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30/10/2009 - 14:43

Idea Adventure encara Livina X-Gear

Já faz dez anos que as primeiras versões com apelo aventureiro apareceram. Depois de uma década de evolução, foram-se os quebra-matos, entre outros penduricalhos e vieram itens bem mais úteis, além de desenhos harmoniosos, que mostram um bom amadurecimento da maneira de se mostrar diferente. Nesse comparativo, reunimos as duas únicas minivans com esse jeito mais descolado e que podem vir com requintes como câmbio automático, ou com sistema que dispensa o pedal de embreagem. As recém-lançadas Idea Adventure Dualogic e Livina X-Gear são os melhores exemplos de como o tempo fez bem às antes polêmicas versões com visual “off road”.

É bem verdade que o modelo da Fiat veste mais a camisa do time que gosta de por os pés na lama de vez em quando. Tem estepe na traseira, pneus de uso misto e boa altura livre do solo. Acaba de receber a opção de câmbio automatizado e, com o mesmo nível de equipamentos da concorrente da Nissan, tem preço sugerido de R$ 58.233, valor que inclui itens como duplo air bag, freios ABS e sistema de som de última geração. Poderia vir ainda mais equipada, com sensores que acionam o limpador de para-brisa e ajudam na hora de estacionar e mesmo assim ficaria um pouco mais em conta que a X-Gear, oferecida com motor 1.8 16V e câmbio automático por R$ 63.700.

A partir de agora é que começam a vir à tona as diferenças entre essas duas minivans aventureiras. Depois de ter dirigido ambas ficou claro que a Nissan tem um projeto um pouco mais refinado, o que inclui direção com assistência elétrica, sistema que permite dar a partida com a chave no bolso, cabeçote de 16 válvulas, além do câmbio automático, que apesar de ter apenas quatro marchas (com overdrive) transmite um pouco mais de conforto que o automatizado da Fiat. Outra vantagem da X-Gear é que existe mais de espaço interno, inclusive no porta-malas (449 litros, ante 380 litros da Fiat).

Tudo isso acaba justificando em parte a diferença de um pouco mais de R$ 5 mil entre os dois modelos. Não resta dúvida de que a Idea Adventure leva mais a sério o lado aventureiro (vem também com sistema Locker, que controla a tração no eixo dianteiro), mas a concorrente da Nissan sai com uma vitória apertada também por causa do menor consumo e pelo melhor desempenho no dia a dia.

Há quem torça o nariz para o conjunto mecânico da Fiat. Não há dúvida de que seu motor 1.8 (de origem GM) está longe de ser exemplo de eficiência com álcool no tanque (fez uma média de 6 km/l na cidade). Em contrapartida, a boa dose de torque em baixa rotação, deixa o carro mais ágil que a Livina nas ultrapassagens. São 18,5 kgfm a 2.800 rpm da Idea, ante 17,5 kgfm a altos 4.800 rpm da minivan da Nissan, que dá o troco acelerando melhor por causa da relação peso potência mais favorável (9,6 kg/cv ante 11,5 kg/cv da Idea), mesmo sendo um pouco maior que a rival da marca italiana.

A minivan X-Gear também consegue ser mais econômica (média de 6,8 km/l na cidade, com álcool) e silenciosa. Nas curvas, o centro de gravidade mais baixo do Nissan, contribui com a estabilidade, assim como os pneus, que apesar de serem mais estreitos que os da rival da Fiat (185/65, contra 205/70), têm banda de rodagem para uso 100% no asfalto, oferecendo mais aderência. Segundo a Nissan, a Livina X-Gear atinge 182 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos, números melhores que os da Fiat (171 km/h e 12,2 segundos, respectivamente).

Na prática, para que serve o estepe na traseira? Atrapalhar na hora de abrir o porta-malas? Ou chamar a atenção de gatunos de plantão? Claro que ajuda a compor o visual aventureiro, mas isso já está se tornando coisa do passado. Vários utilitários esportivos de renome estão deixando esse detalhe de lado. A lista já inclui Land Rover Discovery4, Nissan Pathfinder, Jeep Grand Cherokee, entre vários outros. Portanto, no Idea Adventure, a roda sobressalente na traseira foi mais um ponto contra na briga com o X-Gear. No quesito equipamentos, outro item que se mostrou mais eficiente no Nissan foi o temporizador do limpador de para-brisa regulável na comparação com o da Fiat, que usa sensor, mas que não é tão preciso.

