DESEJOS E RAZÃO
“Em todos os teus desejos, permite que a razão te acompanhe, e não te fixes tuas esperanças além dos limites da probabilidade; desta forma, o triunfo acompanhará a tua empresa, teu coração não será humilhado pelas decepções.” ( A Vós confio – liv. II; cap. I; 10º§)
REFLEXÃO:
Sidartha Gauthama, o Budha, ensinou-nos que a fonte primordial de todo sofrimento é o desejo, pois este gera a ansiedade, a inveja, o sentimento de impotência, de carência, entre outros impulsos ou movimentos deletérios da alma humana.
Entretanto, todos temos desejos, até mesmo o asceta e o monge budista que, no mínimo, de o desejo de alcançar o estado de não desejabilidade…
Uma vez que temos desejos, visando um certa tranqüilidade de espírito, faz-se mister que esses desejos estejam sob a égide da razão, dentro dos liames da prudência, do bom senso e da probabilidade.
Os desejos fora da chibata da razão são devaneios, sonhos, quimeras e, muitas vezes, obsessão e tara.
Desejos que não estão acompanhados pelos ditames da razão inevitavelmente nos leva a angústia, a perda de sono, a frustração e a vergonha.
Grande é o número de suicídios devido a desejos frustrados…
A razão, porém, é capaz de transformar nossos desejos em objetivos e estabelecer metas lógicas e precisa que nos encaminhem rumo ao sucesso.
Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz. (Lucas 14, 28-33)

“A verdadeira Filosofia é a mais alta religião, que liberta o homem de todas as escravidões provisórias dando-lhe uma liberdade definitiva”. (Huberto Rohden)
