Para o mau profissional, qualquer salário é muito
Mais uma vez, um lider da corporação dos professores condiciona a melhoria do ensino à “equiparação salarial entre professores da ativa e aposentados”. Ele vai mais além: quer que o “bônus” seja incorporado ao salário.
Bônus é um “prêmio” que se dá por algo que tenha sido feito além do esperado. Considerando os baixos desempenhos das escolas públicas, qualquer proposta de “incorporar o bônus” configura uma proposta corporativista (”defesa exclusiva dos próprios interesses dos professores”). Isso é “desculpa esfarrapada” para manter o Brasil deitado eternamente no berço da ignorância.
O deputado estadual Palmiro Mencucci, presidente do Centro do Professorado Paulista, deveria explicar a todos os cidadãos paulistas qual seria a mágica que fará um “aposentado” melhorar a qualidade do ensino…
Enquanto não houver avaliação dos professores, premiando os bons e reciclando ou demitindo os maus, o debate sobre salários somente servirá para enganar alunos, pais e comunidade.

Postado por: Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
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Deu no Jornal da Tarde (30/12/2006):
Cartas
ENSINO
Palmiro Mennucci, CAPITAL
O Centro do Professorado Paulista enviou carta ao futuro governador José Serra com o intuito de promover um debate sobre propostas de um novo plano de carreira para o magistério. Para haver qualidade no ensino, é preciso que haja a equiparação salarial entre professores da ativa e aposentados, bem como a incorporação do bônus aos salários.