Pelo entreeixos um pouco maior (2,60 metros, ante 2,51), o espaço interno na Livina torna o ambiente mais confortável. Além disso, aqui vai um alerta: não tente encaixar um copo no console central do Idea porque vai acabar fazendo um estrago. O mesmo não acontece no modelo da Nissan, que se mostrou mais prático quando foi preciso usar os porta-objetos. Faltou apenas regulagem de altura do banco do motorista, algo inexplicável em uma versão topo de linha como é a X-Gear. Sem ela, os mais altos vão se sentir dirigindo na estratosfera. E bem que essa Livina também poderia ter controlador de velocidade de cruzeiro (“piloto automático”) com comando no volante, o mesmo do Tiida.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 14:33

Dirija com a ajuda dos satélites


As paradinhas no posto de gasolina ou as abordagens de estranhos na rua para encontrar aquela rua desconhecida são hábitos típicos do brasileiro. Com a popularização dos aparelhos de GPS (Global Positioning System), orientados por uma constelação de satélites, a direção cega entrará em desuso. Atualmente, há pelo menos 20 modelos de GPS à venda no mercado. Todos eles, uns mais sofisticados e outros mais simples, ajudam o motorista a traçar rotas e chegar ao destino sem estresse. Para facilitar, todos saem de fábrica com tela sensível ao toque, mapas coloridos e recurso de voz; afinal nem todos têm paciência e agilidade para acompanhar rua a rua na tela.

Embora muitos modelos apresentem certas deficiências (veja a avaliação de 12 aparelhos abaixo), de forma geral eles são excelentes co-pilotos para os motoristas. Oferecem, na maioria das vezes, informações assertivas, seguras e ainda indicam o caminho mais rápido ou até sem trânsito. Com um desses a bordo, só se perde na rua (ou na estrada) quem quer. Toda essa comodidade, entretanto, tem seu preço. Hoje, os aparelhos custam de R$ 799 a R$ 2,5 mil. Antes restritos aos mais abastados, esses dispositivos ganham as ruas e os veículos de taxistas, executivos, profissionais liberais e até donas de casa. Estima-se que, só em 2008, os brasileiros compraram por volta de 150 mil aparelhos de GPS. Segundo o instituto de pesquisa ABI Research, dos EUA, em cinco anos o mundo terá 900 milhões de dispositivos em operação.

Para essas vendas se concretizarem, os fabricantes dos aparelhos de navegação terão de rever o design de seus modelos, o dispositivo de fixação no painel e, principalmente, a interatividade do produto. A verdade é que, nos dias atuais, os motoristas ainda têm dificuldades em operar um GPS. Pesquisa patrocinada pela Nokia em 13 países revela, por exemplo, que os brasileiros consideram “muito complicado” usar um GPS, daí a forte resistência para comprar um.

Na avaliação conduzida por Autoesporte, alguns modelos demonstraram ser complexos demais para uma corrida rápida. Obviamente, os fabricantes recomendam a leitura do manual. No entanto, esses pequenos computadores de bordo devem primar pelo uso fácil. Muitas telas, passos e termos complicados tendem a complicar a vida do motorista ao invés de ajudar.

Segundo a pesquisa, os motoristas de Londres, Inglaterra, reclamaram de informações erradas dadas pelos dispositivos, como a indicação de uma rua à direita, quando, na verdade, ela fica à esquerda. Esse erro chegou a ocorrer no teste feito por Autoesporte em modelos que não reconheceram uma “pegadinha” da rua Sergipe, bairro paulistano de Higienópolis, que se quebra em duas. A da direita permite que o motorista suba a rua da Consolação rumo à avenida Rebouças e Jardins. A da esquerda o obriga, sem direito a retorno, a descer a rua da Consolação a caminho do centro da cidade. Eis que a caminho dos Jardins houve GPS que fraquejou e não mostrou ao motorista que a rua tinha duas opções, deixando-o na dúvida e prestes a errar o caminho.

Lombadas e radares eletrônicos, tão temidos pelos motoristas, também não apareceram em todos os aparelhos. Em alguns outros, eles surgiram previamente e alertaram o motorista sonoramente. O problema é que nem todos demonstraram ter uma base de dados atualizada. Aí fica outro alerta: é imprescindível atualizar o mapa do GPS anualmente, igualzinho ao guia de ruas de papel. É possível ainda instalar novos mapas (pagos) no aparelho – alguns inclusive de cidades norte-americanas e européias -, encontrados em alguns sites da internet.

No Brasil, os mapas dos dispositivos cobrem todo o país e a maioria das estradas e ligações rodoviárias. Entretanto, detalhamento mesmo o motorista vai encontrar nos mapas que o conduzirão às grandes capitais ou cidades grandes e médias. Recentemente, a Mio, fabricante de navegadores GPS, lançou dois modelos de GPS no Brasil (um deles testado por Autoesporte) dotados do Indica, serviço inédito de informações de trânsito para GPS

Nesse primeiro momento, o serviço está restrito à capital paulista, com previsão de oferta para outras cidades ao longo de 2009. A grande vantagem do serviço é que ele promete livrar o motorista do congestionamento, a partir da oferta automática de rotas alternativas. Ou seja, ele analisa o trânsito e recalcula a rota. As informações sobre o trânsito são obtidas com a Rádio Bandeirantes e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), sobre uma base de mapas da Maplink.

De forma geral, os mapas dos dispositivos hoje oferecidos no Brasil trazem ainda os chamados POI (Point of Interest), pontos de interesse como bares, restaurantes, posto de gasolinas e até motéis. Exemplo: se você quiser encontrar uma lanchonete situada a até três quilômetros do lugar onde se encontra, o GPS vai te ajudar. E o melhor de tudo é que se o motorista optar por uma atração turística como o Masp ou a Praça da Sé, há aparelhos que mostram os monumentos em 3D.

