Cremilda Dentro da Assembléia Popular – 31/01/2007

Violência nas escolas
As várias formas de violência dentro das escolas foram denunciadas por Cremilda Estella Teixeira, do Núcleo de Apoio a Pais e Alunos (Napa). Segundo ela, a violência física é cada vez maior nas escolas, mas “a pior e maior violência é o descaso das autoridades, dos diretores e dos professores, além da falta de vagas”. Ela citou a escola Rui Barbosa, de Taboão da Serra, tida como a melhor escola pública local, onde, diante da falta de vagas, pais de alunos são orientados a matricularem seus filhos em outras escolas. “A supervisora da escola fala claramente aos pais para consertarem as outras escolas – já que a violência e o mau estado de conservação ali são gritantes – e que na Rui Barbosa há listas de espera”, afirma.
Ameaça na escola
Izabel Cristina Muller, do Núcleo de Apoio a Pais e Alunos da Zona Leste (Napa/Leste) relatou as dificuldades por que passa em decorrência de problemas que sua filha teve na escola José Bento de Assis, no Jardim Helena. Segundo ela, a estudante está sendo ameaçada de expulsão e suas outras filhas também, depois de um incidente na escola em que a diretoria chamou a polícia. Ela recorreu à Tribuna e pediu ajuda para resolver a situação.
Maus tratos
A cidadã Maria da Conceição Honorato de Souza manifestou sua revolta contra a diretora da escola José Bento de Assis, acusando-a de ser arrogante no tratamento dispensado às crianças e de ter se dirigido a seu filho chamando-o de “coisa”. Ela se referiu ainda à prática de maustratos pelos professores contra os alunos da escola.
Reclamações aumentam no Napa
Ivone Ribeiro Rodrigues, do Napa/Leste, declarou que tem aumentado o número de reclamações contra a falta de vagas e contra a perseguição dentro das escolas. “Ouvimos relatos de situações em que o professor sai da sala de aula recomendando aos alunos que fiquem comportados. Entretanto, os mais ativos fazem bagunça e se levantam das carteiras.” Segundo Ivone, ao voltar para a sala de aula, o professor já entra com pedido de expulsão. Ela reclama que a atuação do Napa é criticada pelas autoridades, contudo, declara que “moramos num pântano, o lugar da cidade que mais sofre com as enchentes, mas sempre atravessamos a cidade para reivindicar nossos direitos”.
Manipulação de verbas
Mauro Alves da Silva, do Grêmio Ser Sudeste, abriu a série de manifestações dos participantes da Tribuna Popular desta quarta-feira, 31/1, denunciando a “manipulação de verbas para o Fundo Municipal da Criança”. Segundo ele, as empresas estão destinando verbas para projetos que são de interesse delas e não da criança. Ele alerta para a falta de envio, pelas autoridades, de verba para os pais acompanharem os filhos nas escolas e também para a necessidade de criação de mais escolas em São Paulo.
Falta de informação
A promotora popular legal de Taboão da Serra, Vilma Rodrigues, reclamou da falta de informações sobre a Educação. “Ninguém sabe o que significam siglas como PNAE, FNDE e CAE”, afirmou. Para ela, este desconhecimento ocorre em Taboão da Serra e em todo o Estado de São Paulo. “Por que não somos informados?”, indagou.
Protege São Paulo
José Roberto Alves da Silva, do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública (COEP), afirmou que está sendo alvo de críticas, por sua participação na Tribuna Popular, feitas por membros da prefeitura municipal. Segundo ele, isso tem acontecido por suas denúncias contra a condução do programa São Paulo Protege.
O Programa Assembléia Popular é gravado às quartas-feiras, das 12h00 às 13h00, no Auditório Franco Montoro. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 12h00, pela TV Assembléia, pelos canais 66 da TVA e 13 da NET. Também pode ser assistido pela internet: clique aqui.








