28/06/2009 - 15:58
Não dá para iniciar relato desta aula sem falar da loucura da conclusão dos diários, a turma toda se ligando tirando duvidas passando fotos por emails pesquisando de blog em blog, foi uma loucura virei a madrugada postando as ultimas paginas, até os 45min do segundo tempo ainda tinha gente escrevendo na sala. A Profª Wlad enlouquece e leva todo mundo junto.
Iniciamos falando sobre a Rede FlorestaWLAD:
Artista de teatro da região norte tem orkut próprio!
A Rede Teatro d@ Floresta é uma ação da Escola de Teatro e Dança, sub-unidade do Instituto de Ciências da Arte – ICA – da Universidade Federal do Pará via Projeto de Pesquisa coordenado pela Profa. Dra. Wladilene de Sousa Lima (Wlad Lima), membro e sub-líder do PACA – Pesquisadores em Artes Cênicas na Amazônia, grupo de pesquisa credenciado pelo CnPq.
O Brasil, com todas as suas instituições e mecanismos de políticas culturais para as artes do teatro, não poderá continuar míope quanto aos artistas do norte do país e suas poéticas e procedimentos cênicos.
A tese dessa pesquisa é que nós do teatro da Amazônia já estamos escrevendo, na web, a história do nosso teatro de hoje. Portanto, aproveitem e tornem suas páginas nesta rede, “vitrines de conteúdos” de suas produções artísticas (espetáculos, ações de formação, companhias/grupos/trupes/coletivos etc.). Assim, o “Brasil” não poderá dizer que não conhece o Teatro d@ Floresta e suas demandas.
http://redeteatrodafloresta.ning.com/
visualizar o perfil de WLAD: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=1787532687405184729&mt=5
Voltamos aos comentários das cenas da aula anterior começamos pela cena da Luana, observei a ausência de energia em seu trabalho de atriz e sua necessidade de aplicar as técnicas teatrais, Aninha fez uma fala com direcionamento e Wlad complementou reforçando. Luana acionou o mesmo discurso do inicio do semestre referindo-se a intimidação que sente na presença de alguns colegas achando-se inexperiente. A fala da Luana foi continuada por Ivanilde desabafando não se sentir segura na turma, retomei minha fala do primeiro dia de aula sobre a importância de termos uma boa relação, serão 4 anos juntos lidando com atividades corporais, emocionais, de pesquisa e experimentação, ninguém faz teatro sozinho.
Ícaro apresentou uma bricolagem bem compactada sem fala e com musica, o que me incomodou foi não saber classificar: Teatro ou dança? Claro, que levantei uma polêmica. Adorei! Foi um bafafá, entrou até a discussão da aula teórica do Paes Loureiro e as fronteiras de interpretação.
Da Tais, falamos sobre o pouco material de sua trajetória, sobre sua bela voz e Aninha comentou seu trabalho tímido.Qunto aTainá, os comentários foram direcionados a sua postura cênica da moça e a falta de foco.
Ao final dos comentários a Professora pediu que escrevêssemos em poucas linhas nossa avaliação:
A Wlad consegue ensinar com sensibilidade levando em consideração a trajetória de cada um é exigente com quem precisa, diz o que pensa sem magoar; vê além do que está posto;sua metodologia se adéqua as necessidades da turma; a disciplina contribuiu para nossa organização, sistematização e atitude na cena, como primeira aula da semana nos deu norte mesmo com alunos diferentes; precisamos amadurecer e nos dedicar mais ao curso, exercitar o que aprendemos, ter disciplina assumindo postura de graduandos de um curso de Licenciatura em Teatro as vezes parece que estamos em uma oficina básica e não nos damos conta de nossa responsabilidade.
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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22/06/2009 - 01:45
O dia do 3º e ultimo grupo a se apresentar, cheguei cedo a Ivanilde a Crissie e Aine já estavam se preparando peguei a chave na secretária a pedido de Ivanilde que gostaria de passar o some a luz, achei essa galera bem organizada responsável. Aline pediu que eu fizesse a luz de sua cena concordei por companheirismo, sou péssima na técnica, depois a Ivanilde e a Tayná fizerem o mesmo pedido já estava no fogo mesmo aceitei.