Esses efeitos são bacanas e não são únicos. Além de orientar o motorista pelas ruas da cidade, a maioria dos navegadores funciona como uma verdadeira estação multimídia portátil. Isso dá direito a ouvir músicas em MP3, assistir vídeos e até armazenas fotografias. Para inserir as músicas no GPS, o motorista deve usar um cartão de memória; os aparelhos mais novos saem de fábrica com um leitor de cartões integrado.

Embora esses aparelhos sejam uma mão na roda, vale lembrar que em cidades com muitos edifícios altos, passagens subterrâneas e túneis, a recepção do sinal dos satélites fica comprometida. Nesse caso, o dispositivo ficará tão perdido quanto motoristas deslocados. Se isso acontecer, dirija por mais alguns metros até o dispositivo encontrar os satélites.

Avaliação dos aparelhos de GPS

12 modelos foram analisados por dois jornalistas motorizados e levaram em consideração nove critérios:

1) recepção – tempo para encontrar os satélites
2) fixação – baseado no número de peças, no tamanho e na qualidade do suporte e também na análise de vibração em situações extremas
3) utilização – mede a facilidade de uso do aparelho
4) visualização – como o aparelho mostra o trajeto para o motorista
5) operação – facilidade de inserir dados como o destino
6) mapas – sua clareza e atualização
7) adaptabilidade – ao errar o percurso, o GPS consegue se adaptar rapidamente à situação e mudar a rota?
8) voz – analisa se o som é metálico, mecanizado ou natural, se há vozes masculinas e femininas e em português
9) extras – recursos oferecidos além da definição de rota, como possibilidade de ouvir música, inserir fotos, usar recurso Bluetooth

Cada critério recebe uma nota que vai de 1 (ruim) a 5 (ótimo). No final, as notas são somadas com o intuito de se chegar a uma nota média para cada GPS. Abaixo, o resultado da avaliação dos 12 dispositivos em ordem decrescente e com direito a alguns empates.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 14:31

Em dia para as férias


Férias escolares e verão. A combinação perfeita para as famílias que pretendem iniciar a temporada de viagens. Porém, há muito o que fazer antes mesmo de dar a partida no motor. Revisar o carro, pôr a documentação em dia, arrumar a bagagem, pensar na alimentação das crianças e até ajeitar os animais de estimação… Tudo isso é fundamental para que suas férias comecem bem.

Antes de pegar a estrada, faça uma revisão no veículo para garantir a segurança da família na viagem. “Há manutenções periódicas mais simples, que o próprio dono do carro pode fazer”, afirma Claudemir Rodriguez, analista de pesquisa e desenvolvimento do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi). Para ele, a revisão do veículo em oficina é indispensável para freios, suspensão, direção e outros itens de segurança.

Mas o analista lembra que as pessoas podem fazer em sua própria residência a verificação de alguns itens. “A checagem do estado dos pneus, por exemplo. Eles devem ser trocados quando a banda de rodagem atingir as marcas TWI, que são os indicadores de desgaste”, afirma Rodriguez. “Em uma viagem, o carro normalmente está mais carregado e as pessoas esquecem de adequar a calibragem para esse tipo de situação”. A calibragem deve ser feita com os pneus frios, seguindo a pressão recomendada pelo manual do veículo.

No caso do motor, é necessário verificar o nível do óleo e do líquido de arrefecimento. Também é importante checar o nível do reservatório do limpador do pára-brisa e do fluido do freio. “Equipamentos de segurança como macaco, triângulo refletivo e chave de roda também devem ser checados. São equipamentos esquecidos pelas pessoas”, alerta Rodriguez.

Depois é a vez do sistema de iluminação, com a verificação de todas as lâmpadas. Peça para alguém olhar se lanterna, farol alto, farol baixo, luz de freio, luz de ré, pisca-alerta e setas estão funcionando. “Todas essas dicas também devem ser seguidas na volta da viagem”, lembra o analista.

Alguns centros e prestadores de serviços automotivos costumam oferecer descontos e promoções no período que antecede as férias ou feriados prolongados. Em algumas dessas redes é possível fazer gratuitamente a checagem de até 47 itens do veículo. A avaliação normalmente inclui pneus, amortecedores, molas e sistema de freio.

Freio eficaz – O nível de fluido de freio pode ser verificado e completado em casa, seguindo o manual.

