Prefeito de São Paulo tira dinheiro das criancinhas para entregar aos professores
Deu na Folha de São Paulo (28/12/2006):
Projeto “cede” R$ 22 mi para pagar professor
DA REPORTAGEM LOCAL
No “day after” da aprovação da nova lei sobre o Renda Mínima de São Paulo, R$ 21.842.151,50 que deveriam ser distribuídos neste ano a famílias carentes foram redirecionados por um decreto assinado por Gilberto Kassab (PFL) para pagamento de salário de professores.
Segundo o secretário Floriano Pesaro (Assistência Social), a verba não foi gasta com o Renda Mínima “por falta de famílias cadastradas para receber o benefício”. Pesaro disse que o valor já era da própria Secretaria da Educação, mas estava alocado no programa assistencial. (LC)

Comentário:
Será que a “pimenta nos olhos” cegou o secretário da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da Cidade de São Paulo? Será que o sr Floriano Pesaro, vice-presidente do PSDB da Capital, não foi capaz de encontrar e cadastrar outras mil famílias carentes dentre os 3 milhões de miseráveis que vivem em S. Paulo? Ou será que o “tucano” aderiu à política “higienista” do prefeito, que deixa milhares de crianças sem merendas nas escolas ao mesmo tempo em que paga “bônus” a professores que sistematicamente faltam nas escolas ou assinam o “livro de ponto” mesmo chegando com duas horas de atraso nas escolas?
Esclarecimento:
Pimenta nos olhos dos outros é refresco?
“Floriano Pesaro, secretário municipal de Desenvolvimento Social, quase foi atropelado. Fora o susto, levou ainda uma borrifada de gás pimenta nos olhos. Era o mesmo intoxicante que travou a garganta da vereadora Soninha Francine (PT) e foi lançado aos quatro ventos, entre mais de 150 moradores de rua, no último dia 24 no Vale do Anhangabaú, às 15h, no Centro.” (in “GCMs agridem secretário e vereadora“, Jornal da Tarde, 27/12/2006)
Leia mais aqui:
- Decreto Municipal 48.050 (26/12/2006): Abre crédito de R$ 105 milhões para pagar profissionais das escolas. Anula despesas do Programa de Alimentação Escolar para Creches (R$ 14 milhões) e do Apoio Suplementar de Alimentação – QESE (R$ 34 milhões de Material de Consumo e R$ 30 milhões de Material de Distribuição Gratuita)…
- Decreto Municipal 48.051 (26/12/2006): Abre crédito de R$ 177 milhões para pagar profissionais das escolas. Anula despesas de R$ 15 milhões (Programa de Garantia de Renda Familiar Mínima), de R$ 30 milhões (Apoio Didático-Pedagógico Educacional), de 54 milhões (do programa Pró-Jovem), de R$ 535 mil (Construção EMEI no Recanto dos Humildes), e de outros milhões de reais que deveriam ter sido gastos em construções, reformas, ampliações e manutenções de escolas para as crianças.
Postado por: Mauro A. Silva – Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
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