A Wlad chegou, a tristeza em seus olhos estava nítida e confirmou o motivo que já suspeitava o falecimento do companheiro de teatro ator e bailarino Ronald Bergma a quem Professora dedicou a aula.As 19h começamos; Anne inaugurou a noite esperava uma superprodução tinha até data show o figurino impecável, ela capturou a mesma alma do Carlos, o ambiente escolhido foi um bar um personagem bêbedo e falante me prendeu no inicio depois fiou redundante e longo; Deisy usava um figurino de índia bem moderno, mais não explorou inciou com uma dança que foi bruscamente cortada passando para o teatro de animação sem muita animação, não vi a trajetória dela foi muito rápido; Aline fez um pescador e o José dançou sua coreografia lindamente; Crissiê me surpreendeu adorei vê-la brincando se divertindo em cena, fez uma bailarina, saiu de cena trocou de roupa varia vezes, andou na ventania, dançou fez strip meio sem graçinha causou expectativas, via outra Crissie em cena e foi muito bom, Daiene literalmente mascarado fez a cena que foi dirigida pelo Enoque e não me convenceu saiu demorou e voltou de Matinta Pereira desta vez com outra energia surpreendeu a todos; Ivanilde deu a luz em sala um trabalho diversificado, foi caboclo, sedutora e mãe; Tainá fez um pintor em pleno gozo de criação virou marginal e mãe sempre com olhar perdido sem saber onde focar; Ícaro me deixou na maior duvida e : Teatro ou dança; Tais cantou uma musica e pareceu uma princesinha acho os trabalhos de muito infantis.
Comentários: Todos elogiaram a matinta da Daiene eu estava tentando me controlar para não parecer chata, até que a Professora perguntou a quanto tempo Daiene tem esse personagem, também pensei a mesma coisa ao vê-la em cena. A turma se decepcionou com a revelação da moça que confessou ter esse personagem há 4 anos. Mesmo assim fiquei feliz pela Daiene agora sei que ela pode mais em quanto atriz
Finalizo este relato com o trecho de uma entrevista sobre um conhecido nosso que achei em minhas andanças pela internet: Amir Haddad
“o Teatro é a arte do futuro…, isto faz sentido, pois vivemos num mundo onde as relações estão cada vez mais virtuais. E o teatro voltará a ter força quando percebermos a importância da interação presencial. O teatro é a arte do encontro e do diálogo entre a encenação e os espectadores. Eu quero cada vez mais fazer teatro, seja para crianças ou para adulto.”
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22/06/2009 - 00:36
Como o combinado Luciano foi o primeiro, iniciou numa escuridão total, só se ouvia a voz do ator, acendeu-se um foco no personagem este ouvia o resultado do vestibular no radio, personagem comemora a provação do filho que, no final mata o pai e se torna travesti, o qual Luciano interpreta muito timidamente, deste trabalho ressalto a importância de uma boa pesquisa musical a interpretação do Lu foi boa só acho que ele poderia ousar mais; Marco entrou em clima fúnebre e se transformou em Edith Piaf, com direito a musica e tudo pena que seu trabalho foi muito compactado não deu pra ver muito sua trajetória; Jaqueline como sempre envolvente seduz meus olhos em cena, que mesmo envolvidos perceberam a bagunça e confusão dos elementos cênicos, ela cometeu as garfes que observei quando a dirigi; Rodolfo foi uma caixinha de surpresas adorei vê-lo em cena, brincou e divertiu na pele do Jô; Diego partiu para o teatro marginal faltou sistematização em seu trabalho, gostei da proposta, porem, já esperava esse rumo; Kauan teve um bom trabalho corporal achei seu texto confuso, Gilson brincou com as emoções, variou do riso ao choro, se embriagou, devaneou sonhou e acordou, teve medo do escuro, não encontrou a porta finalizou com pais e filhos.
Sobre os comentários, prefiro não comentar, neste dia Aninha e eu estávamos enlouquecidas com a rifa dos namorados que estávamos organizando para ajudar a pagar o ônibus do ENEARTE, não dei muita atenção as falas dos colegas.