Pneu reserva – Na hora da calibragem (que deve ser com os pneus ainda frios), não deixe de lembrar do estepe

Motor frio – A medição do nível do lubrificante é mais precisa quando o óleo está todo no cárter

Na véspera dos feriados de 24 e 31 de dezembro, a Polícia Militar Rodoviária de São Paulo desaconselha sair de casa entre 12 e 21 horas, para evitar os horários de pior movimento. Para melhorar a visualização de outros veículos, a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo recomenda que se trafegue com os faróis baixos acesos, mesmo de dia. Outras dicas são redobrar a atenção com o excesso de carros e não ingerir bebida alcoólica. O capitão da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo, Ivan Roncato Batista, aconselha que os motoristas programem a viagem. “Verificar o itinerário, fazer a revisão do veículo, respeitar a sinalização, não fazer o uso de bebidas alcoólicas e manter uma distância segura do veículo da frente são recomendações que podem evitar transtornos”. Como estamos numa época de chuvas, itens como palhetas do pára-brisa e pneus merecem atenção redobrada. “Os carros com pneus desgastados que tiverem atingido as marcas TWI serão apreendidos”, ressalta o capitão.

Dirigir falando ao celular, com fones de ouvido, utilizando o sistema Bluetooth ou assistindo filmes também são infrações de trânsito. “O motorista deve ter sua atenção totalmente voltada para o tráfego”, finaliza Roncato.

Documentos
Conferir documentos também é importante antes de cair na estrada. Licenciamento irregular e habilitação vencida são comuns na época de férias, segundo a Polícia Rodoviária de São Paulo. Caso tenha seguro, não esqueça de levar o telefone e carteirinha da seguradora. Excesso de velocidade é a principal infração, seguida de tráfego no acostamento, má conservação do veículo e extintor de incêndio vencido.

Cuidados com as crianças

Segundo informações da ONG Criança Segura, a maneira como seu filho é transportado no carro pode ser tão importante quanto fatores como velocidade do veículo e condições da estrada. Acidentes de trânsito (pedestres, passageiros e ciclistas) são a causa líder de mortes por acidentes entre crianças de 0 a 14 anos.

A melhor proteção para as crianças no carro é o uso de cadeiras e assentos de segurança. O cinto de segurança é projetado para adulto com no mínimo 1,45m de altura, por isso não protege as crianças dos traumas de um acidente.

Nunca saia de carro com crianças sem estes sistemas de retenção, mesmo que seja para ir até a esquina. Entretanto, não basta apenas comprar um desses artigos para garantir a segurança do seu filho. É importante usar cadeiras certificadas que sejam apropriadas ao tamanho e ao peso da criança e que se adaptem devidamente ao seu veículo. É importante instalá-la de acordo com as instruções do manual, pois a maioria das cadeiras e assentos de segurança é instalada de forma incorreta.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as crianças de até 10 anos de idade devem ficar no banco traseiro e utilizar cadeiras especiais até 7 anos e meio. No entanto, são necessárias diversas outras práticas de segurança. Além de seguir as recomendações para o transporte seguro das crianças, você também provavelmente terá que lidar com manhas, choro e tédio, alguns dos efeitos colaterais que afligem crianças que são submetidas a longas viagens. Se a paisagem não despertar interesse ou sono, os adultos têm de apelar para a criatividade.

Crianças de até 10 anos de idade devem ficar no banco traseiro e utilizar cadeiras especiais até 7 anos e meio
Como as crianças devem ingerir muito líquido, copos que não derramam (com canudos) são ideais. Sincronizar as paradas (aconselháveis a cada duas horas) com os horários mais quentes pode ajudar. Livrinhos e lápis para colorir são uma boa distração. Se a criança não gosta de desenhar e pintar, álbuns com muitas figurinhas podem acalmá-la por algumas horas. Outra brincadeira que pode entreter a criançada é a do tipo “O primeiro a ver…”, citando pontos como postos de combustíveis ou árvores. A única coisa que deve ser evitada são os livros de leitura, pois podem causar enjôo.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 14:21

Como deixar seu carro preparado para a inspeção veicular

Se o seu veículo tem de fazer a inspeção veicular ambiental na cidade de São Paulo – cerca de 2,6 milhões de veículos movidos a diesel, álcool, gás natural ou gasolina e produzidos entre 2003 e 2008 estão obrigados este ano -, é necessário fazer uma verificação antes. Afinal, você não quer correr o risco de ser reprovado, e ficar impedido de licenciar o veículo até corrigir os problemas, quer? Autoesporte ouviu mecânicos e engenheiros da área de autopeças para saber o que o seu carro precisa para ficar tinindo para a vistoria. Mesmo aqueles que fizeram a famosa revisão de fim de ano antes de cair na estrada precisam ficar atentos. Afinal, a conversa mole de algum mecânico ou profissional desonesto pode levá-lo a pagar duas vezes pelo mesmo serviço sem necessidade.

