Depois da também japonesa Honda e da alemã BMW, foi a vez da
Toyota anunciar sua saída da Fórmula 1
 Esperava-se o pronunciamento oficial para o próximo final de semana, mas os dirigentes nipônicos resolveram antecipar o destino da escuderia.
No comunicado, a Toyota alegou que o impacto da crise econômica internacional no setor automotivo foi o principal fator de sua retirada da categoria. A Toyota Motor Corporation teve uma queda de 20% de vendas de automóveis no último ano.
 
Na Fórmula 1, a Toyota estreou em 2002 e os investimentos sempre estiveram entre os maiores na categoria. Mas o dinheiro investido não trouxe os resultados esperados e ao longo de 139 corridas disputadas não venceu nenhuma, fazendo apenas três poles e três voltas mais rápidas.
 
A melhor temporada da escuderia foi a de 2004, quando ficou em quarto lugar, marcando 88 pontos com Ralph Schumacher e Ricardo Zonta.
A saída da Toyota confirma uma previsão de Max Mosley, que está encerrando seu mandato à frente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
 
O inglês sempre disse que a presença das montadoras no lugar de construtores independentes poderia ser ruim para a Fórmula 1, uma vez que qualquer problema relativo às vendas de veículos poderia fazê-las desistir do investimento em automobilismo. E realmente a previsão se confirmou, primeiro com a saída da Honda, depois da BMW e agora da Toyota.
 
A outra montadora que sempre vem sendo citada como futura desistente da Fórmula 1 é a Renault. Por enquanto ela permanece e terá o polonês Robert Kubica como um de seus pilotos para a próxima temporada.
 
Outra saída será da Bridgestone a partir de 2011, que só irá fornecer pneus para as equipes em 2010. Caberá ao futuro presidente da FIA, o francês Jean Todt negociar com as futuras interessadas.
 
 
 
Toyota deverá demitir 550 empregados
Tadashi Yamashita, chefe da Toyota, não será o único a sofrer com a saída da equipe da Fórmula 1. Cerca de 550 funcionários da fábrica japonesa deverão perder seus empregos.  
Quem garante é revista alemã Auto Motor und Sport, que ouviu um membro da Toyota. A demissão coletiva deve acontecer, porque a fábrica não precisará mais de tanta demanda, e deve ficar com apenas 150 funcionários.
 
Sem Bridgestone, futuro dos pneus da F1 ainda é incerto
A decisão sobre qual fábrica de pneus substituirá a Bridgestone, que anunciou sua saída da Fórmula 1 após a temporada 2010, parece que vai demorar. Michelin, Goodyear e Pirelli não estão interessadas em ser fornecedoras exclusivas da categoria.
 
“Não temos planos de retornar à Fórmula 1. Mas sempre avaliamos uma gama de oportunidade para determinar a melhor estratégia e tomar decisões baseadas nos interesses da empresa”, disse Ed Markey, dirigente da Goodyear, ao Akron Journal. A empresa está fora da categoria desde 1998.
 
Um porta-voz da Michelin também garantiu que a empresa não quer voltar à Fórmula 1 depois da “guerra dos pneus”. A italiana Pirelli, por sua vez, já tinha deixado claro que não pretende regressar à Fórmula 1 no momento.
 
 
 
Campos apresenta Bruno Senna na próxima terça
O brasileiro Bruno Senna, sobrinho do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, será apresentado como piloto da Campos na próxima terça-feira. Uma das quatro estreantes da categoria maior categoria do automobilismo, a equipe vestirá Bruno Senna com seu macacão em uma cerimônia a ser realizada a partir das 14h (de Brasília).
 
O local será a sede da escuderia, no Parque Tecnológico Fuente Álamo, em Murcia, na Espanha, onde o brasileiro participará também de uma conferência de imprensa.
 
Confirmando as especulações, o time anunciou em 31 de outubro a contratação do sobrinho de Ayrton Senna, que disse na época estar cumprindo um “sonho”.
 
O parceiro do novato, segundo a imprensa da Espanha, deve ser Pedro de la Rosa, atual piloto de testes da McLaren – a Campos, no entanto, não confirma a informação.
 
 
 
Williams está confiante nos propulsores da Cosworth
A Williams, nova equipe do piloto brasileiro Rubens Barrichello, vai deixar de usar motores Toyota, que não lhe renderam bons resultados nos últimos três anos, e vai voltar a usar propulsores Cosworth. O time está confiante em obter bons resultados da fábrica, que ficou três temporadas longe da Fórmula 1.
 