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21/06/2009 - 23:52
Era um prepara luz pra cá, um testa som pra lá, figurino, data show, cenário e diante de tudo fiquei mais tensa e me achando muito simplesinha, o Alison gelado de nervoso. A professora entrou em sala e começamos as 19h, por ordem de freqüência. O primeiro foi o Alison de capa preta inicia com um texto crítico sobre os atores e a hipocrisia do teatro, sai falando do corpo morto e volta de diabo fala outro texto e entra de prostituta, Aninha colocando todos os adereços que usou na sua trajetória da disciplina em sua malinha até despisse completamente, coreografou ao som de barulhos de carro, Carlos super produzido, cantou suas ladainhas em um ambiente, mudou de cenário mostrando sua alma capturada na ótica de um clown, reproduziu sua paisagem em data show e coreografou fora de foco sem ligar uma cena a outra.
Chegou Minha vez, comecei do ponto zero, coloquei a roupa de minha imagem a sábia anciã movimentando-se na paisagem num ritual de adivinhação e defumação, engraçado briguei comigo mesmo em cena parece que achei prazer neste personagem estava curtindo fazê-la não queria mudar, me alonguei, usei a coreografia para trocar de adereços e interpretar a Neusa, num de seus momentos com Creusa cantarolando “Tanta laranja…” dando sequência a Senhora com alma de adolescente que capturei.
Depois de mim o Eneque se apresentou ele usava uma maquiagem de macaco, vestido e avental, Iniciou com a mãe do Rodolfo, limpou o espaço jogou o lixo para fora, cantou de essa rua fosse minha e passou a alma capturada de um morador de rua.Karla fez sua bricolagem utilizando a narração e ligou seus personagens com perfeição, Michel com travesti teve uma sacada ótima com a luz retangular dando a idéia de terraço até usou cachaça de verdade.
Depois do intervalo começaram os comentários; o Alison foi o primeiro ele estava mais desinibido e como sempre usado a cena pra dizer o que pensa sobre a turma, a cena da Aninha foi muito criativa, gosto muito se sua sensibilidade e concepção, faltou um pouco de síntese para o Carlos apesar de ter gostado do trabalho dele, Michel comentou minha cena achou como eu a anciã muito longa a Anne viu até a Creusa, Enoque me surpreendeu com sua alma papturada, Ivanilde achou a cena da Karla muito certinha concluiu que ela deveria ousar mais, gostei da síntese que ela deu acho, porém o trabalho do Michel foi o que mais me tocou enquanto espectadora.Luciano chegou no final e ficou para ser o primeiro da próxima aula
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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21/06/2009 - 22:37
Cheguei em sala e a Professora estava comentando sobre o trabalho do Luciano que já havia se apresentado ela dizia que os diretores deveriam trabalhar somente coisas dos processos, usando somente a matéria do ator e proibiu os diretores de trabalhar com material externo e lançar mão da arte da combinação.Karla não se sentiu preparada e Wlad solicitou que ela demonstrasse ressaltando a importância da experimentação, Karla mostrou, seu olhar não estava em sintonia com o corpo. Aninha falou da sugestão que sua diretora Luana deu de mudar sua musica, ela experimentou e Wlad aprovou a sugestão acrescentando:- A musica serve para trabalhar com o tempo.
Michel comentou que se preocupa com o seu tempo, em seguida apresentou sua cena dirigida por Gilson por sinal muito interessante, um homossexual que por ciúmes ameaçava se jogar se um terraço. O trabalho corporal do Michel foi muito preciso. A Professora gostou do trabalho, porém, disse que não comporta a proposta.
Vamos aos comentários da turma, Diego que dirigiu o trabalho da Karla socializou as dificuldades em achar uma energia de pulsação para o corpo da atriz Wlad , compreendeu e comungou da opinião do diretor.
Kauan, pediu para demonstrar, fez a coreografia, a paisagem um ambiente de cidade, a alma capturada.
Ícaro fez um felino se locomover no espaço utilizando sua coreografia. O olhar do ator foi fundamental para dar a idéia da criatura.
Trabalho final: Fazer bricolagem com todo o material que já produzimos na disciplina apresentação individual em grupos.
1º Grupo 01/06: Ana Carolina, Alison, Carlos, Cleice, Enoque, Karla, Luciano e Michel
2º Grupo 08/06: Gilson, Ivanilde, Rodolfo, Daisy, Kauan, Diego, Jaqueline e Marco Antônio.
3º Grupo 15/06: Ícaro, Anne, Tainá, Taís, Luana, Daiene, Crissie e Aline.
Dia 22/06, será a avaliação, leitura dos Diários.
