SUPORTAR A SI MESMO PARA SUPORTAR OS OUTROS
“Não trates com aspereza a um velho; mas fala-lhe como a um pai. Aos jovens trata-os como irmãos; as mulheres de idade como a mãe; as donzelas como irmãs, com a maior honestidade”.
(1Tm S,1s)
Quem não suporta a própria consciência acha insuportável o mundo inteiro.
Consciência tranqüila é elixir de harmonia universal.
É amigo de todos que é amigo da própria consciência – e a consciência é Deus dentro do EU.
O descontentamento consigo mesmo revela-se em intolerância e descaridade com o próximo.
No trato com os superiores, iguais e inferiores manifesta-se o verdadeiro caráter do homem.
Quem sabe manter atitude correta, humana e cristã, em face de pessoas idosas, em face de homens de sua idade, em face de jovens de outro sexo – é homem bem educado.
A vida em sociedade é o mais doloroso e mais meritório noviciado da vida humana.
Tantas sentenças quantas cabeças.
Tantos gestos quanto corações.
E por esses escolhos deve o homem conduzir o seu baixel sem colidir com outros baixeis, sem sofrer naufrágio…
Homem! Sê perfeito no trato com os homens – e serás perfeito perante Deus…
(Huberto Rohden – Em Espírito e Verdade)

“Ahimsa paramo dharmo” (a não violência é a maior forma de justiça)
CURIOSIDADE – O RAPÉ
Rapé é tabaco em pó, para cheirar. Do Francês “râper”, ralar, raspar. Rapé é fumo raspado, em pó. Houve tempos em que era elegante cheirar rapé, o pó preto. Vendiam-se caixinhas de prata, à semelhança das caixas de fósforo, verdadeiras joias. Dentro ia um pedaço de fumo. De um lado, um minúsculo ralador. Ralava-se o fumo na hora para se obter um cheiro de qualidade superior da mesma forma como, para se obter um bom café, o grão tem de ser moído na hora.
Catherine de Medici foi a primeira mulher na Europa a usar a planta. Ela sofria de enxaqueca e lhe recomendaram inalar pó de tabaco. Logo o produto se popularizou entre a realeza. Em 1579, o tabaco ganhou fama de afrodisíaco e ganhou a Corte do rei Henrique III.
No Brasil colônia e no decorrer do Império, os aristocratas, utilizava-se lenços carmesim provenientes da Antuérpia, pois estes não ficavam machados de tabaco, na verdade qualquer lenço vermelho não fica manchado após ser lavado.
A forma tradicional de preparar rapé é utilizando fumo de rolo, preferencialmente ao fumo de corda. Esse fumo é vendido enrolado em palhas de palmeira. O tabaco é fracionado com uma faca (migado) e depois torrado cuidadosamente em uma panela seca, sem deixar que se incendeie. Os outros temperos também costumam ser torrados, pois depois disso é necessário colocar o conteúdo em um pano fino, como o utilizado para fraldas de algodão, enrolado, e golpeado com um bastão para ir soltando o pó fino. Esse pó fino, sem resíduos, é o rapé pronto para ser inalado.
Napoleão consumia quase quatro quilos de rapé por mês.
“Se você não se valorizar, chegará uma hora em que todos acreditarão em você. O contrário também é válido”. (Jefferson Luiz Maleski)