“Não sabemos de nada até irmos para a pista. Conseguir um ou dois décimos na aerodinâmica, ou de outra forma, pode nos colocar em uma posição de vencer corridas. É por isso que houve tantos vencedores neste ano. Cosworth fará um bom trabalho”, disse Sam Michael, diretor da equipe inglesa.
 
Ele disse também que ainda tem o que melhorar. “A Cosworth tem dois grandes problemas. O consumo de combustível é crítico, e vão tentar melhorar isto agora. O outro ponto é a reabilitação. Todos acumularam três anos de quilometragem ao passo que a Cosworth esteve fora, ganhando muitos quilômetros em conhecimento”, afirmou.
 
 
 
Após três anos afastada, Coswort anuncia retorno à F1: O motor que durante muitos anos foi aquele que mais vitórias obteve na história, volta a roncar pelos autódromos afora.
Os motores Cosworth V8, que estrearam com pole e vitória no GP da Holanda de 1967 (Lotus – Jim Clark). fizeram sua despedida na F-1 exatamente no dia 26 de outubro de 1997, no GP da Europa (Jerez de La Frontera). Naquela ocasião, a Tyrrell era a única equipe a utilizar o motor Cosworth V8 aspirado, contra um esquadrão de carros impulsionados por motores V10.A última vitória de um motor Cosworth V8, aconteceu em 1994, com o alemão Michael Schumacher conduzindo uma Benetton, equipado com o motor da série Zetec-R.
 
Os motores Cosworth V8 conquistaram dez títulos de pilotos e 13 mundiais de construtores só perdem em número de vitórias para a Ferrari, tendo conquistado 176 vitórias contra 210 da marca italiana.
Depois de uma passagem vitoriosa, a Cosworth, tradicional construtor de motores, disputou seu último mundial na F1 em 2006 com Williams e Toro-Rosso.
 
Agora, a Cosworth está de volta e será responsável por três novos construtores: USF1, Manor e Campos. Segundo o presidente da companhia, Tim Routsis, a experiência adquirida na F1 ajudou no êxito da empresa em outros ramos de tecnologia, como o setor aeroespacial, de defesa, energia, marinha e indústrias automotivas.
 
 
 
Em meio a veteranos, Kobayashi busca vaga na Lótus
O fim das atividades da Toyota na Fórmula 1 foi um duro golpe nas pretensões de Kamui Kobayashi, que buscava uma vaga na escuderia. Mas ainda existe a possibilidade do japonês achar seu espaço na principal categoria do automobilismo mundial na temporada 2010. Otimista, o jovem pretende negociar com as quatro equipes novatas, entre elas a Lotus sua preferida.
 
Chegar a Lotus não será fácil para Kobayashi. O diretor-técnico Mike Gascoyne já informou que a equipe, bancada por um consórcio entre empresários e o governo malaios, busca nomes experientes – os veteranos Jarno Trulli (35 anos), Jacques Villeneuve (38) e o antigo piloto de testes da BMW-Sauber, Christian Klien (25), aparecem como favoritos para ficar com os assentos, cujos donos serão divulgados no final de novembro.
 
 
 
Calendário 2010 da Fórmula 1, e GP do Brasil volta a fechar temporada. Corrida em Interlagos será disputada no dia 14 de novembro. Canadá volta a receber prova após um ano, e Coréia do Sul estréia na categoria
O novo calendário da categoria, tem 19 corridas, duas a mais que em 2009.
 
Além da mudança na ordem da corrida no Brasil, tem também a volta do GP do Canadá, mas ainda depende da aprovação do contrato pela (FOM), empresa que gere a categoria. Além disso, a Coréia do Sul fará sua estréia na Fórmula 1, com a antepenúltima prova da temporada 2010. 
 
Calendário para a temporada 2010 da Fórmula 1:
14/3 – GP do Bahrein (Sakhir)
28/3 – GP da Austrália (Melbourne)
04/4 – GP da Malásia (Sepang)
18/4 – GP da China (Xangai)
09/5 – GP da Espanha (Barcelona)
23/5 – GP de Mônaco (Monte Carlo)
30/5 – GP da Turquia (Istanbul Park)
13/6 – GP do Canadá (Montreal)*
27/6 – GP da Europa (Valência)
11/7 – GP da Inglaterra (Donington Park ou Silverstone)
25/7 – GP da Alemanha (Hockenheim)
01/8 – GP da Hungria (Hungaroring)
29/8 – GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
12/9 – GP da Itália (Monza)
26/9 – GP de Cingapura (Cingapura)
03/10 – GP do Japão (Suzuka)
17/10 – GP da Coreia do Sul (Yeongam)
31/10 – GP dos Emirados Árabes (Abu Dhabi)
14/11 – GP do Brasil (Interlagos)