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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21/06/2009 - 22:34

A pedido meu a professora Wlad cedeu seu horário para um bate papo mas, fez questão de participar , aproveitei a vinda dos surtados com o Espetáculo Surto e junto com Alessandra Nogueira e o apoio da Diretora da Escola Karine Jansen, organizamos um papo com os atores Rodrigo Fagundes e Wendell Bendelak sobre fazer teatro. Convidamos todas as turmas da escola o auditório lotou.
O papo foi super descontraído os dois falaram sobre seus processos de criação e formação de grupo, sobre o quanto ralaram para montar seu primeiro espetáculo enquanto grupo, as dificuldades financeiras a união da equipe. Ao final fizemos muitas fotos com os dois.
Adorei a injeção de ânimos que os dois aplicaram na turma, ouvi as pessoas e principalmente meus colegas de sala comentando sobre a persistência dos deles, a Jacqueline me disse que a cada dia está mais certa da escolha que fez. A turma estava precisando ouvir o que foi dito no papo, estávamos meio tristes com o ocorrido na ultima aula professor de técnicas corporais.
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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21/06/2009 - 22:17

“Vocês, artistas, que fazem teatro em grandes casas, sob a luz de sóis postiços, ante a platéia em silêncio, observem de vez em quando esse teatro que tem na rua o seu palco: cotidiano, multifacetário, inglório, mas tão vivido e terrestre, feito da vida em comum dos homens – esse teatro que tem na rua o seu palco. (…) Oxalá possam vocês, artistas maiores, imitadores exímios, não ficar nisso abaixo deles! Não se afastarem, por mais que se aperfeiçoem na arte, desse teatro que tem na rua o seu palco!” (Brecht, 2000, p.235)
“o homem possui um instinto inesgotável de vitalidade, sobre o qual nem os historiadores, nem os psicólogos, nem os estetas jamais disseram a menor palavra até agora. Refiro-me ao instinto de transfiguração, o instinto de opor as imagens recebidas de fora, as imagens arbitrariamente criadas de dentro; o instinto de transmudar as aparências oferecidas pela natureza em algo distinto. Em resumo, um instinto cuja essência se revela no que eu chamaria de ‘teatralidade’(Nicolai Evreinou, Apologia da Teatralidade)
TEATRALIDADE:
Como paga, denominação da Wlad, pois, meu colega estava devendo a leitura de seu Diário de Bordo. Michel que estava nervoso iniciou a aula falando sobre a dificuldade encontrar teorias sobre o assunto e fez uma analogia sobre representação e teatralidade. Usou como exemplos a dança do Carimbo como, representação e a forma como ela se apresenta teatralidade.
Durante a explicação Michel sentiu dificuldades de avançar e pediu para recomeçar: - Ver o objeto a partir de perspectivas diferentes …ela se coloca no espaço a partir disso… Vou tou a sentir dificuldades.
Wlad observou a importância de Michel continuar e superar as dificuldades …a aula não precisa estar pronta ela pode ser fragmentada como “trabalho em progresso” .
A fala dela me fez pensar no meu trabalho com adolescentes, antes preparava as aulas e levava prontas e acabadas, na hora mudava tudo, apareciam questionamentos e dificuldades na execução ou o grupo interpretava de outra forma. Ficava enlouquecida querendo que tomassem os rumos programados, induzia situação para ter o controle e ficava bastante frustrada quando não alcançava o que achava ser resultado, depois de um tempo fui começando a relaxar e não me preocupar com os resultados, parece contraditório, mas, encontrei melhores resultados, as coisas fluíram.
Voltando a aula, a professora continuou o tema: Teatralidade é uma forma particular de expor coisas com princípios muito próprios, uma delas é a forma física…construir teatralidade como lente para enxergar o mundo, tanto no teatro como no cotidiano.Se algo do cotidiano captura o seu olhar pode ser teatralidade.
Um assunto puxa o outro:
O que é etnocenologia? É uma ciência que estuda os elementos cênicos que constituem as manifestações populares a partir de uma perspectiva local, ou seja, que leva em consideração os valores culturais localizados, sem universalizá-los.
Depois do Intervalo, trabalho diretor ator:
Ivanilde/ atriz e Rodolfo/diretor: Musica, atriz anda na praia.
Eu e Jacqueline: Fiz exatamente a sequência que ensaiei com a minha diretora, claro desta vez com a energia do publico que é bem diferente de passar só com o diretor.
