “defesa” é feita pela Assistência Judiciária Gratuita, um convênio de R$ 1 bilhão entre o governo de SP e a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil – seccional SP)… é a OAB que fiscaliza o trabalho dos advogados… disseram que iriam entrar em contato com a OAB de Fernandópolis…
Sendo assim, então devemos fazer um novo questionamento:
“Cadê a OAB de Fernandópolis-SP?”
E como fica o Direito de Ampla Defesa?
“aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;” (inciso 55, artigo 5º, Constituição Federal de 1988)
Embora nossa Constituição Federal garanta o amplo direito de defesa, o juiz de Fernandópolis tem uma visão toda peculiar sobre a presunção de inocência dos alunos:
“O fato de a professora ter barrado a saída da jovem com o braço e de o machucado não ter sido intencional sequer foram avaliados na decisão do juiz. Pelarin diz que, dentro da sala de aula, quem manda é a professora e ponto final.
- O professor tem poder de polícia dentro da sala. A aula é uma audiência pública e ele é a autoridade. A palavra final é dele – afirma.
O juiz afirmou que, em suas decisões, a presunção é sempre em favor do professor, para manter a ordem dentro das escolas.
- Fiquei sabendo depois dos detalhes. A decisão é uma escolha. A professora manda e não tem que debater. Se não tomar medida firme e ficar só no diálogo, passa a impressão de fraqueza – explica.” (”Fernandópolis adota toque de recolher para adolescentes“, Extra Online, 26/09/2007).
Se o aluno já está “condenado antecipadamente”, qual é o papel do advogado de defesa?
Destaque-se também que o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente é bem claro: “os alunos têm o direito de ser respeitados pelos seus educadores”.
Quem tem medo do juiz de Fernandópolis?
Com o “toque de recolher”, o juiz declara expressamente: “- Com a ação periódica, a meninada fica com medo”.
Com a prévia disposição em absolver professores e condenar alunos, a sociedade deve ficar temerosa…
Com a condenação da aluna de 14 anos a uma pena de 6 meses de trabalhos forçados, certamente os alunos devem ficar aterrorizados…
A imprensa já se mostrou acovardada, ouvindo somente a opinião das corporações de professores e não questionando as decisões do juiz…
Será que os advogados também estão com medo do juiz de Fernandópolis?”
Com a palavra o doutor Luis Flávio D”Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo.
P.S.: Os relatos sobre condenação de uma aluna de 14 anos a pena de trabalhos forçados na escola municipal Melvin Jones já foram encaminhados às seguintes autoridades:
- Assembléia Legislativa de São Paulo;
- Defensoria Pública de SP;
- Ministério Público de SP;
- Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil;
- Conselho Nacional de Justiça;
- Câmara Federal; e
- Senado Federal.
Postado por Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola pública
Cremilda Dentro da Assembléia Popular – 26/09/07
Cremilda Dentro da Assembléia Popular – 26/09/07

Cremilda falou da ilegal punição contra a aluna de 14 anos da Escola Municipal Melvin Jones (Fernandópilis-SP).
Cremilda falou que Fernandópolis é uma cidade inimiga da criança. Ela também cobrou as responsabilidades dos políticos…
EMEFA “MELVIN JONES” – ESCOLA AGRÍCOLA – (5ª a 8ª)
ENSINO FUNDAMENTAL – DIRETORA: PROFº. JOSÉ CARLOS JOAQUIM, Rodovia Euclides da Cunha, Km 550, Fone: 3462-1164/3462-7797
Vejam a relação de políticos e autoridades que deveriam d=se manifestar sobre o caso:
- Prefeita Ana Maria Matoso Bin (PDT) – Rua Bahia, 1264,
CEP 15600-000 – Fernandópolis – SP, tel.: (17) 3442-2177, comunicacao at fernandopolis.sp.gov.br
- Secretaria de Educação: Adriana Fávero Merloti – Rua Bahia, 1316
(17) 3462-1154 / 3442-6890, educfernandopolis at terra.com.br
Vereadores de Fernandópolis-SP:
- Ademir de Jesus Almeida (PP)
- Alaor Pereira Marques (PSB)
- Étore José Baroni (PSDB)
- Franscisco Affonso de Albuquerque (PSB)
- José Carlos Zambon (PL)
- Maiza Rio (PMDB)
- Manoel Sobrinho Neto Junior (DEM)
- Milton César Bortoleto (PSDB)
- Pedro Ribeiro de Toledo Filho (PV)
- Warley Luiz Campanha de Araujo (DEM)
Deputado Federal do PDT por SP:
- Paulo Pereira da Silva – O Paulinho da Força, Presidente Estadual do PDT e Deputado Federal
continua…
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- BOLETIM DA ESCOLA (Idesp 2008)
Notas das escolas pública de SP no Idesp 2008
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