Regulagem do motor
Rubens Venosa, dono da oficina MotorMax e consultor da revista Autoesporte, diz que alguns sinais podem indicar problemas de regulagem no motor. “Se estiver falhando, soltando fumaça ou batendo pino, é bem provável que não passe na inspeção, pois são indícios de um motor mal regulado”, afirma. Nesse caso, o proprietário deve levar o veículo a uma oficina de confiança para um diagnóstico detalhado do motor, velas, cabos, ignição, filtros e injeção eletrônica. Para manter o motor do carro regulado, recomenda-se trocar o filtro de óleo a cada 5 mil km, o de ar e combustível a cada 15 mil km e substituir do jogo de velas a cada 30 mil km. O engenheiro, no entanto, acredita que a primeira inspeção da Prefeitura de São Paulo deve ser branda, e com a maioria dos carros sendo aprovados. “Ao longo dos anos, toda a frota será inspecionada e os critérios de reprovação devem ficar mais rígidos”, finaliza.
Emissão de gases
Algumas das possíveis causas da emissão excessiva de gases poluentes são falhas no sistema de injeção eletrônica, carburador desregulado, velas sujas ou desreguladas, filtro de ar sujo, bicos de injeção sujos e catalisador avariado. Para o gerente de engenharia da Mastra Escapamentos e Catalisadores, Valdecir Rebelatto, a importância do catalisador para a vida útil do motor é geralmente esquecida. “Esses redutores de poluição são prejudicados pelos combustíveis de má qualidade e pelas lombadas fora de especificação”, explica. Rebellato diz que catalisadores falsos provocam o aumento do consumo do combustível, além de causar uma mudança nas taxas de contra-pressão, Isso provoca alterações no sistema de injeção, arraste de óleo do motor e desgaste prematuro de peças. “Um catalisador genuíno, que vem no veículo novo, tem durabilidade mínima de 80 mil km”, diz.

Manutenção
A Controlar, concessionária responsável pela aplicação do programade inspeção veicular em São Paulo, recomenda que os proprietários dos veículos verifiquem alguns itens de manutenção antes de passar pela inspeção ambiental veicular. Segundo a empresa, é importante fazer a manutenção preventiva recomendada pelo fabricante, estar com a troca de óleo em dia, filtro de ar limpo e com o veículo sem vazamentos aparentes.

Revisão básica
De acordo com Venosa, é aconselhável fazer uma revisão básica a cada 15 mil km ou uma vez por ano. Normalmente são trocados filtros de ar, de óleo e de combustível, além da substituição do jogo de velas. O preço varia entre R$ 300 e R$ 500, dependendo do veículo. Para o engenheiro, os veículos revisados para as férias de final do ano não devem ter dificuldades na inspeção. “Quem fez revisão recentemente não deve se preocupar, pois, provavelmente, o veículo está em ordem”, lembra.

Cuidado com o que vai no tanque
A qualidade do combustível é um ponto importante que não pode ser esquecido, pois pode prejudicar o bom funcionamento do motor. Por isso, vale a velha dica de abastecer em postos de confiança, que, se possível, comprovam a procedência do combustível.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 14:18

Animal no carro, só com segurança

O Brasil é o segundo país no mundo com maior número de animais domésticos: com cerca de 42 milhões de animais, entre cães e gatos, só perde para os Estados Unidos. Se você é um daqueles donos que não aguenta ficar longe do seu animal de estimação um único final de semana, saiba que há uma série de providências para assegurar o bem-estar, o conforto e a segurança do seu animal durante uma viagem de carro.

Segundo a Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal (ARCA Brasil), o calor excessivo do verão e as altas temperaturas no interior dos automóveis são os principais vilões dos cães nessa época do ano. Tudo isso porque o animal tem apenas a boca e as almofadas das patas para regular a temperatura de seu corpo e, dependendo da espessura de sua pelagem e de seu sistema respiratório, pode ser vítima de hipertermia, ou seja, um superaquecimento.

Pouco conhecida é a exigência de portar atestado sanitário e a vacina anti-rábica para cães e gatos transportados no veículo. O atestado tem validade de dez dias e, caso a viagem ultrapasse esse tempo, será necessário levar o animal a outro veterinário na localidade em que a pessoa estiver para obter um novo. Segundo a Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal do Ministério da Agricultura, para transportar cães e gatos não é mais necessária a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento ainda exigido para todos os outros animais, como papagaios ou passarinhos, por exemplo, para circular em território nacional. Essas determinações estão previstas na Instrução Normativa nº 18/2006 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Não se conhece penalidade para quem não segue os procedimentos.

Para atender essas exigências, o dono do cão ou gato deve solicitar o atestado sanitário e o comprovante de vacinação ao veterinário: “O animal deve estar com as vacinas em dia, principalmente a anti-rábica, que deve ser aplicada no prazo mínimo de 30 dias antes da viagem”, avisa o veterinário Gilberto Mello Reis, da Clínica Veterinária Pró-Cão, de São Paulo. A vacina é válida por um ano. O preço da consulta para obter o atestado pode variar entre R$ 50 e R$ 150.

Cyro Vidal, presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirma que a única infração prevista no Código Brasileiro de Trânsito que trata sobre transporte de animais está no artigo 252, inciso II. “É proibido transportar animais à esquerda ou entre braços e pernas. É isso que está previsto no código e que pode ser punido”, ressalta o ex-diretor do Detran de São Paulo.