Ícaro e Deisy: Do parto a movimentação de gato com a coreografia.
Enoque e Tayna: A dança bem dilatada seguido de um personagem que me pareceu um garoto de rua.
Wlad colocou os diretores de frente para o publico e fez perguntas do tipo:
Para Rodolfo- Quais foram seus princípios de criação para a construção do trabalho enquanto criadores?
Trabalhar a matéria da atriz e a musica como densidade teatral da cena.
Karla lembrou de uma frase do Rodolfo que diz que ele gosta do teatro bonito e isso deu muito pano pra manga,
O que é principio afinal? É o que vai com o artista em todas as suas obras é o que ele acredita.
Para Jacqueline- Quais seus procedimentos em frente a tarefa ou processos de trabalho?
(sobre esse processo) Olhar para a atriz e pensar o que poderia dar a ela enquanto diretora; levantar questões sobre o trabalho;compor coisas, utilizar a musica como linha de costura; experimentar e limpar.
Para Tayna- Como você apresenta o que veio para sala?
É um produto que não está pronto, haverá várias mudanças está em aberto e seu principio em como ver o publico, através de questionamentos do produto trás está o que sente.
Essa aula me fez pensar se meus princípios estão presentes em meus processos.
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24/05/2009 - 01:51
Fim de semana de trabalho:
Jacque me ligou na sexta e optamos pelo domingo de manhã (detalhe dia das mães). Essa vida de atores é complicada não gozamos de descanso fins de semana e feriados e ainda dizem que ator é vagabundo…
Domingo como, combinado fui a Marituba, onde mora minha Diretora, pensei que a família estaria reunida para o almoço das mães, a família da Jacque é bem diferente da minha a Mãe e o irmão trabalham na feira, o pai viaja a trabalho e o irmão casula faz curso pré-vestibular aos fins de semana. O dia das mães para eles é dia de trabalho normal.
Vamos ao ensaio, Jacque me apresentou suas idéias, eu experimentei suas sugestão achei que algumas coisas poderíamos resolver de outras formas e ela foi receptiva as minhas contribuições. Gosto de trabalhar com Jaqueline, somos flexíveis e sempre entramos em consenso e encontramos química.
Direcionamentos: Começar com á musica da memória de infância “tanta laranja”, musica de costura; partindo para o personagem da história do Marco, “Neusa e Creusa”; seguido da imagem da criatura “A velha”, finalizando com alma capturada “Vizinha assanhada”, narradora e musica de costura.
Acho que consegui passar por essa prova de fogo, fui bem obediente a minha diretora e olha que ela foi exigente com relação a minha interpretação. Percebi que Jaqueline enquanto diretora sabe o que quer, só precisa expressar melhor com palavras e dominar mais técnicas. Acredito que exercitando ela chega lá.
Finalizamos o ensaio, bateu a fome e Jacque eu fomos á feira conheci a família dela, o Avô, a Avó, a Mãe e o Irmão todos comerciantes. Decidimos fazer uma lasanha de soja para a Mãe dela (a família da Jacque é vegetariana), como massa é minha especialidade tomei a frente dessa tarefa, adaptei a receita ao cardápio da família que chegava aos poucos para o almoço. Comamos todos elogiaram a receita, não sei se por educação. Foi um dia muito interessante que ficará na memória, vivenciei uma cultura completamente diferente da minha.
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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24/05/2009 - 01:46
Cheguei á sala e o assunto era o falecimento de Augusto Boal; Diretor, autor e teórico. Conhecido por ser um dos únicos homens de teatro a escrever sobre sua prática, formulando teorias a respeito de seu trabalho, tornou-se uma referência do teatro brasileiro. Principal liderança do Teatro de Arena de São Paulo. Criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro a ação social. Deixou um grande legado literário para o teatro.
Wlad falou um pouco da importância do trabalho de Augusto Boal, citou seu primeiro Livro: Teatro do Oprimido.
Quando a maioria da turma já estava presente a professora pediu a Michel que falasse sobre seu trabalho ele justificou que não estava pronto e ela pediu que ele iniciasse pelo menos Michel não se sentiu preparado Wlad o instigou a partir dos conceitos: Teoria; modo ver e Teatro; lugar de ver. Michel citou dois autores com conceitos distintos sobre o mesmo assunto.
