“É um pouco do que Hitler fazia para os alemães pegarem os judeus, ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam. (…) Fiquei com pena. (…) Vão encontrar gente do PT, do PC do B, da CUT, do MST. Acho que vão se dar mal”, disse Lula.
Em nota, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que Lula age como um “psiquiatra”, que interpreta sentimentos alheios. FHC disse que sempre torceu, porque ama o Brasil, que o governo Lula desse certo e, para isso, preparou uma transição “suave”.
Que merda é esta?
Desculpe o tom indignado caro leitor. O Brasil é tão carente de político descente que os dois únicos presidentes eleitos a terminarem os mandatos e
ainda reelegerem-se em toda a história recente do país vivem se digladiando pelo titulo de estadista mais melhor de bom da história.
Lula, num ato que considero de uma bestialidade inqualificável, invoca o nazismo para qualificar FHC e diz que treinar cabos eleitorais numa democracia equivale ao treinamento dado para os que dizimaram o povo judeu. Para concluir o raciocínio ele afirma ter ficado com pena por que o opositor vai encontrar pela frente a CUT, o MST o PC do B e o PT.
Eu fico com pena é de qualquer um que tenha que enfrentar estas “agremiações” em qualquer circunstancias.
FHC, em sua hipocrisia polida tem a cara de pau de afirmar que sempre torceu pelo sucesso do governo Lula e por conseqüência, do próprio Lula, simplesmente porque entregou o governo civilizadamente ao sucessor escolhido pelo povo, mandamento básico de qualquer democracia capenga.
E eu sou o que? O Bozo?
Eu sei muito bem o que FHC fez de bom para o país, seu papel importante na estabilidade econômica e em tudo de importante que o país tem hoje graças a isto.
Eu sei muito bem o que Lula representa como povo no poder, seus esforços pelo social, suas inegáveis conquistas internacionais em nome do povo brasileiro.
Mas eu sei muito bem o que Lula e FHC não fazem questão de ostentar no curriculum, como as privatizações obscuras, o mensalão e que tais.
Tenho os dois em muito boa conta pelo que representam no futuro de nossos
filhos, mas pelo menos os meus, saberão de todos os “apesares” e “senões” de suas biografias. O que eu não gostaria de contar para meus filhos é que tratamos na verdade de duas personalidades egocêntricas, hipócritas e mesquinhas, preocupadas absolutamente com o próprio umbigo, a ponto de sentirem-se no direito de manipular o ideário popular apenas para passar para a história em posição mais próxima de “deus” que o outro.
Que venham as pedras!
O hino nacional brasileiro por Zé Ramalho (Admiravel Gado Novo)





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