André Nogueira, tenente do Comando de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar, afirma que a fiscalização do transporte de animais obedece apenas essa determinação. “Orientamos para que as pessoas transportem seus animais em caixas específicas, que devem ser presas ao cinto de segurança”, alerta o tenente Nogueira. A infração pode resultar em multa de R$ 85,13 e somar quatro pontos na habilitação do motorista. Leis à parte, seu animal de estimação deve estar com boa saúde para viajar.

Transporte seu bicho com controle e segurança
· Se o animal nunca viajou de carro, antes de “pegar a estrada” comece a levá-lo para passear diariamente, pelo menos uma semana antes da viagem;
· Não alimente o animal ao menos duas horas antes da viagem. Só ofereça alimento novamente cerca de duas horas depois da chegada, já que o stress da viagem pode causar alguma indisposição;
· Procure fazer paradas regulares para o animal fazer as necessidades;
· Não esqueça de levar a guia, a focinheira, a coleira e saquinhos para recolher as fezes;
· Para os gatos, não esqueça do recipiente com o preparado sanitário;
· No caso dos pássaros, as gaiolas devem ser cobertas para evitar que o barulho ou movimento anormal assustem o animal;
· Leve o animal dentro de uma caixa de transporte confortável e bem arejada, que deve ser colocada no banco traseiro do carro e presa com o cinto de segurança. Assim, você evitará que o animal vá sacolejando e garantirá sua segurança na eventualidade de uma freada ou manobra brusca. Nunca deixe o animal viajar no colo das pessoas ou debruçado na janela, é muito perigoso;
· Água é necessária para hidratação. Quanto maior o porte do animal, mais curtos devem ser os intervalos entre as paradas;
· Em dias muito quentes, o ar-condicionado deve ficar em uma temperatura abaixo da externa;
· Existem no mercado calmantes naturais. Informe-se sobre o melhor uso com o seu veterinário, se isso for necessário;
· Evite viajar com animais mais idosos, principalmente aqueles que as condições de saúde requerem cuidados;
· Bichos com menos de quatro meses que ainda não completaram a vacinação só devem viajar em caso de necessidade e não devem ficar expostos a outros animais;
· Pegue a estrada no começo da manhã ou no fim da tarde, quando a temperatura é mais fresca;
· Evite deixar animais fechados no veículo durante as paradas, o que pode causar graves danos à sua saúde;
· Parece óbvio, mas não esqueça de trazer seu animal de volta. O abandono é crime e é uma atitude injustificável, mas covardemente praticada por alguns. Pode resultar em detenção de três meses a um ano, e multa, tudo previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98 dos Crimes Ambientais.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags: ,
30/10/2009 - 14:09

É bom usar gasolina em carro flex periodicamente?

É verdade que é bom usar gasolina em carro flex de vez em quando para lubrificar as peças?
Adriano Felix de Araújo – Jaboatão dos Guararapes (PE)

Segundo o engenheiro Rubens Venosa, o abastecimento ocasional com gasolina é bom não por conta da lubrificação das peças – o que não é necessário -, mas para garantir a durabilidade da bomba de combustível. “Quando o motorista utiliza só álcool por um longo período, forma-se uma espécie de geléia no tanque. Isso entope as tubulações e o pescador de combustível, que é responsável por levar o líquido para o motor”, informa Venosa. Por isso, o ideal é abastecer com gasolina pelo menos a cada três meses, para evitar este efeito. “Não precisa ser muito, apenas meio tanque já ajuda a eliminar essa borra”, reforça.

Apesar de as montadoras afirmarem que não é necessário fazer este abastecimento periódico, Venosa reforça que sua dica vem da experiência ao lidar com carros de clientes. “Uma bomba de um carro a gasolina dura, em média, 60 mil quilômetros. Já em um carro abastecido apenas com álcool, que já tem uma durabilidade menor por conta da corrosão, isso pode cair para apenas 20 mil quilômetros”, declara.

Vale a pena lembrar, também, que no inverno é importante manter o tanque reserva de gasolina sempre abastecido, para garantir que a partida a frio do carro funcione. E Venosa reforça, “troque gasolina do reservatório a cada seis meses, no máximo, para ela não ficar muito velha”.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 11:52

Novo Uno ou Topolino?

Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 11:50

Vantagens e desvantagens dos motores 1.0 16V

Gostaria de saber as vantagens e desvantagens dos motores 1.0 16V. Pois ouço dizer que dá muito problema.
Segundo o consultor de Autoesporte, Rubens Venosa, o motor 1.0 16V é mais potente do que o de 8V. Ele recebe uma curva de torque diferenciada também. O motor de 16V adquire uma potência maior em uma velocidade também mais elevada. Ele é apropriado para estradas, enquanto o motor de 8V ganha mais potência em velocidades menores.
Em questão de fabricação, o motor 16V é mais caro para ser produzido. A outra diferença é o consumo de combustível. O propulsor de 16V pode até ser mais econômico, mas isso vai depender da forma de conduzir. Se o motorista utilizar o carro com toda a potência, ele também gastará mais combustível.