Continuamos com os Diários de Bordo
Começou com Anne que relatou seu vislumbre pelo processo. Achei o relato da Anne muito fantasioso. Wlad sugeriu que os comentários ficassem para o final, Gilson leu o Dia 20, sua leitura foi quase um texto jornalístico de tão impessoal. Depois foi a vez de Aninha que relatou o dia 13 de abril , detalhou os acontecidos, fez muitas autocríticas, normal vindo dela, continuou o relato das cenas e suas impressões sobre os trabalhos da turma.A quarta foi Luana leu muito rápido fez uma confusão.
Aline iniciou confusa acredito por nervosismo, foi relaxando e fez o melhor detalhamento do processo do coro que já vi. Barbara relatou a 1 e 4 aulas, seguiu uma linha impessoal.
Sou fã do diário do Luciano, adoro sua forma de escrever neste, iniciou com uma comparação filosófica sobre defecar e escrever muito ousada. Depois dele veio o Ícaro relatou a 1ª e a 7ª aulas. A Crissie também falou sobre a as dificuldades que teve na 7ª aula e que durante seu trabalho sentiu dor na coluna.
Wlad abriu para a turma comentar, falou da importância de lermos nossos diários, e observarmos receios que são descritos neles, sobre as relações que se estabelecem na turma o exercício de ouvir e ver o outro e da integração para formação profissional.
Ao ouvir as palavras da Wlad, vejo que comungamos da mesma opinião, penso que esses 4 anos dever ser de integração a turma precisa, se identificar, se escutar e estabelecer uma unidade de grupo. Fazer teatro sem se envolver dificulta os processos.
Nesta aula nos foi dado uma nova tarefa; resgatarmos as duplas de diretor e ator e invertemos os papeis, adorei a idéia de ser dirigida pela Jacque, claro que será um exercício difícil pra quem estava em outra condição em nosso ultimo trabalho em dupla. A professora deu um tempo para nos reunirmos, combinarmos ensaio e recapitular a trajetória de nossas experimentações como: Coreografia, paisagem, imagem, alma capturada e outros…
Recapitulamos juntas, na hora de marcamos ensaio percebi que a Jacque estava sem tempo, forcei um pouco a barra, ela disse que ia tentar se agendar. Sugeri que, nos encontrássemos na casa dela, gostaria de conhecer sua família, ela topou. Ficamos de nos ligar para combinar dia e horário.
Frases chaves desta aula:
“Somos repassadores de informação depois de um tempo nos tornaremos criadores”
“é necessário saber escutar as questões que estão postas”
“Idéias, pensamentos, filosofia estão diretamente ligados as trajetórias da turma”
Cá com meus botões. Wlad direcionou para o papel do professor em perceber a turma, de trabalhar com a realidade dos alunos e da escola, enquanto ela falava imaginava coisas que refletem diretamente nossos processos do curso, no meu trabalho com adolescentes e nos futuros professores de teatro que seremos, será que teremos mercado? As escolas estão preparadas para receber essa demanda?
O teatro hoje já não é visto apenas como espetáculo, mas como instrumento para contribuir para a aprendizagem, estimular criatividade e coordenação motora, trabalhar a improvisação, integração, planejamento e dar condições para o desenvolvimento físico psíquico e social do individuo.
Com relação á escola esta ainda não apresenta condições físicas para a realização de aulas de teatro, alem, do auditório com tablado inadequado, sala de aula pequena, da quadra de esportes, espaços improvisados. Pelo tempo que tenho como oficineira, é comum nas instituições de educação a utilização do teatro como instrumento didático para apresentações de trabalhos ou datas comemorativas, ignorando o papel principal do fazer teatral, os processos de criação, produção, construção e colagem da relação de magia que se estabelece entre ator e espectador e o quanto esta vivência pode contribuir para formação cidadã.
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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24/05/2009 - 01:41

O dia da primeira avaliação: Leitura dos Diários de Bordo da turma.
Cheguei a escola de Teatro em clima de prova; tensa e ansiosa, percebi que a turma toda estava na mesma, me pareceu estranho a ausência da profª que sempre chega cedo a nossa espera, perguntei e disseram-me que ela estava numa banca de concurso. Esperamos aproximadamente uns 45min que, pareciam uma eternidade para mim.
