Para a UNE, o caso mostra a “opressão que as mulheres sofrem cotidianamente, ao serem consideradas mercadoria e tratadas como se estivessem sempre disponíveis para cantadas e para o sexo”. A entidade também pede punição para os estudantes envolvidos no episódio.
A celeuma da universitária Geysi Arruda no campus ABC da uniban, por
conta do vestidinho curto rendeu muita polemica. Muitos acham que os estudantes tem razão em fazer a algazarra que fizeram, achando que usar roupas insinuantes enseja atitudes animalescas como aquelas, mesmo na cidade mais cosmopolita do hemisfério sul. Outros acham que foi só farra de universitários, que fazem baderna por qualquer motivo, outros acham que a menina é uma coitada inocente. Até bairrismos foram aflorados já que cariocas aproveitaram para tripudiar de paulistas. Entre as reações descabidas, universitários da uniban afirmaram que a culpa é de quem trabalha, já que estes chegam cansados no campus e nem querem estudar mais.
E como vivemos mesmo num país politicamente de pernas para o ar, para coroar as tontices e asnices que já falaram sobre o episódio, nada melhor que a velha e boa UNE, cuja cúpula gosta tanto de faculdade que nunca sai dela (tem neguinho lá estudando na USP há quase uma década).
Eu sei lá em que mundo estes toscos vivem, mas o que eu vi na Uniban não se parece nada com galanteios ou assedio sexual, pelo contrario aquilo é nada mais nada menos que Bullying. Mobilizaram-se para humilhar e execrar a garota, passaram dos limites na brincadeira, expuseram a instituição e o corpo dicente e como diria aquela estudante de letras “chuparam o pau da barraca”.
Que o MEC (até agora agiu como se não fosse com ele) atente para isto, cobre das universidades particulares atitudes mais condizentes com o ambiente e enquadre este povo que só quer ganhar dinheiro, sem ensinar nada a ninguém.
Que os estudantes da Uniban tenham aprendido a lição e mobilizem-se agora para limpar a sujeira que fizeram nas próprias imagens e cabeças (saudades da educação moral e cívica), com atitudes mais compatíveis com o que pretendem ser como pessoas.
Que a garota aprenda a ver o mundo como ele é e assim se portar de forma a não passar por constrangimento, mesmo que ocasionado pela hipocrisia alheia.
E que a UNE vá para a…
a…
a…
Praça é nossa, que é lugar acolhedor para humoristas decadentes.





A algazarra não foi um ato de protesto motivado por preconceito, mas sim, como todas, por um fato pitoresco, fora do comum, chocante, tal e qual se fosse um bêbado, ou travesti, ou balão caindo dos ares. Algazarra purta e simples. Injustificada pelo que se espera, em nível de educação, de estudantes universitários.
De qualque forma, do nada, eis que surge uma jovem levantando o vestido até aparecer os detalhes da “calcinha”, rebolando a desfilar pelas escadarias, é óbvio que alguma reação obterá.
Ela buscava dois resultados e disso eu tenho certeza: Indenização da faculdade que há muito a repreendia pelas suas vestes tidas como provocante (falou com advogados e eles a ensinaram que se ela adrentasse ao estabelecimento e fosse colocada para fora pelos seguranças sob a alegação das veste, certamente ela teria direito a indenização por danos morais e constrangimento ilegal). O segundo objetivo a pinpolha, obviamente, é a notoriedade, flashs, entrevistas (aliás ela não perdeu uma oportunidade para se expor) e, quem sebe até, um contratinho para posar nua numa dessas revistas do gênero ou mesmo uma pontinh num desses filemes pornográficos.
Visual novo, vestes nova, nova perspectiva de futuro. Deu certo.
Para ela.
PERGUNTA: Quem será responsabilizado pelas perdas que os milhares de jovens acumularão ao longo da vida, por apresentarem um diploma de uma Universidade que virou sinônima de preconceito xiita? Parabéns garoto. Bela tacada. Boa sorte