Os motores de quatro válvulas por cilindros respondem melhor em rotações mais altas porque a energia da mistura ar-combustível é baixa quando o motor está girando pouco e insuficiente para superar as duas válvulas extras, que servem de obstáculo para que a mistura entre na câmara de combustão. Quando o giro sobe, a situação se inverte. Ou seja, com mais energia para superar as válvulas, entra mais mistura na câmara de combustão, que agora são aliadas para encher os cilindros com mais mistura e, consequentemente, gerar mais potência.

A manutenção dos motores de quatro válvulas por cilindro é mais cara que os de duas no caso dos modelos que vêm com dois comandos de válvulas. Isso porque existe mais peças e a regulagem é mais trabalhosa, o que acaba aumentando o custo da mão de obra. Mas há motores 16V com apenas um comando, como o 1.0 16V da Renault, cuja manutenção é um pouco mais simples, embora continuem gastando mais combustível que os 8V. Em compensação, são mais potentes e têm mais torque (força).
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 11:48

GM muda lista de equipamentos do Agile


O press-realese (informação para a imprensa) já havia sido entregue. As fotos de divulgação estavam tratadas. E os folhetos de marketing, impressos. Enfim, tudo estava pronto para a festa de lançamento do novo Chevrolet Agile. Mas as últimas horas foram corridas nos corredores do hotel onde a marca faz a apresentação do carro em Mendoza (Argentina). O motivo? De última hora o marketing da fabricante decidiu mudar o conteúdo das versões LT e LTZ. E, por tabela, o preço do carro.

De início o Agile LT não contaria com vidros elétricos dianteiros e ar-condicionado. Seu preço estava cotado em cerca de R$ 35 mil. Isso foi até ontem. Hoje ele acordou com os itens acima e ainda banco do motorista com ajuste de altura, direção hidráulica, acendimento automático dos faróis, trava elétrica das portas e alarme. O preço pulou para R$ 37.708. O único opcional nesta versão passa a ser o airbag duplo frontal – que custa R$ 1.222. Quer saber a razão da mudança de última hora? Aí vai a resposta: em um mês a Volkswagen lança o novo Fox, com visual renovado e painel inédito. E com preço competitivo, segundo pessoas da própria GM. A fábrica, é claro, não admite, mas o fato é que ela teme a chegada do renovado rival.

Voltemos ao Agile. A LTZ, opção topo de linha, vem equipada com todos os itens da LT e mais: CD player com MP3 e Bluetooth, faróis de neblina, espelhos retrovidores externos elétricos e roda de liga leve de 15 polegadas. Ela parte de R$ 39.601. Com lanterna de neblina, airbag duplo frontal e ABS com EBD o preço sobe para R$ 42.706. A fabricante estima que a LTZ vá corresponder a 30% das vendas de 3.500 unidades por mês. Em outubro a dupla Fox e CrossFox emplacou mais de 13 mil unidades. Executivos ligados à GM admitem que a expectiva de vendas anunciada é conservadora – “Sabemos que vamos vender mais que isso. Mas é melhor trabalhar com uma meta mais baixa”, diz um executivo.

Mas afinal, o Agile tem força para incomodar o Fox? É fato que a mudança de “última hora” deu mais gás ao modelo. Por R$ 37.708 o Agile já vem bem completo. O Fox 1.6, quatro portas, com os mesmos equipamentos sai por R$ 40.080. Ao dividir todos os itens do Agile por seu preço e compará-lo aos rivais, o Chevrolet sai na frente. Taí aí a grande sacada do modelo, porque inovação não é seu forte. Isso não quer dizer que o Agile não é um bom carro. É um hatch bem feito, sem descuidos graves, mas também sem grandes ideias inovadoras. Em certos pontos ele chega a ser menos refinado que o Corsa (modelo que vai substituir nos próximos anos). Um exemplo é a suspensão com elementos do Corsa, mas sem subchassi como o irmão. É ruim? Não, em curvas ela se mostrou calibrada e em bom acerto – nada de dureza e moleza. No ponto. Elogio também ao câmbio com bons engates.

Em relação ao Corsa, a relação de marchas foi encurtada. Deixou o carro mais esperto, mas o efeito colateral aparece na estrada. A 120 km/h o motor trabalha a 4.000 rpm e transforma a cabine num show de rock. No Brasil, o Agile contará apenas com uma versão de motor: a 1.4 Flex, já presente em outros modelos da marca, como a família Corsa. No Agile, ele rende 102 cv com álcool e 97 com gasolina – 3 cv a menos que os irmãos. A perda, segundo a GM, foi motivada pelas alterações no filtro de ar e no sistema de escapamento.

Se o exterior do Agile é polêmico devido ao desenho da dianteira e da traseira que não conversam, o interior agrada a todos. A todos? Calma, estou falando do espaço. Graças ao entre-eixos de 2.54 metros, o espaço atrás é bom. Só cuidado ao entrar e sair do carro. Como o caimento da altura das portas é grande a partir da coluna central, a chance de você ganhar um galo no testa é alta se não tomar cuidado.