Em fim, fomos chamados para o auditório, local da nossa prova. Wlad estava seriíssima, iniciou com orientações e o Alison se ofereceu para ser o primeiro, seus relatos perecia agredir a turma e os colegas de cena, principalmente com Aline que fez uma graça. Na hora não entendi e a professora ficou furiosa deu uma chamada na moça dessas de deixar silêncio total, fiquei sem ação por não entender o motivo não perguntei para evitar mais aborrecimentos.
Vamos ás leituras, Alison continuou sua leitura, referindo-se ao ensaio do coro a colega Aline, seus comentários foram me deixando cada vez mais chocada e na minha percepção a prof ª incomodada. Ao final da leitura Wlad me elegeu comentarista, fiquei por um bom tempo sem encontrar palavras que descrevessem minha sensação, enrolei um pouco até desabafar o que pensava de sua insensibilidade e grosseria. A professora concordou com minhas palavras complementando a falta de respeito de Alison com a turma.
O próximo diário lido foi o meu, comecei com minhas primeiras anotações seguindo a ordem pagina por pagina, fui ficando cansada, li até o 3º dia e a profª pediu para adiantar para a 7ª aula, quando terminei, o Rodolfo comentou disse que, faltou mais pessoalidade, minhas anotações são detalhistas, gostaria que eu relatasse mais minhas opiniões. Wlad reavaliou a dinâmica de ler todas as paginas dos diários, argumentando não termos tempo para ouvir a todos.
Rodolfo escolheu o dia que queria relatar. Sua leitura foi interessante ele bebeu na fonte do Enoque, lendo seu diário e se defendeu dos comentários do colega. Tudo de forma bem descontraída, Crissi fez o comentário dizendo que Rodoufo foi tão agressivo quanto Alison, discordei. A moça foi á próxima não pode ler, justificando-se.
A quarta foi Tainá, relatou a 4ª aula, ela escreve bem sua trajetória, parece que falta uma visão geral da turma. Diego comentou seguindo com seus relatos, a pedido da professora falou sobre a 7ª aula, seu relato me pareceu pouco objetivo se não tivesse participado da aula não entenderia o processo. Jaqueline comentou e apresentou seus relatos, falou sobre o dia em que a dirigi em minha casa, sobre a forma que conduzi o processo e fez elogios a relação de amizade que construímos a partir daquele momento e do chocolate com tapioca feito por minha mãe. Wlad comentou a falta de relato da presença de minha mãe no ensaio, comparou meus relatos com os da Jacque, frisando a importância das relações, do acolhimento e entrosamento da turma deixando link para o comentário e leitura do Enoque, este relatou a ultima aula, a partir dele os comentários se estenderam a quisesse fazê-los.
Karla 7ª a fazer relatos, optou em ler fragmentos da primeira e da quinta, passou pela segunda parte da sexta aula, Wlad sugeriu que ela finalizasse com á ultima. Karla descreu, comentou, citando teóricos e associando ao processo. O diário da Karla recebeu elogios tanto da turma quanto da Profª. Seguida de Carlos que escolheu ler a primeira aula, achei seu relato básico do básico. Tais, falou sobre a 5ª aula relatou a emoção que sentiu e o quanto se comoveu com as memórias dos colegas. Ivanilde considerou o diário da colega sentimentalista e observou que seus relatos poderiam ser mais técnicos a Profª pediu que ela exemplificasse e a convidou a ler seu diário. Ivanilde leu e demonstrou na pratica o que criticou no relato anterior.
Já o diário do Marco foi um improviso nítido e Deise não o perdoou em seu comentário referindo-se as faltas do rapaz, depois iniciou sua leitura optou relatar a 5ª aula.
No avançar do tempo, já estava na hora de saída e faltava mais da metade da turma ler seu diário, Wlad sugeriu continuar na próxima aula e aqueles que não fizeram o trabalho deu a missão de preparar uma aula expositiva como paga, intitulou “próximo ato”. Será inaugurada por Michel já na próxima aula e falará sobre Teatralidade, seguido por Crissie
Fico imaginando, embora, o trabalho dos dois venha por uma falha é muito interessante, pois terão oportunidade de pesquisar e contribuir com a aula além exercitar e experimentar repassar conhecimentos.
“O que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma
forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte
da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O
de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor
se perceba e se assuma, porque professor, pesquisador.”
Paulo Freire
Autor: cleicemaciel@ig.com.br - Categoria(s): Notícias
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