O acabamento é bom, mas não espere encontrar plástico emborrachado e cromado. Na opção LT ele não conta com imitação de aço escovado no painel e nas portas. O tecido dos bancos também é outro (leia-se de menor qualidade). O painel reproduz o conceito “duplo cockpit” inaugurado pelo Corvette em 1953. Ou seja, há desenho simétrico entre o lado esquerdo e o direito. A posição do banco é elevada, o que facilita a visibilidade. A marca anuncia 27 porta-objetos dentro da cabine, mas úteis são 16 – de qualquer modo é um show de porta-trecos. No porta-malas, o hatch leva 327 litros de bagagem, diz a fabricante.
O Agile terá forças para bater Fox, Sandero, Fiesta e companhia? É cedo para responder. Mas não é difícil prever que os executivos da GM terão outras noites mal dormidas. A briga será grande, e ela está apenas começando.

Quer saber mais sobre a novidade da Chevrolet? Não deixe então de comprar a edição deste mês de Autoesporte que está nas bancas. Lá você saberá quais são os futuros projetos da GM para a família Agile, os números do teste de pista e mais detalhes sobre a versão LTZ do modelo.
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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
30/10/2009 - 11:28

Faróis de xenônio: entenda a nova lei

Desde o primeiro dia do ano, só podem trafegar com faróis de xenônio veículos com sistema de regulagem de altura dos faróis, que, em caso de desníveis da pista ou de sobrecarga no portamalas, evita que o facho de luz atrapalhe a visão do motorista que trafega à frente ou em sentido contrário. A resolução 294/08 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), também exige que os veículos estejam equipados com limpadores automáticos dos faróis, a fim de impedir que uma eventual sujeira mude a direção da luz.

Vale lembrar que esse tipo de equipamento é instalado somente em modelos mais caros e luxuosos, que já saem da linha de montagem com as luzes de xenônio de acordo com as especificações determinadas pela resolução. Como a adaptação é inviável para muitos veículos, quem instalou o kit xenônio teria de retirá-lo para atender à norma.

O feixe de luz xenônio é três vezes mais potente que o de luz halógens e, segundo o Contran, pode causar cegueira momentânea, potencializando o risco de acidentes. O motorista que não cumprir as exigências pode ser multado em R$ 127 e ter o veículo apreendido, além de somar cinco pontos na carteira de habilitação.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo afirma que haverá fiscalização na área urbana e nas rodovias. Segundo o tenente do Comando de Policiamento Rodoviário da PM, André Nogueira, os veículos que não têm o equipamento de fábrica e estiverem transitando com faróis de xenônio sem o Certificado de Segurança Veicular (CSV) estão descumprindo o artigo 223 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele considera infração grave transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta de forma que perturbe a visão de outro condutor. “Para fazer a fiscalização e verificar se o farol excede o fluxo luminoso objetivo de 2 mil lúmens, precisamos de um luxímetro para medir o nível de iluminação, mas esse aparelho não está regulamentado no CTB”, afirma Nogueira.

Para o tenente, outro ponto que precisa ser melhor detalhado na resolução é a questão referente ao dispositivo de limpeza do farol. “Não está claro como é exatamente esse equipamento”, diz. Nogueira completa: “Também não houve nenhuma medida que obrigasse as montadoras a relacionar os veículos que saem de fábrica com os faróis de xenônio”.
Para o engenheiro e consultor da revista Autoesporte, Rubens Venosa – dono da oficina Motor-Max – houve “exagero” do Contran: “Existem muitos detalhes sobre essa resolução inexplicáveis. Sem falar que temos experiências mal sucedidas no que diz respeito à regulamentação das normas de trânsito, como o caso da obrigatoriedade de portar um kit de primeiros socorros no carro e a regulamentação dos engates”, lembra.

Queda na procura

Robson Luiz Roque, diretor da Art Sonorização Automotiva, calcula ter vendido mais de 320 kits xenônio durante 2008. Após a resolução, calcula que a procura caiu 80%: “A resolução é confusa e os clientes estão com muitas dúvidas. Tive clientes que pediram para retirar o kit, pois estão com medo de multa”, diz. O empresário faz um alerta. “Aconselho a quem retirar o kit do carro a guardar o acessório e esperar alguns meses, já que até agora só temos informações imprecisas sobre o que devemos fazer”.

Toufic Sleiman, físico e oftalmologista membro da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), considera a lâmpada de xenônio uma evolução tecnológica, já que ela oferece luminosidade três vezes maior do que a das lâmpadas comuns com 50% de economia. “A luz de xenônio veio para ficar. Sendo bem projetada, ela beneficia quem está dirigindo”, diz.

Como regularizar seu veículo

Quem tem ou pretende instalar faróis de xenônio deve pedir uma autorização ao Detran para regularizar a modificação no carro. Com a autorização, o dono do veículo faz a mudança e, após a alteração, deve procurar um posto de inspeção licenciado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Com o Certificado de Segurança Veicular (CSV) em mãos, basta encaminhar ao Detran de sua cidade para atualizar o registro do carro.

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Autor: blogdomanetta@ig.com.br - Categoria(s): carro Tags:
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